16 de dezembro de 2010




O encaixe perfeito da peça que faltava no meu coração

Sólido como uma rocha, volátil como a água


Recebi um outro dia um e-mail do chefe no trabalho com um texto que falava sobre resiliência.
Você sabe o que é isso? Eu não sabia e, agora vejo, o Word também não sabe o que é. Mas existe!
Na psicologia, ser resiliente significa enfrentar obstáculos e dar a volta por cima. Você se acha uma pessoa resiliente? Eu me acho...
Às vezes até me sinto meio estranho falando algumas coisas assim, mas eu me considero mais maduro e capaz de superar problemas com mais facilidade do que muitos adultos por aí (isso não exclui o fato de eu fazer muita merda também! ;D). Porque eu tenho mais experiência? Com certeza não.
Uma coisa que eu aprendi nesse poucos anos de vida é que nada que você faz ou deixou de fazer acontecerá novamente da mesma maneira e sempre, mas sempre mesmo, terão uma conseqüência. É lógico demais isso não é, chegando até a ser idiota falar, mas é verdade, e as pessoas nem sempre pensam nisso.
Já enfrentei e enfrento diversos problemas na minha vida e são raras as semanas que eu posso dizer que não tiveram pelo menos um (ou o mesmo, repetido várias vezes na vida). Vivo então em constante depressão? Com certeza não! (de novo).
Eu sou feliz cara! Não era até algum tempo, mas esse ano, principalmente, eu aprendi como dar a volta por cima, aprendi que você não pode viver do passado, não deve esperar que algo que não aconteceu durante cinco anos vai acontecer agora, aprendi a deixar de alimentar esperanças em algo infrutífero e dar uma chance a mim, querendo esquecer da dor e buscando uma felicidade verdadeira.
Para dar a volta por cima, antes de tudo, é preciso querer, não apenas aceitar.
Existe uma fórmula então que eu possa escrever agora e é só você aplicar que vai dar certo? Não, é claro que não.
Cada um possui o seu jeito, a sua maneira e, se ajuda em alguma coisa, vou falar a minha.
Outro dia estava na casa de um amigo meu conversando com ele e percebi que eu sou um pouco diferente (estranho talvez seja mais adequado). Ao mesmo tempo em que eu sou muito lógico, sempre analisando as coisas quantitativamente, suas conseqüências, suas razões, suas causas e efeitos (isso com qualquer coisa mesmo), minha mente é abstrata demais, podendo, por exemplo, guardar diversas histórias diferentes de livros para serem escritos ao mesmo tempo.
Eu analiso o problema e suas conseqüências, causas, tudo o que está ligado a ele e que eu puder perceber e compreender. Se eu não conseguir compreender, fico remoendo o pensamento até achar uma explicação lógica. A lógica, eu acredito, vai muito além do que aprendemos (ou não). Em tudo há lógica, até mesmo nos sentimentos...
Está aí a dica. Se você sempre analisar as coisas friamente, vai acabar encontrando uma solução, uma forma de se reerguer. Mas não pense que você não precisa de ajuda. Às vezes, pode conseguir sozinho, mas é muito mais difícil e nem sempre dá tão bons resultados. Você pode acabar se transformando em uma pessoa fria. Procure a ajuda dos amigos, procure novos amigos. Se dê uma nova chance. Foi assim que eu fiz, e devo muito à todos os que me ajudaram.

