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16 de janeiro de 2011

A vida de uma morte

Uma parede fria, um vento gélido, uma respiração adormecida...
Sons suaves percorrem o ar da noite,
Por todos os lados, mentes despertam na calma conhecida
Ruídos e sons, imagens e tons,
Rápidas, fugazes, as mentes se encontram,
Ao longe, presenças incontidas,
Calmas que foram perdidas...
Em forma de desespero, devaneios se misturam,
Em forma de um pensamento, Amores se buscam.
Ao se deitar, o desejo de muitos é apenas um bom adormecer,
De outros, uma noite para vencer.
Tal vitória é apenas aparente
Pois a verdadeira vida se passa quando nossos olhos se fecham
Desta morte em vida que é a vida em que morremos.
Então aí realmente renascemos.
Descortinam-se pensamentos revividos,
Sentimentos renascidos,
E ao nosso redor
A morte transforma-se em vida eterna para aqueles que resolvem acordar
Do sono entorpecido para o qual de tão bom grado nos entregamos.
Mais uma vez, é a benção paterna.
Nascer, crescer, morrer, renascer novamente, tal é a lei,
Os nossos irmãos vieram nos dizer
Em palavras que para o nosso entender
Nos dizem tudo que precisamos saber.
Que tal um pouco mais de amor?
Do nosso pai temos tudo,
Mas insistimos em vivenciar a dor.
Uma decisão foi tomada, contudo:
Não deixais se entregar a esse torpor
Brigue, lute, viva, MORRA!
Com a morte diária vivenciada
Um dia chegaremos à felicidade tanto buscada.
O segredo não fui eu que fiz:
Morrer para ser feliz.

18 de novembro de 2010

Uma luz no fim do túnel

Quantas maneiras existem de se salvar algo?

Bom, podemos apertar Ctrl + B no Word que ele vai salvar o seu documento. No Excel o esquema é o mesmo, já no Paint é Ctrl + S... Se formos olhar em todos os programas, veremos que as maneiras são diversas.

Que outras coisas podem ser salvas?

Objetos, animais, pessoas, sentimentos, vidas...

De quantas maneiras uma pessoa pode ser salva?

De muitas.

Um amigo pode fazer um trabalho de escola e colocar seu nome, e assim salvar sua nota e sua pele em casa, assim como ele pode esconder uma merda que você fez e te impedir de ser expulso por exemplo, e consequentemente, salvando o resto da sua vida, tanto profissional quanto em casa.

Alguém pode impedir que você sofra um acidente, caia no chão, se machuque, conservando sua integridade física. Podem também salvar a sua vida, te tirando da frente de um carro, te segurando da beira de um lugar alto... Uma vida pode ser salva de infinitas formas.

Mas, saindo do lado material, há uma salvação que vai além e é muito mais importante, muito mais profunda, muito mais difícil de ser realizada.

Uma decepção pode matar alguém, ainda que ele continue vivo. Quem morre não é o corpo, é a vontade de viver, são os sonhos, os sentimentos. Uma pessoa sem essas três coisas é uma pessoa morta. Morta em vida, uma estátua viva.

Não precisamos ir tão longe assim também.

Você já teve um grande amor? Se não, não vai entender o que vou falar. Se sim, você o perdeu?

Eu perdi um amor. E ele deixou um buraco enorme no meu peito, uma dor que me acompanhava a anos, que me impedia de ser realmente feliz, de encontrar um outro alguém que eu pudesse amar novamente e que me amasse de verdade. Nunca tinha percebido isso, mas o que eu sempre busquei foi alguém que eu pudesse amar mais do que amei o outro alguém.

Não é qualquer um que pode salvar alguém dessa dor da decepção, da perda, do amor partido e sem volta. Só alguém especial pode fazer isso.

Percebeu que eu falei “uma dor que me acompanhava...”? Sim, não acompanha mais, ficou no passado. Antes, eu não queria deixar de amá-la. Agora, esse amor está se transformando cada vez mais rápido, porque um amor de verdade não acaba, se acabar, é porque nunca foi amor. Ele se transforma, e o meu está se transformando em amizade cada vez mais rápido.

Eu fui salvo da dor.

Quem foi o anjo que me salvou?

