5 de dezembro de 2010
Um sentimento, um tom
18 de novembro de 2010
Uma luz no fim do túnel
Bom, podemos apertar Ctrl + B no Word que ele vai salvar o seu documento. No Excel o esquema é o mesmo, já no Paint é Ctrl + S... Se formos olhar em todos os programas, veremos que as maneiras são diversas.
Que outras coisas podem ser salvas?
Objetos, animais, pessoas, sentimentos, vidas...
De quantas maneiras uma pessoa pode ser salva?
De muitas.
Um amigo pode fazer um trabalho de escola e colocar seu nome, e assim salvar sua nota e sua pele em casa, assim como ele pode esconder uma merda que você fez e te impedir de ser expulso por exemplo, e consequentemente, salvando o resto da sua vida, tanto profissional quanto em casa.
Alguém pode impedir que você sofra um acidente, caia no chão, se machuque, conservando sua integridade física. Podem também salvar a sua vida, te tirando da frente de um carro, te segurando da beira de um lugar alto... Uma vida pode ser salva de infinitas formas.
Mas, saindo do lado material, há uma salvação que vai além e é muito mais importante, muito mais profunda, muito mais difícil de ser realizada.
Uma decepção pode matar alguém, ainda que ele continue vivo. Quem morre não é o corpo, é a vontade de viver, são os sonhos, os sentimentos. Uma pessoa sem essas três coisas é uma pessoa morta. Morta em vida, uma estátua viva.
Não precisamos ir tão longe assim também.
Você já teve um grande amor? Se não, não vai entender o que vou falar. Se sim, você o perdeu?
Eu perdi um amor. E ele deixou um buraco enorme no meu peito, uma dor que me acompanhava a anos, que me impedia de ser realmente feliz, de encontrar um outro alguém que eu pudesse amar novamente e que me amasse de verdade. Nunca tinha percebido isso, mas o que eu sempre busquei foi alguém que eu pudesse amar mais do que amei o outro alguém.
Não é qualquer um que pode salvar alguém dessa dor da decepção, da perda, do amor partido e sem volta. Só alguém especial pode fazer isso.
Percebeu que eu falei “uma dor que me acompanhava...”? Sim, não acompanha mais, ficou no passado. Antes, eu não queria deixar de amá-la. Agora, esse amor está se transformando cada vez mais rápido, porque um amor de verdade não acaba, se acabar, é porque nunca foi amor. Ele se transforma, e o meu está se transformando em amizade cada vez mais rápido.
Eu fui salvo da dor.
Quem foi o anjo que me salvou?
Ela não é muito grande, mas apenas fisicamente. Encontrei-a quando tinha desistido de buscar. Ela iluminou meu caminho repentinamente e, no começo, fiquei um pouco desorientado com tal luz. Quando meus olhos se acostumaram a ela, percebi que algo crescia novamente dentro de mim, fechava o buraco que havia no meu peito, me aquecia novamente, me dava vontade de viver, gerava novos sonhos.
Um novo amor.
Maior e mais forte que o anterior eu tenho certeza que ele vai ser.
Porque ela me ama.
Só de pensar nisso meu coração já se aquece. A lembrança do seu sorriso, do gosto da sua boca, da sua voz, do brilho dos seus olhos, me faz querer nunca me separar dela e é isso que eu vou fazer, vou lutar por esse amor e nada nem ninguém poderá nos separar.
Ela me devolveu a vida, me trouxe de volta à vida.
Você me devolveu a vida, minha pequena.
Você me salvou de todas as formas que alguém pode ser salvo, me salvou da forma mais importante.
Salvou meu coração.
5 de novembro de 2010
Ser essência, muito mais!
Quando a pessoa faz um blog, ela o faz com algum objetivo, seus textos, na maioria das vezes, tem um tema geral em comum.
O meu amigo Nathan fala sobre fatos que acontecem na vida dele, seus sentimentos (raras vezes), alternando entre uma ou outra história, mas sempre tirando algum conhecimento das suas experiências (que às vezes são puras trollagens).
