14 de janeiro de 2011

Queria fazer uma canção

Eu queria poder compor uma música,
escrever um poema, imaginar acordes,
unir notas e tons em novas formas e sons...
Eu queria saber fazer uma métrica,
Criar versos e desenhar uma estrofe.
Eu queria saber cantar e dançar,
Olhar para uma letra e conseguir musicá-la,
Ver uma coreografia e saber copiá-la.
Eu queria conseguir compor uma letra,
Desenhar uma melodia,
Pegar meu violão, minha voz,
E dedicar tudo, por inteiro,
Para aquela que me faz querer tantas coisas.
Às vezes, acima disso,
Vem-me a vontade de unir meu corpo ao dela
Nos movimentos suaves e intensos
Provocados pela música.
Eu queria saber fazer tantas coisas!
Compor, cantar, dançar, tocar!...
Mas eu não sei fazer isso,
Não sei criar um verso, muito menos uma estrofe.
Minhas músicas mal saem da cabeça
Quanto mais chegar ao papel.
O corpo? Coordenado e forte, pronto para correr ou lutar,
Nadar ou pular, desejar e amar... mas não para dançar.
Mas pelo menos uma coisa eu sei:
Unir palavras em complexos,
Explicar coisas que não tem nexo,
Imaginar histórias, criar vitórias,
Inventar mundos, acabar com eles...
Eu sei escrever.
Mas não também da forma que queria saber.
Palavras são a minha arte
E com elas eu faço o que bem entender!
Coisas que nunca viu eu te faço conhecer,
Medo, raiva, ciúmes, desejo, saudades, calor, dor, amor...
Depois disso, talvez venha um pouco de torpor,
Mas o que você quiser, posso te fazer sentir.
Mas não sei juntá-las em uma melodia.
E, na verdade, quem liga para um texto bem construído?
Para a maioria, as verdadeiras declarações vêm em forma ritmada.
As que marcam, que choram,
Todas elas possuem um verso, uma estrofe, um som.
Porque uma letra cantada é mais bela que uma desritmada?
Não sei.
Ainda assim, é o que todos acham.
Queria saber fazer uma canção,
Harmonizar um tom, criar movimento e som...
Vou ficar com minhas palavras que explicam tudo em um mono tom.

13 de janeiro de 2011

O amor e o mundo

Algumas vezes eu olho para o mundo ao redor e me sinto triste, mas não por mim, e sim pelas outras pessoas. Escuto coisas, vejo expressões... Alguns dizem que o romantismo é patético, outros desacreditaram do amor, outros ainda nunca o experimentaram em décadas de vida e se tornaram amargurados por isso... É triste pensar nisso.

Com certeza eu me enquadro na classe de pessoas do mundo que viveu muito pouco ainda, comparado ao resto dele. Mas eu fico pensando, eu fico sentindo... Será que é muita prepotência eu dizer que conheço esse amor que tantos desejam? De amar um homem/mulher com toda a intensidade do ser? Sempre fico em dúvida quando penso nisso, mas não consigo acreditar que eu não o conheço. Se não é amor verdadeiro o que já senti e sinto, não sei o que é.

Num passado que para mim é um tanto distante, eu amei muito, muito mesmo. Amei de forma incondicional e sofri muito por isso. Era um amor impossível à época. Quando conversava com amigos sobre isso e tentava explicar o que eu sentia, eu via a compreensão apenas superficial em seus rostos, mas não o entendimento verdadeiro do sentimento.

Nunca pensei que um dia eu fosse deixar de sentir aquele amor. Na verdade, deixar de sentir é uma expressão errada. Amor de verdade não acaba, se transforma, e hoje o amor que eu sinto por aquela pessoa é o de uma amizade muito sincera por alguém que fez a diferença na minha vida.

É, a vida é cheia de surpresas mesmo.

Eu ainda me assusto um pouco com a força e o tamanho que esse novo amor possui dentro de mim em tão pouco tempo de existência. Em pouco mais de dois meses ele superou facilmente o que teve cinco anos para crescer.

E eu olho para as outras pessoas, para pessoas que foram casadas, para namorados, me lembro de antigas conversas com amigos que namoraram... Porque eu não consigo enxergar esse mesmo amor nas outras pessoas? Elas dizem que amam uns aos outros, mas, apenas alguns meses depois, esse amor já desapareceu. Não era amor então.