Ela não é muito grande, mas apenas fisicamente. Encontrei-a quando tinha desistido de buscar. Ela iluminou meu caminho repentinamente e, no começo, fiquei um pouco desorientado com tal luz. Quando meus olhos se acostumaram a ela, percebi que algo crescia novamente dentro de mim, fechava o buraco que havia no meu peito, me aquecia novamente, me dava vontade de viver, gerava novos sonhos.

Um novo amor.

Maior e mais forte que o anterior eu tenho certeza que ele vai ser.

Porque ela me ama.

Só de pensar nisso meu coração já se aquece. A lembrança do seu sorriso, do gosto da sua boca, da sua voz, do brilho dos seus olhos, me faz querer nunca me separar dela e é isso que eu vou fazer, vou lutar por esse amor e nada nem ninguém poderá nos separar.

Ela me devolveu a vida, me trouxe de volta à vida.

Você me devolveu a vida, minha pequena.

Você me salvou de todas as formas que alguém pode ser salvo, me salvou da forma mais importante.

Salvou meu coração.

17 de novembro de 2010

A criação da destruição


Um ciclo. Nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Principalmente morrer.
Milhões e milhões de pessoas nascem todos os dias no nosso planeta, muitos desses simplesmente n nascem, morrem. Outros tantos nascidos antes seguem o mesmo caminho sem volta, o da escuridão, do medo infundido em séculos de instintos.
Porque morrer?
Porque ter medo da morte?
Temos medo porque não sabemos o q vem depois, não sabemos como será, não sabemos nem mesmo se vamos continuar existindo!
Não sabíamos...
Lutamos a maior batalha d nossas vidas todos os dias, a todos os instantes. E a cada segundo q passa, perdemos um pouco mais, rumando inevitavelmente para a derrota final.
Morrer é perder então?
Quem morre cedo é porque não teve capacidade d continuar lutando? Talvez, para alguns...
Somos mesmo sonhadores, adoramos lutar por causas perdidas (não que um sonho seja uma causa perdida). Travamos insistentemente a guerra que não podemos vencer. Uma hora, cedo ou tarde, a morte sempre ganhará.
Porque o ciclo é esse: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Espere!
Falta algo aí.
Renascer.
Morremos todos os dias quando dormimos. Renascemos todos os dias quando dormimos. Renascemos ao acordar.
Milhões, bilhões de seres renascem todos os dias em nosso pequeno planeta, mostrando que mesmo que percamos infinitas vezes para a morte, sempre nasceremos uma vez mais.
Morremos na mesma proporção que nascemos? Não.
Cada sonho que sonhamos, que realizamos, é uma outra vez que nascemos. Os sonhos nos trazem vidas. Cada amor que vivemos nos faz renascer nessa própria. O amor multiplica essas vidas.
Sabemos sim o que vem depois da morte. Uma nova vida. Pois a morte apenas existe para que possamos viver novamente.
Não tenha medo da morte, não tenha medo da vida. É apenas um ciclo que se repete em nossa existência.
Quem sempre ganha nessa “guerra”?
Nós.

14 de novembro de 2010


E vou sorrir, porque esses altos e baixos da minha vinda têm me lembrado bastante uma montanha russa, ás vezes lotada, com gritos, medos, outras cheias de alegrias, gritos e amigos do lado e por todas as partes. as vezes bem lenta e outras rápida demais que mal percebemos a paisagem ao nosso redor. Mas eu adoro montanha russa




http://falasdosilencio.tumblr.com/



6 de novembro de 2010

The birth (day) of a Sun




Tudo começou em um dia. Um único dia.


Todos nascemos, crescemos, nos reproduzimos, e morremos. Todos e também tudo. Nada nem ninguém foge às leis do nosso criador. Assim também está ocorrendo com ele.


O dia fatídico foi a (quem poderá dizer?) muitos bilhões de anos atrás. Este dia foi um marco na existência de todos os que ainda não existiam naquela época. Eu, você, nós só estamos aqui, neste lugar, hoje, porque, naquele dia, ele nasceu.


Como ele nasceu? Não sei. Talvez sua matéria começou a se aglomerar, com a ajuda de uma força maior, em volta de uma esfera altamente gravitacional. Pode ser que seja o pedaço perdido de algo maior, que vagou “sem destino” pelo espaço até chegar aqui, nesse canto ‘esquecido’ do universo. Mas isso não importa. O que importa é que um dia ele nasceu.