Minha amiga Paloma (que no caso é muito “amiga” do Nathan ;D), em geral, nos conta sobre o que aconteceu no dia dela, como em um diário.
Existem blogs voltados para a manifestação espírita (Rodrigo) ou para divulgar músicas e poemas próprios (Ricardo). O fato é que todos criam um blog com um objetivo, tem um tema principal para ele. Muitas pessoas já me perguntaram: sobre o que você escreve no seu blog? E eu nunca soube responder assim: é sobre isso (ponto)!
Meu primeiro texto foi sobre o amor. Tem também crônicas, narrativas, criticas, desabafos, declarações, textos filosóficos ou científicos que buscam entender certas coisas, outros são engraçados e outros são simples frutos de momentos brisados.
Percebi que não tenho um tema central...
Há algum tempo eu escrevi sobre os elementos e os relacionei conosco e os sentimentos. Aprendi muito com esses textos e gosto muito deles. Mas ainda assim, o que eu busco ao escrever? Não sei!
Quando resolvi criar o blog, não foi por algo especifico.
Simplesmente eu fiquei com uma vontade enorme de escrever e fiz sete textos em dois dias. Precisava então divulgá-los, certo? Fiz o blog. Fiquei então com medo de não conseguir “alimentá-lo” com a freqüência necessária, pois não quero apenas escrever, quero que a maior quantidade possível de pessoas leia meus textos, quero que gostem e admirem o que escrevo porque, senão, para o que importa tanto esforço? Para ficar arquivado sem nunca ser visto ou lido?
Descobri a facilidade que tenho para criar. Sempre soube que eu era bem criativo desde pequeno, pois sempre brisei MUITO e sempre disseram isso para mim, mas não tinha certeza se eu conseguiria escrever tanto assim. Cá estou no texto número 120 (mais ou menos). O que eu busco então? Não tenho certeza ainda...
Acho que, algumas vezes, eu busco a essência de tudo ao redor.
Não suporto ver algo e não entender como funciona, para que serve. Sou curioso e minha curiosidade me impele a saber sempre mais.
É isso!
O que eu busco com a escrita, desde o meu livro até o meu blog, é entender a essência do nosso mundo, da nossa vida em, para isso, uso de vários “meios” – que seriam os temas dos textos – pois a essência de tudo não está em apenas uma coisa. Está na matéria, nos elementos, na anti-matéria, no pensamento, na inteligência, no sentimento, na brisa, na idéia, no espírito, na revolta, na filosofia, na ciência, em Deus.
No nada.
*blogs citados:
http://nathan-gonzales.blogspot.com/
http://manifestacaoespirita.blogspot.com
28 de outubro de 2010
Uma lavagem de alma
Sabe, eu poderia falar, escrever sobre tantas coisas, tantos temas variados, fazer textos científicos, sarcásticos, filosóficas, sobre religião, românticos... Só que não estou conseguindo falar sobre os primeiros nos últimos sete dias, o último está tomando mais a minha mente (não apenas o tema em si, mas sim “o que” ele me lembra). Resolvi então falar novamente sobre um tema, sobre a água, mas em um sentido mais específico do que a última vez.
A água possui tantas formas e formatos, tão variados, que seria impossível definir todos eles. Ela assume a forma, o tamanho, que ela quiser ocupa espaços gigantescos ou outro muito minúsculos, sem nunca abandonar sua essência, sua originalidade.
Um átomo de oxigênio, dois de hidrogênio.
Essa combinação extremamente simples (e muito forte também) é o que deu origem a tudo o que vemos ao nosso redor, à toda vida do nosso planeta. Tudo origina-se da água, já que foi ela que propiciou a primeira vida aqui. Inclusive os sentimentos.
A água evapora, congela, sublima... chove.
A chuva é o nosso choro em escala maior, é a limpeza do ar, da alma, da Terra, assim como nós choramos para aliviar a nossa.
