22 de dezembro de 2012

Ode ao fim do mundo



Gosto dos "fins de mundo". É sempre interessante observar a intensidade com que eles conseguem mexer com as pessoas. É claro, para a maioria não passa de uma piada e, tendo os conhecimentos que eu e muitas outras pessoas têm, é mais do que óbvio que este fim do mundo seria exatamente igual ao ano 2000, por exemplo, onde se esperou uma pane geral de todos os dispositivos eletrônicos da época. No fim, nada aconteceu.
Ontem, 21 de dezembro de 2012, nada aconteceu também. Bem, pelo menos não da forma que as pessoas acreditavam que ia acontecer. Não houveram surtos de zumbis ou vampiros, não houve surtos inexplicáveis de doenças ou chuvas de meteoros, não houve aquecimento do centro da Terra por radiação solar, nem terremotos, tsunamis ou invasões alienígenas.
Até porque, qual era a lógica de esperar coisas assim? Tudo por causa do calendário Maia? É por isso que eu sempre digo que falta criatividade e curiosidades às pessoas. O calendário Maia não acabou, como algumas paródias dizem, nem previu o fim do mundo, como outros sensacionalistas inventam. O calendário Maia é simplesmente feito de ciclos que duram alguns milhares de anos, e o término de cada um desses ciclos, historicamente, sempre foi marcado por uma mudança drástica. No fim do último ciclo, o império Maia foi destruído. Em 21 de dezembro de 2012 houve o fim de outro ciclo, e então alguém teve a (brilhante) ideia de dizer que ia ser o fim do mundo. Só que ninguém se preocupou em ver realmente se havia algum registro dos Maias dizendo que o mundo realmente ia acabar.
Bem, ainda assim, momentos como esses são... interessantes.
Duvido que até mesmo o mais cético dos homens não sentiu um leve desconforto ontem, porque assim é o ser humano. Somos facilmente influenciáveis. Se uma pessoa nos diz que há um monstro em uma floresta, não vamos acreditar. Se muitas pessoas, uma cidade inteira, afirma categoricamente que há um monstro naquela floresta e que até mesmo há registros de pessoas que foram mortas por ele, eu, pelo menos, ainda assim, não acreditaria, e talvez você também não. Mesmo assim, você entraria na floresta depois de receber o aviso de milhares de pessoas? Apenas um idiota faria isso. Assim foi com o mais recente fim do mundo.
Eu disse que momentos como esse são interessantes porque eles nos fazem pensar um pouco na nossa vida, naquilo que fizemos, deixamos de fazer, gostaríamos de ter feito, que ainda queremos fazer. Quando os olhos se fecharam ontem, com todos na cama, acredito que boa parte das pessoas tinha pensamentos como esse na mente, ou pelo menos tiveram ao longo dos dias 20 e 21.
Entretanto, por mais que tenham havido planejamentos, promessas, vontades, ontem, a maioria delas foi esquecida com o abrir dos olhos de hoje. Porque o ser humano também é assim. Esquece fácil da coisas que promete, dos desejos de mudança. É mais fácil e simples, menos trabalhoso, continuar como estamos.
E assim caminha a humanidade.
O fim do mundo não chegou, ainda não (porque um dia ele virá, daqui milhares, milhões de anos, quando nosso sol envelhecer o suficiente e crescer até engolir nosso planeta, já que essa é apenas a ordem natural das coisas), mas isso não significa que nada realmente mudou.
Alguém já viu a natureza dar saltos? Mudar completamente de um dia para o outro? Não, não é assim que ela age. A natureza caminha por etapas, transições. Já há algum tempo que novas transições vêm ocorrendo no nosso planeta, estamos bem no meio de uma. Contudo, ela também não ocorreu ontem, porque seria algo rápido demais para a natureza. Ela está em andamento, e irá findar-se nos próximos anos, talvez em menos anos do que gostaríamos, mas com certeza anos suficientes para que possamos mudar e acompanhar o nosso planeta.
E isso não é especulação ou adivinhação. São fatos, comprovados por uma ciência que a nossa ciência sequer ainda tem capacidade para perceber que existe, quanto mais para entender.
Tudo se resume ao local certo de se buscar o conhecimento. Ele é a base de tudo. Conhecimento. Se há algo que um dia fará falta, é isso. Porque adiar a busca?

