25 de maio de 2012

Uma Pequena Inspiração


 Quando se trata dela, muitas coisas são impossíveis de acontecer. Entre estas muitas, podemos considerar os verbos “esquecer”, “odiar” ou “separar”, e também conjugações como “deixar de amar”. Essas são coisas que, de certa forma, podem ser mensuradas. Têm classificações e explicações, significados, motivos para não acontecer e outros imaginários que poderiam fazer com que tais verbos se tornassem realidade. Há uma coisa, porém, que tem sua impossibilidade resumida na impossibilidade de mensurá-la. Tal coisa é o tempo.
Como medir o tempo passado ao lado dela? Talvez esse tempo até pudesse ser quantificado caso eu tivesse uma mente como a de um computador, que gravasse inexoravelmente cada segundo vivido por mim. Mas eu não a tenho, e, assim, posso gravar apenas o tempo que se passou desde que ela entrou na minha vida.
Há outro tempo, também, e ainda mais difícil de ser mensurado.
Quantas horas, ou segundos, ou dias (esta última medida, muito mais provável), já não gastei (gastar? Talvez este não seja o melhor verbo. Aproveitei. Sim, esse é bom) estudando suas feições, analisando suas reações, aprendendo sobre ela? Não importa em qual das medidas se conte, com certeza os números que a expressam são muitos. E isso tudo teve ótimos resultados. Hoje eu poderia dizer que sou uma espécie de PhD no comportamento dessa pequena garota de cabelos lisos e loiro escuro (ou castanhos claros, caso tal escolha de palavras para definir a tonalidade agrade mais a tal senhorita), olhos verdes (ou seriam da cor de um mel denso e escuro? Talvez uma mistura de ambos. Na verdade, não sei. Qual seria a luz que está os iluminando agora? Há lágrimas em seus olhos [eles ficam mais claros quando ela chora]? Ou é apenas a luz deste dia nublado que reflete neles?), nariz pequeno e reto (que ela diz ser de batata, mas eu não acho que seja), olhos pequenos que dizem tudo o que se pode saber sobre o que se passa em sua alma, boca macia, de lábio inferior farto e superior mais fino, rosto redondo, mãos pequenas e gordinhas (as mãos mais macias que já senti em toda a minha vida), sorriso fácil e encantador e muitas vezes tímida, com aquela perfeita cara de “santinha”, que desaparece quando estamos na cama.
Posso dar muitos outros detalhes sobre ela, mas isso não seria justo. Porque eu deveria compartilhar conhecimento adquirido em tantas horas de estudo e observação, de forma tão simples assim? Há coisas, também, que nunca divulgaria, não importa o quanto me fosse oferecido, porque me orgulho de ser simplesmente o único a saber de tais coisas.
Quanto a conheço? Às vezes até mais do que ela mesma.
E mesmo sabendo de tantas coisas sobre ela, acabo sempre me surpreendendo com mais uma nova informação, que logo se acrescenta à lista existente.
Se soubesse desenhar, poderia criar sua imagem perfeita apenas de cabeça, não importa se fosse só o seu rosto ou o corpo inteiro, com suas roupas preferidas ou totalmente nua.
E cada vez que a vejo sorrir seus muitos sorrisos diferentes, fascino-me uma vez mais (tem aquele onde os lábios não se separam e os olhos fitam algo que está mais abaixo, o cabelo escondendo o rosto [este é o de timidez], tem também aquele onde os olhos fitam os meus intensamente, estreitando-se, os lábios esticados, mostrando bem seu lindo sorriso, a cabeça meio virada de lado [esse é o provocante, malicioso], ou aquele onde os olhos brilham, o sorriso não tem como ser maior, e os olhos, não tem como ficar menores, de tão apertado que é quando ela está plenamente feliz. Junto com esse sempre sai uma risadinha, na maioria das vezes, algo como “hihi”).
Muitos outros tipos de sorrisos ela tem, assim como tem também suas infinitas risadas (ah, que belíssimas risadas ela possui), mas quantas linhas precisariam ser escritas para descrever cada um deles.
Só posso dizer que, se soubesse compor, para ela seria minha mais perfeita música. Se soubesse pintar, ela seria a musa de minha obra de arte. Se criasse uma personagem em uma história inspirando-me nela, seria a mais complexa e expressiva personagem que eu poderia construir.
E por mais que tudo isso pareça ser complexo, por mais que eu tenha levado dias e dias, semanas e meses de observação para adquirir tal gama de conhecimentos, o motivo para isso é bem simples.
Eu a amo.

