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28 de agosto de 2011

Acreditar



Em alguns certos momentos na minha vida, na sua, na de todos, sem exceção, em que paramos, olhamos ao nosso redor e pensamos: Porque?
Porque isso aconteceu, porque tem que ser desse ou daquele jeito, porque tem que ser tão difícil...
Com certeza é um exemplo um tanto pobre, mas eu estava sentado assistindo um sarau e tentado de todo jeito entrar no meu blog para pegar algum texto. Não deu. Mas aí eu pensei um pouco e me perguntei: porque eu não escrevo um agora? E eu tinha um bom tema em mente.
Muitas vezes olhamos para os outros, para a vida dos outros, e pensamos coisas como “porque a minha vida não podia ser simples e fácil como a dele” ou “parece que esqueceram de colocar a sorte no meu caminho também”. Eu me arrisco a afirmar que toda pessoa na Terra já pensou isso.
Só que nós sabemos que ninguém tem mais oportunidades nessa vida que outro. E com oportunidades eu não digo de ser rico ou algo assim. Apenas de ser bom.
Existe uma coisa, uma simples coisa, que podemos fazer para termos a vida que queremos ter, porque até mesmo aquele que você pensa não ter problemas, faz ou fez as mesmas perguntas que você. Só que, às vezes, talvez, ele tenha feito algo a mais, ele tenha tomado a atitude certa. Ao invés de ficar parado se perguntando, ele resolveu simplesmente começar a agir.
Sabe uma palavra que pode ajudar?
Acreditar.
Acreditar, primeiramente, em você. Acreditar que você pode, é capaz, que você consegue, simplesmente pensar “sim, eu posso”.
Uma segunda palavra?
Sonhos.
Quantas pessoas não deixam de acreditar nos seus sonhos, de correr atrás deles, por acharem “impossíveis demais”.
Porque é impossível se tornar um astronauta ou escritor, um ator, um cantor, ou o que quer que você queira ou quis um dia se tornar, se há tanta gente por aí que é exatamente aquilo que você tanto quer ser, tem aquilo que você tanto quer ter?
Sonhos não são impossíveis de serem alcançados. Eles são, na verdade, o único meio de você realmente ser feliz.
Uma pessoa que desistiu dos seus sonhos, desistiu de si mesma, e como alguém que se deixa para trás, que abandona a si, esquece do seu coração, das suas vontades, decide contrariar a sua própria essência, pode encontrar a paz e a felicidade?
Ao dizer “eu nunca vou conseguir fazer isso, tenho que fazer algo com o que possa sobreviver” ela decide fazer exatamente isso: sobreviver. Ela não vive, não ama, não gosta, não é feliz. Ela sobrevive através de impressões dessas sensações e sentimentos, através de ideais que vê através das páginas e da televisão, ideais estes que ela resolveu enterrar e deixar no passado dizendo “não são coisas que alguém pode conseguir”.
Que pena daqueles que fizeram isso.
Felizmente, sempre podemos mudar o que decidimos. É como aquela frase que muitos já conhecem por aí.
“Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos começar agora e fazer um novo final”.
Eai, que tal criamos o final, a continuação, que realmente queremos ver?
Vem, vamos sonhar.

20 de janeiro de 2011

Acima do sonhar, um sonho de amar

Dos sonhos, qual seria o maior?
De todos eles, qual se tornaria o melhor?
Um sonho de escrever?
Ou talvez aquele de ter?
Mas... ter o que? A mulher amada, a pessoa desejada?
Histórias conhecidas e vitórias reconhecidas?
Ter um filho, uma filha, uma família?
Ou aquele que todo mundo diz?
Um sonho de ser feliz?
O sonho de felicidade é um para qualquer idade,
Mas como será que o tornamos realidade?
Como você o faria ser de verdade?
Salte! Corra! Nade!
Pra mim um sonho verdadeiro
É aquele em que nos entregamos por inteiro,
É o momento em que unem-se espírito e alma,
E mesmo que não haja uma verdadeira calma,
O que importa em um sonho é a sensação,
A emoção,
O realizar da imaginação.
O que importa em um sonho é não desistir da tentação.
Onde está aquela coragem tanto desejada?
Porque tal coisa não pode ser realizada?
“Se você consegue sonhar algo, consegue realizá-lo”
Então porque o medo de chegar a conquistá-lo?
Deixe seus medos, esqueça seus receios,
Invista em seu sonho com todos os meios!
Mas antes, defina suas prioridades:
Quais deles podem ser simples verdades?
Algum sonho seu já está se tornando realidade?
E se você deixá-lo agora,
Será que o encontrará em outra hora?
Por um outro sonho, abandonaria um que já é verdadeiro?
Se algo você conseguiu, não deixe que ele se vá por inteiro...
Porque um sonho não pode ajudar o outro a se realizar?
Um sonho sonhado junto não seria mais fácil de sonhar?
Para esse sonho é preciso deixar de amar?
É mesmo necessário se deixar abandonar?
Talvez outros não pensem assim,
Mas o que eu quero mesmo pra mim
É poder na verdade realizar
O sonho de nunca deixar de amar...