31 de agosto de 2012

Primeiro de setembro



E se eu tivesse simplesmente me cansado de viver neste mundo? E se eu desejasse apenas viver em um lugar diferente, ou melhor, eu o mundo fosse diferente? E se eu quisesse que ele não fosse cheio de pessoas corruptas e ignorantes que buscam apenas aquilo que as favoreçam? E se eu quisesse viver em mundo melhor?

Mas e se não precisasse ser melhor? Poderia apenas ser diferente, quem sabe...

E se eu quisesse poder entrar pela porta de um armário e descobrir um novo mundo?

E se eu quisesse completar 11 anos novamente só para amanhã, embarcar na plataforma 9 3/4?

E se eu quisesse viver em um mundo repleto de elfos, anões, magos e anéis?

E se eu quisesse viver em um mundo infestado de zumbis, que estivesse sendo limpo de toda a sujeira gerada por nós?

E se eu quisesse, quem poderia dizer que não posso desejar isso?

E quem disse que eu não quero?

Você?

Você também quer, que eu sei.

Todos queremos.

Todos queremos puxar nossa varinha e fazer a coisas levitarem, montar em um leão e conversar com dríades, ter quarenta anos e ser do tamanho de uma criança e viver no Condado, montar em um dragão e desbravar os céus, encontrar um amor que valesse enfrentar e vencer a própria morte.

Todos queremos isso.

Mas somos todos um bando de idiotas!

Criticamos e odiamos a nossa sociedade, desejamos que ela fosse diferente, que o mundo fosse outro, e, mesmo assim, quando eles dizem que é impossível as coisa que queremos se tornarem realidade, simplesmente desistimos? Porque?!

Porque aceitar as palavras de uma sociedade manipuladora e egoísta, mesquinha, hipócrita, que tem côo maior prazer destruir os sonhos dos outros? Porque deixar que nossos próprios sonhos sejam destruídos?

Os exemplos estão todos aí nas nossas caras!

Hogwarts existiria se os sonhos de uma inglesa tivessem sido massacrados por aqueles que disseram que eles não eram bons o suficiente? A Terra-Média teria passado por três eras inteiras se outro inglês tivesse dado ouvidos à idiotia deste mundo? O país de Aslam teria sido descoberto se um terceiro inglês tivesse achado que ele era impossível demais para existir?

Acho que os ingleses são ótimos exemplos a serem seguidos. Graças àquela primeira que mencionei, o dia primeiro de setembro, por exemplo, será eternamente lembrado por aqueles que viveram em seu mundo.

Afinal, você acha que Hogwarts não existe? Acha que o mundo dos bruxos não está escondido bem atrás de um tênue véu, separado do nosso por poucos centímetros?

Prove-me isso, então. Prove-me, e também a todas as milhões de pessoas que já conheceram Hogwarts em seus mínimos detalhes, que passearam por suas passagens secretas, que lutaram em seus corredores, que morreram várias vezes por suas páginas. Diga a todos nós que nada disso é real, mas nos faça acreditar de verdade, e então, quem sabe, conseguirá matar um pouco mais do nosso mundo.

Entretanto, meu amigo, temo que esta seja uma jornada árdua e que, muito provavelmente, não encontrará os resultados esperados, porque todos aqueles que um dia atravessaram o lago no barco e depois caminharam pela floresta em direção à morte, têm completa certeza de que tudo não passou da mais pura realidade.

Hogwarts existe sim, meu amigo, existe porque milhões de pessoas acreditam que ela existe, e, assim, garantem que ela sobreviva pela eternidade.




