10 de fevereiro de 2012

Resenha: A Batalha do Apocalipse

Título: A Batalha do Apocalipse – Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Páginas: 586
Skoob: Livro

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

A primeira impressão que este livro me passou, da primeira vez que o vi, alguns anos atrás, não posso precisar se muitos ou poucos, foi que ele seria uma tentativa de junção da visão católica do mundo ao universo de fantasia. O primeiro pensamento foi que esses dois pontos não se ligam tão bem assim, por isso não comprei o livro. A história deveria ser chata e cheio de misticismos, dogmas e leis que acho um tanto absurdas. Nos últimos tempos, porém, tomei curiosidade por lê-lo, graças às críticas positivas e também ao sucesso do livro, já que seu autor, Eduardo Spohr, publicou seu segundo livro (o qual eu também pretendo ler).

A história de “A Batalha do Apocalipse” gira em torno de Ablon, um anjo renegado, expulso do céu pelo arcanjo Miguel por incitar uma rebelião contra a autoridade e tirania dos arcanjos, seremos supremos criados por Deus que foram deixados no comando da Terra após o findar do sexto dia da criação, início do sétimo, quando Deus adormeceu após dar a vida aos homens. Era tarefa dos arcanjos que reinassem e servissem aos homens com sabedoria, preservando o trabalho de Deus, até que o sétimo dia terminasse e Deus despertasse para julgar a todos, após o Apocalipse.

Os arcanjos não fizeram isso, mas sim instalaram um reinado de massacres sobre a espécie humana por pura inveja. Afinal, Deus havia concedido a alma e o livre-arbítrio aos homens, os anjos e arcanjos não possuíam nenhum dos dois.

Em alguns momentos da história, a narrativa se torna um tanto cansativa por causa da grande quantidade de informações. Afinal, além de contar o “tempo presente”, em vários momentos ela conta sobre o passado de Ablon com a Feiticeira de En-Dor, Shamira, outra personagem principal do livro.

Em um primeiro momento, pode-se pensar (eu pensei) que essas histórias do passado são apenas páginas para preencher o livro, para deixá-lo maior, já que não interferem realmente de forma direta no tempo presente, mas então as coisas vão se explicando e ficando mais claras, e então percebemos nessas histórias os motivos para as coisas acontecerem depois, conhecemos peças fundamentais do passado de ambas as personagens e assim a história fica ainda mais rica.

O fato de Spohr ter ligado sua história á história real do nosso planeta conta apenas pontos a mais para o seu livro. Ele une ambas as “narrativas” de forma muito eficiente, explicando acontecimentos e guerras do passado do ponto de vista que os humanos não poderiam conhecer, já que muitas das catástrofes foram arquitetadas pelos arcanjos e postas em prática pelos anjos.

Mesmo assumindo o caráter católico de visão do mundo, ele faz significativas mudanças com explicações lógicas bastante convincentes, que me fizeram continuar grudado às suas páginas ao invés de fechar o livro e colocá-lo de lado.

Resumindo, o livro é exatamente o que está escrito na capa da edição que possuo. “Não há, na literatura brasileira conhecida, um livro que se pareça com a Batalha do Apocalipse”. (Ou pelo menos são essas palavras que me lembro de estarem escritas lá).

Leiam, é uma leitura relaxante e emocionante em alguns pontos, ótima para nos desligarmos da nossa realidade e adentrarmos em uma paralela que parece demais com a real, mas, é claro, com seus muitos toques de fantástico. Afinal, o Apocalipse não é algo impossível de acontecer. Lá, fomos nós, os humanos, que o provocamos.
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