14 de dezembro de 2010

Um pesadelo quase real


Eu estava deitado na minha cama de barriga para cima, olhando o teto sem ver nada, pensando.
A madrugada já ia avançada e nada de eu conseguir dormir. O rosto dela invadia minha visão a todo instante, como se estivesse mesmo lá, eu sentia seu perfume no ar, o cheiro de sua pele misturado ao suor...
Mas não era só isso que estava me tirando o sono. Geralmente eu não demorava muito a dormir, apenas em algumas raras ocasiões. Essa era uma delas.
Estava tudo muito bem entre nós. Eu estava pensando nela apenas porque esse agora era o pensamento mais constante na minha mente todas as vezes que ela começava a cair na ociosidade (e até mesmo em momentos de atenção).
Alguma coisa estava errada era com o lugar ao meu redor. Não apenas minha cama ou meu quarto. Eu sentia como se algo estivesse para acontecer. Meu coração batia acelerado no peito e eu comecei a suar frio. Estava com medo. Só não sabia do que.
De repente eu senti um leve tremor, quase imperceptível. Me concentrei nisso, tentando captar alguma outra coisa. Será que eu tinha imaginado? Não, eu tinha certeza que havia sentido algo. A confirmação veio logo em seguida. Mais um tremor, dessa vez um tanto mais intenso e prolongado. Sentei na cama, olhando sem entender ao redor. Cara, eu moro no Brasil, São Paulo, não era para ter terremotos aqui.
Terremoto. Ficar em um prédio não era legal em uma situação dessas.
Foi aí que tudo começou a tremer assustadoramente. Meu corpo vibrava e os meus livros começaram a cair da prateleira da cama. Saí dela rapidamente e abri a janela do quarto.
As árvores tremiam muito e eu vi quando uma rachadura apareceu no muro do prédio. Ouvi movimentos dentro do apartamento mas não me virei para olhar. Algo atraía muito mais a minha atenção do lado de fora.
Uma rachadura gigantesca apareceu no morro que ficava a uns duzentos metros do meu prédio. O terreno começou a afundar, casas foram caindo e caindo, se despedaçando. Pessoas gritavam, saiam correndo de suas casas, iluminadas fantasmagoricamente por uma luz que emanava de baixo. Outras pessoas começaram a sair de suas casas fora do morro observando horrorizadas a cena, ouvindo aturdidas os gritos das pessoas que tentavam fugir.
E então não havia mais casas no alto, apenas uma cratera enorme que brilhava lugubremente.
Mais um terremoto. Dessa vez pareceu uma explosão.
O barulho foi ensurdecedor. Tudo chacoalhou intensamente e uma rachadura apareceu no teto do meu quarto, derrubando poeira em cima de mim.
Junto com a explosão, veio o fogo.
Rochas incandescentes voaram para todos os lado, cuspidas violentamente da boca do vulcão. Sim, aquilo era um vulcão.
Cinzas subiram alto no céu junto com uma grossa camada de fumaça. Enquanto isso, a lava transbordava no topo e escorria rapidamente para baixo, se acumulando nas ruas e caminhando em direção à mim, tomando tudo que via pela frente, derretendo carros, matando pessoas paralisadas de horror.
Então o caos se instalou.
Gritos ecoavam por toda parte, pessoas de pijama corriam pelas ruas, levando pelas mãos os filhos, esposas, cachorros, tudo o que precisava ser salvo.
Percebi que os gritos também estavam dentro de casa. Minha mãe e meu irmão se trocavam rapidamente e gritavam para eu fazer o mesmo. Em um minuto eu estava de jeans, camiseta e tênis. Peguei a coleira do cachorro enquanto eles pegavam os gatos e saímos para a rua.
Outras rachaduras haviam aparecido em outros pontos e a lava vazava por todas elas, tomando o bairro com grande velocidade.
Vi pessoas morrendo na minha frente, tentando saltar por cima de rios de lava. Tudo era terror e caos, gritos e pavor. Só uma coisa me apavorava naquele momento. Ela.
O vulcão havia aparecido perto de sua casa. Eu tinha que ir até lá, eu precisava encontrá-la, me certificar que estava bem, que estava viva.
O pânico começou a me dominar. Ela não podia morrer, eu não podia deixar que alguma coisa acontecesse à ela. Eu não sabia o que fazer, a lava já tinha tomado as partes mais baixas e era por lá que eu precisava passar para chegar até ela. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto enquanto meu coração martelava no peito, meu corpo inundado de um suor frio de puro medo, não por mim, mas pela minha vida, pela razão dela, que não habitava o meu corpo, e sim o dela.
Eu estava paralisado olhando toda aquela destruição. Sentir o ar começar a falta, uma certeza terrível preenchendo meu corpo.
Senti um forte baque e inspirei profundamente, sentindo meu corpo quente e suado.
Me virei na cama e olhei para o teto intacto do meu quarto. Meu coração batia muito rápido ainda, mas o medo foi cedendo depressa. Estava tudo bem, ela estava bem. Fora só um pesadelo.
Peguei meu celular e anotei o ocorrido para me lembrar depois, deitei de bruços e adormeci em seguida.