30 de agosto de 2012

Passos

 
 
Olho para a página em branco sem saber muito bem quais palavras usar para preenchê-la. O aniversário do "Brisas e Pensamentos" chegou e passou sem uma única palavra para comemorá-lo.
Desde sua primeira postagem, dois anos e um pouco mais se passaram.
Desde sua primeira postagem, tudo mudou.
Quando dei meus primeiros passos pelas páginas deste blog, era um garoto, inexperiente, meio inseguro, meio perdido na vida, sonhando com coisas que nem sabia direito o que eram, buscando caminhos que não sabia se podia encontrar, muito menos se existiam, buscando um amor que imaginava ainda não ter nascido.
No primeiro post tentei entender e explicar o que sabia sobre o amor. O conhecimento não era muito grande, mas, com certeza, muito maior do que o de muita gente.
Estas páginas acolheram minhas alegrias, drenaram minhas lágrimas, limparam minhas feridas, ajudou a criar cicatrizes e, aquelas que não podiam cicatrizar, elas sangraram junto comigo.
Estas páginas retratam a minha vida, minhas vitórias e derrotas, sorrisos e sofrimentos, desde os mais simples até os mais complexos, desde os hoje esquecidos até aqueles que imaginei que nunca me deixariam.
Quando comecei aqui, era um garoto.
Hoje, quem sabe, sou um adulto. Um homem que conhece suas responsabilidades, que conhece a si mesmo, que sabe o caminho que quer trilhar.
Hoje, conheço meus sonhos. Hoje, sei onde quero chegar e, por mais que tais sonhos estejam ainda muito altos, construo pacientemente asas para me levarem até lá e além, pois sei que, para os sonhos, não há limites, e todos eles podem ser realizados.
Hoje, sei um pouco mais e menos ainda sobre o amor, porém, sei que é mais do que um simples sonho a ser buscado, sei que é real.
Quem escreve estas palavras, agora, é um campeão, é um escritor, é um sonhador.
Um garoto que se tornou homem e será eternamente uma criança, pois sabe que a vida apenas pode valer a pena se encarada através da inocência e eterna sabedoria das crianças.
Como eu poderia, então, abandonar um companheiro tão fiel, que sempre acolheu tudo o que joguei para ele, fosse raiva, alegria, lágrimas ou dor?
Não poderia...
Hoje não me importo mais se vinte ou duzentos e cinquenta pessoas lerão estas páginas em um dia. Se apenas uma encontrar nestas palavras algum conforto, estarei satisfeito.
Por enquanto, é isso.
Voltarei em breve.