Para todos aqueles que eu já disse que amo, saibam que eu falei a verdade. Vivi muito pouco nesta vida, mas eu me conheço muito bem e sei identificar os meus sentimentos, então se eu já falei “eu te amo” é porque esse amor existe, não é apenas da boca pra fora. Amor de amigo, irmão... amizade também é amor.

Mas eu ainda olho ao redor e vejo que as pessoas não entendem o amor, não o sentem de verdade. Não estou dizendo que o sinto como ele realmente é, aí sim seria prepotência, mas estou dizendo que o sinto de forma mais intensa do que a maioria das pessoas já sentiu.

Você mataria realmente pela pessoa que ama? Você morreria por ela? Adiaria um sonho por esse amor? Pense nisso como se fosse realmente acontecer... você conseguiria fazer cada uma dessas coisas? Eu faria cada uma delas um milhão de vezes se fosse preciso.

Tem uma sensação estranha dentro de mim agora... não sei o que é. Acho que eu só queria que as pessoas entendessem, sentissem isso da mesma forma que eu, incondicionalmente.

12 de janeiro de 2011




Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro, há que fazer do corpo uma morada onde clausurar-se a mulher amada, é postar-se de fora como uma espada para viver um grande amor.





Eu sou completa e eternamente seu e nada pode mudar isso, para sempre você viverá no meu corpo, meu coração, minha alma e espírito por cada momento que vivemos e vamos viver juntos, e eu estarei sempre pronto para te proteger de tudo e qualquer coisa que possa te fazer o mínimo mal que seja, ainda que isso custe a minha própria vida.



Porque nenhum sentido existiria em um mundo onde você não vivesse mais.



Vamos viver um grande amor minha pequena linda senhorita?

A Brisa exemplificada


Estou aqui pensando em algumas coisas... mas enquanto permaneço sentado com a tela à minha frente e, entre nós, este instrumento incrível que possui imensas e infinitas combinações para se dar vazão a toda e qualquer tipo de criatividade, colocar em palavras coisas que se passam por vias invisíveis e ainda ininteligíveis para nós, instrumento não muito grande, mas capaz de realizar os mais diversos sonhos, configurar as mais belas declarações de amor, eu penso em algo mais especifico.
Como começar esse texto?
Tantas e tantas vezes me fiz e faço essa mesma pergunta sentado em frente à um computador... Algumas vezes, porém, ainda que sejam poucas, como vem a ser essa, eu me faço essa pergunta sem ter a mínima idéia do que escrever. Sobre que tema falar? O que discursar, imaginar, inventar... Não sei. Só sei que, dentro de mim, pulsa uma vontade de falar.
Como muitas vezes, olho ao meu redor procurando uma inspiração para decodificar em palavras que todos possam entender. Mas... pensando agora, porque não me inspirar não própria inspiração?
É, eu gosto de brisar.
Mas, o que é a brisa?
Para mentes menos modernas, vento leve que sopra em algum lugar qualquer. Para mim? Fonte de inspiração, de poder (sim, de poder), de aventuras, alegrias, tristezas, fantasias, uma parte do meu ser.
Eu não seria eu sem minhas brisas.
O ato de brisar é algo muito mais complexo do que as pessoas dizem por aí. É só verem alguém com os olhos fora de foco e logo dizem: ei, ta brisando aí é?
As pessoas não entendem o sublime ato de brisar.
Brisar não é apenas deixar o pensamento vagar sem rumo e os olhos pararem de enxergar as coisas para as quais está virado. A brisa é um estado mental diferente de todos os outros. Está além do consciente, mas não se aproxima do subconsciente. Talvez seja uma mistura dos dois, quem pode saber?
Eu sei que, quando eu briso, eu saio do meu corpo e direciono o meu pensamento para o foco da brisa. Mais uma vez: brisar não é não pensar em nada especifico. Quando se brisa, liberta-se das correntes da lógica inventada e da razão, do certo e do errado, e deixa-se o cérebro livre para imaginar tudo e qualquer coisa que possa envolver o tema em foco. Para se brisar, é necessário estarmos prestando atenção em tudo, pois, de onde menos se espera, pode-se surgir um verso incrível de genialidade. A brisa possui uma nova lógica que a maioria não entende. Lógica não é razão. A razão possui lógica, mas jamais será ela. A lógica está em tudo, basta querermos enxergá-la.
Voltando à brisa.
São nos momentos de brisa que se criam as maiores obras de arte, seja música, poesia, prosa, escultura... e não só arte, mas também engenharia e física e publicidade e qualquer coisa que o homem cria. Ou você acha que Bháskara deixou-se levar pela razão quando inventou a fórmula que soluciona equações de segundo grau? Ou quando Newton descobriu a gravidade, inventou a lei da inércia ou a de ação e reação? Os físicos são incríveis brisadores.
Mas há pouco tempo eu descobri um cara que, para mim, é o brisador mais genial (pelo menos da literatura) que já tive o prazer de “conhecer”. Douglas Adams. Se tiver a oportunidade, leia O Guia dos Mochileiros da Galáxia. Esse cara sim desenvolveu a brisa level-up, conseguiu levar sua mente a estágios realmente fascinantes dessa arte. Se você lê com certa freqüência os meus textos e se, principalmente, já leu meus textos Divagações de um Jovem Insone e Divagações de um Jovem Brisado, sabe que eu sei brisar.
Mas não me comparo a esse cara. Perto dele eu sou como o ateu mais racional que possa existir (sim, acredito que, para tentarmos, mas apenas tentarmos, entender Deus, precisamos brisar um pouco). Ok, talvez eu tenha exagerado, também tenho meus momentos de brisa suprema, mas, ainda assim, esse cara é foda.
Bom, espero que possa ter ajudado a entender um pouco melhor a bela arte de brisar. Porque você não começa a praticar agora? Descubra o melhor jeito de induzir sua mente a tal estado e tente produzir algo.
Thanks!
;D

