6 de dezembro de 2010

O inconsciente consciente


A consciência. O que seria ela?
Podemos resumir que o estado de consciência é todo e qualquer momento em que estamos no controle de nossas ações, emoções (ou quase), pensamentos, gestos, atos etc. Seria então quando estamos acordados? Não, acho que não. Existem momentos em que, mesmo acordados, despertos, perdemos a consciência e deixamo-nos levar por instintos, desejos, paixões, simplesmente sem raciocinar.
São momentos em que o inconsciente domina a consciência, ainda que estejamos conscientes.
Vamos falar sobre a perda da consciência.
Você já tomou anestesia geral alguma vez na vida? Se não, deseja que isso aconteça? Posso adivinhar sua resposta? Acredito que tenha sido não. Fácil de saber? Sim, é fácil.
A maioria das pessoas que, por exemplo, se encaminham para uma mesa de cirurgia, tem mais medo da própria anestesia do que da cirurgia em si. Anestesia geral? Não! Prefiro ficar acordado!!
Porque todo esse medo?
O que as pessoas temem é dormir e não acordar mais. É, ao perder o controle de si, não conseguir retornar ao corpo. Se é assim, um materialista, ateu, ou alguém que não acredite na existência do espírito, não devia ter esse medo. Afinal, não há nada para ‘sair’ que depois não possa voltar...
As pessoas, mais uma vez, tem medo do desconhecido, medo da morte, medo por não saber o que vai acontecer. Mas uma coisa que todos esquecem é que nós tomamos uma anestesia geral todos os dias da nossa vida. Nós dormimos.
Todas as vezes que dormimos, entregamos a consciência do nosso corpo ao inconsciente que sempre está ali, à espreita, pronto para nos dominar e nos proteger se for necessário.
Proteger? Sim, proteger.
Você sabia que ninguém pode se auto-asfixiar usando as mãos? Não dá. Simplesmente porque você desacorda antes de morrer, e assim perde o controle do seu corpo, voltando a respirar normalmente. É uma defesa do organismo. No momento em que você desacorda, você não está tão perto assim da morte. Se o oxigênio voltar a entrar, você vai viver.
Há pessoas também que, após momentos extremos de estresse, medo, pânico ou coisas assim, desmaiam. Mais uma vez é seu corpo perdendo a consciência para que você possa se preparar melhor para enfrentar as conseqüências do que aconteceu, para que, por causa da adrenalina e da agitação do momento, não aja danos permanentes ao seu consciente, emocional, à você.
Em situações de perigo, também, pessoas que simplesmente não travem ante a perspectiva da morte ou de danos físicos, são dominadas pela reação perante a ação. Simplesmente não pensam antes de fazer um movimento como “Ah, agora vou me abaixar para que aquilo não me acerte” ou “Agora tenho que preparar meu corpo para a queda e não me esquecer de dobrar o braço para não quebrar o cotovelo”, não, elas respondem às situações instintivamente, aumentando assim a velocidade de reação e a chance de sobreviver.
Só que às vezes essa ação instintiva pode se revelar em momentos de raiva ou ódio, fazendo-nos ter atitudes que não teríamos se estivéssemos controlados.
O que realmente devemos fazer, é conhecer a nós para que possamos ‘controlar’ o nosso inconsciente através da consciência. Afinal, ele é parte de nós e não é algo ruim, basta apenas que ele apareça nas horas corretas.
O que você achou?

1 comentários:

Ricardo disse...

"Na subjetividade da vida é onde estão as verdadeiras razões!"
Ou seja, no seu inconsciente é oonde estão todas as respostas dos seus medos, o porque de você gostar de um tipo de mulher, música ou qualquer coisa... apesar q creio q ñ falei do mesmo inconsciente que vc citou n otexto, mas ta valendo =p

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