25 de maio de 2012

Uma Pequena Inspiração


 Quando se trata dela, muitas coisas são impossíveis de acontecer. Entre estas muitas, podemos considerar os verbos “esquecer”, “odiar” ou “separar”, e também conjugações como “deixar de amar”. Essas são coisas que, de certa forma, podem ser mensuradas. Têm classificações e explicações, significados, motivos para não acontecer e outros imaginários que poderiam fazer com que tais verbos se tornassem realidade. Há uma coisa, porém, que tem sua impossibilidade resumida na impossibilidade de mensurá-la. Tal coisa é o tempo.
Como medir o tempo passado ao lado dela? Talvez esse tempo até pudesse ser quantificado caso eu tivesse uma mente como a de um computador, que gravasse inexoravelmente cada segundo vivido por mim. Mas eu não a tenho, e, assim, posso gravar apenas o tempo que se passou desde que ela entrou na minha vida.
Há outro tempo, também, e ainda mais difícil de ser mensurado.
Quantas horas, ou segundos, ou dias (esta última medida, muito mais provável), já não gastei (gastar? Talvez este não seja o melhor verbo. Aproveitei. Sim, esse é bom) estudando suas feições, analisando suas reações, aprendendo sobre ela? Não importa em qual das medidas se conte, com certeza os números que a expressam são muitos. E isso tudo teve ótimos resultados. Hoje eu poderia dizer que sou uma espécie de PhD no comportamento dessa pequena garota de cabelos lisos e loiro escuro (ou castanhos claros, caso tal escolha de palavras para definir a tonalidade agrade mais a tal senhorita), olhos verdes (ou seriam da cor de um mel denso e escuro? Talvez uma mistura de ambos. Na verdade, não sei. Qual seria a luz que está os iluminando agora? Há lágrimas em seus olhos [eles ficam mais claros quando ela chora]? Ou é apenas a luz deste dia nublado que reflete neles?), nariz pequeno e reto (que ela diz ser de batata, mas eu não acho que seja), olhos pequenos que dizem tudo o que se pode saber sobre o que se passa em sua alma, boca macia, de lábio inferior farto e superior mais fino, rosto redondo, mãos pequenas e gordinhas (as mãos mais macias que já senti em toda a minha vida), sorriso fácil e encantador e muitas vezes tímida, com aquela perfeita cara de “santinha”, que desaparece quando estamos na cama.
Posso dar muitos outros detalhes sobre ela, mas isso não seria justo. Porque eu deveria compartilhar conhecimento adquirido em tantas horas de estudo e observação, de forma tão simples assim? Há coisas, também, que nunca divulgaria, não importa o quanto me fosse oferecido, porque me orgulho de ser simplesmente o único a saber de tais coisas.
Quanto a conheço? Às vezes até mais do que ela mesma.
E mesmo sabendo de tantas coisas sobre ela, acabo sempre me surpreendendo com mais uma nova informação, que logo se acrescenta à lista existente.
Se soubesse desenhar, poderia criar sua imagem perfeita apenas de cabeça, não importa se fosse só o seu rosto ou o corpo inteiro, com suas roupas preferidas ou totalmente nua.
E cada vez que a vejo sorrir seus muitos sorrisos diferentes, fascino-me uma vez mais (tem aquele onde os lábios não se separam e os olhos fitam algo que está mais abaixo, o cabelo escondendo o rosto [este é o de timidez], tem também aquele onde os olhos fitam os meus intensamente, estreitando-se, os lábios esticados, mostrando bem seu lindo sorriso, a cabeça meio virada de lado [esse é o provocante, malicioso], ou aquele onde os olhos brilham, o sorriso não tem como ser maior, e os olhos, não tem como ficar menores, de tão apertado que é quando ela está plenamente feliz. Junto com esse sempre sai uma risadinha, na maioria das vezes, algo como “hihi”).
Muitos outros tipos de sorrisos ela tem, assim como tem também suas infinitas risadas (ah, que belíssimas risadas ela possui), mas quantas linhas precisariam ser escritas para descrever cada um deles.
Só posso dizer que, se soubesse compor, para ela seria minha mais perfeita música. Se soubesse pintar, ela seria a musa de minha obra de arte. Se criasse uma personagem em uma história inspirando-me nela, seria a mais complexa e expressiva personagem que eu poderia construir.
E por mais que tudo isso pareça ser complexo, por mais que eu tenha levado dias e dias, semanas e meses de observação para adquirir tal gama de conhecimentos, o motivo para isso é bem simples.
Eu a amo.

18 de abril de 2012

Background do livro "Dragões

Hiper nova de uma estrela.

15 de abril de 2012

Background Dragões

Background do livro "Dragões - A Origem dos Herdeiros da Luz".
Desenhado por Christian S. Saeki e editado por Gustavo R. Fragazi. 


Backgrounds Herdeiros da Luz

Se você é fã dos Herdeiros da Luz, agora pode personalizar seu computador com os backgrounds desta série!





23 de março de 2012

Resenha: Em Chamas

Título: Em Chamas
Autor: Suzanne Collins
Série: Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Páginas: 413
Skoob: Livro 

Depois de os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem. 

Em Chamas segue a linha de escrita de Jogos Vorazes, simples, na maioria dos pontos, porém envolvente e cativante. Katniss continua a despertar a minha irritação, mas não por ser uma personagem má escrita, mas sim por ter sido tão bem escrita, com uma personalidade tão forte, que não posso impedir que ela mexa comigo, principalmente por ela tomar atitudes totalmente contrárias, algumas delas, às que eu tomaria.