Algumas vezes a chuva pode ser incomoda e nos impedir de fazer algumas coisas. Outras, porém, não fazemos porque não queremos nos molhar. Aí já é frescura (também faço e fiz isso, então posso falar!).
Mas quem nunca tomou um banho de chuva? Os melhores são aqueles que tomamos porque queremos, não porque somos obrigados. É ter um lugar para se abrigar e mesmo assim continuar se molhando. É brincar de pega pega, tentar correr mais do que a chuva que vem desabando atrás de você, é jogar, vôlei, futebol, nadar no campo (onde não devia ser possível nadar) é ficar na piscina com a chuva por cima, é simplesmente andar e apreciar a sensação dos pingos gelados caindo na pele quente, o cabelo molhando e escorrendo no rosto, as roupas grudando no corpo e, ainda assim, os sorrisos sem se desmanchar no rosto. Já fiz tudo isso aí debaixo de chuva.
Tomar chuva é muito bom e, sempre que tiver uma oportunidade, faça isso.
Mas tem uma coisa que eu ainda não fiz...
Sempre tive vontade, mas nunca tive a oportunidade... Na verdade, quando as oportunidades surgiram (quando choveu), eu não tinha com quem fazer isso. Quando eu tinha com quem, não surgiu a oportunidade (o céu ficou limpo... =/).
É sim, é uma coisa para ser feita a dois, mas eu fico feliz por não ter sido antes, porque agora (e por muito tempo ainda, espero) há uma pessoa que compartilha do mesmo desejo que eu (tudo bem, não são poucas as pessoas que gostariam disso) e que também nunca fez.
Sempre quis beijar na chuva. E quero muito (e sei que vai ser) que meu “primeiro beijo” seja com ela, minha pequena dos olhos verdes...
Pode parecer uma coisa besta para muitos, mas quero compartilhar da realização dessa vontade com ela. Ela que me faz esquecer de dores do passado e me devolve sentimentos à muito abandonados...
Porque você não faz a mesma coisa? Um dia, quando estiver chovendo, esqueça que você pode ficar doente, esqueça que suas roupas vão ficar molhadas, esqueça de tudo. Apenas saia na chuva e aproveite a sensação da água lavando seu corpo e alma, sua paz e espírito. E, se tiver como, experimente dar um beijo na pessoa que te quer bem, que você gosta e sente vontade de ficar abraçado por horas seguidas, apenas apreciando seu perfume, a cor dos seus cabelos, a respiração dela no seu peito, o calor de suas mãos e braços no seu corpo, o som do seu suspiro...
27 de outubro de 2010
Novas (e melhores) mudanças
26 de outubro de 2010
Cantar é viver...
Sons, tons e semitons, colcheias, claves de fá, dó e sol, diminutas, cifras, letras e notas, pausas...
O que seria cantar?
Produzir sons com as cordas vocais (de preferência afinados) seguindo um ritmo e melodia... É, até poderia ser isso.
Mas o que seria realmente cantar?
Pra mim, cantar é falar com a alma, imbuir de sentimentos os pensamentos que colocamos para fora em forma de palavras, gestos, olhares, suspiros, atos e movimentos... Cantar não é apenas falar de forma ritmada. Quando se canta, no sentido literal da palavra, deve-se colocar suas emoções nas silabas que se unem, expressar o que se passa no espírito na forma de sons, realmente falar com a alma.
Aqueles que não cantam com o coração, não sabem cantar.
Pode-se estar dentro ou fora do tom, afinado apenas no seu, desafinado em qualquer um existente, mas, se a pessoa que canta realmente fizer isso com seu coração, não importa o que possa dizer Bach, Bethoven, Pavarotti ou quem quer que seja, essa pessoa sabe cantar.
Mas cantar vai além das simples palavras (des) afinadas. Como eu disse, cantar é falar com a alma e a partir do momento que, através de qualquer ato, uma pessoa consegue expressar o que esta sentindo com certa fluência e ritmo, ela está cantando.
