9 de junho de 2011

Explicações devaneantes


Mais uma vez eu me sento - não no trono de um apartamento – diante de combinações impossíveis de serem alcançadas ou explicadas em toda sua essência.
Mais uma vez possuo aquele companheiro silencioso de tantos meses e textos atrás, vejo a luz que sai de minha frente iluminando minha fronte. Dessa vez, porem, uma outra mais intensa cai do alto deixando visível tudo o que me rodeia.
Pela janela, mais luzes. No céu, escuridão, ainda que parcial, cortada pelo rugido de pássaros que voam incessantes. Ao redor – iluminado pela luz da ideia – apenas poucas presenças – as que posso ver, pelo menos – me fazem sua companhia (quase) silenciosa.
O som de um sino corta o ar, rápido, fugaz, denunciando um movimento localizado. Quais outros sons? Um chiar constante que se expressa quando se pensa. Um tanto incomodo, mas nada que o cérebro não possa interpretar como inútil e deixar de lado.
Realmente são muitas luzes.
Garras cortam os tecidos ao invés de se recolherem em sonhos na noite calma que se passa. Outra vez, palavras surgem no lugar dos sonhos em uma madrugada insone – ou nem tanto.
O nome ainda não sei. Olhos azuis me observam por instantes mínimos antes de se voltarem novamente para sua tarefa que é alguma ainda não identificada.
Pelos pensamentos que vagam entre o “éter” e a música, busco algo mais que possa ser traduzido, de ou codificado, posto em palavras ininteligíveis quando vistas pela intenção errada.
Afinal, poderia me descrever com detalhes tudo o que já lhe contei?
Ao que me refiro ao falar de “combinações impossíveis de serem alcançadas”? Ou então ao “rugido de pássaros que voam incessantes”? Sabe me dizer o que é a “luz da ideia”?
Escrevo milhares e milhares de palavras aqui descrevendo dezenas e centenas de coisas e, ainda assim, mesmo com tantas letras formando códigos que sua mente decifra, tenho certeza que posso falar sobre muitas coisas que você simplesmente não conseguirá enxergar aqui. Se eu perguntasse, você diria que nunca havia escrito sobre aquilo.
Ou você dirá que entendeu que o chiado que se expressa quando se pensa é o ruído de um HD em funcionamento? Ou que aquela famosa “luz da ideia” é apenas uma lâmpada que ilumina tudo do alto?
Um simples “a” pode ter três funções diferentes! Imagine então o que uma única combinação de letras não pode variar em seu significado...
Mais uma vez o pensamento – e dessa vez é o que move as combinações impossíveis de serem explicadas – chega em um novo fim, que na verdade é apenas mais um recomeço.
O que você achou?

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