11 de janeiro de 2011

Surpresas


Quantas surpresas não acontecem na nossa vida não é?
São muitas, infinitas, variáveis, às vezes inexplicáveis, outras, incontroláveis, inesperadas, mas sempre constantes.
Uma surpresa pode acontecer por n fatores distintos entre si, mas que muitas vezes interligam-se, emaranham-se da mesma forma que um gato faz com um novelo de lã: impossível desfazer o nó.
Mas existe um fator quase que primordial para uma surpresa acontecer: um ser humano.
Os humanos são os seres mais surpreendentes que existem no mundo! Quando você espera que eles façam uma coisa, fazem exatamente o inverso. Choram quando tem que sorrir, sorriem quando tem que chorar, ficam mudos quando deveriam falar, tomam decisões que contrariam completamente a sua vontade, deixam a vontade aflorar e vão além do que se esperava para o momento, tornando-o ainda melhor...
Resumindo, o ser humano é um ser estranho, e cada um é diferente do outro, ainda que possam ser muito parecidos. Cada um reage a uma situação de forma única.
Uma pessoa que você considerava um grande amigo, para o qual você contava tudo, de quem você ouvia o que fosse preciso, para quem já ofereceu inúmeros abraços de consolo, ombros que se molharam com lágrimas... de repente diz que nunca houve reciprocidade na amizade...
A palavra que vem à minha mente quando penso isso é forte e não vou escrever aqui.
Mas, o que faz com que uma surpresa seja algo ruim ou bom? Apenas o modo como a encaramos. Algo que no momento é ruim, pode se mostrar benéfico para nós no futuro, pode ajudar a nos libertarmos de uma dor, uma saudade, uma vontade...
Como você se sentiria se tivesse quase aceitado que iria ter um único ano de extrema felicidade na sua frente e, de repente, vê a possibilidade dessa felicidade se prolongar por anos e anos a fio? Será que seria egoísmo desejar isso? É uma dúvida que me consome e, por mais que eu pense, não consigo chegar a uma conclusão. Só sei que, se isso acontecer, eu vou fazer valer a pena. Eu juro.
Eu gosto muito de surpresas, gosto de fazer surpresas e gosto que elas apareçam na minha vida. Surpresas não são óbvias, e eu não gosto de coisas óbvias.
Surpreenda-se de vez em quando, você vai ver que sua vida vai ficar um tanto mais emocionante e divertida.

10 de janeiro de 2011



"O amor que sinto por você é aquele que o vento não leva, a distância não separa e a maldade não destrói".



9 de janeiro de 2011


HAHAHAHA

8 de janeiro de 2011


Até nos sonhos as pessoas continuam sendo capitalistas

 
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