18 de abril de 2012

Background do livro "Dragões

Hiper nova de uma estrela.

15 de abril de 2012

Background Dragões

Background do livro "Dragões - A Origem dos Herdeiros da Luz".
Desenhado por Christian S. Saeki e editado por Gustavo R. Fragazi. 


Backgrounds Herdeiros da Luz

Se você é fã dos Herdeiros da Luz, agora pode personalizar seu computador com os backgrounds desta série!





23 de março de 2012

Resenha: Em Chamas

Título: Em Chamas
Autor: Suzanne Collins
Série: Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Páginas: 413
Skoob: Livro 

Depois de os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem. 

Em Chamas segue a linha de escrita de Jogos Vorazes, simples, na maioria dos pontos, porém envolvente e cativante. Katniss continua a despertar a minha irritação, mas não por ser uma personagem má escrita, mas sim por ter sido tão bem escrita, com uma personalidade tão forte, que não posso impedir que ela mexa comigo, principalmente por ela tomar atitudes totalmente contrárias, algumas delas, às que eu tomaria.

Quando comecei esse livro, fiquei me perguntando o que aconteceria. Afinal, os Jogos Vorazes tinham terminado e a Katniss era a vencedora, junto com o Peeta, o que, tecnicamente, teria acabado com o grande problema do primeiro livro.

Sim, mas eu estava enganado. A Capital não deixa a “brincadeira” de Katniss por menos, principalmente por que os distritos a veem como um ato de rebeldia contra a opressão. Uma nova guerra está a ponto de estourar, e Katniss, na turnê da vitória, se vê obrigada a tentar impedir que isso aconteça se quiser que seus familiares e amigos fiquem vivos.

Por fim, ela é pega em uma grande armadilha, que não vou contar aqui para que vocês tenham o prazer de descobrir qual é.

Outras coisas acontecem, coisas que ninguém imaginava que realmente podiam existir, que mostram, graças a Deus, que eles não estão sozinhos.

Cada página desse livro me fez querer chegar à próxima, e algo que me fez ter um prazer a mais de lê-lo foi o fato de ser em primeira pessoa. Assim, a história nunca se desviava da Katniss, e não havia os suspenses de capítulos onde não sabíamos o que estava acontecendo com ela, sem contar que ela é uma ótima narradora, ainda que eu ache que tome atitudes meio idiotas às vezes, por causa do seu gênio bastante temperamental. Porém, essa é apenas mais uma pitada de emoção para a história.

Sinceramente, em muitas partes do livro, eu me arrepiei e emocionei, e acabei devorando suas páginas em apenas dois dias.

Não é um livro fantástico como Harry Potter ou A Crônica do Matador de Rei, mas é incrível a seu próprio modo, com um jeito de escrita diferente dos outros, mas não pior.

Recomendo? Sim, é claro que sim.

22 de março de 2012

Resenha: O Temor do Sábio

Título: O Temor do Sábio
Autor: Patrick Rothfuss
Série: A Crônica do Matador de Rei
Editora: Arqueiro/ Sextante
Páginas: 960
Skoob: Livro

Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo. 

Depois de Harry Potter, O Temor do Sábio é a mais bela obra que já tive o prazer de pôr as mãos.

É claro que não há toda aquela grande magia que nos envolve na série de Harry Potter, até porque ela não tem comparação, mas O Temor do Sábio me envolveu de uma forma que apenas Harry Potter conseguiu até hoje.

Novecentas e sessenta páginas que desapareceram num piscar de olhos. Eu simplesmente não conseguia parar de ler, não conseguia ficar sem saber o que aconteceria no próximo capítulo, não conseguia não torcer pelo Kvothe. Eu achava que seria difícil esse segundo livro ser muito melhor que O Nome do Vento, mas fui deliciosamente surpreendido.

