11 de novembro de 2010

Por trás da magia

Está chegando o começo do fim. Um dos maiores fenômenos mundiais, que já está há uma década nos cinemas, apresentará na próxima semana – e no próximo ano – um dos desfechos mais esperados das últimas duas décadas, talvez (em 3D hahaha).

Um garoto “comum” com um nome famoso. Nada de extraordinário. Em meio a feitiços, poções, magias, trapaças, romances, assassinatos, vilões, heróis, dragões, vassouras, amigos, amor, J.K. fez nascer, crescer e se reproduzir um herói dos mais aclamados, mais corajosos, mais amados que já vimos.

Assim como Frodo, – mas nem tanto também – ele não possui nenhum dom realmente especial. É bom sim, mas não o melhor nem o mais poderoso. Inteligente, mas preguiçoso, Harry, não teria chegado a lugar nenhum sozinho. Tão importante quanto ele, Rony e Hermione o ajudaram a prosseguir, sem contar os inúmeros outros que contracenaram e morreram contra Voldemort.

Mas, por baixo da história de ação, magia e romance que a maioria vê, J.K. nos passou mensagens muito mais profundas. Em seus livros ela cometeu uma série de pequenas gafes (eu sei porque já os li mais vezes do que seria saudável fazer). Em um momento, eles limpam qualquer sujeira com um aceno de varinha e um simples “limpar” ou secam roupas com um feitiço, em outro, lavam a louça e penduram a roupa para secar. E, para onde vai toda a sujeira? Matéria não desaparece simplesmente. Mas tudo bem, são coisas perdoáveis, pois, ao mesmo tempo que ela foge à realidade (e também a que ela própria criou) algumas vezes, ela aproxima sua história da nossa com incrível sutileza.

Alguém se lembra de Grindelwald, o bruxo das trevas que Dumbledore derrotou? Lembra QUANDO foi que ele fez isso? 1945. Fim da Segunda Guerra Mundial. E quando Harry nasceu e “derrotou” Voldemort pela primeira vez? Fim da Guerra Fria. E quem seria Voldemort senão a encarnação de um dos maiores males da humanidade, uma alma sem amor? E a construção da história foi tão bem elaborada que, no começo do primeiro livro, Sirius é mencionado (emprestou a moto voadora a Hagrid), mas só vamos saber quem ele é no 3º livro. E a capa da invisibilidade? A explicação real para ela aparece apenas no último livro! O pomo de ouro, o primeiro capturado por Harry, reaparece também nesse livro.

As quatro casas ressaltam exatamente os pontos mais distintos do ser humano: coragem e lealdade, inteligência e pensamento rápido, sentimentalismo e amabilidade, frieza, astúcia, egoísmo e desprezo pelo próximo. O conflito entre o bem e o mal, a natureza do ser humano, são ricamente trabalhados nessa história.

Mas acima de tudo, ela passa a mais profunda, maior e principal mensagem do livro.

Ela fala sobre o amor.

Mesmo com todo o poder que Voldemort possuía, ele não pode, enfrentar o simples e puro amor de uma mãe, de um amigo, o amor pela vida própria e dos outros ao redor. Foi o amor que salvou Harry quando pequeno e foi esse mesmo amor que o trouxe da morte. Foi o amor que matou Voldemort.

A maior mensagem que ela passa é: não importa se você não é o mais corajoso, o mais forte ou poderoso, o mais inteligente, o mais esperto ou o mais qualquer coisa, se você acreditar com seu coração, se tiver amor dentro de si, tiver amigos com quem contar, nada nem ninguém nunca poderá te deter.

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1 comentários:

Phamela Silva disse...

J.K Rowling é minha diva *-----------*, é, o fim chegou, mais tudo bem
e eu ADOREI esse post Gustavo, AMEI.
Depois vou reblogar ele ! porque foi perfeito

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