22 de março de 2011

O que aprendemos com a tragédia no Japão

Dias atrás, a humanidade foi mais uma vez subjugada pelas forças da natureza, que em mais um ato de fúria vem nos cobrar a conta pelo descaso com que vem sendo tratada pela espécie humana.

Um terremoto de 8,4 na Escala Richter, seguido de um Tsunami, devastou diversas cidades e ceifou a vida de milhares de pessoas.

Se, por um lado compartilhamos a dor que se abateu sobre os japoneses, por outro, em momentos como esse, percebemos o quanto temos a aprender com os nossos irmãos da cultura oriental.

Um primeiro ponto: “A capacidade de estabelecer uma visão de futuro e se preparar para as possíveis dificuldades”.

Esse terremoto vem sendo previsto, esperado e estudado há 3 décadas. Isso mesmo, há 30 anos que os japoneses se prepararam para uma tragédia.

Esse planejamento prévio, que se reflete nas estruturas especiais das construções, nos meios rápidos de comunicação de catástrofes e nos sistemas de socorro fizeram com que o terremoto no Japão, apesar de ser 900 vezes pior do que o ocorrido no Haiti no ano passado, fizesse um estrago infinitamente menor.

Mas, existe ainda um segundo, e mais impressionante, ponto a ser analisado: “A atitude das pessoas diante das dificuldades.”

As imagens da TV mostravam uma quase inexplicável capacidade de resignação das pessoas frente a tão adversa situação.

Os depoimentos da população no dia seguinte ao terremoto deixaram claro para todo o mundo que o povo japonês, apesar da dor, da angústia e das incertezas inerentes a momentos como esse já começavam a trabalhar na reconstrução do país, pensando nas soluções e não nos problemas.

Mesmo diante de uma possível crise nuclear, que seria catastrófica para o país, o governo japonês tem procurado agir com seriedade e transparência.

Por incrível que pareça, não foi registrado nenhum caso de saque. Não houve baderna, correria ou empurra-empurra.

Em momento algum eu vi um japonês ou uma japonesa que tenha perdido sua casa, seus bens ou até mesmo seus familiares gritando, esperneando, arrancando os cabelos ou fazendo qualquer escândalo como forma de lidar com o seu inconteste sofrimento.

Quando vi a imagem de um grupo de senhoras idosas sentadas na calçada se protegendo do frio com cobertores doados pela prefeitura, de forma tão paciente e resignada, não pude deixar de pensar na maneira como o povo brasileiro lida com situações similares.

Ao ver as pessoas pacientemente esperando em filas enormes para usar um telefone público e avisar aos seus angustiados familiares que estavam vivas, não pude deixar de me recordar dos inúmeros relatos de abusos e desvios de doações destinados aos nossos irmãos vítimas das chuvas no Rio e em São Paulo.

Diante dos fatos, sinto que o mínimo que posso fazer é elevar as minhas vibrações ao povo japonês desejando que superem com a maior agilidade esse momento difícil, agradecer por mais essas lições de disciplina, determinação e superação e torcer para que o nosso amado povo brasileiro consiga aprender algo com essa tragédia.

Autor desconhecido

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