Ele nasceu e assim, nós também, ainda que não estivesse nem nos planos d’Ele criar-nos naquela época.


Seu nascimento nos deu a vida!


Vida que jogamos fora em atitudes desprezíveis e amedrontadas...


Ele brilha no alto, intacto, inalcançável, emitindo seus raios de poder, energia e vida para todos os lados, para o nosso lado.


Não está lá por nossa causa, mas só estamos aqui por causa dele.


Somos completamente dependentes da luz.


Se ele simplesmente deixasse de existir agora, neste momento, teríamos, talvez, nossos últimos oito minutos de felicidade.


E ainda assim continuaríamos dependendo dele.


A carne que comemos vem de suas forças. Não? Sim! Ele dá a vida à planta. O animal come a planta, nós comemos o animal. A energia que tanto prezamos e utilizamos, vem inteiramente dele. Não? Sim de novo! À milhões de anos o Sol também brilhava sobre (quase) as mesmas superfícies e dava a vida à outros seres. Esses seres foram soterrados e hoje queimamos o “resultado” em nosso carros.


Nós só falamos porque ele existe, só comemos porque ele brilha, só respiramos porque um dia ele nasceu.


É um pensamento simples de ser associado.


Existimos porque ele existe.




inspirado em http://thebirthofasun.tumblr.com/

30 de outubro de 2010

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.



É...temos sempre que arriscar, viver sem medo de ser feliz, sem medo de errar. Temos que VIVER. Quem nunca erra, nunca vive.



http://viniciusrf.tumblr.com/

8 de outubro de 2010

(O desejo d(O fogo) do desejo)







Quantas vezes os desejos não surgem em nós de um jeito quase incontrolável, brotando no íntimo do nosso ser e ganhando força rapidamente, aumentando seu volume e sua intensidade...




Somos feitos de tantas coisas... uma delas é o desejo. Desejo de continuar vivendo, de dar mais um, dois, milhares de passos, de sorrir, ser feliz, beijar uma pessoa que te atrai, que te desperta o desejo, desejo de amar, de se apaixonar... desejos são tantos que é impossível citar todos.




Desejos geram escolhas, e essas escolhas influem na nossa vida como nada mais pode fazer.




Às vezes tais escolhas são irreversíveis, causam danos irreversíveis, irrecuperáveis, irrevogáveis, incontestáveis...




Os desejos tem um pouco de cada elemento. São livres como o ar; não há restrições para o que se quer desejar, como quer desejar, quem se quer desejar... são apaixonados como a água, fluindo pelo nosso ser e tomando conta dele quase que violentamente... são sonhadores como a terra, pois desejam tudo o que podem sonhar.




Mas ainda assim, o ato de desejar, o desejo, essa parte tão intrincada do nosso ser, que nos impele muitas vezes quando a coragem ameaça de falhar, que às vezes nos faz tomar atitudes precipitadas levando-nos a cair no erro, tem muito mais de outro que não esses três anteriores.




O desejo, essencialmente, é quente. Arde em nossas veias, queimando o nosso corpo de dentro para fora na fúria de sua expressão, incendiando nossas células para alimentar seu ser, turvando nossa mente, dominando nosso corpo, movendo nossos atos...




Quando deixamos o desejo nos dominar, deixamos um rastro de pegadas fumegantes por onde quer que passemos.




Destruímos e afugentamos, amedrontamos.




Ainda assim, o Fogo não é apenas destruição.




O fogo faz parte de nós, parte do que somos, está em nossa essência assim como estamos na dele. O fogo é determinado. Devemos mantê-lo sob controle, para que ele não assuma seu controle sobre nós, pois ele tem vida própria e se alimenta do que nós realmente somos, de nossos desejos e vontades...




O fogo está em tudo e em todos, em cada partícula que forma cada ser que existe no universo, pois o fogo é energia, e a energia é a matriz da vida que nos ilumina.




O amor é o fogo que arde a mostra de todos, iluminando e incendiando os corações dos que amam, (re) nascendo em quem puder sentir seu calor. A paixão queima em seu desejo mais forte do que qualquer outro, consumindo-se e regenerando-se. Os sonhos só existem enquanto nosso fogo puder arder com força para alimentá-los. A amizade é um incêndio que devasta qualquer um que contra ela for.