15 de dezembro de 2010



XD

A lógica do abstrato


Enquanto eu escrevia outro texto, tive a idéia de fazer esse. Vou recapitular o trecho que me trouxe a inspiração.
Eu falava de mim, da minha mente e forma de pensar nas coisas. Como você analisa os fatos ao seu redor? Como interioriza esses fatos? Como aprende com eles? Como encara a vida?
Cada um tem a sua forma.
A minha é ao mesmo tempo duas completamente diferentes (para a maioria das pessoas), mas que para mim, mesmo elas parecendo ser o extremo uma da outra, se encaixam perfeitamente bem.
Primeiramente, minha mente funciona sempre de uma forma lógica.
Até mesmo quando estou andando na rua, no shopping, onde quer que seja, eu estou meio que fazendo “cálculos”, procurando o melhor e mais rápido caminho, se vale a pena eu ir mais devagar e em linha reta ou ir rápido costurando pelo meio do povo, ou se eu vou chegar suado se andar rápido ou se vai dar na mesma se eu for devagar e assim posso ir rápido mesmo que chego mais depressa (ta, eu sei, sou estranho mesmo, já aceitei isso).
O fato é que eu penso sempre de uma forma exata. Mas, ao contrário das pessoas da minha área, eu tenho imaginação (e muita, pode ter certeza). Ao mesmo tempo em que eu consigo resolver uma integral (não queira saber o que é isso) eu também posso escrever um livro de ficção (fato que já foi consumado, diga-se de passagem). Posso arquivar e desenvolver três histórias diferentes na minha cabeça e escrevê-las sem confundir uma com a outra ou uma atrapalhar no desenvolvimento da outra.
Minha mente é muito abstrata também.
Só que abstração e lógica não são coisas que andem sempre separadas. Não, são não!
A abstração possui lógica! Assim como a lógica pode ser abstrata. Eu posso associá-las e encontrar sentido nos dois casos. Se você ler o meu livro, vai ver isso.
Nele eu falo sobre magia e, ao contrário das outras histórias onde ela se envolve, na minha ela possui lógica (ainda que seja algo abstrato). Nada de palavras inventadas ou feitiços que se contradizem, tudo tem nexo e pode ser compreendido, sem nunca cair em contradição, pois eu busco compreendê-la e explicá-la através de conceitos reais, científicos. Se eu crio algo que não tem muita lógica, eu penso sobre o assunto até encontrar uma explicação lógica para ele (e olha que eu encontro hein!).
Outra coisa. Ao mesmo tempo em que eu leio um livro, posso pensar em algo totalmente diferente sem perder o conteúdo das palavras à minha frente. Posso cantar em inglês enquanto escrevo um texto em português. Posso ler enquanto ouço alguém falando comigo e compreender as duas coisas.
Porque isso?
Também queria saber... sempre funcionei assim, meio estranho, talvez aja algum problema comigo, mas uma coisa que eu acho que influenciou muito, é que sempre fui muito criativo, sempre exercitei muito a minha imaginação. Quando era pequeno, podia passar horas brincando apenas na minha mente, sem cansar, criando histórias sem fim (isso não se resume apenas à infância! XD).
As pessoas, quando crescem, deixam a imaginação de lado, acham que isso não é “coisa de adulto”. Na verdade, não é, pois se ser adulto é ser igual ao conceito que criamos de adulto, prefiro ser criança para sempre, assim pelo menos eu vou ser feliz.
Não imponha barreiras à sua mente. Dentro dela ninguém pode mexer, então, não tenha vergonha de si. Dê asas à sua imaginação, exercite-a, assim você será uma pessoa que pensa muito mais rápido e pode encontrar muito mais soluções que outras por aí.

