3 de janeiro de 2012

A escolha já está feita, nada poderá mudá-la


De que adianta arrepender-se de atitudes já tomadas, atos já realizados? Tal sentimento degradante, que corrói a alma quando não controlado, não poderá corrigir os erros, alterar as consequências.

O que se deve fazer?

Investir tempo em atitudes que possam ter alguma valia para o problema. Se, enfim, tudo não puder ser resolvido da forma desejada, aceitar é a única solução.

Porém, desistir é inaceitável.

Desistir? Nunca. Cair? Não, eu não caio mais.

Não me prostrarei ao chão com lágrimas no coração e lá ficarei.

Erguer-me-ei uma vez mais, movido e sustentado pelo amor que tentam impedir.

Ninguém pode nos impedir de sentir, nem a dor, nem a distancia, muito menos outras pessoas. Se precisar ser, o tempo passará, e então, novamente a felicidade reinará, e aí, ninguém poderá impedi-la.

Sim, pois esse é um amor mais forte que muita coisa que possam já ter visto, pois salvou-nos de todas as formas que alguém pode ser salvo, ensinou a ambos o verdadeiro sentimento do amor correspondido entre um homem e uma mulher, transformou a ambos, o garoto virou homem, a garota virou mulher. Mostrou que é capaz de existir a felicidade plena sem um motivo especial. Está-se apenas feliz, e isso basta. Basta por que a pessoa está ali, ao nosso lado, também feliz.

Ah, se o arrependimento matasse...

Estaria eu enterrado dezenas de palmos abaixo da terra.

Se o arrependimento curasse... Hoje nada disso estaria acontecendo. Hoje tudo estaria bem e eu não estaria sentindo como se uma faca de prata, fria como a morte, se fincasse no meu coração todas as vezes que penso que não verei aquele sorriso, aqueles olhos, ouvirei aquela risada, aquela voz sussurrando o meu nome, por um bom tempo ainda.

Mas... não. Quem disse que tudo está perdido?

O arrependimento não mata nem cura, nem nunca matará ou curará. Não se morre, também, de dor no coração e saudade. Ambos, porém, podem inspirar a perda da força de vontade.

Mas, novamente, não. Usarei tais sentimentos tão dolorosos, se for realmente necessário, para me fazer continuar em frente e cada vez mais em frente, para cima, para poder lutar pelo meu amor.

E então, um dia, e juro que esse dia não demorará a chegar, estaremos juntos novamente. Se quiserem impedir, não poderão, apenas nos forçarão a fazer coisas que não queremos, a providenciar, quem sabe, uma quebra das regras, um afastamento não desejado.

Mas, se chegar a tal ponto, infelizmente não restará escolha.

As regras estão sendo impostas. Tais regras serão seguidas.

Regras, entretanto, foram feitas para serem quebradas, em sua maioria. Assim que se tornar possível, plausível e tangível, nada nos impedirá de por tais regras abaixo.

A vida é uma questão de escolhas. Uma escolha minha desencadeou essa situação. Uma escolha de outras pessoas está agravando-a sem necessidade, o que apenas nos obrigará a tomar outra escolha.

Mais uma vez, é uma questão de escolher. Escolhemos o nosso futuro. Escolheram dificultá-lo. Escolheremos realizá-lo, não importam as escolhas que precisarão ser feitas para que isso aconteça.

Porque só esqueceram de enxergar uma coisa: nós estamos juntos, nada poderá nos separar, pois não é a distância entre nossos corpos que faz o nosso amor, mas sim a distância entre nossos corações, nossos espíritos, e ambos estão unidos.
Nenhuma escolha pode separá-los.
O que você achou?

1 comentários:

Kris Wannieg disse...

Bem legal o texto, gostei mesmo.
Arrependimento é um sentimento tão estupido, inevitavel, mas estupido

Té mais...
http://bmeloescrt.blogspot.com

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