3 de dezembro de 2010

Buscas indecisas


A indecisão é um grande mal da humanidade.
Quantas vezes não deixamos de fazer algo porque tivemos uma dúvida? Porque ficamos com medo? De quantas garotas (ou garotos) você não deixou de se aproximar porque não tinha certeza, ou mesmo a mínima noção, de que não seria ignorado ao primeiro contato? Quantas coisas não deixou de arriscar por medo de dar errado? Quantas paixões não deixou florescer? Quantos amores não deixou renascer?
O fato é que sempre buscamos algo.
A maioria de nós acredita que não sabemos o que buscamos. Simplesmente buscamos.
Tenho certeza que em algum momento da sua vida (e esse momento pode ser agora) você sentiu (ou vai sentir) uma estranha vontade de fazer algo, um aperto no peito que deixa suas mãos inquietas, seu corpo alerta, sua mente agitada... o que era esse algo? Não sei. Você não sabe ou sabia, eu não sabia (sabia!).
Quantas vezes não queremos muito fazer algo sem nem mesmo saber o que é esse algo! Diversas...
Os que não descobrem, talvez por falta de insistência, se entregam à uma falta de vontade de tudo. Como não descobriram qual era aquele apelo que o coração tanto ansiava, acabam por deixar tudo como está, deixando de buscar por tudo só por causa de uma simples indecisão...
A indecisão é um grande mal da humanidade...
Mas errado está aquele que acha que uma busca é infrutífera! Nenhuma busca é vã, sempre há algo para se encontrar e, ao ser encontrado, revela-nos novos ‘objetos’ para serem buscados. As buscas são infinitas e infindáveis e nenhuma delas é irrelevante.
Ouvi sábias palavras outro dia em uma música: “Quem busca nunca é indeciso... (TM)”. Às vezes prestar atenção nas letras das músicas é bom. Nem todas têm apenas sonoridade, algumas passam mensagens importantes que deixamos passar na nossa frente, despercebidas.
E essas palavras não deixam de ser verdade! Todos os que buscam, buscam algo, e, como esse algo é real (não acredito que haja algo impossível de ser buscado), uma pessoa que busca não tem como ser alguém indeciso, porque ele tem um objetivo, ainda que não saiba qual é, e um objetivo é algo definido, não uma simples indecisão!
Eu não sou indeciso... Nunca tive tanta certeza de algo na minha vida como tenho agora.
Acima de tudo, todos sempre buscamos a felicidade. Agora eu a encontrei, e não vai ser fácil ela sair da minha vida, não mesmo.
Sabe, ontem, vendo televisão, eu ouvi uma frase muito sábia e só agora tomei noção disso..
“Um sonho não tem prazo de validade”.
Um sonho é um sonho, e, não importa o tempo que demore, o importante é não deixar de sonhar, não deixar de buscar sua concretização. É isso que vou fazer. E também aconselho vocês a fazerem.

17 de novembro de 2010

A criação da destruição


Um ciclo. Nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Principalmente morrer.
Milhões e milhões de pessoas nascem todos os dias no nosso planeta, muitos desses simplesmente n nascem, morrem. Outros tantos nascidos antes seguem o mesmo caminho sem volta, o da escuridão, do medo infundido em séculos de instintos.
Porque morrer?
Porque ter medo da morte?
Temos medo porque não sabemos o q vem depois, não sabemos como será, não sabemos nem mesmo se vamos continuar existindo!
Não sabíamos...
Lutamos a maior batalha d nossas vidas todos os dias, a todos os instantes. E a cada segundo q passa, perdemos um pouco mais, rumando inevitavelmente para a derrota final.
Morrer é perder então?
Quem morre cedo é porque não teve capacidade d continuar lutando? Talvez, para alguns...
Somos mesmo sonhadores, adoramos lutar por causas perdidas (não que um sonho seja uma causa perdida). Travamos insistentemente a guerra que não podemos vencer. Uma hora, cedo ou tarde, a morte sempre ganhará.
Porque o ciclo é esse: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Espere!
Falta algo aí.
Renascer.
Morremos todos os dias quando dormimos. Renascemos todos os dias quando dormimos. Renascemos ao acordar.
Milhões, bilhões de seres renascem todos os dias em nosso pequeno planeta, mostrando que mesmo que percamos infinitas vezes para a morte, sempre nasceremos uma vez mais.
Morremos na mesma proporção que nascemos? Não.
Cada sonho que sonhamos, que realizamos, é uma outra vez que nascemos. Os sonhos nos trazem vidas. Cada amor que vivemos nos faz renascer nessa própria. O amor multiplica essas vidas.
Sabemos sim o que vem depois da morte. Uma nova vida. Pois a morte apenas existe para que possamos viver novamente.
Não tenha medo da morte, não tenha medo da vida. É apenas um ciclo que se repete em nossa existência.
Quem sempre ganha nessa “guerra”?
Nós.

7 de novembro de 2010

20 de outubro de 2010

Sonho em um dia...

O quanto um sonho pode ser realizável?

Tenho muitos sonhos doa mais variados tipos e tamanhos, formas, cores, intensidades, cada um com suas variantes e dificuldades, possibilidades e desafios.

Sonho um dia em escalar o monte Everest, pular de um avião a quilômetros de altura, atravessar imensas distâncias pelo céu usando apenas meu corpo, nadar por quilômetros sem fim unindo as duas partes do velho continente.

Sonho em saber lutar bem o suficiente para nunca ter que fazer isso, em me juntar aos corais do oceano e ver o Sol se pondo no mar.

Especialmente esses dois últimos se juntam a outros sonhos. Um outro sonho.

Sonho também em ver o meu trabalho, minhas palavras, reconhecidas e admiradas pelo mundo inteiro, em ver minha história “chegando ao fim” apenas para continuar na imaginação de todos as que a leram. Sonho não em ser famoso, mas sim em realizar meu sonho, falar um pouco de mim para quem quiser ouvir, dar um pedaço de mim para quem quiser receber, falar um pouco do meu amor para quem quiser entender, ajudar a mim e a aqueles que precisarem... Apenas falar.

Sonho em ser pai. Ter dois filhos – primeiro uma menina, depois um menino, assim ele não vai mandar nela – quero e vou ser o melhor pai que eu puder ser, dar aos meus filhos tudo o que eu não pude ter (não estou falando apenas de material).