14 de dezembro de 2010




Com você vou até o infinito

Um pesadelo quase real


Eu estava deitado na minha cama de barriga para cima, olhando o teto sem ver nada, pensando.
A madrugada já ia avançada e nada de eu conseguir dormir. O rosto dela invadia minha visão a todo instante, como se estivesse mesmo lá, eu sentia seu perfume no ar, o cheiro de sua pele misturado ao suor...
Mas não era só isso que estava me tirando o sono. Geralmente eu não demorava muito a dormir, apenas em algumas raras ocasiões. Essa era uma delas.
Estava tudo muito bem entre nós. Eu estava pensando nela apenas porque esse agora era o pensamento mais constante na minha mente todas as vezes que ela começava a cair na ociosidade (e até mesmo em momentos de atenção).
Alguma coisa estava errada era com o lugar ao meu redor. Não apenas minha cama ou meu quarto. Eu sentia como se algo estivesse para acontecer. Meu coração batia acelerado no peito e eu comecei a suar frio. Estava com medo. Só não sabia do que.
De repente eu senti um leve tremor, quase imperceptível. Me concentrei nisso, tentando captar alguma outra coisa. Será que eu tinha imaginado? Não, eu tinha certeza que havia sentido algo. A confirmação veio logo em seguida. Mais um tremor, dessa vez um tanto mais intenso e prolongado. Sentei na cama, olhando sem entender ao redor. Cara, eu moro no Brasil, São Paulo, não era para ter terremotos aqui.
Terremoto. Ficar em um prédio não era legal em uma situação dessas.
Foi aí que tudo começou a tremer assustadoramente. Meu corpo vibrava e os meus livros começaram a cair da prateleira da cama. Saí dela rapidamente e abri a janela do quarto.
As árvores tremiam muito e eu vi quando uma rachadura apareceu no muro do prédio. Ouvi movimentos dentro do apartamento mas não me virei para olhar. Algo atraía muito mais a minha atenção do lado de fora.
Uma rachadura gigantesca apareceu no morro que ficava a uns duzentos metros do meu prédio. O terreno começou a afundar, casas foram caindo e caindo, se despedaçando. Pessoas gritavam, saiam correndo de suas casas, iluminadas fantasmagoricamente por uma luz que emanava de baixo. Outras pessoas começaram a sair de suas casas fora do morro observando horrorizadas a cena, ouvindo aturdidas os gritos das pessoas que tentavam fugir.
E então não havia mais casas no alto, apenas uma cratera enorme que brilhava lugubremente.
Mais um terremoto. Dessa vez pareceu uma explosão.
O barulho foi ensurdecedor. Tudo chacoalhou intensamente e uma rachadura apareceu no teto do meu quarto, derrubando poeira em cima de mim.
Junto com a explosão, veio o fogo.
Rochas incandescentes voaram para todos os lado, cuspidas violentamente da boca do vulcão. Sim, aquilo era um vulcão.
Cinzas subiram alto no céu junto com uma grossa camada de fumaça. Enquanto isso, a lava transbordava no topo e escorria rapidamente para baixo, se acumulando nas ruas e caminhando em direção à mim, tomando tudo que via pela frente, derretendo carros, matando pessoas paralisadas de horror.
Então o caos se instalou.
Gritos ecoavam por toda parte, pessoas de pijama corriam pelas ruas, levando pelas mãos os filhos, esposas, cachorros, tudo o que precisava ser salvo.
Percebi que os gritos também estavam dentro de casa. Minha mãe e meu irmão se trocavam rapidamente e gritavam para eu fazer o mesmo. Em um minuto eu estava de jeans, camiseta e tênis. Peguei a coleira do cachorro enquanto eles pegavam os gatos e saímos para a rua.
Outras rachaduras haviam aparecido em outros pontos e a lava vazava por todas elas, tomando o bairro com grande velocidade.
Vi pessoas morrendo na minha frente, tentando saltar por cima de rios de lava. Tudo era terror e caos, gritos e pavor. Só uma coisa me apavorava naquele momento. Ela.
O vulcão havia aparecido perto de sua casa. Eu tinha que ir até lá, eu precisava encontrá-la, me certificar que estava bem, que estava viva.
O pânico começou a me dominar. Ela não podia morrer, eu não podia deixar que alguma coisa acontecesse à ela. Eu não sabia o que fazer, a lava já tinha tomado as partes mais baixas e era por lá que eu precisava passar para chegar até ela. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto enquanto meu coração martelava no peito, meu corpo inundado de um suor frio de puro medo, não por mim, mas pela minha vida, pela razão dela, que não habitava o meu corpo, e sim o dela.
Eu estava paralisado olhando toda aquela destruição. Sentir o ar começar a falta, uma certeza terrível preenchendo meu corpo.
Senti um forte baque e inspirei profundamente, sentindo meu corpo quente e suado.
Me virei na cama e olhei para o teto intacto do meu quarto. Meu coração batia muito rápido ainda, mas o medo foi cedendo depressa. Estava tudo bem, ela estava bem. Fora só um pesadelo.
Peguei meu celular e anotei o ocorrido para me lembrar depois, deitei de bruços e adormeci em seguida.

