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3 de novembro de 2010

Erros de programação

Qual é mais pesado? 1 kg de alumínio ou 1 kg de plástico?

Onde há mais matéria? Em 1 kg de alumínio ou 1 kg de plástico?

Ok, a primeira frase já é batida, a maioria das pessoas não cai mais. Mas, e a segunda? Você sabe qual é a resposta?

Porque as pessoas erram tanto a primeira pergunta? Porque nós não analisamos as coisas com a devida atenção. Nosso cérebro cria regras para explicar as coisas ao nosso redor e nós acabamos seguindo-as sem nem mesmo pensar. Simplesmente associamos que o alumínio pesa mais que uma garrafa pet, então falamos que 1 kg de um pesa mais que 1 kg de outro. Cara, 1 kg é 1 kg, não importa do que.

Só que esse sistema não se aplica apenas para questões como essa. E o problema é que essas “regras” criadas pelo nosso cérebro nem sempre são certas, como já vimos no exemplo anterior.

A primeira coisa que muitas pessoas fazem diante de um problema cabuloso é se desesperar, diante de um assaltante é entrar em pânico, diante do escuro, é ficar com medo, diante de um insulto, é ficar com raiva, quando levam um soco, é revidar, quando tropeçam, é cair (opa, essa já não é tanto uma reação espontânea né! XD). Já deu para entender.

O que realmente devíamos condicionar nosso cérebro a fazer sempre que acontece algo é simplesmente não fazer nada. Nada? É isso mesmo, nada.

Vejamos a seguinte situação:

Você está calmamente andando pela rua quando percebe a aproximação de dois meliantes menores de idade. Acelera o passo mais eles te alcançam. Um fecha sua frente e o outro fica do seu lado.

- Perdeu, velho, perdeu. Passa o celular ai! – um deles fala baixa e ameaçadoramente.

E você?

Nada.

Fica olhando para um... pro outro, encara a rua, olha o movimento...

- Passa a po..a do celular ca....o!

Você olha de novo para ele com uma cara de paisagem, pisca umas duas vezes, tira o celular do bolso e... olha as horas, devolve para o bolso.

- Seu filho da p... – ele puxa uma faca e enfia no seu estômago.

Também não é assim né!

O nada que eu quis dizer é não ter nenhuma reação instintivamente idiota como as citadas anteriormente, sem nenhuma base lógica. O nada deve ser usado para analisar a situação, pensar em todas as maneiras de resolvê-la, descobrir qual a mais lógica/eficiente/prática e se preparar para executá-la. No caso de um assalto, tudo isso deve ser feito no tempo máximo de um segundo.

E isso se aplica à tudo na nossa vida. Se sempre analisarmos os problemas e situações antes de fazer qualquer coisa, obteremos êxitos muito maiores.

Voltando à questão não respondida no começo.

Onde há mais matéria? Em 1 kg de alumínio ou 1 kg de plástico?

O plástico não é? Afinal, preciso de um volume muito maior de plástico para completar 1 kg, certo?

Haha, errado de novo. Mas beleza, a culpa não é sua.

A molécula do plástico, além de ser maior, é mais pesada do que a do alumínio, o que faz eu precisar de uma quantidade menor de moléculas, um n (nº de mols) menor do que de alumínio para conseguir completar um quilo!

;D

18 de agosto de 2010

O tempo não para

Tá, o titulo é um plagio sim, mas e daí? Hehehe

Me inspirei pra falar do tempo! hehehe E uma frase caiu no momento exato: “entaaum quer dizer qe cada segundo deveria ser vivido com preciosidadee?! huuuuuuum, mas elees passam taum depressa :/”. (Thanks Paah! ;D)

Você conhece a teoria de relatividade de Einstein? Provavelmente já ouviu falar dela, mas sabe o que ela diz? Resumidamente ela fala que o tempo é relativo à velocidade que você se movimenta. (mais ou menos isso) difícil, beleza, vamos a uma explicação simples: ficar dois segundos com uma nota de cem na mão, é um tempo muito pequeno não é? Experimente então ficar com uma panela de pressão quente nas mãos pelo mesmo tempo. Vai parecer uma eternidade.