Mas, acima de tudo, quero encontrar a mãe dos meus filhos. Quero poder dirigir todo esse amor que eu sinto para a pessoa que lhe é de direito, para que eu “escolhi” amar. Sonho em um dia mergulhar com ela e depois deitar na praia em silêncio para apreciar o pôr-do-sol. E quando a noite cair, continuar ali, apreciando a nova beleza que surge, as estrelas que nos iluminam, caindo e brilhando. Sonho em amá-la intensamente ali, apenas com Deus e seus astros como testemunhas.

Talvez esse sonho não seja possível...

Mas mesmo que eu não conseguisse realizá-lo, ficaria feliz se pudéssemos ser um do outro mesmo que fosse por uma única vez, ainda que quisesse que isso fosse eterno. Negligenciaria a dezenas de outros sonhos para tornar isso real... Mas nem tudo acontece como queremos, não é?

Ainda assim, não vou deixar de sonhar, muito menos de tentar realizar meus sonhos, pois um homem que não sonha, é um homem morto.

E você, quais são seu sonhos?

10 de outubro de 2010

As luzes da vida





O tempo passa em tantos tempos da nossa vida. Tantas vezes perdemos segundos preciosos transformados em momentos de tristeza e maldizer.

Nos encolhemos nas sombras das palavras que dizemos, das injúrias que proferimos. Esquecemos de nós e dos outros nos nossos dias, pensando e agindo através de pessoas que não somos, que não queremos ser.

Encolhemos sensações, abafamos emoções, deixamos os sentimentos passarem por nós sem nos tocar, circundando nosso espaço sem nem mesmo reagir, interagir, ouvir ou tentar sentir.

Quantos de nós podem dizer que são felizes?

Poucos. A maioria nem sabe realmente o que é felicidade. Passam a vida praticamente sem ter um momento de alegria, um sorriso sincero por pura espontaneidade, simplesmente por sorrir sem ter que pensar, só porque deu vontade.

A Luz – do Sol, das estrelas, da Lua – incide sobre tudo e todos a todo instante, atravessando nuvens e paredes, iluminando qualquer espaço ou pessoa. Desde que tal ser deseje ser iluminado por ela.

Luz que viaja para todos os cantos do universo levando seu brilho, cobrindo milhares de quilômetros em um piscar de olhos.

Mas o que seria a Luz?

Existem tantas definições...

Pensamento é luz! A forma mais veloz e sublime, mais potente e que brilha mais forte, livre e indomável como o ar, transformador. Suas ondas viajam de um lugar ao outro com apenas a sua vontade, seu desejo, cobrindo milhões de quilômetros em um instante. Ilumina mais do que qualquer outra fonte, levando seus raios até mesmo para os lugares que se recusam a recebê-lo, pois pensamento é conhecimento.

Luz também é amor! Amor livre e poderoso que brilha e ilumina não só as pessoas que o sentem, mas tudo e todos ao seu redor, aquecendo e modificando profundamente, irreversivelmente.

Então o ar também é luz...

As palavras, onde quer que vão, levam faíscas, pulsares, brilhos dispersos ou não, luzes intensas e também mais fracas, levam vida e despertam a imaginação, incitam a emoção, movimentam a sensação.

Sentimentos que brilham com a intensidade de uma estrela, jogam seus raios para todos os lados sem discriminar. Sentimentos esses que também são levados pela fluidez de uma palavra, de uma escrita, de uma frase, de um texto ou de um livro. Palavras líquidas que se iluminam a quem quiser ler, ver, que se movimentam e ocupam espaços da mesma forma que a água que brilha e da vida.

E assim, a água também é luz...

E os sonhos? Ah, os sonhos são uma das mais belas formas de luz. Dão a esperança que já é implícita à luz para aqueles que tem medo de ver, medo de ouvir e sentir. Sonhos que mudaram nossa vida para sempre quando deixamos as trevas para viver na luz, quando começamos a sonhar com o sonhar, sonhar com a vida, assim como um dia fez a terra, vendo as sombras refugiarem-se nos cantos das paredes e de nossa alma com a luz que bruxuleia.

Assim também descobrimos a amizade.

A amizade, ainda que não queiramos ver qualquer outro tipo de luz, nos ilumina de dentro para fora e acabamos nos tornando a própria Luz.

Descobri que a terra também é luz...

Existem algumas emoções que são mais intensas, mais quentes, que brilham de um modo mais selvagem, quase incontrolável. Ainda assim, o desejo nos mostra, através de sua luz e calor, lados da vida que não poderíamos ver de outro modo. Ele nos testa e faz com que conheçamos melhor a nós.

O amor e a paixão ardem também com a ferocidade do fogo, nos queimando e consumindo, fazendo-nos viver com mais brilho e intensidade, com mais vida! Queimam, consomem e regeneram, sempre iluminando a tudo.

Alguém pode dizer que o fogo não é luz?

A Luz está em tudo em todos, está em nós e no universo, porque a Luz nada mais é do que o nosso criador. Deus criou a Luz da própria essência de seu ser. Luz é esperança.

Esperança de que poderemos dar mais um passo sem medo, pois há alguém que brilha por nós, iluminando nosso caminho, ajudando-nos a não tropeçar, nos mostrando o ponto de apoio para levantar.

Luz; matéria divina, imaterial e palpável, que ilumina e dá brilho, veloz e fluida, sonhadora e apaixonada, amante e intensa, sublime.

Então, é assim que nós somos...

Luz

8 de outubro de 2010

(O desejo d(O fogo) do desejo)







Quantas vezes os desejos não surgem em nós de um jeito quase incontrolável, brotando no íntimo do nosso ser e ganhando força rapidamente, aumentando seu volume e sua intensidade...




