25 de dezembro de 2010

Contos de um Camping

Uma conversa, um copo

Em um belo dia de verão eu e uma amiga minha entramos no meu chalé. Minha mãe estava dormindo na hora, já devia passar da meia-noite, e nós fomos até lá porque eu estava com sede e queria tomar um copo de refrigerante.

Sentamos em volta da mesa e ficamos conversando tranquilamente enquanto eu bebia o líquido sagrado. Terminei, coloquei o copo em cima da mesa e, como a conversa estava boa, continuamos por ali.

Falamos de diversas coisas das quais não me lembro mais. O assunto que precedeu o acontecimento, porém, eu me lembro um pouco.

Ela falou alguma coisa de uma amiga dela que não era lá muito normal e tinha acontecido alguma coisa com ela, mas já não me lembro o que foi. Estávamos rindo alegremente quando um alto estalo cortou o ar.

Olhei em volta, procurando a origem do barulho. Achei que provavelmente fosse um gato ou coruja no telhado, o estalo da madeira se dilatando, sei lá. Só que o som foi mais próximo que isso, mais alto.

- O que foi isso? – eu perguntei, ainda olhando em volta.

- Foi o copo. – ela respondeu.

Olhei atentamente para o copo.

- Não foi o copo.

- Foi o copo. – ela insistiu.

- Não foi o copo! – eu não via nada de errado com ele!

- Foi o copo sim! – ela segurou o copo por cima e girou para que eu pudesse ver.

De um lado ao outro, o copo tinha rachado em uma linha reta, mantendo-se intacto apenas nas bordas.

Olhei para ela, que já olhava para mim.

- Vamos sair daqui. – sugeri, o que ela aceitou na mesma hora, levantando da cadeira instantaneamente.

Saímos quase correndo do chalé, o coração acelerado.

Mais de uma hora depois nós voltamos. Minha mãe tinha acordado e eu mostrei o copo à ela, que segurou-o, olhando a rachadura e, de repente, o copo se separou, cortado perfeitamente ao meio.

Peguei uma metade e passei o dedo pela sua borda: nem mesmo uma imperfeição, não chegou nem a cortar o meu dedo.

Olhei novamente para a minha amiga, que tinha uma expressão amedrontada.

Jogamos o copo fora e tentamos não pensar naquele acontecimento, o que vocês podem imaginar, foi impossível.

O que foi aquilo? Não faço idéia, talvez um espírito de um samurai, talvez.

Nunca chegamos a descobrir quem cortou aquele copo, muito menos o porque.

O que você achou?

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