12 de janeiro de 2011

A Brisa exemplificada


Estou aqui pensando em algumas coisas... mas enquanto permaneço sentado com a tela à minha frente e, entre nós, este instrumento incrível que possui imensas e infinitas combinações para se dar vazão a toda e qualquer tipo de criatividade, colocar em palavras coisas que se passam por vias invisíveis e ainda ininteligíveis para nós, instrumento não muito grande, mas capaz de realizar os mais diversos sonhos, configurar as mais belas declarações de amor, eu penso em algo mais especifico.
Como começar esse texto?
Tantas e tantas vezes me fiz e faço essa mesma pergunta sentado em frente à um computador... Algumas vezes, porém, ainda que sejam poucas, como vem a ser essa, eu me faço essa pergunta sem ter a mínima idéia do que escrever. Sobre que tema falar? O que discursar, imaginar, inventar... Não sei. Só sei que, dentro de mim, pulsa uma vontade de falar.
Como muitas vezes, olho ao meu redor procurando uma inspiração para decodificar em palavras que todos possam entender. Mas... pensando agora, porque não me inspirar não própria inspiração?
É, eu gosto de brisar.
Mas, o que é a brisa?
Para mentes menos modernas, vento leve que sopra em algum lugar qualquer. Para mim? Fonte de inspiração, de poder (sim, de poder), de aventuras, alegrias, tristezas, fantasias, uma parte do meu ser.
Eu não seria eu sem minhas brisas.
O ato de brisar é algo muito mais complexo do que as pessoas dizem por aí. É só verem alguém com os olhos fora de foco e logo dizem: ei, ta brisando aí é?
As pessoas não entendem o sublime ato de brisar.
Brisar não é apenas deixar o pensamento vagar sem rumo e os olhos pararem de enxergar as coisas para as quais está virado. A brisa é um estado mental diferente de todos os outros. Está além do consciente, mas não se aproxima do subconsciente. Talvez seja uma mistura dos dois, quem pode saber?
Eu sei que, quando eu briso, eu saio do meu corpo e direciono o meu pensamento para o foco da brisa. Mais uma vez: brisar não é não pensar em nada especifico. Quando se brisa, liberta-se das correntes da lógica inventada e da razão, do certo e do errado, e deixa-se o cérebro livre para imaginar tudo e qualquer coisa que possa envolver o tema em foco. Para se brisar, é necessário estarmos prestando atenção em tudo, pois, de onde menos se espera, pode-se surgir um verso incrível de genialidade. A brisa possui uma nova lógica que a maioria não entende. Lógica não é razão. A razão possui lógica, mas jamais será ela. A lógica está em tudo, basta querermos enxergá-la.
Voltando à brisa.
São nos momentos de brisa que se criam as maiores obras de arte, seja música, poesia, prosa, escultura... e não só arte, mas também engenharia e física e publicidade e qualquer coisa que o homem cria. Ou você acha que Bháskara deixou-se levar pela razão quando inventou a fórmula que soluciona equações de segundo grau? Ou quando Newton descobriu a gravidade, inventou a lei da inércia ou a de ação e reação? Os físicos são incríveis brisadores.
Mas há pouco tempo eu descobri um cara que, para mim, é o brisador mais genial (pelo menos da literatura) que já tive o prazer de “conhecer”. Douglas Adams. Se tiver a oportunidade, leia O Guia dos Mochileiros da Galáxia. Esse cara sim desenvolveu a brisa level-up, conseguiu levar sua mente a estágios realmente fascinantes dessa arte. Se você lê com certa freqüência os meus textos e se, principalmente, já leu meus textos Divagações de um Jovem Insone e Divagações de um Jovem Brisado, sabe que eu sei brisar.
Mas não me comparo a esse cara. Perto dele eu sou como o ateu mais racional que possa existir (sim, acredito que, para tentarmos, mas apenas tentarmos, entender Deus, precisamos brisar um pouco). Ok, talvez eu tenha exagerado, também tenho meus momentos de brisa suprema, mas, ainda assim, esse cara é foda.
Bom, espero que possa ter ajudado a entender um pouco melhor a bela arte de brisar. Porque você não começa a praticar agora? Descubra o melhor jeito de induzir sua mente a tal estado e tente produzir algo.
Thanks!
;D
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