Somos feitos de tantas coisas... uma delas é o desejo. Desejo de continuar vivendo, de dar mais um, dois, milhares de passos, de sorrir, ser feliz, beijar uma pessoa que te atrai, que te desperta o desejo, desejo de amar, de se apaixonar... desejos são tantos que é impossível citar todos.




Desejos geram escolhas, e essas escolhas influem na nossa vida como nada mais pode fazer.




Às vezes tais escolhas são irreversíveis, causam danos irreversíveis, irrecuperáveis, irrevogáveis, incontestáveis...




Os desejos tem um pouco de cada elemento. São livres como o ar; não há restrições para o que se quer desejar, como quer desejar, quem se quer desejar... são apaixonados como a água, fluindo pelo nosso ser e tomando conta dele quase que violentamente... são sonhadores como a terra, pois desejam tudo o que podem sonhar.




Mas ainda assim, o ato de desejar, o desejo, essa parte tão intrincada do nosso ser, que nos impele muitas vezes quando a coragem ameaça de falhar, que às vezes nos faz tomar atitudes precipitadas levando-nos a cair no erro, tem muito mais de outro que não esses três anteriores.




O desejo, essencialmente, é quente. Arde em nossas veias, queimando o nosso corpo de dentro para fora na fúria de sua expressão, incendiando nossas células para alimentar seu ser, turvando nossa mente, dominando nosso corpo, movendo nossos atos...




Quando deixamos o desejo nos dominar, deixamos um rastro de pegadas fumegantes por onde quer que passemos.




Destruímos e afugentamos, amedrontamos.




Ainda assim, o Fogo não é apenas destruição.




O fogo faz parte de nós, parte do que somos, está em nossa essência assim como estamos na dele. O fogo é determinado. Devemos mantê-lo sob controle, para que ele não assuma seu controle sobre nós, pois ele tem vida própria e se alimenta do que nós realmente somos, de nossos desejos e vontades...




O fogo está em tudo e em todos, em cada partícula que forma cada ser que existe no universo, pois o fogo é energia, e a energia é a matriz da vida que nos ilumina.




O amor é o fogo que arde a mostra de todos, iluminando e incendiando os corações dos que amam, (re) nascendo em quem puder sentir seu calor. A paixão queima em seu desejo mais forte do que qualquer outro, consumindo-se e regenerando-se. Os sonhos só existem enquanto nosso fogo puder arder com força para alimentá-los. A amizade é um incêndio que devasta qualquer um que contra ela for.




Fogo é vida.




Todos os dias o Sol nos ilumina com a luz de seu fogo, luz de sua vida, dando-nos a nossa para que vivamos nossos desejos.




Nascemos do fogo, vivemos queimando e renasceremos pelas chamas.




Nosso planeta vive, pulsa e se incendeia. Tudo começa em seu interior, a vida começa em seu núcleo de labaredas incendiárias. Labaredas essas que nos permitiram vir à vida quando o planeta pulsava com sua ferocidade. Depois, nos permitiram realizar o nosso sonho de renascer como somos hoje quando redescobrimos a chama que havia em nós.




Guardamos em nosso íntimo a lembrança desse incêndio, pois nada pode viver se não queimar de alguma forma.




Mesmo a destruição que o fogo causa pode gerar novas esperanças, novos sonhos que viajarão livres e fluidos conforme nossa vontade. Basta apenas gerarmos as escolhas certas a partir do nosso desejo.




Fogo; elemento natural que vem de nosso pai, pois é ele próprio em sua essência, queima, ilumina e nos da força para continuar; desejo (in) controlável que não nos deixa fraquejar; queima por nosso corpo, alimentando-o e nos dando vida, fazendo parte de nós.




Desejo; o fogo em si, que não mede esforços para conseguir seus sonhos, seguir sua escolha; ama e se apaixona através das chamas que ardem em tais sentimentos.




Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, determinados como o fogo, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, violentos e sonhadores como o desejo, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade.






7 de outubro de 2010

Sonhos que movem montanhas




Sonhar, nunca deixar de sonhar.


Os sonhos movem a humanidade desde que a humanidade se tornou humana.


Bebemos, caçamos, comemos, matamos, nos escondemos, sobrevivemos. Pensamos... quem pode dizer o que levou à essa mudança?


Talvez um sonho.


Um sonho de deixar de sermos como éramos e nos tornar como somos. Sonho de crescer, viver, sorrir, falar, andar, olhar, pensar, amar! Sonho de sonhar...


Os sonhos são belos e sublimes, imaginários e reais, movimentam-se com toda a leveza do ar, viajam mais rápido do que o próprio, levando sua essência para todos os lados e lugares. Sonhos são divinos, inspiradores, superam qualquer barreira, assim como a água.


Quando um sonho se fertiliza, nasce e cresce, nada pode impedi-lo, ele toma conta do nosso ser, preenchendo cada espaço com sua liquidez apaixonada. Toma conta de nosso lado que busca, que é a libertação expandindo-se para todos os lados, veloz e determinado, voando com os ventos.


O sonho está em nós. Nós somos os sonhos que queremos ter...


Mas o que nós somos?


Somos apaixonados e espontâneos, movimentamo-nos para todos os lados ao nosso bel prazer, seja com nosso corpo ou espírito, mente ou subconsciente.


Somos livres! Ainda assim, presos.


Nem tudo nós podemos, apenas porque não acreditamos que podemos. Mas ainda assim, tal restrição tem suas dádivas.


A terra, ao contrário do ar e da água, não se movimenta com tanta facilidade.