A dança é um canto. O canto do corpo. Movimentos graciosos, decididos, fortes, suaves, lentos e rápidos, são usados para falar, cantar, o que sentimos, através do corpo.
Ao dançar, devemos nos entregar ao que sentimos, ao que estamos sentindo no momento, deixar as emoções guiarem nossos movimentos. Até mesmo a mais desengonçada das pessoas pode saber dançar.
A luta é também um canto corporal, assim como a dança, mas, ao lutar, deixamos que nossos instintos se misturem aos sentimentos mais intensos, levando nosso espírito até nossas mãos e pés, pernas e braços, deixando que o corpo reaja ao canto do outro corpo. A luta é uma dança de duas almas. Quando uma “desafina”, sua melodia se rompe e esse alguém é atingido.
Existem dezenas de outros tipos de cantos. Cantos onde expressamos nosso desejo de vencer, nos levamos ao mais agudos tons do nosso corpo, vibrando nossas cordas ao extremo. O esporte é uma outra forma de cantar.
Mas existe uma que vai além de qualquer outra. Um canto de milhões de vozes que se unem para cantar uma só música. Ainda assim, é um canto solitário, onde, mesmo que possamos contar com a ajuda dos outros, só depende de nós manter o nosso ritmo e afinação. Infelizmente, hoje esta melodia não está tão afinada quanto deveria ser. Mas podemos melhorar! Podemos afinar nossos “instrumentos” e ajudar os outros a fazer o mesmo. Fazer reverberar pelo universo a música sublime que vibra a partir da Terra, pois a vida é uma música, a mais importante de todas as músicas.
Mas não estamos sozinhos com nossa racionalidade nessa sinfonia da vida. Temos uma grande ajuda, de nós mesmos, que pode nos fazer ir da mais perfeita afinação à completa falta de cordas. Esse “afinador eletrônico” pode ser de uma precisão incrível, ou também fazer desafinar a nós e aos outros ao redor.
São os sentimentos.
Os sentimentos regem o maior canto, a maior dança, o maior de todos os movimentos ordenados do planeta e universo. Um conjunto de sentimentos em congruência pode anular partes muito maiores da orquestra que não possuem uma força tão grande quanto eles.
Amizade, inveja, paixão, ódio, caridade, culpa. Dezenas e dezenas de sentimentos, uns mais graves, outros mais agudos, cada um cantando em seu tom, ditando seu ritmo e melodia. Os sentimentos bons possuem uma sintonia maior e mais bela, atingem altos tons sem esforço. Os sentimentos ruins não tem essa sintonia. Atravessam-se entre si, quebrando o ritmo uns dos outros, mas tem uma capacidade ainda maior de fazer isso com os mais sublimes. Sua desordenação pode acabar com o mais belo canto de Bach cantado pelos mais belos instrumentos.
Mas ainda assim existe um sentimento que pode cantar mais alto, mais agudo e sobrepor-se a todos os outros juntos, desde que seja “usado” com grande força de vontade.
É o amor.
A mais bela de todas as danças, o mais belo de todos os cantos, o amor é vida, dá a vida, faz renascer, dá sentido à vida.
Cantar é tocar, dançar, lutar... cantar. Viver. Cantar é viver.
Viver é apreciar esse canto, é sentir com todas as nossas forças, aproveitar os momentos com intensidade. Viver é amar.
...viver é saber amar. (Cazuza)
18 de outubro de 2010
"Amiga" das Dores
Durante toda a nossa vida, passamos por dezenas de coisas, fazemos centenas de escolhas, escolhemos milhares de atos, agimos de milhões de maneiras diferentes...
Algumas coisas, nunca vamos fazer simplesmente por que não queremos, outras, porque não conseguimos fazer, algumas simplesmente não passaram pela nossa cabeça e há uma parte que são impossíveis (ou quase) na nossa atual circunstância.
Existe uma coisa, porém que o ser humano não precisa para viver e até, se for realmente cuidadoso durante toda a sua vida, não precisará senti-la nunca.