Fogo é vida.




Todos os dias o Sol nos ilumina com a luz de seu fogo, luz de sua vida, dando-nos a nossa para que vivamos nossos desejos.




Nascemos do fogo, vivemos queimando e renasceremos pelas chamas.




Nosso planeta vive, pulsa e se incendeia. Tudo começa em seu interior, a vida começa em seu núcleo de labaredas incendiárias. Labaredas essas que nos permitiram vir à vida quando o planeta pulsava com sua ferocidade. Depois, nos permitiram realizar o nosso sonho de renascer como somos hoje quando redescobrimos a chama que havia em nós.




Guardamos em nosso íntimo a lembrança desse incêndio, pois nada pode viver se não queimar de alguma forma.




Mesmo a destruição que o fogo causa pode gerar novas esperanças, novos sonhos que viajarão livres e fluidos conforme nossa vontade. Basta apenas gerarmos as escolhas certas a partir do nosso desejo.




Fogo; elemento natural que vem de nosso pai, pois é ele próprio em sua essência, queima, ilumina e nos da força para continuar; desejo (in) controlável que não nos deixa fraquejar; queima por nosso corpo, alimentando-o e nos dando vida, fazendo parte de nós.




Desejo; o fogo em si, que não mede esforços para conseguir seus sonhos, seguir sua escolha; ama e se apaixona através das chamas que ardem em tais sentimentos.




Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, determinados como o fogo, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, violentos e sonhadores como o desejo, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade.






7 de outubro de 2010

Sonhos que movem montanhas




Sonhar, nunca deixar de sonhar.


Os sonhos movem a humanidade desde que a humanidade se tornou humana.


Bebemos, caçamos, comemos, matamos, nos escondemos, sobrevivemos. Pensamos... quem pode dizer o que levou à essa mudança?


Talvez um sonho.


Um sonho de deixar de sermos como éramos e nos tornar como somos. Sonho de crescer, viver, sorrir, falar, andar, olhar, pensar, amar! Sonho de sonhar...


Os sonhos são belos e sublimes, imaginários e reais, movimentam-se com toda a leveza do ar, viajam mais rápido do que o próprio, levando sua essência para todos os lados e lugares. Sonhos são divinos, inspiradores, superam qualquer barreira, assim como a água.


Quando um sonho se fertiliza, nasce e cresce, nada pode impedi-lo, ele toma conta do nosso ser, preenchendo cada espaço com sua liquidez apaixonada. Toma conta de nosso lado que busca, que é a libertação expandindo-se para todos os lados, veloz e determinado, voando com os ventos.


O sonho está em nós. Nós somos os sonhos que queremos ter...


Mas o que nós somos?


Somos apaixonados e espontâneos, movimentamo-nos para todos os lados ao nosso bel prazer, seja com nosso corpo ou espírito, mente ou subconsciente.


Somos livres! Ainda assim, presos.


Nem tudo nós podemos, apenas porque não acreditamos que podemos. Mas ainda assim, tal restrição tem suas dádivas.


A terra, ao contrário do ar e da água, não se movimenta com tanta facilidade.


Está presa ao chão, presa à Terra, presa à si. Movimenta-se conforme se movimenta, toda ao mesmo tempo, sempre com um objetivo. Quando começa, nada pode pará-la. Se nada a fizer iniciar, nunca começará.


A terra sim é poderosa.


Impele água e ar para todos os lados quando decide passar. Varre tudo que está em seu caminho na busca de seu objetivo. Ganha força, avoluma-se, multiplica-se, atrai outras para si, vai levando tudo e todos. Causa destruição? Sim.


Mas também causa a vida.


Junte o ar e a água à terra e acrescente uma pitada de um sonho.


Pronto, dali nascerá uma vida.


A terra reconhece suas limitações e não tenta ir além do que pode. Não tenta voar ou fluir. Ela quase nunca sai do lugar, mas vai quando é preciso. A terra sonha, sim, mas sonha sonhos reais, possíveis, imagináveis ou não, mas sempre realizáveis.


Sabe que não pode tudo sozinha. Precisa do amor do ar, da paixão da água, e junta isso com a determinação que lhe é própria. Dessa maneira, tudo é possível. E qual é o resultado dessa junção?


Chama-se Amizade.