Está presa ao chão, presa à Terra, presa à si. Movimenta-se conforme se movimenta, toda ao mesmo tempo, sempre com um objetivo. Quando começa, nada pode pará-la. Se nada a fizer iniciar, nunca começará.


A terra sim é poderosa.


Impele água e ar para todos os lados quando decide passar. Varre tudo que está em seu caminho na busca de seu objetivo. Ganha força, avoluma-se, multiplica-se, atrai outras para si, vai levando tudo e todos. Causa destruição? Sim.


Mas também causa a vida.


Junte o ar e a água à terra e acrescente uma pitada de um sonho.


Pronto, dali nascerá uma vida.


A terra reconhece suas limitações e não tenta ir além do que pode. Não tenta voar ou fluir. Ela quase nunca sai do lugar, mas vai quando é preciso. A terra sonha, sim, mas sonha sonhos reais, possíveis, imagináveis ou não, mas sempre realizáveis.


Sabe que não pode tudo sozinha. Precisa do amor do ar, da paixão da água, e junta isso com a determinação que lhe é própria. Dessa maneira, tudo é possível. E qual é o resultado dessa junção?


Chama-se Amizade.


Sonhar sozinho é bom e podemos ir longe assim. Mas sonhar junto é melhor ainda.


Vamos ainda mais longe quando estamos juntos de outros, com a força, amor, determinação, paixão, amizade, fluidez, velocidade, liberdade dos outros.


É assim que a terra é. Ela ama, sim, ama a vida que gera, o amor que regenera, o ar que liberta, a água que desperta. Ama os outros e a si, ama a tudo e a todos = amizade.


Somos amigos e irmãos, companheiros sonhadores que se amam, ajudam e acreditam.


A terra sonha e nós também. Sonhamos ambos com a vida e, assim como ela, devemos acreditar que nossos sonhos são reais.


Terra; amizade em si, que não discrimina nem injustiça, ama sonhadoramente, com paixão e liberdade, mas sempre com a mente clara e determinada. Fé.


Amizade; paixão, amor, liberdade, entendimento, (re) conhecimento, incentivo, determinação, vida.


Pois em Deus podemos acreditar quando encaramos o milagre que ele criou, a vida que nos deu, os sonhos que nos faz sonhar, as paixões, amores, que nos faz sentir, a terra que podemos pisar, a água que nos faz viver, o ar que nos faz sentir.


Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade

3 de outubro de 2010

Pout Pourri (again)

Esse foi um dos primeiros textos que eu postei, no mês de agosto. Estou repostando ele em homenagem à minha grande amiga Paloma, que foi quem mais gostou dele!! ;D imagino que muitos de vocês não o tenham lido, então... aí vai uma possibilidade!! ^^


Primeiramente, nascemos. Então, programam-nos para receber o que os outros nos empurram. Crescemos cercados por ideologias e muitas vezes não nos encontramos em nenhuma delas. Algumas são tão exageradas que nos seguram com mãos de aço, exigindo que pertençamos à elas.

Grite! Não é dominando que irão nos entender.

Não fique em cima do muro. Ainda é cedo para desistir. O mundo é um moinho e a cada dia que acordamos, não temos mais o tempo que se foi, pois o tempo, o tempo não para.

Mesmo estando cercados por cofres e estátuas, não se assuste, o vento está lá fora, e muitas vezes é só imaginação. A humanidade é desumana, cruel. Quem dera-nos que fossemos vistos como os mais importantes.

Que pais é esse que mata seus ídolos? Sufoca os que querem mudar o mundo?

Mas os nossos filhos terão nomes de santo e ninguém os deixará acreditar que o mundo é perfeito. Tentarão fazer com que se percam entre monstros, monstros que eles mesmos criaram.

Perguntas serão abafadas, a critica não será aceita.

Porque o céu é azul? Expliquem toda essa fúria desse mundo!

Homens em paz não querem guerra com ninguém. Tem gente que não sabe amar. Nós não sabemos quem somos e se apagarmos, tudo fica escuro. A escuridão, porém, já foi pior. O medo não pode vencer, o futuro não pode repetir o passado, nossas idéias precisam corresponder aos fatos! Nossos inimigos estão no poder e acreditam que com o ouro entrarão no céu. Não vamos deixar que substituam nossos corações por medalhas! Brilhemos por toda parte, onde estivermos! Vamos transformar nossas lágrimas no sangue que nos deixa de pé.

Eu vejo a vida melhor no futuro, um novo começo de era. Vamos crer no amor!

Imagine no possessions! Ok, I’m a dreamer, mas eu não sou o único. Encontremo-nos! Acesso é poder e o poder é a informação. Não deixe que vendam as nossas almas em um leilão, nós podemos mudar o mundo, ninguém roubará nossa coragem dessa vez. Não vamos deixar que derrubem nossos muros. Que a nossa garganta arranhe a tinta das paredes deles ao gritarmos a nossa revolta.

Não vamos sentar em nossas casas, esperando o tempo passar para depois pensar que devíamos ter amado mais, chorado baixo pelos cantos, ter visto o Sol nascer, nenhum tempo é perdido.

O Sol, ah, o Sol, ele nasce para todos e mostra-nos que os caminhos são sim, muitos, porém levam todos para o mesmo lugar. Vamos pedir a Deus um pouco de malandragem e assim viveremos ainda mais com a caridade daqueles que nos detestam.

Veja! Não diga que a canção está perdida! Vamos ter fé! É só desejar profundo, com sinceridade. Amanhecemos brilhando mais forte. Com a ajuda de nossa camarada, fiquemos tranqüilos. Quem disse que a sorte não pode vir em um realejo?

