7 de maio de 2011

Eu esperei o bilhete para o trem desta plataforma, e você?


6 de maio de 2011


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta, o amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão, o verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar, ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano, isso são só referenciais, ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.



Martha Medeiros






Uma nova manhã



As nuvens hoje flutuavam no céu, cada uma em seus espaços delimitados, com suas bordas semi e definidas, sem se tocar, mantendo-se em seus gomos, encantando-nos com sua beleza de algodão, imóveis, sem se desmanchar como se fossem vitórias régias boiando sobre um lago imóvel aos milhares, muito próximas mas sem deixar de manter sua individualidade, indo de horizonte a horizonte, formando caminhos infinitos para que os anjos pudessem caminhar sem que pudéssemos vê-los, mas sem deixar de senti-los.

Chegando perto do Sol, era como se seu halo as derrete-se, deixando um círculo de pura luz ao seu redor onde ele brilhava fulgurantemente com a dignidade do astro rei, intocável e invisível em sua beleza e brilho.

Pelo alto, as nuvens brilham com tamanha luz, iluminando o caminho dos que passam por ali, refletindo e absorvendo sua luz e energia para depois emaná-las para nós na forma de tamanha beleza apenas visível para aqueles que quiserem enxergar.

Embaixo ficam meio acinzentadas, mas não que queiram nos entristecer, mas apenas nos mostrar nossa verdadeira condição. Mas, ainda mais, nos mostrar que basta querermos para podermos deixar de andar sob a sombra das nuvens e caminharmos sob o brilho do Sol, pois os anjos nada mais são do que mensageiros de Deus que vêm nos dizer a mesma coisa: somos todos iguais, somos todos capazes.

5 de maio de 2011

O tempo.


O tempo é algo engraçado.

Quando não temos nada para fazer, ele passa tão devagar que parece que o relógio volta ao invés de progredir. Quando temos muita coisa para fazer ou estamos atrasados, ele corre feito um condenado, indo tão rápido que não podemos acompanhá-lo. Você olha no relógio e são duas horas, cinco minutos depois, olha de novo, e já são duas e meia.

Mas e quando o tempo para?

Um segundo parece uma hora na mesma proporção que uma hora se passa em um segundo. Você não tem noção se o tempo está passando rápido ou devagar, ou até mesmo se ele está passando, até mesmo se ele existe.
Nunca teve essa sensação?
A primeira vez que a tive foi no dia 22 de outubro de 2010. Após essa, intermináveis outras vezes eu tive provas de que o tempo é mesmo relativo, como diria nosso querido Einstein.
Mas ao lado dela... Nunca vi tempo tão indeciso!
Em dias de chuva, sorrisos se abrem, olhos brilham, um desejo fulgura. Em dias de sol, apenas se a companhia for aquela desejada para se poder tirar a roupa e sentir o calor diretamente no corpo, calor do Sol e da pele.

Tempo que passa rápido em dias de sol, tempo de chuva que faz o tempo ir mais devagar com seu som difuso e constante, que acalma e adormece, desperta a alma e o corpo, o amor e o desejo.

Durante o tempo, realizamos desejos e sonhos. Neste tempo, já realizei alguns e adquiri outros. Um beijo na chuva foi quase conseguido, mas agora é um desejo menor, perto de outro que surge. O que é um simples beijo perto da vontade de se unir completamente debaixo da chuva, sentindo a água torrencial gelando o corpo nu para que possamos nos obrigar no calor do outro?
Não posso listar todas as pequenas e grandes vontades aqui, poucas as conquistadas perto das que ainda se conquistarão, mas posso dizer duas que foram as maiores e, com certeza, as mais desejadas.
Neste tempo em que já se passou desde o dia 22 de outubro, desde o início de sua demarcação no dia 05 de novembro de 2010, realizei um grande sonho: encontrar a felicidade.
E um outro ainda maior.

O amor.

Neste tempo inconstante que os homens tentam aprisionar com seus relógios digitais e nucleares, aprendi a moldá-lo da forma que eu quiser, bastando apenas alguns ingredientes especiais para que isso possa acontecer.

Quero fazer com que ele pare?

Preciso apenas de uma pessoa e um lugar onde possamos ficar apenas nós dois, não pensando em mais nada além de nós, sentindo apenas um ao outro em um abraço aconchegante, um colo, um sono compartilhado ou em um ato sexual.
Quero fazer ele passar devagar para que possa aproveitá-lo?

Mesmas coisas. Uma pessoa, um lugar a sós, mas agora inclua uma conversa, risos, brincadeiras, um filme e quem sabe algumas comidas.

Quero fazer com que passe rápido, desconfortavelmente?

A mesma pessoa, mas agora no meio de muitas ou poucas outras, sem que possamos ficar realmente a sós.

Por fim, novamente ao tempo que passa devagar, mas que desta vez é mais um martírio?