12 de dezembro de 2010

(10 m/s²)²

Porque a gravidade tem que ser tão dura?

Essa ideia me veio à cabeça em um lindo dia em que eu passava margarina em uma bolacha maisena e ela caiu da minha mão COM A MARGARINA PARA BAIXO!

Repito. Porque ser tão intransigente? Não podia abrir uma brechinha de vez em quando?

Imagine só as possibilidades.

Não perderíamos mais dezenas de pães e bolachas recheadas! Tudo bem que eu não desperdiço comida pelo simples fato de ela ter caído no chão, mas quando ela vem com pontinhos de sujeira, ou pior, um pelo grudado (eca) não dá certo não é?

Newton não poderia ter sido um pouco mais legal, menos definitivo ao redigir a sua lei? O que, que aquela PORRA de maçã tinha que cair na cabeça dele? Se pah (XD) nem madura ela estava, devia estar bichada.

Agora me diz. Me diz se eu tenho culpa se ele morreu virgem? NÃO caramba!

Tenho certeza que se ele tivesse uma mulher, não teria acabado com a nossa vida desse jeito. Porque em vez de P = m . g não podia ser P = m . g = 0? Desse jeito eu podia escolher qual parte da equação usar. P = 0 seria muito bom. Hunf.

Já pensou se não tivéssemos mais que pegar ônibus lotados todos os dias? Adeus àquele cheiro de suor do cara ao lado que não se toca e fica segurando em cima em vez de segurar no banco! A gente simplesmente sairia voando velho!

Um pulinho... e pronto! Em como descer a gente pensava depois, esse não é o problema mais imediato.

Então, se você tem um amigo nerd, mas aquele puta nerd mesmo, que tem jeito para se tornar um novo Pitágoras, Torricelli, Bhaskara ou sei lá o que, faça ele feliz, por favor. POR FAVOR, ok? Antes que ele invente um lei que diga que a água só congela a – 100ºC. Aí, adeus Coca gelada.

10 de dezembro de 2010

Uma vida Imutável


Mude!
Porque devemos mudar?
O que seria mudar?
Uma pessoa uma vez disse: Apenas o que está morto não muda.
O que você acha dessa frase? Eu não gosto dela...
Mudar: ato ou efeito de alterar o estado de algo. Duas requisições imprescindíveis para ocorrer uma mudança: primeiro precisamos de algo para ser mudado; segundo, esse algo precisa sofrer uma ação externa ou interna que o deixe diferente do que era. Pronto! Temos uma mudança!
Mas, de novo, para que mudar?
Outra frase.
“Em um mundo onde tudo muda, ser imutável é irracional”.
Então devemos mudar simplesmente para mantermos a lógica do mundo?
Provavelmente não...
As mudanças são fatos constantes na nossa vida! A cada segundo tomamos escolhas diferentes das que tínhamos planejado há um minuto. Dá-se um passo em falso e pronto, já é o suficiente para estragar o dia de alguns. Você pode apenas ficar com vergonha por ter tropeçado, mas pode também cair e se machucar, e aí meses à frente se tornarão diferentes do que seriam se aquela pedra não estivesse ali.
As nossas vidas são regidas por infinitas pequenas mudanças que muitas vezes não dependem de nós. A atitude de alguém totalmente estranho à nós influencia na nossa vida de uma maneira tão grande que não conseguimos entender ainda. E se a pilha do despertador do motorista do ônibus tivesse acabado durante a noite? Ele teria se atrasado e, assim, haveria uma falha no itinerário dos ônibus, levando a um atraso nosso também se estivéssemos no ponto exatamente na hora que aquele ônibus deveria passar.
É tudo muito complexo.
Mas se já existem tantas mudanças na nossa vida que não são coordenadas por nós, porque devemos ministrar outras por vontade própria?
“Mude, porque até o que está morto muda”.
Sim, um corpo que morre não pode fugir às mudanças impostas pelas leis divinas. Tudo deve mudar, nada pode ficar estagnado por um tempo indeterminado.
Então, se nos tornarmos alguém que não muda, o que seremos?
Viraremos estátuas vivas que apenas seguem o fluxo de uma vida rotineira e constante, sem variar nunca, sem evoluir, nos perdendo em labirintos traçados por nós mesmos, rodando e rodando sempre no mesmo lugar e pensando que aquela paisagem é sim diferente, ainda que saibamos que é a mesma de sempre.
Cada segundo que passa é diferente do anterior! Não podemos simplesmente ser iguais em todos eles! Temos que mudar, temos que aprender a mudar, temos que aceitar as mudanças!
Nada que surge em nossa vida é totalmente ruim, sempre se pode tirar proveito de qualquer coisa que aconteça.
Imutáveis são apenas Deus e suas leis.
Se permanecermos estáveis, poderemos ser qualquer coisa, menos algo parecido com Deus. Para nos aproximarmos d’Ele, temos é que evoluir, e para evoluir, temos que nos permitir diferir do que éramos, pois se algo está diferente do que era, com certeza alguma coisa ali também pode ser melhor do que antes.

