5 de outubro de 2010

Os ventos do amor



Buscando inspiração novamente. Não sei o que pensar, ultimamente ando sem ideias para temas. Mas não é que eu esteja sem criatividade, como aconteceu há algum tempo. É que eu não sei sobre o que escrever. Se eu descubro algo, a coisa flui naturalmente.

Faltava algo no ambiente... um movimento talvez; um som, uma palavra, uma cor, um calor, um vapor, um ardor, uma brisa.

Quantas coisas não estavam ao meu redor? Zilhões de átomos, dezenas de tipos diferentes deles, muitos elementos e elementais, matéria e porque não anti-matéria. Eu estava cercado, encurralado. Ainda sim, livre.


Sopros, brisas, ventos, ventanias e vendavais, tornados e furacões...

Queria ser como o ar: livre, leve e solto.

O ar pode ir para onde quiser, quando quiser, na velocidade que quiser. Basta um pouquinho de calor e pronto: a estratosfera vem aí! Lá ele esfria e desce

Rapidamente, girando, ganhando força e velocidade, energia. 50, 100, 200, 300, 400 km/h! Mas o ar aqui ainda tem suas limitações. Em Saturno os ventos sopram a mais de 2000 km/h! Queria ser como esse vento, incansável, imbatível, indomável, livre!

O fato é que não há limites para o ar.

Força assombrosa e destruidora da natureza que esculpe tão belamente nosso lindo planeta que ele acaba saindo de nossos pulmões. Como é bela a visão de um furacão, sentir, só de olhar, toda aquela força modificadora, avassaladora, transformando tudo por onde passa. Contém mais energia do que a humanidade já produziu, começa do nada, formando-se através de diferenças de temperatura, de estado, e quando começa, nada pode pará-lo, apenas sua vontade. Desvanescesse com ainda mais facilidade que se forma.

Ar que dá a vida, que sustenta a vida.

Tira vidas apenas para fazermo-nos renascer em um plano melhor.

Transmite som, palavras, emoções, movimentos, sensações.

Ainda assim, tendo tanta liberdade, está preso. Preso por algo que o mantêm unido à Terra e que, mesmo sendo “apenas” uma força da física, pode ser comparado conosco. O ar depende do nosso planeta, pois sem a gravidade ele se espalharia para todos os lados sem poder se movimentar, apenas se perderia na imensidão do universo.

Somos presos por uma força ainda maior do que a do ar. Somos presos pelo amor.

O amor também pode ser comparado ao ar. Indomável, irresistível, poderoso, imprevisível, veloz... tempestade que arrasa nossos sentimentos, deixando tudo completamente diferente do que era depois de passar, modificando nosso interior como nada mais pode fazer.

Arrasa áreas ainda maiores do que um furacão e pode deixar danos mais irreversíveis do que um. Mas o amor também pode ser controlado, assim como o ar.

Com força de vontade e determinação, e muita energia, podemos dobrá-los à nossa vontade, movimentá-los conforme a nossa dança, o nosso querer.

Ar. Elemento natural, puro, criado por Deus necessário à nossa sobrevivência, suave e intenso, elétrico e neutro, veloz e tranqüilo, suave e poderoso. Indispensável.
      Amor. Sentimento natural, puro, criado por Deus necessário à nossa sobrevivência, suave e intenso, elétrico e neutro, veloz e tranqüilo, suave e poderoso. Indispensável.
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1 comentários:

Phamela Silva disse...

cara, que texto MAGNIFICO.
fantastico Gustavo !
mt bom msm !

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