21 de outubro de 2011

Como...?


Como podemos saber que o céu é realmente azul?

Como posso saber se o vermelho que eu vejo na verdade não é o seu azul e o verde do outro?

Como não pensar que a minha vida hoje poderia ser bem melhor por conta de uma pequena atitude do passado?

Como não se sentir abandonado quando tudo parece desabar ao redor?

Como descobrir qual é a atitude certa a se tomar?

E como não se sentir em dúvida da sua decisão, que você tem plena certeza de que é a certa, quando você não consegue que ela resolva os seus problemas?

Como podemos ter a certeza de que o mundo em que vivemos não é apenas uma prisão mental que nos escraviza sem que nem percebamos?

E como não sentir medo quando encaramos o desconhecido que se abre às nossas frentes?

Como não sentir dor ao pensar que a decisão que você tomou para a sua vida pode deixar de existir daqui a algum tempo?

Como não ficar receoso ao fazer uma escolha que mudará a sua vida, e que poderá mudá-la para pior, se as coisas correrem diferente do planejado?

Como não se sentir angustiado ao olhar ao redor e ver pessoas dominadas inconscientemente para fazerem apenas o que são mandadas fazer?

E como não sentir uma pontada de pânico ao perceber que, se você percebe isso hoje, é porque era dessa forma, já foi escravizado da mesma forma?

E como não se sentir cego e impotente ao chegar à conclusão de que essa “liberdade” de pensamento que te permitiu enxergar a escravatura em que vivemos, não é apenas uma liberdade controlada e que você pode ainda estar sob o domínio dos outros?

Como não se sentir revoltado por saber que somos nós mesmos que nos deixamos dominar com nossas atitudes mecanizadas, com nossa falta de pensamento e indagação?

Como não sentir raiva das pessoas que acham que tem o direito de dominar as outras, e mais raiva ainda de nós, por deixar isso acontecer, por, às vezes, enxergar isso acontecendo e não fazer nada?

Como não se sentir frustrado ao ver as pessoas levando sua vida na inércia?

E pior, como não se sentir derrotado ao tentar desligar-se dessas coleiras que colocamos nos pescoços de nossas mentes e perceber que isso, ao te fazer diferente, ao te libertar das rédeas, pode acabar destruindo você, pois o resto do mundo está totalmente acomodado como belos bichinhos de estimação e não aceitam alguém diferente?

Como? Como? COMO!

Como podemos ver tantas coisas erradas ao nosso redor e simplesmente não fazer nada, ver nosso dinheiro e nossas saúde sendo vendidos para que outros possam ganhar o dinheiro deles, muitas vezes roubando de nós, e tendo a vida que todos queriam ter?

Como podemos acreditar que isso tudo um dia ainda vai mudar?

Bem, a palavra é exatamente essa. Acreditar.

Não importa quantos cruzados no rosto a vida te dê, quantos ganchos ou diretos você receba das marionetes dos que “comandam”, quantos externos e rasteiras tentem te derrubar. Você pode até cair, afinal, ninguém é feito de aço também.

Você não pode é deixar se nocautear, e isso é uma simples escolha sua. Você só tem que acreditar. Não nos outros ou no mundo ou em qualquer outra coisa. Você só precisa acreditar em você. Isso basta.

Vamos acreditar, que, então, isso um dia vai mudar sim.
O que você achou?

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