6 de dezembro de 2010

O inconsciente consciente


A consciência. O que seria ela?
Podemos resumir que o estado de consciência é todo e qualquer momento em que estamos no controle de nossas ações, emoções (ou quase), pensamentos, gestos, atos etc. Seria então quando estamos acordados? Não, acho que não. Existem momentos em que, mesmo acordados, despertos, perdemos a consciência e deixamo-nos levar por instintos, desejos, paixões, simplesmente sem raciocinar.
São momentos em que o inconsciente domina a consciência, ainda que estejamos conscientes.
Vamos falar sobre a perda da consciência.
Você já tomou anestesia geral alguma vez na vida? Se não, deseja que isso aconteça? Posso adivinhar sua resposta? Acredito que tenha sido não. Fácil de saber? Sim, é fácil.
A maioria das pessoas que, por exemplo, se encaminham para uma mesa de cirurgia, tem mais medo da própria anestesia do que da cirurgia em si. Anestesia geral? Não! Prefiro ficar acordado!!
Porque todo esse medo?
O que as pessoas temem é dormir e não acordar mais. É, ao perder o controle de si, não conseguir retornar ao corpo. Se é assim, um materialista, ateu, ou alguém que não acredite na existência do espírito, não devia ter esse medo. Afinal, não há nada para ‘sair’ que depois não possa voltar...
As pessoas, mais uma vez, tem medo do desconhecido, medo da morte, medo por não saber o que vai acontecer. Mas uma coisa que todos esquecem é que nós tomamos uma anestesia geral todos os dias da nossa vida. Nós dormimos.
Todas as vezes que dormimos, entregamos a consciência do nosso corpo ao inconsciente que sempre está ali, à espreita, pronto para nos dominar e nos proteger se for necessário.
Proteger? Sim, proteger.
Você sabia que ninguém pode se auto-asfixiar usando as mãos? Não dá. Simplesmente porque você desacorda antes de morrer, e assim perde o controle do seu corpo, voltando a respirar normalmente. É uma defesa do organismo. No momento em que você desacorda, você não está tão perto assim da morte. Se o oxigênio voltar a entrar, você vai viver.
Há pessoas também que, após momentos extremos de estresse, medo, pânico ou coisas assim, desmaiam. Mais uma vez é seu corpo perdendo a consciência para que você possa se preparar melhor para enfrentar as conseqüências do que aconteceu, para que, por causa da adrenalina e da agitação do momento, não aja danos permanentes ao seu consciente, emocional, à você.
Em situações de perigo, também, pessoas que simplesmente não travem ante a perspectiva da morte ou de danos físicos, são dominadas pela reação perante a ação. Simplesmente não pensam antes de fazer um movimento como “Ah, agora vou me abaixar para que aquilo não me acerte” ou “Agora tenho que preparar meu corpo para a queda e não me esquecer de dobrar o braço para não quebrar o cotovelo”, não, elas respondem às situações instintivamente, aumentando assim a velocidade de reação e a chance de sobreviver.
Só que às vezes essa ação instintiva pode se revelar em momentos de raiva ou ódio, fazendo-nos ter atitudes que não teríamos se estivéssemos controlados.
O que realmente devemos fazer, é conhecer a nós para que possamos ‘controlar’ o nosso inconsciente através da consciência. Afinal, ele é parte de nós e não é algo ruim, basta apenas que ele apareça nas horas corretas.