Sonhar sozinho é bom e podemos ir longe assim. Mas sonhar junto é melhor ainda.


Vamos ainda mais longe quando estamos juntos de outros, com a força, amor, determinação, paixão, amizade, fluidez, velocidade, liberdade dos outros.


É assim que a terra é. Ela ama, sim, ama a vida que gera, o amor que regenera, o ar que liberta, a água que desperta. Ama os outros e a si, ama a tudo e a todos = amizade.


Somos amigos e irmãos, companheiros sonhadores que se amam, ajudam e acreditam.


A terra sonha e nós também. Sonhamos ambos com a vida e, assim como ela, devemos acreditar que nossos sonhos são reais.


Terra; amizade em si, que não discrimina nem injustiça, ama sonhadoramente, com paixão e liberdade, mas sempre com a mente clara e determinada. Fé.


Amizade; paixão, amor, liberdade, entendimento, (re) conhecimento, incentivo, determinação, vida.


Pois em Deus podemos acreditar quando encaramos o milagre que ele criou, a vida que nos deu, os sonhos que nos faz sonhar, as paixões, amores, que nos faz sentir, a terra que podemos pisar, a água que nos faz viver, o ar que nos faz sentir.


Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade

3 de outubro de 2010

Pout Pourri (again)

Esse foi um dos primeiros textos que eu postei, no mês de agosto. Estou repostando ele em homenagem à minha grande amiga Paloma, que foi quem mais gostou dele!! ;D imagino que muitos de vocês não o tenham lido, então... aí vai uma possibilidade!! ^^


Primeiramente, nascemos. Então, programam-nos para receber o que os outros nos empurram. Crescemos cercados por ideologias e muitas vezes não nos encontramos em nenhuma delas. Algumas são tão exageradas que nos seguram com mãos de aço, exigindo que pertençamos à elas.

Grite! Não é dominando que irão nos entender.

Não fique em cima do muro. Ainda é cedo para desistir. O mundo é um moinho e a cada dia que acordamos, não temos mais o tempo que se foi, pois o tempo, o tempo não para.

Mesmo estando cercados por cofres e estátuas, não se assuste, o vento está lá fora, e muitas vezes é só imaginação. A humanidade é desumana, cruel. Quem dera-nos que fossemos vistos como os mais importantes.

Que pais é esse que mata seus ídolos? Sufoca os que querem mudar o mundo?

Mas os nossos filhos terão nomes de santo e ninguém os deixará acreditar que o mundo é perfeito. Tentarão fazer com que se percam entre monstros, monstros que eles mesmos criaram.

Perguntas serão abafadas, a critica não será aceita.

Porque o céu é azul? Expliquem toda essa fúria desse mundo!

Homens em paz não querem guerra com ninguém. Tem gente que não sabe amar. Nós não sabemos quem somos e se apagarmos, tudo fica escuro. A escuridão, porém, já foi pior. O medo não pode vencer, o futuro não pode repetir o passado, nossas idéias precisam corresponder aos fatos! Nossos inimigos estão no poder e acreditam que com o ouro entrarão no céu. Não vamos deixar que substituam nossos corações por medalhas! Brilhemos por toda parte, onde estivermos! Vamos transformar nossas lágrimas no sangue que nos deixa de pé.

Eu vejo a vida melhor no futuro, um novo começo de era. Vamos crer no amor!

Imagine no possessions! Ok, I’m a dreamer, mas eu não sou o único. Encontremo-nos! Acesso é poder e o poder é a informação. Não deixe que vendam as nossas almas em um leilão, nós podemos mudar o mundo, ninguém roubará nossa coragem dessa vez. Não vamos deixar que derrubem nossos muros. Que a nossa garganta arranhe a tinta das paredes deles ao gritarmos a nossa revolta.

Não vamos sentar em nossas casas, esperando o tempo passar para depois pensar que devíamos ter amado mais, chorado baixo pelos cantos, ter visto o Sol nascer, nenhum tempo é perdido.

O Sol, ah, o Sol, ele nasce para todos e mostra-nos que os caminhos são sim, muitos, porém levam todos para o mesmo lugar. Vamos pedir a Deus um pouco de malandragem e assim viveremos ainda mais com a caridade daqueles que nos detestam.