É só eu não ter àquela pessoa.
Qual é realmente o tempo?
Hoje, seis meses.

Amanhã serão sete.

Um tanto mais significativa do que outras datas, que outros tempos, esses seis meses marcam uma fase e, se pensarmos bem (eu e a pessoa) realmente algumas coisas estão diferentes para os próximos seis.

Principalmente esta: daqui a pouco será um ano ;D

Amanda, eu te amo minha pequena, te amo e te amarei até que a última estrela deixe de brilhar, até a sua estrela se apagar.

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4 de maio de 2011

“Um homem que ama realmente uma mulher, só quer mudar uma coisa nela, que é o seu sobrenome”



(Joe Jonas)

3 de maio de 2011

Você vai mudar o mundo.


Quantas vezes não ouvimos essas palavras (mudar o mundo) em diversas combinações, com outras palavras complementando como “nós vamos mudar o mundo” ou “ele quer mudar o mundo” ou uma pior, “ele acha que vai mudar o mundo com isso”.
Dezenas, centenas, infinitas pessoas já tentaram mudar o mundo. Quantas conseguiram? Tecnicamente, todas.
Mudamos o mundo a cada gesto, cada ato, cada palavra. Mudar não significa melhorar ou piorar, significa apenas estar diferente do que era antes.
Mas, quando se diz “eu quero mudar o mundo”, está se querendo dizer “eu quero melhorar o mundo”. Você quer melhorar o mundo?
Eu quero.
Não me lembro exatamente quando esse desejo apareceu, não me lembro da data, não me lembro da época, mas me lembro dele. Lembro que, há alguns anos, eu coloquei isso na cabeça: eu quero mudar o mundo.
Mudar para melhor, melhorar a vida das pessoas, ajudar os que eu puder, ajudar os outros a ajudar...
Parece um pouco difícil não é?
É, fácil ninguém nunca disse que era.
Mas, falando a verdade, o que é fácil neste mundo?
E eu sempre pensei: como vou mudar o mundo?
Não é possível simplesmente “chegar nele” mudá-lo. Precisamos de meios, instrumentos. E o que seria melhor do que seus próprios habitantes?
As pessoas têm o poder de mudar o mundo. Só não sabem disso (ou fingem não saber).
Ninguém precisa ser um super herói ou multi bilionário para fazer alguma coisa de bom.
A primeira coisa que precisamos fazer é estarmos dispostos, apenas isso.
Alguns diriam que a primeira coisa seria mudar a nós mesmos. Eu não acho que seja isso, pois, talvez, essa seja a mudança mais difícil de se fazer. A disposição para mudar é o primeiro passo e, se você acha muito difícil começar por si (o que eu também acho) comece pelos outros, comece ajudando os outros, buscando meios e formas de poder melhorar a vida de alguém, de qualquer forma que seja. Se você não tem dinheiro, doe alegria, não tem alegria, doe dinheiro, assim a alegria dos outros penetrará em você, não tem nenhum dos dois, doe atenção, isso qualquer um pode doar, e então verá que a alegria e o bem estar são coisas fáceis de se conseguir.
Assumi um projeto ousado para mim, porém.
Há pelo menos uma década eu me lembro de estar andando de carro com minha família e vi pintado em uma parede na estrada a seguinte frase: Livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas, e as pessoas mudam o mundo.
Gravei essa frase fundo no meu cérebro, pois sempre gostei de ler e, naquela época, não sabia o quanto ela me marcaria mesmo.
Hoje pretendo, tento, quero, mudar o mundo dessa forma. Quero escrever e através da escrita mudar pessoas e, assim, mudar esse mundo, mudar o nosso planeta, nossa casa que eu amo tanto, tão bela e grandiosa.
Para alguns pode parecer loucura, para outros, hipocrisia.
“Você quer vender livros porque dá fama e dinheiro”.
Desde pequeno sempre quis ter dinheiro. Primeiro porque nunca o tive direito, nunca pude ter tudo o que eu quis ou, pelo menos, o normal que toda criança sempre teve. Por isso sempre quis ter dinheiro para poder dar, primeiro, aos meus filhos o que não tive, mas, em segundo lugar, sempre, desde pequeno eu pensei que, se eu conseguisse ter dinheiro quando crescesse, eu ajudaria as outras pessoas. E, neste mundo, quanto mais dinheiro, mais pessoas podemos ajudar, certo?
Não sei se até agora já consegui mudar algo ou um mínimo de alguém com minhas palavras, mas venho a algum tempo iniciando o projeto que escolhi para a minha vida e que, se Deus quiser, eu hei de conseguir cumpri-lo.
Obrigado a você que leu este texto até o fim. Reze para que eu possa realizar o meu sonho, por favor, ou apenas acredite em mim, que já será uma benção maior do que posso esperar.

