22 de novembro de 2011

Talvez


E às vezes as vontades vêm, ficam, passam, incomodam, atrapalham, inspiram, agoniam. Trazem sentimentos e sensações diversas que confundem o imaginário, atrapalham a imaginação, mas também a concentração.
Um peito inquieto, uma mente levemente irritada, talvez por causa da sensação que o peito sente, talvez por tentar encontrar razão/ explicação/ solução, e mesmo assim, não conseguir.
Talvezes são incertos e trazem apenas mais desconfiança, mais inquietação. Trazem dúvidas que se repetem na pergunta: porque se sentir assim?
Talvez seja isso a causa da inquietação que gera a irritação, ou talvez seja a causa, primeiro, da irritação, e a inquietação seja apenas uma consequência. Mais uma vez me perco no talvez.
O céu nublado deveria estar revolto, mas assim como no dia anterior, dele não veio aquilo que se havia dito, aquilo que era esperado. Hoje apenas gotas esparsas mergulhando em seu suicídio mútuo como indivíduos e também em seu objetivo, pois nem mesmo umedecer um objeto elas foram capazes de fazer. Caíram, voaram, se desfizeram, e então foram esquecidas. Assim foi a vida destas gotas que se arriscaram a precipitar-se do céu.
Mais uma vez perco-me em pensamentos desconexos tentando entender o que se passa no íntimo da minha mente, nos recônditos esquecidos do subconsciente, que talvez seja o causador de toda essa inquietação.
Talvez eu precise apenas de um abraço.
Ou talvez eu só precise saber que aquela dor que eu causei finalmente se acabou, que ela finalmente se extinguiu e que aquele sorriso novamente voltará a brilhar sem uma mácula por trás.
Talvez eu esteja apenas me perguntando por que as coisas não podiam ser diferentes, mais fáceis. Talvez eu só queira saber o por quê das pessoas resolverem julgar e incriminar, por que simplesmente resolveram se voltar contra sem nem mesmo escutar os dois lados da história, sem nem mesmo tentar entender o que estava acontecendo.
Talvez eu esteja com medo.
Ou talvez não.
Talvez eu queira apenas que a minha vida dê certo, e junto com esse talvez pode ser que haja um que queria que ninguém precisasse se machucar para isso acontecer.
Talvez as coisas só precisem de um pouco de tempo para se ajeitar e acomodar. Mas, talvez, aqueles que julgaram e condenaram não sejam dignos da amizade como talvez fossem.
Eu não sei. Não posso afirmar nenhuma dessas coisas. Afinal, o talvez é sempre um algo incerto.
O que você achou?

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