11 de outubro de 2011

Rostos


Às vezes eu me pego olhando para as outras pessoas e tentando identificar, entender, perceber, adivinhar, ver, ouvir, ler, qualquer verbo que sirva para eu identificar algo, e esse algo é o que se passa na cabeça delas.
Cada pessoa é um mundo único (li isso em algum lugar mas não lembro mais onde) e, por trás de cada par de olhos, de cada levantar ou contrair de sobrancelhas, cada suspiro, cada gesto, de cada reação, existe uma história unicamente única entre bilhões e mais bilhões de seres.
Por trás de cada um desses rostos pelos quais você passa na rua, muitos deles, uma única vez na sua vida, existe um fantástico e fascinante mundo.
Você pode, por exemplo, imaginar uma determinada situação e tentar descobrir como você reagiria nela, mas isso às vezes não é tão fácil. Agora tente imaginar como uma pessoa que passou na rua por você reagiria pela mesma situação.
É impossível!
Até mesmo o mais pacífico dos seres humanos da Terra pode acabar reagindo a um assalto e matar o assaltante.
Por trás de cada decisão que uma pessoa toma, há uma vida inteira influenciando, e não apenas uma, mas centenas.
Agora pare e pense que, da mesma forma que quando você está na rua você pensa em várias coisas, cada uma das pessoas que você encontra também pensa. Aquela pessoa que está simplesmente parada em pé no metrô sem expressar uma única reação, olhando para frente com aquela cara de paisagem, está pensando em muitas coisas das quais você não pode nem fazer ideia. Ela pode estar se perguntando porque tem alguém olhando para ela ou se tem alguém, ou te achando atraente ou infinitas coisas.
Você já parou para pensar na complexidade que é apenas uma pessoa? Em tudo o que acontece inconscientemente no corpo dela e até mesmo nas reações inconscientes que ela tem. Você já parou para pensar, também, que a maioria das pessoas passa pelas suas vidas sem se perguntar isso? Talvez você possa achar que é algo totalmente inútil, mas, para mim, ajuda a entender a verdadeira maravilha que é estar vivo, e também a valorizar essa vida. Porque todas essas perguntas que eu te fiz e que faço para mim, não possuem uma resposta que possa chegar pela simples lógica ou até mesmo reunião ordenada de acontecimentos ou fatos. São coisas que, às vezes, apenas uma pessoa e poucos outros seres, nenhum deles pertecentes à esfera que estamos, têm consciência.
Eu não sei, só acho que às vezes faz bem, é legal, interessante, questionar as coisas que vemos. Nesse aspecto Sócrates é meu ídolo (e eu não estou falando do jogador).
Até a próxima!
O que você achou?

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