Neste livro, o Kvothe se vê obrigado a sair da Universidade por causa de sua inimizade com o Ambrose, porém, ao invés de o livro perder parte da emoção que a Universidade trazia, ele só faz nos deixar cada vez mais colados em suas páginas. Conhecemos mais de perto os ademrianos, dos quais eu tinha uma visão totalmente deturpada, antes, e vemos o Kvothe se transformando lentamente naquilo que o Basta tanto admira. Porém, O Temor do Sábio acaba ainda com o nascimento da grande lenda chamada Kvothe, o que só me fez ficar com muito mais vontade de ler o próximo livro desta fantástica série.

Ela é envolvente, encantadora, cheia de suspense, ação, e uma das coisas que contou muitos pontos para mim: a “magia”, aqui, é regida por leis físicas, tem significado, tem forma de funcionamento, tem lógica.

Me faltam até mesmo palavras para falar mais deste livro. Só posso dizer que o prazer que ele me proporcionou fez com que eu desejasse que ele tivesse até mesmo mais do que as suas novecentas e sessenta páginas. O tamanho, aqui, realmente só deixa a história ainda melhor. Se fosse um livro menor, não teria toda a maestria que este tem.

Enfim, recomendo muitas vezes este livro para todos aqueles que queiram viver dentro de um novo mundo por alguns dias, e continuar vivendo-o na sua mente pelo restante deles.

A Crônica do Matador de Rei, acredito, já é uma leitura obrigatória para aqueles que se consideram fãs de livros de fantasia.

21 de março de 2012

Resenha: Renascença

Título: Renascença
Autor: Oliver Bowden
Série: Assassins Creed
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Skoob: Livro

Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

Começo essa resenha com uma simples palavra sobre esse livro: péssimo.

Assassins Creed – Renascença, conta a história do primeiro jogo da série Assassins Creed. Assim que vi o livro pela primeira vez na livraria, me impressionei com a capa. Ela é realmente muito bonita. Vi muita propaganda do livro, até mesmo um outdoor em uma estrada, por isso, imaginei que deveria ser uma história realmente boa, para a editora estar gastando tanto dinheiro com divulgação. Coitado de mim.

Ezio, a personagem principal, tem parte de sua família assassinada por uma traição que não cometeram. Para não ser morto, ele foge para a casa de seu tio, Mario. Lá, ele descobre que seu pai fazia parte da Ordem dos Assassinos, cuja missão é deter os Templários, antiga ordem da Igreja que visa dominar o mundo.

Falando assim, por cima, a ideia da história é boa e promete ação e envolvimento. Sim, promete, mas fica apenas na promessa.

Nunca joguei o jogo, mas falam que é muito bom. O livro, por outro lado, foi pessimamente escrito. Sim, pessimamente mesmo. Aqui estão algumas das grandes falhas que acho que são necessárias destacar:

- As coisas acontecem simplesmente rápido demais. Nessas 378 páginas, vinte e sete anos se passam. Assim, nenhum acontecimento é bem trabalhado e tem um grande efeito. Os feitos de Ezio são simples palavras a mais no livro que não fazem com que ele pareça realmente um herói.

- Ezio também sempre consegue fazer as coisas com uma facilidade incrível. Sempre consegue seguir e escutar conversas de seus grande adversários sem que eles percebam.

- Antes de ele entrar parece que a Ordem dos Assassinos era simplesmente um nome, porque parece que apenas ele saiu para caçar as pessoas que precisavam ser mortas.

- As conversas têm simplesmente exclamações DEMAIS! Parece que todas as frases são ditas com ênfase, o que faz com que os locutores pareçam realmente idiotas. As conversas também são muito simples na maioria das vezes, não acrescentando nada à história, nem mesmo apenas um chamativo ou graça.

- As lutas são péssimas. Bowden com certeza não tem a mínima noção de combate corpo a corpo ou com espada, porque algumas pessoas fazem coisas impossíveis ou estão em lugares onde não estavam um momento atrás. As batalhas também são péssimas, com estratégias que nunca funcionariam de verdade. Afinal, quem “balança” uma espada contra seu oponente?