É a dor.
A dor nos acompanha praticamente desde o momento que nascemos, naquela primeira vez que inspiramos o ar gelado ao nosso redor, o choque doloroso de vermos nosso mundo se transformando em um piscar de olhos, mudando completa e irreversivelmente. Nascemos e nos criamos em um mundo de dor.
Uma vez eu ouvi de alguém que um homem pode não sentir dor durante toda a sua vida. Já a mulher não, pois há a dor do parto. õO como assim? Uma mulher é obrigada a ter filhos? Se ela não quiser (e hoje em dia existem muitas que não querem) ela simplesmente não tem, e assim não sente dor.
Qualquer pessoa tem a possibilidade de passar por esse mundo sem nunca sentir um único nervo dela reclamar do “incômodo” da dor.
Mas será que conseguimos isso?
Meio impossível, eu acho (e olha que eu acho pouquíssimas coisas impossíveis)*
Não tem como, não no mundo em que vivemos. Se estamos aqui, é porque ainda precisamos aprender pela dor. É principal forma por onde conseguimos ver que estamos errados.
Mas o que é realmente a dor?
Impulso elétrico gerado por um nervo e levado até o cérebro que, por sua vez, envia de volta a informação de que algo está errado no lugar inicial. Sensação de dor.
Mas será que é só isso?
Com certeza não.
Existem pessoas que possuem doenças no sistema nervoso e elas simplesmente não sentem dor.
A dor física, na verdade é apenas um “aviso” que nos índica que há algo errado com alguma parte do nosso corpo. Pensando friamente, ela não é realmente necessária, desde que ficássemos atentos ao nosso corpo para qualquer anomalia que pudesse causar um estrago à ele.
Mas, se ela não é tão necessária assim, do ponto de vista físico, será que ela tem alguma utilidade?
Tem sim.
Para alguns, a dor é a hora de parar, o momento de desistir. Para outros, a dor é o obstáculo a ser superado, a motivação para seguir em frente.
Muitas pessoas sentem dor para não terem mais que senti-la. Haha estranho? Sim. Mas é verdade. Principalmente em lutas, os praticantes “calejam” seus membros, sentindo dor, para que, no futuro, não tenham mais que senti-la.
Voltando ao fato de que a dor podia ser inexistente em nossas vidas.
Para alguém não sentir dor nunca, ou ela tem que ter muita sorte ou ser o Gaara do Naruto. ;D
Infelizmente, para mim, eu não me encaixo em nenhum dos dois tipos.
Digamos que a dor se tornou meio que uma “amiga” na minha vida. Desde que eu me lembro, eu sinto dor. Quando pequeno já cai muito, pois sou hiperativo, e me machuquei muito. Já consegui zoar minha coluna (agora está tudo ótimo! ^^), tirar uma lasca do meu quadril, operar três vezes de unha encravada (uma das piores dores que já senti é a anestesia no dedo!), deslocar cinco vezes o ombro, ser atropelado (uma vez apenas!), quebrar o dedinho do pé e o da mão (não fui no medico nenhuma das vezes) entre outras dores. A pior de todas, com certeza, foi a cirurgia para retirada do apêndice. Imagine alguém colocando uma faca na sua barriga e deixando-a lá durante uns vinte dias. Mais ou menos isso! XD
Com certeza agora você acha que sou o cara mais azarado do mundo! Nem tanto assim. Mesmo com tantos acidentes, tenho um condicionamento muito melhor que muita gente por aí! (modéstia à parte! ;D).
Sabe, não foi tão ruim assim quanto parece. Toda essa dor me ensinou a dar valor ao meu corpo e ligar menos para a dor. Quantas pessoas não quase desmaiam quando vão tirar sangue? Essas pessoas não sabem o que é dor (e prefiro que continuem não sabendo!), mas a dor também pode ser boa, desde que você saiba tirar o proveito certo dela, aprender com ela. Hoje eu sinto menos e resisto muito mais à dor. Então ela foi boa pra mim!