Quando comecei esse livro, fiquei me perguntando o que aconteceria. Afinal, os Jogos Vorazes tinham terminado e a Katniss era a vencedora, junto com o Peeta, o que, tecnicamente, teria acabado com o grande problema do primeiro livro.

Sim, mas eu estava enganado. A Capital não deixa a “brincadeira” de Katniss por menos, principalmente por que os distritos a veem como um ato de rebeldia contra a opressão. Uma nova guerra está a ponto de estourar, e Katniss, na turnê da vitória, se vê obrigada a tentar impedir que isso aconteça se quiser que seus familiares e amigos fiquem vivos.

Por fim, ela é pega em uma grande armadilha, que não vou contar aqui para que vocês tenham o prazer de descobrir qual é.

Outras coisas acontecem, coisas que ninguém imaginava que realmente podiam existir, que mostram, graças a Deus, que eles não estão sozinhos.

Cada página desse livro me fez querer chegar à próxima, e algo que me fez ter um prazer a mais de lê-lo foi o fato de ser em primeira pessoa. Assim, a história nunca se desviava da Katniss, e não havia os suspenses de capítulos onde não sabíamos o que estava acontecendo com ela, sem contar que ela é uma ótima narradora, ainda que eu ache que tome atitudes meio idiotas às vezes, por causa do seu gênio bastante temperamental. Porém, essa é apenas mais uma pitada de emoção para a história.

Sinceramente, em muitas partes do livro, eu me arrepiei e emocionei, e acabei devorando suas páginas em apenas dois dias.

Não é um livro fantástico como Harry Potter ou A Crônica do Matador de Rei, mas é incrível a seu próprio modo, com um jeito de escrita diferente dos outros, mas não pior.

Recomendo? Sim, é claro que sim.

22 de março de 2012

Resenha: O Temor do Sábio

Título: O Temor do Sábio
Autor: Patrick Rothfuss
Série: A Crônica do Matador de Rei
Editora: Arqueiro/ Sextante
Páginas: 960
Skoob: Livro

Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo. 

Depois de Harry Potter, O Temor do Sábio é a mais bela obra que já tive o prazer de pôr as mãos.

É claro que não há toda aquela grande magia que nos envolve na série de Harry Potter, até porque ela não tem comparação, mas O Temor do Sábio me envolveu de uma forma que apenas Harry Potter conseguiu até hoje.

Novecentas e sessenta páginas que desapareceram num piscar de olhos. Eu simplesmente não conseguia parar de ler, não conseguia ficar sem saber o que aconteceria no próximo capítulo, não conseguia não torcer pelo Kvothe. Eu achava que seria difícil esse segundo livro ser muito melhor que O Nome do Vento, mas fui deliciosamente surpreendido.

Neste livro, o Kvothe se vê obrigado a sair da Universidade por causa de sua inimizade com o Ambrose, porém, ao invés de o livro perder parte da emoção que a Universidade trazia, ele só faz nos deixar cada vez mais colados em suas páginas. Conhecemos mais de perto os ademrianos, dos quais eu tinha uma visão totalmente deturpada, antes, e vemos o Kvothe se transformando lentamente naquilo que o Basta tanto admira. Porém, O Temor do Sábio acaba ainda com o nascimento da grande lenda chamada Kvothe, o que só me fez ficar com muito mais vontade de ler o próximo livro desta fantástica série.

Ela é envolvente, encantadora, cheia de suspense, ação, e uma das coisas que contou muitos pontos para mim: a “magia”, aqui, é regida por leis físicas, tem significado, tem forma de funcionamento, tem lógica.

Me faltam até mesmo palavras para falar mais deste livro. Só posso dizer que o prazer que ele me proporcionou fez com que eu desejasse que ele tivesse até mesmo mais do que as suas novecentas e sessenta páginas. O tamanho, aqui, realmente só deixa a história ainda melhor. Se fosse um livro menor, não teria toda a maestria que este tem.