- Há uma boa quantidade de erros no enredo, coisas que contradizem algumas partes e outras que só deixam tudo muito confuso.

- Não se conhece nenhuma personagem com profundidade. A única coisa que sei sobre o Ezio é que ele tem olhos azuis acinzentados. Quando ele está com quarenta anos, eu ainda o vejo com dezessete.

- A falta de nome nos capítulos é outra coisa desagradável. Ao contrário de alguns livros que também não os têm, nesse pareceu realmente falta de criatividade, porque uma história dessa ficaria bem mais interessante com nomes que falassem um pouco dos capítulos.

- Em algumas frases, ele usa reticências para evidenciar uma “pausa dramática” na fala de uma personagem, o que, ao contrário de causar o suspense desejado, faz a fala parecer realmente idiota.

Em suma, o livro todo parece uma grande novela mexicana. Faltaram apenas os primeiros nomes compostos.

Eu detestei e não aconselho a ninguém.

13 de fevereiro de 2012

Resenha: Jogos Vorazes

Título: Jogos Vorazes
Autor: Suzanne Collins
Série: Jogos Vorazes
Editora: Rocco
Páginas: 397
Skoob: Livro

Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9. Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?...

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!

Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Este livro é um daqueles que se inicia pela capa. Sem muitos detalhes, a capa negra me atrai, assim como os relevos dourados nas palavras e no desenho. É um conjunto muito belo. O nome também é outra coisa que já dá pontos ao livro. “Jogos Vorazes”. Até parece nome de história de terror sangrento.

Katniss, a personagem principal, não é uma típica heroína que desperta a paixão dos leitores, mas, ainda assim, ela fez isso comigo. Um tanto silenciosa e prática, buscando sempre a melhor forma de sobreviver, não importa como, ela não se deixa levar pela imaginação, por fantasias ou coisas assim. Afinal, de que adianta imaginar uma revolta contra a Capital? Isso não vai colocar comida na mesa para a sua irmã e sua mãe.

De repente, Katniss se vê oferecendo-se para participar dos Jogos que odeia, se vê envolvida naquilo que sempre tentou fugir, para salvar sua irmã do que seria uma morte certa para ela.

Em um dia, está na sua humilde casa no Distrito 12, no outro, na odiada Capital, que oprime a todos e ainda faz disso uma diversão para os que moram onde o país é governado.

O livro é narrado em primeira pessoa, o que já me agrada, e é em pleno tempo real, com Katniss narrando tudo conforme acontece, como se estivesse escrevendo as páginas para nós enquanto mata, foge, tenta sobreviver. A leitura é envolvente e te prende irresistivelmente (terminei o livro em dois dias), e cada página virada te faz querer saber o que acontecerá na próxima, quem será o próximo a morrer, como ele vai morrer. Eu me peguei, também, me emocionando com certos acontecimentos e, confesso, em certo momento, lágrimas subiram aos olhos.

A escrita de Collins é simples e clara, sem palavras complicadas ou um jeito de parecer mais “belo”. Ela narra o que acontece com perfeição e nos faz enxergar com clareza o ambiente da arena onde os Jogos acontecem, imaginar as cenas, os movimentos. Agora que paro para pensar, vejo que criei um filme inteiro para os Jogos Vorazes na minha mente durante a leitura, com cada detalhe muito bem definido

Felizmente, ainda há dois livros depois desse, e não faço a mínima ideia do que aguarda. Seguindo o que o primeiro me passou, tenho certeza que a leitura não será menos do que muito boa, mas, muito provavelmente, será tão maravilhosa e empolgante quanto o primeiro da trilogia.

