5 de dezembro de 2010

Um sentimento, um tom


Sento em frente às teclas, observando-as, todas elas ali, apenas esperando que meus dedos encontrem a combinação correta para começar a formar palavras, expressar idéias, expor sentimentos...
Não encontro essa combinação.
Nem mesmo as teclas da minha cabeça conseguem decifrar o código que se passa no meu coração. Sei o que ele significa sim, sinto o que ele significa, mas, ao contrário do que já me disseram, não consigo traduzir tão bem assim em palavras o que se passa por aqui.
Por vezes alguns versos inconstantes se formam na tela da minha mente e se transformam em palavras frias que aquecem o coração de quem às lê. Frias apenas ao toque. Ao significado, elas se fundem com a intensidade da mensagem que tento passar, sem ter a capacidade suficiente para expressar tudo aquilo que se passa ao longe da visão dos outros... Se você pudesse tocá-las, com certeza se queimaria com o calor que emanam de mim.
Simplesmente não posso explicar.
Talvez eu sinta com mais intensidade do que a reciprocidade existente... mas sempre foi assim. Quem pode julgar se isso é bom ou ruim? E, na verdade, a razão emocional, o calor recíproco que me invade, talvez diga que isso não é verdade. Não existe mais ou menos. Apenas existe. E se existe, é isso que importa. As maneiras pelas quais ele se expressa (ou não expressa) podem ser diferentes, alguns tons da música que exala podem variar, mas, na essência, a clave pela qual ele é tocado é a mesma.
Nesse caso eu diria que a que nos rege é uma de Sol.
Notas agudas misturadas com timbres graves, algumas vezes intensos, outras muito suaves e, às vezes, quase tristes, mas na verdade sempre felizes, fazem parte da melodia que nos acompanha, da música que exala de nós até mesmo quando quilômetros nos separam, fazendo-se ouvir para qualquer um que quiser ver, ouvir, sentir! Ninguém pode nos impedir, me impedir, de continuar tocando o instrumento desse sentimento, não enquanto suas cordas estiverem inteiras e afinadas, e isso só depende da afinação do outro instrumento, igual em essência, diferente na aparência, que completa a melodia da minha existência. Até mesmo um verso ele é capaz de me fazer produzir!
Queria às vezes apenas ver tal música que chega até mim transformada em um canto que faria meu coração saltar no peito e parar de bater sem me deixar morrer. Apenas algumas palavras faladas ao invés das notas que me acalmam, excitam, me fazem viver, que me permitem sorrir!
Talvez isso não seja necessário, e na verdade não é, mas não posso fazer com que meus ouvidos deixem de ansiar por elas...
O que importa é que a música da vida ganhou novos tons para complementar seu ritmo, uma nova orquestra formada apenas por dois integrantes que irão reger a vida deles de uma forma que nunca deixem de tocar, nunca deixem de amar.
E você? Porque não passa um breu no seu arco e arrisca algumas notas em busca de uma melodia que te complete? Vai ser difícil, mas nunca custa nada tentar, e o importante é que se nunca desistir, um dia você vai encontrar.
O que você achou?

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