Mas não existe apenas a dor física. Há uma dor que supera qualquer outra e essa realmente é a verdadeira dor, a dor que marca e deixa cicatrizes, transforma e destrói.
Dor emocional, sentimental, afetiva. Dor da perda.
Essas dores são mais freqüentes (por incrível que pareça) na vida de um ser humano do que a dor física. Infelizmente, de novo, meu azar se estendeu também a essa dor.
Essa é realmente a dor que precisamos enfrentar e não deixar nos derrubar. Pois a dor de um corte profundo pode ser suportada, mas a dor de um ente querido que se foi, de um amor perdido, vão muito mais fundo e doem muito mais do que qualquer outro tipo.
Deixam impotentes até mesmo os mais calejados, fazem fraquejar os mais fortes e tiram a fé dos que mais crêem. Essa dor não pode nos vencer nunca.
Temos, sim, que aceitá-la, entendê-la, mas depois, superá-la. Encare suas dores, machucados e cicatrizes, aprenda com eles e saia mais forte, de cabeça erguida, não deixe que elas te derrubem. Por mais que possa doer, você tem que ser mais resistente que elas.
17 de outubro de 2010
Chances de viver
Estava pensando no que escrever quando pensei em um tema que geralmente escrevo, mas consigo sempre falar alguma coisa nova sobre ele.
Sentimentos...
Gosto de falar sobre eles, pensar, meditar, questionar... Até mesmo com assuntos que nada tenham a ver com eles, eu acho uma maneira de citá-los. Um sentimento em si é o que mais me atrai.
O amor.
Amor está em tudo e em todos. Está na nossa essência e criação, nosso criador.
Para qualquer lado que desviemos nossos olhos e atenção, olhar e imaginação, vemos pequenas mostras de Seu amor por nós.
Mas não é sobre o amor que quero falar, e sim sobre a atração que sinto por ele.
Algumas pessoas já me perguntaram: “Como você consegue falar de amor mesmo quando o tema não tem nada a ver com ele?”.
Infelizmente não vou poder responder à essas pessoas.
Nem eu sei.
Já pensei em várias razões...
Desde que consegui começar a compreender uma pequena parte do que é o amor, eu busco esse sentimento... Se eu o encontrei? Em partes.
O amor da amizade eu tenho, sempre tive, e é esse amor que me ajuda a continuar.
Amor de homem e mulher...
Posso dizer que já tive mais decepções que muita gente que eu conheço. Mesmo assim, também posso dizer que conheço esse tipo de amor melhor do que muitas pessoas bem mais velhas que eu. Isso é uma outra coisa que me ajuda a não desistir.
Como posso afirmar isso?
Porque eu amo. Amos mais do que algumas pessoas já amaram em suas vidas...
Quem?
Uma garota, mulher, paixão, que um dia apareceu na minha vida. Talvez seja minha maior decepção.
Algumas (pouquíssimas) pessoas sabem do que estou falando.
O fato é que não deu certo e não vou parar minha vida por isso. Em contrapartida, não deixei de amá-la.
Sigo em frente com coragem e determinação, cicatrizes e disposição. Quem sabe não posso encontrar um amor que se compare (ou seja maior) que aquele? E mesmo que não encontre, não posso ficar parado esperando algo que pode nunca acontecer, uma história que pode não acabar da maneira que escrevi... Não posso desperdiçar oportunidades por causa de uma que falhou, não posso perder chances como as que já perdi. E não precisam ser chances de amor, chances de amar, mas apenas de viver e não se arrepender depois se a oportunidade não voltar.
Às vezes me pergunto o que foi que escolhi para esta vida antes de renascer. Tantas coisas que poderiam acontecer de um modo mais simples... sempre acabam acontecendo (ou deixando de acontecer) do modo mais complexo. Mas não é porque algo é mais complicado do que o comum que vou me deixar abalar, certo? Não, não vou e mesmo que seja para durar apenas um dia, algumas horas ou minutos, alguns instantes, apenas um beijo... não vou deixar de fazer acontecer.