5 de dezembro de 2010

Um sentimento, um tom


Sento em frente às teclas, observando-as, todas elas ali, apenas esperando que meus dedos encontrem a combinação correta para começar a formar palavras, expressar idéias, expor sentimentos...
Não encontro essa combinação.
Nem mesmo as teclas da minha cabeça conseguem decifrar o código que se passa no meu coração. Sei o que ele significa sim, sinto o que ele significa, mas, ao contrário do que já me disseram, não consigo traduzir tão bem assim em palavras o que se passa por aqui.
Por vezes alguns versos inconstantes se formam na tela da minha mente e se transformam em palavras frias que aquecem o coração de quem às lê. Frias apenas ao toque. Ao significado, elas se fundem com a intensidade da mensagem que tento passar, sem ter a capacidade suficiente para expressar tudo aquilo que se passa ao longe da visão dos outros... Se você pudesse tocá-las, com certeza se queimaria com o calor que emanam de mim.
Simplesmente não posso explicar.
Talvez eu sinta com mais intensidade do que a reciprocidade existente... mas sempre foi assim. Quem pode julgar se isso é bom ou ruim? E, na verdade, a razão emocional, o calor recíproco que me invade, talvez diga que isso não é verdade. Não existe mais ou menos. Apenas existe. E se existe, é isso que importa. As maneiras pelas quais ele se expressa (ou não expressa) podem ser diferentes, alguns tons da música que exala podem variar, mas, na essência, a clave pela qual ele é tocado é a mesma.
Nesse caso eu diria que a que nos rege é uma de Sol.
Notas agudas misturadas com timbres graves, algumas vezes intensos, outras muito suaves e, às vezes, quase tristes, mas na verdade sempre felizes, fazem parte da melodia que nos acompanha, da música que exala de nós até mesmo quando quilômetros nos separam, fazendo-se ouvir para qualquer um que quiser ver, ouvir, sentir! Ninguém pode nos impedir, me impedir, de continuar tocando o instrumento desse sentimento, não enquanto suas cordas estiverem inteiras e afinadas, e isso só depende da afinação do outro instrumento, igual em essência, diferente na aparência, que completa a melodia da minha existência. Até mesmo um verso ele é capaz de me fazer produzir!
Queria às vezes apenas ver tal música que chega até mim transformada em um canto que faria meu coração saltar no peito e parar de bater sem me deixar morrer. Apenas algumas palavras faladas ao invés das notas que me acalmam, excitam, me fazem viver, que me permitem sorrir!
Talvez isso não seja necessário, e na verdade não é, mas não posso fazer com que meus ouvidos deixem de ansiar por elas...
O que importa é que a música da vida ganhou novos tons para complementar seu ritmo, uma nova orquestra formada apenas por dois integrantes que irão reger a vida deles de uma forma que nunca deixem de tocar, nunca deixem de amar.
E você? Porque não passa um breu no seu arco e arrisca algumas notas em busca de uma melodia que te complete? Vai ser difícil, mas nunca custa nada tentar, e o importante é que se nunca desistir, um dia você vai encontrar.

 
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