22 de outubro de 2011

O ano




Faz exatamente um ano (desprezando as horas) que aconteceu o primeiro beijo.
Um ano é muito e pouco tempo, ao mesmo tempo. Esse beijo parece ter acontecido a uma década atrás, pelo menos, uma vida atrás, e foi um beijo que mudou completa e irreversivelmente a minha vida. Por causa daquele beijo, medos foram enfrentados, outros nasceram, problemas surgiram, coisas aconteceram, mas, o mais importante, foi o sentimento que nasceu.
Aquele beijo foi o estopim, o acendimento do pavio, para o nascimento desse amor que sinto dentro de mim enquanto escrevo essas palavras.
Um ano.
365 dias e tantas, tantas coisas para contar.
Tantos planos, ideias, vontades, desejos, outros beijos, lágrimas, sorrisos, abraços, brigas, reconciliações e tantas outras coisas. Nesse ano aconteceram centenas de coisas totalmente novas para mim.
Como um simples beijo, uma simples atitude, pode mudar a nossa vida, não é? Depois daquele beijo, não importa o que aconteça daqui para frente, a minha vida nunca mais vai ser a mesma, nunca vai poder ser como seria se esse beijo não tivesse acontecido, e eu dou mais do que graças a Deus porque ele aconteceu. Me libertei de correntes, aprendi muito, muito mesmo, e hoje me arrependo de alguns erros, de algumas coisas que achei que fossem certas, mas que ao longo do tempo se provaram erradas.
Eu lembro de tudo o que aconteceu, tudo pelo que passamos, e lágrimas inevitavelmente inundam os meus olhos. Como as coisas mudam, não é? As coisas mudam e nós desejamos que elas não tivessem mudado nunca, que continuassem da forma como estavam, porque aquela forma estava boa. Mudanças são muitas vezes dolorosas, mas sempre trazem coisas boas, ainda que algumas só possam ser vistas em longo prazo.
Eu sei que, um ano depois daquele beijo, eu sinto medo. Medo de que, mesmo que queiramos, as coisas não possam, não consigam, voltar a ser como eram. Não precisam voltar a ser, na verdade, porque inevitavelmente tudo muda, mas tenho medo de que elas não possam voltar a ter a intensidade que tinham antes.
Como é difícil acertar.
A cada momento, eu dediquei meu tempo para te fazer feliz, para fazer aquilo que eu achava que era certo fazer. Cada decisão foi tomada pensando primeiro em você, depois em mim. Eu tentei, de todas as formas, sempre acertar. Pensei e pensei, às vezes por mais de horas, buscando a melhor forma de fazer alguma coisa, a melhor decisão que eu devia tomar, a decisão que fosse melhor para você.
Não acertei todas as vezes. Em algumas delas, a decisão que era melhor para você não era a melhor decisão, e com isso atritos surgiram. Outras vezes, eu tomei a decisão certa e isso é muito bom. Em algumas, simplesmente não sei que decisão deveria realmente ter sido tomada.
Não consigo descrever ou entender o que realmente estou sentindo agora. Eu posso afirmar uma coisa, e isso será uma verdade para sempre.
Não importa a forma, ou se ele estará sendo expresso mais intensamente ou não, eu sempre vou amar você, e sempre serei grato por tudo o que você me trouxe de bom, por todos os ensinamentos e aprendizados.
O que você achou?

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