Aprender com os erros é a melhor coisa que podemos fazer. Aprender com os erros dos outros é a mais sábia atitude que podemos tomar. Eu faço isso e tento não cometer o mesmo erro que cometi antes nem que os outros cometeram.
Você (e agora estou falando para uma pessoa em especial), que sabe mais do que qualquer outro sobre o que estou falando, não perca a oportunidade como eu perdi, aproveite o momento, mesmo que dure apenas por aquele dia.
10 de outubro de 2010
As luzes da vida

8 de outubro de 2010
(O desejo d(O fogo) do desejo)

6 de outubro de 2010
Ser como o rio que flui

Tenho tantas coisas para dizer, tantas para fazer... só que não sei por onde começar. Penso e repenso, analiso e cogito, imagino, desimagino e me frustro. Sobre o que escrever? O que falar? Como falar, fazer, ser, sorrir, imaginar, pensar, agir, viver, amar...
Não sei.
Na verdade, sobre o que eu sei?
Muito pouco, comparado com o que ainda vou saber. Menos ainda com o que nunca vou saber. Mesmo assim, porque não tentar apreender um pouco mais de saber?
Quantas coisas não se pode aprender consigo mesmo! Coisas que você não sabia que sabia, coisas que você realmente não sabia e que descobriu com a ajuda de outros ou apenas por si. Existem diversas maneiras de aprender. Os outros podem te ensinar, você pode se ensinar, pode ler, ver, ou apenas pensar, imaginar, se questionar, escrever.
A escrita foi a renovação do conhecimento, do meu conhecimento.
Palavras que fluem livres pelas páginas sem fim escritas à próprio punho até não agüentar mais, letras que se unem, atraídas pela força gravitacional da inteligência como se fossem átomos do saber, prótons do conhecimento, elétrons de Deus.
Livres como a água, mas nem tanto como o ar, as palavras carregam emoções e sentimentos, conhecimento e ignorância. Se espalham para todos os lados, preenchem cada espaço do recipiente que as acolhe. Mesmo assim, tem seus limites.
Não podem viajar quilômetros sem fim com a facilidade do ar. Estão presas à terra, presas ao homem e a aqueles que estão dispostos a escutá-las, apreendê-las, ouvi-las, entendê-las e apreciá-las!
Ainda não sei o que fazer...
Queria apenas não fazer nada. Deitar na relva macia que ondula ao vento, olhar para o céu e apreciar sua cor, suas cores, seus movimentos, suas curvas, a brancura de seus ingredientes, de sua matéria e falta de.
O Sol ao longe que começa a se esconder, preparando-se para renascer em outro lugar, levar sua vida para novos planos, mas sem impedir que a minha continuasse por aqui.
Sombras se alongam e o céu ganha uma nova cor. Um vermelho intenso se espalha pela linha longínqua do horizonte onde cadeias de montanhas com seus picos intocados refletem os últimos raios para todos os lados, refratam a luz, criam arco-íris que nunca são apreciados.
A água corrente acalma o ambiente e atrai, gera a vida. O riacho se acumula e cresce, multiplica-se, fertiliza(-se), nasce e (se) regenera.
O Sol, por fim, se esconde, e revela uma beleza oculta, uma vida oculta, que estava ali mas não podíamos ver.
Luzes e mais luzes explodem por todos os lados à centenas de milhões de quilômetros, à apenas alguns metros de mim. O vento suave sopra calmamente e minha mente se esvai de pensamentos.
Palavras começam a se formar no ritmo das águas aos meus pés, ganhando vida, crescendo e avolumando-se. Após o germe inicial, elas tomam controle de suas próprias ações, seus movimentos e sentimentos, de suas falas, intenções. Começam a fluir não mais como a água, mas sim como o ar, livres, poderosas, fluidas, velozes, arrebatadoras. Ainda assim não abandonaram sua semelhança com a água que corre. Possuem suas limitações, suas intensidades quase incontroláveis, assim como nós.
