6 de maio de 2011

Uma nova manhã



As nuvens hoje flutuavam no céu, cada uma em seus espaços delimitados, com suas bordas semi e definidas, sem se tocar, mantendo-se em seus gomos, encantando-nos com sua beleza de algodão, imóveis, sem se desmanchar como se fossem vitórias régias boiando sobre um lago imóvel aos milhares, muito próximas mas sem deixar de manter sua individualidade, indo de horizonte a horizonte, formando caminhos infinitos para que os anjos pudessem caminhar sem que pudéssemos vê-los, mas sem deixar de senti-los.

Chegando perto do Sol, era como se seu halo as derrete-se, deixando um círculo de pura luz ao seu redor onde ele brilhava fulgurantemente com a dignidade do astro rei, intocável e invisível em sua beleza e brilho.

Pelo alto, as nuvens brilham com tamanha luz, iluminando o caminho dos que passam por ali, refletindo e absorvendo sua luz e energia para depois emaná-las para nós na forma de tamanha beleza apenas visível para aqueles que quiserem enxergar.

Embaixo ficam meio acinzentadas, mas não que queiram nos entristecer, mas apenas nos mostrar nossa verdadeira condição. Mas, ainda mais, nos mostrar que basta querermos para podermos deixar de andar sob a sombra das nuvens e caminharmos sob o brilho do Sol, pois os anjos nada mais são do que mensageiros de Deus que vêm nos dizer a mesma coisa: somos todos iguais, somos todos capazes.
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