Enfim, recomendo muitas vezes este livro para todos aqueles que queiram viver dentro de um novo mundo por alguns dias, e continuar vivendo-o na sua mente pelo restante deles.

A Crônica do Matador de Rei, acredito, já é uma leitura obrigatória para aqueles que se consideram fãs de livros de fantasia.

21 de março de 2012

Resenha: Renascença

Título: Renascença
Autor: Oliver Bowden
Série: Assassins Creed
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Skoob: Livro

Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

Começo essa resenha com uma simples palavra sobre esse livro: péssimo.

Assassins Creed – Renascença, conta a história do primeiro jogo da série Assassins Creed. Assim que vi o livro pela primeira vez na livraria, me impressionei com a capa. Ela é realmente muito bonita. Vi muita propaganda do livro, até mesmo um outdoor em uma estrada, por isso, imaginei que deveria ser uma história realmente boa, para a editora estar gastando tanto dinheiro com divulgação. Coitado de mim.

Ezio, a personagem principal, tem parte de sua família assassinada por uma traição que não cometeram. Para não ser morto, ele foge para a casa de seu tio, Mario. Lá, ele descobre que seu pai fazia parte da Ordem dos Assassinos, cuja missão é deter os Templários, antiga ordem da Igreja que visa dominar o mundo.

Falando assim, por cima, a ideia da história é boa e promete ação e envolvimento. Sim, promete, mas fica apenas na promessa.

Nunca joguei o jogo, mas falam que é muito bom. O livro, por outro lado, foi pessimamente escrito. Sim, pessimamente mesmo. Aqui estão algumas das grandes falhas que acho que são necessárias destacar:

- As coisas acontecem simplesmente rápido demais. Nessas 378 páginas, vinte e sete anos se passam. Assim, nenhum acontecimento é bem trabalhado e tem um grande efeito. Os feitos de Ezio são simples palavras a mais no livro que não fazem com que ele pareça realmente um herói.

- Ezio também sempre consegue fazer as coisas com uma facilidade incrível. Sempre consegue seguir e escutar conversas de seus grande adversários sem que eles percebam.

- Antes de ele entrar parece que a Ordem dos Assassinos era simplesmente um nome, porque parece que apenas ele saiu para caçar as pessoas que precisavam ser mortas.

- As conversas têm simplesmente exclamações DEMAIS! Parece que todas as frases são ditas com ênfase, o que faz com que os locutores pareçam realmente idiotas. As conversas também são muito simples na maioria das vezes, não acrescentando nada à história, nem mesmo apenas um chamativo ou graça.

- As lutas são péssimas. Bowden com certeza não tem a mínima noção de combate corpo a corpo ou com espada, porque algumas pessoas fazem coisas impossíveis ou estão em lugares onde não estavam um momento atrás. As batalhas também são péssimas, com estratégias que nunca funcionariam de verdade. Afinal, quem “balança” uma espada contra seu oponente?

- Há uma boa quantidade de erros no enredo, coisas que contradizem algumas partes e outras que só deixam tudo muito confuso.

- Não se conhece nenhuma personagem com profundidade. A única coisa que sei sobre o Ezio é que ele tem olhos azuis acinzentados. Quando ele está com quarenta anos, eu ainda o vejo com dezessete.

- A falta de nome nos capítulos é outra coisa desagradável. Ao contrário de alguns livros que também não os têm, nesse pareceu realmente falta de criatividade, porque uma história dessa ficaria bem mais interessante com nomes que falassem um pouco dos capítulos.

- Em algumas frases, ele usa reticências para evidenciar uma “pausa dramática” na fala de uma personagem, o que, ao contrário de causar o suspense desejado, faz a fala parecer realmente idiota.

Em suma, o livro todo parece uma grande novela mexicana. Faltaram apenas os primeiros nomes compostos.

Eu detestei e não aconselho a ninguém.

 
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