20 de outubro de 2011

Os Beijos




O que, exatamente, é um beijo?

Bem, existem vários tipos de beijo. O de esquimó, o na testa, na bochecha, na mão, o selinho, o francês, o no pescoço, no corpo e em outros lugares mais. Mas isso tudo não é o que o beijo é, mas sim os tipos existentes.

Você pode até pensar que, a maioria deles, são apenas um mesmo beijo em lugares diferentes, mas engana-se completamente.

Por exemplo: o beijo na testa e na bochecha até poderiam ser confundidos, mas, se perfeitamente executados, são muito diferentes. Estranho? Sim, mas até mesmo para esses dois simples beijos é preciso uma técnica.

Para começar a definir os beijos, precisamos estar de acordo que, em todos eles, é necessário haver sentimento, e é exatamente isso que diferencia completamente um beijo do outro. De acordo? Então vamos em frente.

O beijo na testa é um beijo suave, apenas com os lábios, e o sentimento está mais voltado para a amizade, a proteção. Quando você beija alguém na testa, mostra que se importa com ela, que sente um grande carinho e, como algumas vezes é dado quando a pessoa está mal, mostra que você quer que a pessoa fique bem. Quando é entre namorados, também significa: além de seu namorado, sou seu amigo.

O beijo na bochecha já tem um sentimento diferente. É bem mais usado que o na testa, por não precisar ter um sentimento mais forte. Não precisa ser suave, pode ser forte e estalado, apesar de possuir a versão mais calma. Também expressa carinho, mas não precisa ser necessariamente uma grande amizade ou amor. É um beijo que fala “ei, eu gosto de você”, ou pode dizer também “quero beijar na sua boca”, ou é usado para tentar fazer a outra pessoa perceber que você sente alguma coisa por ela e quer que essa coisa cresça.

O beijo no pescoço. Desse eu gosto.

O beijo no pescoço é algo bem mais íntimo, que muitas vezes só acontece quando o de língua já aconteceu, ou então quando há a certeza de que acontecerá e um dos dois quer provocar e excitar o outro. Porque o beijo no pescoço é exatamente isso: excitante.

É um beijo que, necessariamente, tem que ser dado suavemente, sem força ou pressa, mas não sem intensidade. Não confunda força com intensidade, pois são coisas totalmente diferentes.

Pode-se beijar apenas com os lábios secos, quase sem tocar a pele, sendo mais adequado para quando não há tanta intimidade ainda, ou no começo do “momento”, com o intuito de fazer a pessoa se soltar mais, ou pode-se usar a língua, dando um toque bem mais quente e excitante ao beijo. Não estou dizendo para passar a língua no pescoço da outra pessoa, isso é outra coisa. O beijo no pescoço com língua é algo bem mais sutil e exige uma técnica mais apurada para ter o devido resultado.

É parecido com o beijo de língua tradicional, onde separam-se os lábios e coloca-se a língua para fora, tocando com suavidade no pescoço da pessoa, mas sem regular seu uso: pode-se usá-la com vontade, sem esquecer de ser suave. Muitas pessoas têm vergonha de dar esse beijo e por isso não sabem o quanto é bom senti-lo e dá-lo. Um beijo extremamente arrepiante que faz ter sensações totalmente diferentes. Significa “eu quero você”.

Chegamos ao famoso beijo francês (ou de língua, como desejar).

Este beijo é o melhor dos beijos, o que pode ser tanto intenso, quanto suave, é o que diz mais a respeito da pessoa, o que transmite mais sentimentos, o mais íntimo, o mais delicioso.

Uma vez, uma garota que hoje é a minha irmã, me ensinou que, quando beijamos mais rapidamente, o beijo é mais gostoso, mas quando beijamos lentamente, podemos sentir mais o gosto do beijo.

Para esse beijo, não há regra. Cada um beija de um jeito, mas isso não significa que não há um melhor. O melhor beijo de língua é aquele no qual sente-se a língua inteira da pessoa, onde ambas acariciam-se com suavidade e intensidade, sem medo ou vergonha. O beijo de língua é mais íntimo até mesmo que o sexo.

Cada momento exige uma forma e intensidade desse beijo, e se eu fosse tentar descrever pelo menos alguns, levaria ainda algumas páginas para isso. Mas, para que um beijo de língua seja realmente bom, não são muitas coisas as necessárias. Primeiro não se deve ter vergonha de beijar. A pessoa tem que se entregar ao momento, deixar seu corpo comandar as ações. Segundo, não se deve beijar por beijar: todo beijo tem que ser O beijo. Terceiro: neste caso, a pressa é inimiga da perfeição. Para um beijo rápido ser bom, a pessoa já tem que entender muito bem do assunto, e isso não significa ter beijado muitas outras por aí. Quarto: o contato dos corpos e a forma como ele acontecesse interfere no resultado final do beijo. Poderia até falar mais sobre esse último tópico, mas é assunto para um texto inteiro, não apenas algumas linhas.

Para um beijo ser bom é sempre preciso haver sentimento, mesmo que seja apenas de desejo, e mais preciso ainda, a pessoa tem que passar esse sentimento. Ainda assim, nem todos conseguem dar aquele beijo de tirar o fôlego, arrepiar e esquentar o corpo, de excitar e fazer com que o outro queira mais. Podem até tentar, mas alguns nunca vão conseguir. Porque beijar é uma arte que pode e deve ser aprimorada, mas, como em toda arte, bom mesmo é aquele que aprende instintiva e rapidamente, e nem todos têm esse dom.


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