13 de outubro de 2011

Aos amigos


Recebi um e-mail com uma daquelas apresentações .ppt que a maioria de nós simplesmente exclui assim que vê o anexo (daqui a pouco os e-mails as estarão enviando para o spam) mas eu a abri e a li inteira. Ela falava sobre os amigos.

Segundo que a criou, amigos são como folhas de árvores, e nós somos a árvore. Alguns ficam apenas uma estação, enquanto outros ficam por muito tempo, mas todos acabam deixando algo em nós. Uns pouco, outros muito. Isso me fez pensar um pouco. Na verdade, isso me fez sentir aquele aperto ao mesmo tempo gostoso e doloroso no peito, que nós chamamos de saudade.

À minha mente voltaram lembranças e rostos de amigos que a muito não vejo, que fazem meu peito se apertar de saudade. Essa semana, voltando da faculdade por um caminho que nunca faço, encontrei um deles, um grande amigo que não conversava a um bom tempo e, mesmo que tenham sido poucas palavras por ser pouco o tempo, foi bom.

Nós colecionamos amigos por toda a nossa vida. Alguns, como eu li lá, ficam por pouco tempo, apenas um dia ou algumas horas, uma semana, um mês, ou aparecem uma vez por ano, mas não deixam de ser amigos. Rimos e nos divertimos, conversamos ou até nos apaixonamos. Esses amigos, os de épocas, amigos de verão, de acampamento, de uma viagem, são, talvez, os que mais deixam saudades, pois deles guardamos apenas lembranças boas e bons sentimentos, com eles aprendemos que amizades e até mesmo amores não precisam de longos dias de conversas e convivência. Para uma amizade começar, precisa apenas de um sorriso, às vezes.

Outro dia, conversando com a minha namorada, minha maior amiga, percebi o quão sortudo sou.

Amigos são medidos por qualidade, é óbvio, e não por quantidade, mas eu parei para pensar e percebi que tenho uma quantidade grande de amigos de qualidade, com os quais tenho certeza que posso contar, enquanto outras pessoas contam nos dedos de uma mão seus amigos de verdade, e ainda sobram dedos.

Tenho um amigo praticamente de berço, amigo “primeiro”, que conheci quando estava no pré I ainda e, ainda que não mantenha muito contato hoje em dia, levarei para sempre as grandes lembranças que criei com ele, o grande amor que construímos. Tenho também pelo menos uns três amigos “de infância”, grandes amigos com os quais divido alegrias até hoje, desde a faculdade até o kung fu.

Há os amigos que vieram depois, também, os do início e fim da adolescência, mas nem por isso são menos importantes. Amigos que compartilharam as épocas mais complicadas com seu apoio e grande amizade, e pelo menos uns dois ou três posso chamar de amigos irmãos.

Mais ou menos na mesma época surgiram aqueles amigos de verão, de “acampamento”, mas, ao contrário do que acontece com essas amizades, elas não perduram apenas como ótimas lembranças. Esses ai posso dizer que chegam a pelo menos uns dez, com certeza, e mesclam as mais variadas idades, pois a faixa etária é o que menos importa para uma amizade. Nessa época apareceu também aquela famosa paixão de verão tão contada em tantos filmes, que todos têm muita vontade de experimentar, mas nem tantos conseguem, e que também será levada eternamente por mim no meu coração.

Chegando mais próximo do hoje, na faculdade e fora dela, coletei mais algumas amizades por aí e agreguei-as ao meu coração, ao meu espírito e algumas delas vieram com uma grande parcela de conhecimento espiritual.

E há relativamente pouco tempo, surgiu a que hoje posso dizer que é minha maior amiga, que conhece todos os meus segredos e medos, aquela para a qual abri meu coração totalmente, pois ela o conquistou e não havia nada que eu pudesse fazer.

De todos os amigos que citei aqui, posso dizer que todos são aqueles que chamamos de “amigos do peito”, amigos que podemos confiar que estarão ao nosso lado se um dia realmente precisarmos, e é por isso que, mesmo com todas as dificuldades da vida, com todo o azar que já demonstrei ter em várias situações, sei que tenho uma imensa sorte que compensa toda essa má sorte que já apareceu.

Sabe por quê? Porque eu me sinto extremamente feliz e orgulhoso de dizer que, se for para contar nos dedos todos os meus verdadeiros amigos, nem mesmo com a ajuda dos dedos dos pés eu conseguiria contar todos.

Cada um deles tem seu espaço reservado e especial no meu coração, na minha existência, têm seus momentos compartilhados, as experiências vividas, os conhecimentos aprendidos...

Mas, principalmente, todos eles são saudades no meu peito e amor no meu coração.

Dedico esse texto a todos os meus amigos.
O que você achou?

3 comentários:

Anônimo disse...

*--* esse texto faz pensar muito na vida =/
a vida que faz cada um seguir o seu caminho que traz a correria junto com ela e que faz passar td muito rapido , mais com certeza a vida deixa as lembraças a saudade e a certeza de que tem aqueles amigos que sempre estaram com a gente mesmo longe é aquele amigo que vc sempre se lembra e deseja o melhor vc é assim pra mim , por mais que essa correria nós afaste eu adoro vc sempre lembro de vc sempre me preucupo com vc e sempre quero o seu melhor saudades Gu e temos que marcar algo pq eu ainda nem conheço sua namorada he he he beijooos Bianca Ferreira Vargas s2

Anônimo disse...

Embora não tenhamos mais contato... e que isso me deixe um pouco triste... Entendo que a "vida de adulto" nos impede as vezes de olhar para trás e nos impede de manter contato com quem é/foi importante. Mas sentir aperto no peito e saudade é bom pois só sentimos falta do que é bom. =D
Abração Gustavo! Desejo muito sucesso a você cara!
Marcos Alves

Anônimo disse...

Realmente acabamos esquecendo de olhar para trás, e isso é triste. Talvez o que falte para as pessoas hoje em dia é justamente isso: lembrar-se das coisas importantes que aconteceram em seu passado. Elas trazem grandes ensinamentos que muitas vezes são ignorados e guardam grandes pessoas que muitas vezes acabaram sendo deixadas para trás.
Valeu, cara, sucesso para você também!
Abraços!
Gustavo!

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