Veja! Não diga que a canção está perdida! Vamos ter fé! É só desejar profundo, com sinceridade. Amanhecemos brilhando mais forte. Com a ajuda de nossa camarada, fiquemos tranqüilos. Quem disse que a sorte não pode vir em um realejo?

Se não deu certo, tente outra vez! Pra quem tem pensamento forte, o impossível é questão de opinião! Não viva esperando dias melhores. Faça o seu dia melhor.

29 de setembro de 2010

Quando as luzes se acendem

O ser humano é uma criatura estranha. Desde o começo, esforçou-se para aprender tudo o que podia sobre tudo o que o cercava.

Ao ver o choque entre duas rochas produzir uma faísca, descobriu o fogo. Observando os pássaros voarem, inventou o avião. Tentando apreender tudo o que o cercava, começou a enxergar Deus.

Ávidos por conhecimento, não cessamos nunca de pensar e imaginar.

A imaginação porem, associada ao pensamento não-lógico, algumas vezes, cria outras coisas que não coisas para o nosso benefício.

Crenças e superstições, lendas, mitos, fantasias, realidade. Medo.

O medo sempre esteve junto do homem, acompanhando-o a partir do instante que pode compreendê-lo. Medo das feras, da chuva, dos raios, do fogo, da natureza, do homem, da morte, do escuro. Medo do Medo.

Existem centenas, milhares, infinitas razões, racionais ou não, para sentirmos medo. Algumas são lógicas e reais, algumas imaginativas e etéreas. O homem teme, principalmente, pela sua vida e o desconhecido, dois medos lógicos e também não, racionais e emocionais.

Mesmo entre os que acreditam que a vida não acaba quando o corpo morre, o medo do que há além da “vida” esta presente em suas (nossas) vidas, pois nesta passagem, juntam-se os dois maiores medos do homem que eu acabei de falar, morte e desconhecido.

O desconhecido pode causar dor, revolta, sofrimento, desconforto, angustia, perdas, loucura, morte. São algumas razões (racionais ou não) que nos fazem temer o desconhecido, o escuro (Leia o texto “Quem tem medo do escuro” no mês de agosto).

Há, porém, alguns que temem algo maior e melhor, e esses são os que merecem toda a nossa compaixão.

Pessoas que se entregaram às sombras e ao medo, cavando buracos profundos em suas mentes e escondendo-se lá, refugiando-se do medo nele mesmo, acolhendo-o, cegando-se por sua própria vontade, perdendo-se em labirintos sem fim entre seus iguais, seus eu-mesmo (Leia o texto “A dança das estátuas” do mês de agosto).

Nessa hora, o medo já faz parte delas, elas não o sentem mais. Pelo menos, não pelo que deviam sentir.

Se você tem medo do escuro, sinta-se reconfortado, essas pessoas, elas sentem medo da Luz.

Transformaram-se em estátuas-vivas, presas infinita e atemporalmente na inércia de sua falta de movimento. Movimentam-se em círculos sem fim, temendo sempre que seu mundo possa desmoronar por causa do brilho de um vagalume.

Escondem-se nas sombras criadas pela Luz, sempre fugindo seus olhos do brilho que cega, que machuca, que amedronta.

Não vêem, na aprendem, não sentem, não amam.

O conhecimento lhes foge, pois acham que sabem de tudo. O outro lhe é invisível, pois, quando o olha, vê apenas um espelho que reflete seu egoísmo e sua ignorância.

Não suportam bons sentimentos, pois eles brilham. Não suportam o amor, pois ele é Luz.

Não poderão se salvar se não enfrentarem o seu medo, coisa que “nunca” farão, pois temem o medo.

Esses são os que mais sofrem no mundo.

Não deixe que seus olhos, sua mente, se acostume com as sombras, é muito fácil. Difícil é voltar depois para a Luz.

Tenha medo das sombras, mas nunca da Luz.

25 de setembro de 2010

Escolhendo nossas escolhas

Escolhas... Elas são infinitas nas nossas vidas. Cada segundo que vivemos, estamos escolhendo.

Escolhemos continuar vivendo, respirando... escolhemos no que pensar (nem sempre), o próximo passo, próxima fala, próximo gesto, próxima escolha.

Escolhemos seguir por este ou aquele caminho, aceitar as oportunidades que aparecem. Todos os caminhos e chances estão na nossa frente, precisamos apenas escolher o que fazer a cada dia, cada hora, minuto e segundo, cada instante.

