20 de dezembro de 2011

Resenha: Coração de Tinta


Título: Coração de Tinta
Autora: Cornelia Funke
Série: Mundo de Tinta
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 456
Skoob: Livro

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado "Coração De Tinta". Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de "Coração De Tinta" um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

Comecei a ler coração de tinta com empolgação. Foi indicado como uma história envolvente de fantasia.
Realmente é envolvente e muito bem escrita. Comecei a lê-lo e só parei quando terminei. Porém, fiquei um pouco decepcionado.
A ideia de que Mo e Meggie podem tirar coisas e personagens de dentro das histórias é fascinante, dando um excelente toque especial no quesito fantasia.
Mas no desenrolar da história, o livro sai um pouco deste conceito. Os conflitos são dinâmicos e bem trabalhados, te deixando angustiado e te fazendo querer ler mais, mas, para um livro de fantasia, acabou tendo pouca fantasia por boa parte da história. O final resgata o conceito novamente, mas o meio do livro, a maior parte da história, está muito mais para o gênero aventura do que fantasia ou mesmo literatura fantástica, fugindo até mesmo do quesito ficção-científica.
Porém, a única crítica que tenho a este livro é essa, pois a história é muito boa e, ainda que alguns digam que é uma história para crianças, para mim, é para todas as idades
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