6 de agosto de 2011

Não aos meses, mas ao amor



Ah, quantos incontáveis textos já não escrevi para falar desse assunto... Não dos meses, mas do amor. Os meses, hoje, são nove, mas o amor... Ah, o amor não pode ser medido ou contado, mensurado, pois o amor é entrópico. O amor é uma desordem organizada que ataca os nossos corações e mentes de uma forma que nos tira do rumo, nos faz esquecer que somos, fomos e seremos e pensar apenas em quem queremos ser. Quem queremos ser para uma pessoa especial.
Quantas coisas o amor não nos ensina, quanto o amor não nos fortalece, em quantas coisas não nos faz acreditar...
Já vivi o amor platônico e o à primeira vista, o não correspondido, o traído, o esquecido... Mas, quer saber? O melhor de todos é o que eu vivo agora.
O amor eterno.
“Que seja eterno enquanto dure”, disse alguém que, me perdoem, ainda que possa ser um crime, não me lembro o nome.
Enquanto dure? Não, não gosto disso. Disse ali em cima que o amor não pode ser mensurado! Então como podemos estipular uma duração para ele? Não, o amor, quando ele é realmente verdadeiro, ele é eterno. Veja bem, eterno, não imutável.
Não acredita que o amor pode ser eterno? Pena.
Quando for dizer frases do tipo “eu não amo mais tal pessoa”, pense bem antes, e, principalmente, olhe para ver se envolta não há alguém que ame verdadeiramente, ou, melhor ainda, que amou, aquele amor de carne osso, alguém uma vez na vida. Sabe porque? Porque a pessoa também vai sentir pena de você.
Um amor verdadeiro se torna eterno porque, mesmo que você deixe de amar a pessoa em um sentido (homem e mulher, por exemplo), você a amará em outro, de amizade, por exemplo. Os amores verdadeiros se transmutam, não se findam.
“Ué, mas porque você disse, ali em cima ‘...alguém que amou...’, se os amores não terminam?”. Justamente por isso.
Porque a pessoa amou loucamente outra, foi perdidamente apaixonada, e, em algum momento, se viu não amando-a mais daquele jeito que amava antes. Pode ter sido uma traição, uma decepção, a distância ou o tempo, mas algo fez com que o amor mudasse, mas nunca acabasse.
Esse é o amor eterno.
Esse é o amor que eu sinto hoje.
Sei que esse amor nunca vai me abandonar, nunca vai acabar. Vai estar sempre batendo no meu peito, me alimentando, me ajudando a viver e a resistir. Ainda que algum dia ele mude.
Mas sabe uma coisa? Nesse quesito nós temos certo controle. Os amores só mudam se deixarmos que eles mudem. E eu não vou deixar esse amor mudar.
O que você achou?

1 comentários:

Amanda Bortoletto disse...

Se depender de mim, esse amor nunca irá mudar. Eu te amo pra sempre, meu menino.

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