10 de fevereiro de 2012

Resenha: A Batalha do Apocalipse

Título: A Batalha do Apocalipse – Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Páginas: 586
Skoob: Livro

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

A primeira impressão que este livro me passou, da primeira vez que o vi, alguns anos atrás, não posso precisar se muitos ou poucos, foi que ele seria uma tentativa de junção da visão católica do mundo ao universo de fantasia. O primeiro pensamento foi que esses dois pontos não se ligam tão bem assim, por isso não comprei o livro. A história deveria ser chata e cheio de misticismos, dogmas e leis que acho um tanto absurdas. Nos últimos tempos, porém, tomei curiosidade por lê-lo, graças às críticas positivas e também ao sucesso do livro, já que seu autor, Eduardo Spohr, publicou seu segundo livro (o qual eu também pretendo ler).

A história de “A Batalha do Apocalipse” gira em torno de Ablon, um anjo renegado, expulso do céu pelo arcanjo Miguel por incitar uma rebelião contra a autoridade e tirania dos arcanjos, seremos supremos criados por Deus que foram deixados no comando da Terra após o findar do sexto dia da criação, início do sétimo, quando Deus adormeceu após dar a vida aos homens. Era tarefa dos arcanjos que reinassem e servissem aos homens com sabedoria, preservando o trabalho de Deus, até que o sétimo dia terminasse e Deus despertasse para julgar a todos, após o Apocalipse.

Os arcanjos não fizeram isso, mas sim instalaram um reinado de massacres sobre a espécie humana por pura inveja. Afinal, Deus havia concedido a alma e o livre-arbítrio aos homens, os anjos e arcanjos não possuíam nenhum dos dois.

Em alguns momentos da história, a narrativa se torna um tanto cansativa por causa da grande quantidade de informações. Afinal, além de contar o “tempo presente”, em vários momentos ela conta sobre o passado de Ablon com a Feiticeira de En-Dor, Shamira, outra personagem principal do livro.

Em um primeiro momento, pode-se pensar (eu pensei) que essas histórias do passado são apenas páginas para preencher o livro, para deixá-lo maior, já que não interferem realmente de forma direta no tempo presente, mas então as coisas vão se explicando e ficando mais claras, e então percebemos nessas histórias os motivos para as coisas acontecerem depois, conhecemos peças fundamentais do passado de ambas as personagens e assim a história fica ainda mais rica.

O fato de Spohr ter ligado sua história á história real do nosso planeta conta apenas pontos a mais para o seu livro. Ele une ambas as “narrativas” de forma muito eficiente, explicando acontecimentos e guerras do passado do ponto de vista que os humanos não poderiam conhecer, já que muitas das catástrofes foram arquitetadas pelos arcanjos e postas em prática pelos anjos.

Mesmo assumindo o caráter católico de visão do mundo, ele faz significativas mudanças com explicações lógicas bastante convincentes, que me fizeram continuar grudado às suas páginas ao invés de fechar o livro e colocá-lo de lado.

Resumindo, o livro é exatamente o que está escrito na capa da edição que possuo. “Não há, na literatura brasileira conhecida, um livro que se pareça com a Batalha do Apocalipse”. (Ou pelo menos são essas palavras que me lembro de estarem escritas lá).

Leiam, é uma leitura relaxante e emocionante em alguns pontos, ótima para nos desligarmos da nossa realidade e adentrarmos em uma paralela que parece demais com a real, mas, é claro, com seus muitos toques de fantástico. Afinal, o Apocalipse não é algo impossível de acontecer. Lá, fomos nós, os humanos, que o provocamos.

2 de fevereiro de 2012

Conto "A Casa das Almas"

Olá a todos! Peço desculpa pela escassez de textos, mas, como expliquei no post anterior, estou trabalhando nos livros da minha série, "Herdeiros da Luz". Quando a inspiração vem, não podemos deixá-la de lado, não é?
O terceiro volume da série, o segundo da trilogia principal, está passando de sua metade, e já está quase na marca de duzentas páginas do Word, o que dá um número muito maior em um "tamanho de livro".
Vim aqui, na verdade, para contar uma novidade.
Um conto de terror, escrito por mim, "A Casa das Almas", será publicado no livro de contos "Caminhos do Medo II", da editora Andross! O lançamento do livro está previsto para junho deste ano, então, fiquem atentos! Assim que for sair, trago notícias dele aqui.

Abraços!

 
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