Se não deu certo, tente outra vez! Pra quem tem pensamento forte, o impossível é questão de opinião! Não viva esperando dias melhores. Faça o seu dia melhor.

23 de setembro de 2010

O "Outro" não pode vencer

Muitas coisas estão acontecendo na minha vida de uns tempos para cá. É estranho (pelo menos para mim), mas eu posso precisar o momento em que tudo começou a mudar. Foi em maio. Um final de semana com feriado como os outros 17 iguais a ele que vieram antes na minha vida. Igual apenas na época do ano. Final de semana de Páscoa.

Eu com certeza não sabia como eu voltaria daqueles três dias, não sabia das mudanças em mim, na minha vida, que aconteceriam por causa daquele meu sim.

Nesse fds eu aprendi muitas coisas (uma delas é que, sim, eu posso), eu reaprendi a viver.

A quanto tempo eu não reclamava que da minha vida, que nada acontecia... a quanto tempo as pessoas perguntavam: “Eaí, como vai a vida?” e eu respondia “Ah, vai indo” ou “+/-“.

Aquele fds me devolveu a vida.

Não era a minha vida que estava chata. Era eu que não estava vendo com clareza todas as oportunidades que surgiam, não estava aberto para receber as oportunidades, ser digno delas, não via o aprendizado que podia ser retirado dos momentos de tristeza. Hoje eu vejo.

E porque eu não era feliz?

Porque não estava aberto à felicidade.

Nesse fds eu esqueci do mundo e vivi os melhores dias em muito tempo. Sorri, cantei,não dormi, conversei, toquei violão, me diverti, fiz novos amigos, criei laços fortes e duradouros, me apaixonei.

Aqueles dias mudaram a minha vida. Hoje, não quero mais voltar ao que era, não vou voltar.

Nesse mesmo mês, escrevi um texto, meu primeiro texto. “Vivendo ou Sobrevivendo” (*Leia-o no mês de agosto). Hoje percebo que pude falar tão bem sobre o assunto porque eu estava sobrevivendo à vida.

Hoje não mais.

Agora pertenço a uma nova família que só cresce. Me apaixonei mais duas vezes. Não deram certo, mas isso não é algo ruim. Foi bom enquanto durou (ou não durou), aprendi com isso (muito) e percebi que as oportunidades são infinitas, basta enxergá-las e aproveitá-las.

Hoje não estou mais apaixonado, eu acho (talvez já há algum tempo, eu que só me dei conta agora), mas quero me apaixonar de novo. Pode parecer que sou volátil demais, mas não é isso. O que eu quero mesmo é amar. Encontrar a pessoa certa para passar, mais do que um fds ou um mês, e para isso precisamos tentar, arriscar, certo? Não tenho como saber se vai dar certo se não tentar. Acho que conheci alguém a pouco tempo que pode despertar esse amor em mim. ;D

Terminei de ler o livro “Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei”, do Paulo Coelho, que, por sinal, é muito bom, recomendo.

O livro fala quase exatamente da mudança que se operou na minha vida.

No livro, há o exercício do Outro. O Outro é aquela pessoa que te ensinaram a ser, mas que não é você, que pensa em juntar dinheiro para quando ficar velho, que pensa e faz planos e só percebe que está vivo quando seu tempo já está se esgotando.

Hoje, eu venci esse Outro, expulsei-o da minha vida. Hoje eu escuto meu coração, acredito e invisto nos meus sonhos. Existem derrotas, sim, mas “é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos que ser derrotado sem sequer saber porque você está lutando”.

No livro também fala sobre os aventureiros. Quando li, lembrei de um cara que zoa mais ou menos assim: “O cara vai, perde uns três dedos na subida, passa um frio desgraçado, dorme, come e mija mal e quase morre para subir uma montanha. Agora me diz: PRA QUÊ!”.

Eu sei pra quê.

Quando alguém assume um desafio, ele aceita os riscos, os perigos, as dores que poderão vir, o sofrimento que aquilo poderá causar. Mas você tem que aceitar o desafio e ir adiante, até o fim, enquanto houver chances. Pois, do mesmo jeito que se assume os riscos, se assume também a alegria, felicidade, êxtase, diversão, conhecimento e auto-conhecimento, conquistas, que aquilo gerará quando você conseguir. Sim, você vai conseguir se persistir, não importa quanto tempo demore, pois o universo conspira a favor dos que sonham.

Arrisque, não tenha medo do escuro, tenha coragem para mudar, acredite que você pode!

Viva a sua vida.

27 de agosto de 2010

Sonhos de um sonhador

Nessas últimas noites eu tenho sonhado muito. Sonhos que, na maioria das manhãs, se esvaem tão rapidamente da minha cabeça que eu nem sequer lembro que sonhei, apenas, muitas horas depois, um acontecimento me faz lembrar repentinamente do sonho daquela noite.

Fazia já algum tempo que meus sonhos estavam meio que... em falta comigo. É, eu estava sonhando pouco, ou pelo menos nem me lembrava dos sonhos que tinha tido.

O fato é que sonhar é muito bom não é? Todos gostamos de sonhar, de nos sentir leves, de nos encontrar com amigos durante a noite. É claro, apenas quando o sonho é bom. Dos pesadelos ninguém gosta.

Eu só queria saber se esses meus sonhos tem alguma razão ou motivo, ou se são apenas vivencias aleatórias ou até mesmo reproduções encefálicas... uhauahauhauhauhauah. Já sonhei com coisas que aconteceram depois (nada de extraordinário) e também com sonhos tão vívidos que, depois fui saber, não passavam da mais pura realidade.