Mas quando escolhemos algo, porque não dar o nosso melhor? Fazer da melhor maneira possível? Todos os caminhos estão ai na nossa frente, mas nem todos devem ser seguidos, nem todos nós temos “capacidade” (na falta de uma palavra melhor) para seguir. Por capacidade, eu quero dizer que cada um de nós tem algo onde somos bons, somos melhores, nos destacamos.

Podemos saber fazer diversas coisas, saber sobre diversos assuntos, mas sempre existe um onde somos mais e é nesse caminho que devemos investir, este que devemos seguir.

Semana passada eu fui a uma entrevista de estágio na Bauducco. Lá, falaram para escrevermos uma redação com os motivos porque buscávamos aquele estágio. Eu até sorri nessa hora. Escrever é comigo mesmo e eu dei o meu melhor naquela redação.

O gerente industrial não deixou de falar que a redação foi bem escrita. Dei o meu melhor na hora de falar, mostrei todos os meus pontos positivos e até nos negativos consegui puxar uma pro meu lado.

Resultado?

A vaga é minha.

Em tudo na vida eu sempre tento fazer o meu melhor, seja em uma prova da faculdade ou em um desenho, um texto para o blog, o meu livro, uma apresentação de kung-fu... tudo.

Se temos essa oportunidade, porque não fazer?

Se tentarmos sempre fazer o melhor que pudermos, os resultados vão ser os melhores possíveis.

Então, vamos criar coragem, deixar a preguiça de lado e nos esforçarmos para sermos sempre os melhores naquilo que fazemos. Não tentando ser melhor do que os outros, mas melhor do que nós mesmos.

3 de agosto de 2010

Vivendo ou Sobrevivendo?

Como você vive a sua vida? O que é viver para você?
Podemos dizer que viver é simplesmente respirar porque precisamos de oxigênio, é comer quando temos fome, porque precisamos da comida. Ou então viver é ir para a escola todos os dias porque nossos pais nos mandam para lá, é chegar em casa e não fazer nossos deveres, só porque não estamos com vontade, e matar esse tempo com uma boa soneca de umas quatro horas, e então acordar novamente, comer e voltar pra cama.
Viver seria, como já disse uma música, deixar a vida nos levar? Apenas nos adaptarmos ao que acontece porque “se aconteceu é porque era para ser assim”? É ver algo que nos incomoda, mas não mexermos sequer um dedo para mudar, porque “as coisas estão melhor assim” e “posso viver com isso”?
Não.
Agora eu pergunto de novo, como você vive a sua vida?
Respire fundo.
Conseguiu sentir o alívio quando o ar entra por suas narinas, chega a seus pulmões e inunda sua corrente com o oxigênio tão precioso?
Agora, olhe ao redor.
Você pode ver e identificar todas as cores que te cercam? E os sons? Procure escutar todos. Aquele som baixo e agudo ao fundo, seria um passarinho? Melhor ainda. Pode sentir os cheiros? O perfume de um amigo(a), a comida que é preparada na cozinha, o cheiro da grama e da terra... Se pode senti-los, consegue identificá-los? Você presta atenção nas coisas ao seu redor? Nas pessoas? Você pode realmente ver seus rostos?
Se não conseguiu perceber essas coisas, não diga que é difícil demais. Sim nós podemos! Mas, será que realmente adianta sabermos, e até mesmo acreditarmos, que somos capazes, se não temos a coragem de mudar, de tomar uma atitude?
Alguma vez já encontrou a coragem para mudar algo que te incomodava em você mesmo? Uma situação que não estava correta? Acredita mesmo que as coisas só são do jeito que são “porque Deus quis”?
É claro que nada acontece, uma folha não cai, se Deus não quiser, mas ele deu a nós o livre-arbítrio e com ele a oportunidade, e as vezes a obrigação, de mudarmos as coisas que não estão corretas. Deus não castiga ninguém, não deseja o mal de ninguém. Se algo não está bom na sua vida, me desculpe, mas a culpa é sua. E se esse algo que não está bom continua existindo na sua vida, a culpa é sua novamente. Porque não mudar? Porque não parar de Sobreviver à vida e passar a Vivê-la?
Você pode, só falta agora, você querer.

 
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