2 de maio de 2011

Quem sabe, uma nova era?


Há décadas que espera-se, que o mundo inteiro espera, a notícia que foi dada esta manhã: morre Bin Laden.

Tropas americanas invadiram o esconderijo de Osama e, em uma troca de tiros, o líder da rede terrorista Al Qaeda, foi alvejado na cabeça.

Osama Bin Laden está morto.

Estava escondido, ao contrário do que todos pensavam, em um condomínio de luxo no meio de uma cidade, não nos confins das montanhas paquistanesas.

Ele, que foi mentor do maior ataque terrorista que o nosso mundo já viu, espalhando o medo e o terror pelo mundo, responsável por milhares e milhares de mortes em toda a sua vida, em suas dezenas de ataques, finalmente conseguiu o que lhe era reservado há muito.

Alguns dirão que a morte foi algo fácil demais para ele, ainda mais uma morte tão rápida. Podem acreditar que não foi não. A justiça dos homens nunca poderia puni-lo por tudo o que ele fez. Uma simples detenção em uma cadeia ou até mesmo uma pena de morte por apedrejamento poderia ser suficiente para “puni-lo”.

A morte, em si, não é a sua punição, mas sim o que ele vai passar além dela, no lugar onde está agora.

Inferno, Umbral, Além, o que quer que seja, podemos ter certeza de que ele está em um lugar ruim, junto com pessoas iguais a ele, e agora ele será julgado pela sua própria consciência, pelas leis divinas que habitam dentro dele e de cada um de nós. Deus não irá puni-lo, pois Deus não pune ninguém, ele apenas sofrerá os efeitos da lei de Ação e Reação, pagará por seus erros assim como cada um de nós ainda vai pagar.

Mas, e para os que estão vivos? O que será que a morte dele vai mudar?

Para saber, teremos que esperar.

É certo que a Al Qaeda perdeu seu maior líder e até mesmo outras instituições terroristas poderão se abalar com isso, pois o maior terrorista de todos, tecnicamente o mais bem protegido, não pode escapar, acabou, mesmo depois de muitos anos, sendo encontrado e morto. É muito provável que eles contra-ataquem, queiram vingança, mas temos que pensar se, depois deste golpe, terão estrutura para contra-atacar. Provavelmente sim. Pode ser que agora comece a grande batalha contra o terrorismo, escancarada, ataque contra ataque, e possamos finalmente, assim, vencer essa guerra que vem sendo travada há tantas décadas.

O mundo deve estar pronto para isso, pois os exércitos estarão. Temos agora apenas que confiar neles para nos proteger.

Aos EUA, dou meus parabéns, ainda que nunca tenha sido muito afim deles. Fizeram e fazem um bom trabalho nesta área e espero que continuem fazendo.

Obama 1 X Osama 0 ;D e que a conta do Obama cresça ainda mais.

1 de maio de 2011

Porque não?


Muitos porquês e porque não nos rodeiam, me rodeiam, e hoje ouvi um porque interessante: porque você não está mais postando no blog?
Não tenho certeza sobre isso.
Às vezes falta tempo. Às vezes falta vontade. Às vezes falta inspiração. Às vezes falta alguma coisa.
Que coisa?
Não sei.
Assim como muitas outras.
Mas, pensando um pouco mais sobre o tema, deixando minha mente analisá-la melhor, acho que às vezes, o que me faz não postar tanto como antes, é a vontade (não falta de) de poder viver apenas para isso, apenas para escrever, sem precisar trabalhar no que não quero, podendo ver meus livros publicados, meus textos reconhecidos...
Antes, eu tinha uma média diária de 50 visitas. hoje, há dias em que nem 10 entram aqui, mas isso não é o mais importante. Números não são o mais importante. São significativos, pois, se eu quiser viver da escrita, muitos terão que gostar do que escrevo. Ainda assim, fico muito grato a cada um que entra aqui e “perde” um pouco do seu tempo para ler o que escrevo.
Sabe aquele seu maior sonho?
Então, o meu é escrever.
Ninguém nunca disse que seria fácil, com certeza, e eu não espero que seja (por mais que quisesse que fosse), mas será que seria mesmo bom se fosse fácil? Uma das melhores coisas é a glória da conquista de algo difícil. Só que tudo é tão difícil...
Ainda assim, não desanimar nunca não é?
Em 9 meses de existência, este blog me deu muitas coisas já. Alegria principalmente. Mas deu também conhecimento, emoções, foi meu “diário”, meu desabafo, o ombro no qual chorei, os braços que me acolheram...
Esse blog é muito especial para mim, obrigado se alguma vez você leu algum texto meu, mesmo que essa seja a sua primeira visita.
Aos meus leitores antigos, obrigado por continuarem a vir, mesmo com a escassez de textos. Prometo me esforçar para produzir mais!
^^

 
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