Os sonhos são um meio de fugirmos da realidade também. Sonhamos acordados e vivemos nos sonhos, vivemos os sonhos. Imaginamos realidades que não existem, querendo que elas se desprendessem da nossa imaginação e mudassem o nosso mundo.

Dizem que algumas das grandes músicas e sinfonias de Bethoven, Bach, Vivaldi, são apenas as músicas de planos mais elevados que eles ouviram em sonho e tentaram copiar.

Os sonhos são úteis também. Às vezes nos dão respostas, nos lembram de algo, nos mostram algo. Outro dia tive um sonho e nele, entre uma conversa com um amigo, eu me lembrei de um tema para um texto que eu já havia esquecido completamente (falando nisso, tenho que escrever o texto...).

Mas não existe apenas esse tipo de sonho.

Existem os sonhos que podem mesmo virar realidade. Sonhos que todos tem, de serem felizes, de construírem uma vida confortável, de serem grandes profissionais, grandes artistas, músicos, pintores, arquitetos, o que quer que seja. O fato é que a humanidade não vive sem sonhos. Todos sonhamos e todos acreditamos, bem lá no fundo, que esse sonho pode virar realidade. Ok, alguns não acreditam mais, mas um dia acreditaram.

Eu mesmo tenho sonhos e alguns deles (um na verdade) já virou realidade (ou quase). Sabe aquela ideia de toda criança que quando vê um filme fica meses se imaginando vivendo aquelas aventuras, correndo os perigos, brincando com a imaginação? Tenho certeza que todos, mas todos mesmo, já imaginaram ser possível, já quiseram que fosse possível, viver em um mundo diferente do nosso, mágico. Eu posso dizer que realizei esse sonho. Como? Eu criei o meu mundo. Através das palavras, criei o mundo que eu queria que fosse real, realizei meu sonho através do meu próprio esforço. Hoje, esse sonho pode virar uma realidade real (estranho, mas é isso mesmo).

Você tem seus sonhos também não tem? Então não desista deles. É através dos sonhos que nós podemos continuar vivendo sem enlouquecer nesse mundo que cobra tanto e tenta com tanto fervor apagar os sonhos das pessoas como se assoprassem a chama de uma vela.

Qualquer sonho pode se tornar realidade, basta apenas que você não desista dele e encontre um meio para que tal coisa aconteça.

25 de agosto de 2010

Um sonho

Uma pequena parte de mim sempre sabia que aquelas coisas nunca se passavam de sonhos, mas, mesmo agora, enquanto o sonho se desenrolava, essa parte não tinha uma influência grande o suficiente para fazer com que eu não sentisse tudo o que aquele sonho me passava, mesmo que eu não fizesse a mínima ideia do que significava.
Eu não sabia onde eu estava. Nada parecia muito real ou sólido ali. Era como se eu estivesse andando entre nuvens sólidas o suficiente para que meus pés afundassem apenas alguns centímetros nelas, porém, fluidas também, redemoinhando ao meu redor, envolvendo tudo em um ar etéreo, escondendo as coisas, os movimentos, mesmo que não houvesse muito que se esconder ali.
Já tivera aquele sonho algumas vezes e continuava sem entender o que ele significava. Era sempre igual, nada nunca mudava, tudo sempre acontecia do mesmo jeito. Ainda assim, eu sabia que não era uma repetição. Eu estava mesmo ali, aquilo tudo era real.
Pensamentos lógicos como esse sempre eram afastados quando eu estava ali.
Continuei seguindo meus passos de noites passadas. Só quando eu estava lá, nos momentos que passava entre aquelas nuvens, é que eu podia me lembrar claramente do que se passava. Pena que não conseguia organizar os pensamentos o suficiente para encontrar a lógica de tudo aquilo.
Novamente esqueci do que estava pensando e voltei minha atenção para o ambiente.
Uma luz suave e branca iluminava o ambiente. Mas não era uma fonte de luz, como uma lâmpada ou o Sol. A luz emanava de tudo ao redor. Tudo é maneira de dizer, pois, no momento, a única coisa que estava ao meu redor eram aquelas nuvens brancas e esfiapadas.
Os sentimentos eram confusos, não conseguia defini-los direito. Fui atravessando as nuvens como sempre, esperando o momento em que tudo mudaria.
Eu sentia o ar se agitando ao meu redor, um sentimento estranho crescendo dentro de mim com força exponencial. Um vento forte meio que soprou ou passou, não sei, pois as nuvens sequer se mexeram, apenas bruxulearam, sua luz oscilando enquanto aquele poder devastava as emoções de tudo ao redor. Era sempre igual, como um furacão imenso, gigantesco. Mas ele não era capaz de afetar as coisas materiais (não tinha certeza se algo ali realmente era material). Ela mexia com a atmosfera do lugar, com as vibrações.
Antes, tudo era calmo. Não era exatamente uma atmosfera boa, parecia mais imparcial. Depois, tudo era diferente. O ar ficava pesado e as luzes que emanavam das nuvens se apagavam rapidamente, como chamas de velas assopradas. Eu não estava mais sozinho e as nuvens não eram mais nuvens, e sim presenças sombrias.
Elas estavam em toda parte, compondo o ambiente e também fazendo parte dele. Eu não sabia nem mesmo se eram apenas um ou vários. Sei que estavam ali, sempre estiveram, porém, antes, não podiam, não deviam, aparecer para mim. Aquilo estava errado, não era para acontecer, eu sabia que não era. Não sabia disso em um pensamento racional, já que eles não existiam ali, mas por algo que vibrava dentro de mim.

 
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