Água; paixão violenta que flui constante por nossas veias de imaginação e sentimento, dominando nossa mente e pensamento, controlando o corpo e o movimento.
Água que nos forma e da forma, nos alimenta e mantém vivos, dá-nos lucidez e perseverança. Sempre acredita que tudo pode ser superado apaixonadamente.
Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, apaixonados como o amor.
29 de setembro de 2010
Quando as luzes se acendem
O ser humano é uma criatura estranha. Desde o começo, esforçou-se para aprender tudo o que podia sobre tudo o que o cercava.
Ao ver o choque entre duas rochas produzir uma faísca, descobriu o fogo. Observando os pássaros voarem, inventou o avião. Tentando apreender tudo o que o cercava, começou a enxergar Deus.
Ávidos por conhecimento, não cessamos nunca de pensar e imaginar.
A imaginação porem, associada ao pensamento não-lógico, algumas vezes, cria outras coisas que não coisas para o nosso benefício.
Crenças e superstições, lendas, mitos, fantasias, realidade. Medo.
O medo sempre esteve junto do homem, acompanhando-o a partir do instante que pode compreendê-lo. Medo das feras, da chuva, dos raios, do fogo, da natureza, do homem, da morte, do escuro. Medo do Medo.
Existem centenas, milhares, infinitas razões, racionais ou não, para sentirmos medo. Algumas são lógicas e reais, algumas imaginativas e etéreas. O homem teme, principalmente, pela sua vida e o desconhecido, dois medos lógicos e também não, racionais e emocionais.
Mesmo entre os que acreditam que a vida não acaba quando o corpo morre, o medo do que há além da “vida” esta presente em suas (nossas) vidas, pois nesta passagem, juntam-se os dois maiores medos do homem que eu acabei de falar, morte e desconhecido.
O desconhecido pode causar dor, revolta, sofrimento, desconforto, angustia, perdas, loucura, morte. São algumas razões (racionais ou não) que nos fazem temer o desconhecido, o escuro (Leia o texto “Quem tem medo do escuro” no mês de agosto).
Há, porém, alguns que temem algo maior e melhor, e esses são os que merecem toda a nossa compaixão.
Pessoas que se entregaram às sombras e ao medo, cavando buracos profundos em suas mentes e escondendo-se lá, refugiando-se do medo nele mesmo, acolhendo-o, cegando-se por sua própria vontade, perdendo-se em labirintos sem fim entre seus iguais, seus eu-mesmo (Leia o texto “A dança das estátuas” do mês de agosto).
Nessa hora, o medo já faz parte delas, elas não o sentem mais. Pelo menos, não pelo que deviam sentir.
Se você tem medo do escuro, sinta-se reconfortado, essas pessoas, elas sentem medo da Luz.
Transformaram-se em estátuas-vivas, presas infinita e atemporalmente na inércia de sua falta de movimento. Movimentam-se em círculos sem fim, temendo sempre que seu mundo possa desmoronar por causa do brilho de um vagalume.
Escondem-se nas sombras criadas pela Luz, sempre fugindo seus olhos do brilho que cega, que machuca, que amedronta.
Não vêem, na aprendem, não sentem, não amam.
O conhecimento lhes foge, pois acham que sabem de tudo. O outro lhe é invisível, pois, quando o olha, vê apenas um espelho que reflete seu egoísmo e sua ignorância.
Não suportam bons sentimentos, pois eles brilham. Não suportam o amor, pois ele é Luz.
Não poderão se salvar se não enfrentarem o seu medo, coisa que “nunca” farão, pois temem o medo.
Esses são os que mais sofrem no mundo.
Não deixe que seus olhos, sua mente, se acostume com as sombras, é muito fácil. Difícil é voltar depois para a Luz.
Tenha medo das sombras, mas nunca da Luz.









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