Tudo é relativo, como a Paah mesmo falou respondendo a um comment meu e quer algo mais relativo que o tempo?

Realmente existem segundos que passam rápido demais, preferencialmente aqueles que você quer que passe mais devagar. Tenho certeza que você já passou pela experiência de estar com amigos ou até com um(a) garota(o) e as horas passarem tão rápido quanto minutos e, quando você se dá conta, a hora de ir embora já chegou. Tenso isso.

Mas existem segundos também (muitas vezes os que queríamos que passasse mais rápidos) que demoram muito a passar. Nem sempre isso é algo ruim, as vezes é muito bom. Uma experiência própria também. se você leu o meu texto “Breves momentos” ou se falei com você essa semana, sabe que eu fui atropelado. Se não sabe, fica sabendo agora.* Então, naquele momento, o tempo passou extremamente devagar para mim (mesmo que eu não tenha certeza de algumas partes do acidente, estão um pouco confusas). Na hora que o carro me acertou eu tive mais do que tempo para pensar (reagir na verdade, não me lembro de pensar muito) e me preparar para a queda. O momento entre o impacto da minha mão no chão e a hora que a minha cabeça se chocou contra o mesmo pareceu ser tão grande que, quando eu bati a cabeça, já estava achando que tinha acabado (é, foi bem estranho).

O que eu quero dizer é que o tempo não é uma linha definida, com escalas e medidas exatas. Ele muda, é elástico, estica e encolhe e, muitas vezes, não faz isso devido à comandos ou desejos nossos. Isso é algo muito bom e também muito ruim. Não sei se você já passou por momentos de perigo como eu (já foram mais de um para mim. Vários na verdade). Nessas horas o tempo passa mais devagar mesmo (se você não entrar em desespero e manter a mente clara, é óbvio), o que é muito bom, pois é como se você tivesse mais tempo para pensar e não morrer.

Nas ocasiões em que os segundos correm, esta em nossas mãos fazer com que cada segundo seja o melhor, para quando nos lembrarmos deles, não nos arrependermos por uma palavra não dita, um gesto não feito, um olhar não dirigido, um abraço ou um beijo não dado.

Até mesmo quando os segundos não estão correndo como queríamos, pare e pense, pois, como disse a minha amiga, tudo é relativo, sempre há um novo ângulo de se observar as coisas.

Quantos segundos são necessários para um gesto, um olhar, um beijo? Muito poucos, ou até mesmo muitos. Tudo depende de como NÓS queremos que o tempo passe, depende de como administramos o nosso tempo.

Só que, mesmo sendo relativo, ele não é tão assim, o tempo não volta. O momento perdido, ficou para trás. E nós sabemos lidar com esse tempo da maneira certa? Não.

Esse ano eu não estou trabalhando, tá difícil arranjar um estagio. Não faz muito tempo eu estava pensando em fazer alguma coisa que não vou me lembrar agora o que era. Certo momento eu pensei: droga, eu não tenho tempo para fazer isso. COMO NÃO? Eu não faço porra nenhuma a tarde inteira. Chego da facul e nem estudar eu estudo. Nas férias beleza, eu passei quase todos os dias no computador escrevendo meu livro, mas antes, nada. O que acontece com o meu tempo então? Eu o desperdiço. Com o que? Nem eu sei.

E você? Tem também a impressão de que o seu tempo esta mais curto do que deveria estar? Muitas vezes desejamos que nosso dia tivesse 48 horas para podermos fazer todas as coisas que quiséssemos, mas, na verdade, isso não é necessário. Basta apenas que saibamos administrar cada segundo da nossa vida, aproveitá-los e usá-los com coisas úteis. Em vez de chegar em casa da escola e ir para a cama dormir, porque você não vai ler um livro, estudar um pouco, escrever, desenvolver um hobby? Faça coisas produtivas com o seu tempo. Faça com que as coisas que você quer que aconteça ocupem os segundos da sua vida!

O tempo é muito valioso e nós não damos à ele o devido valor. Tem gente que diz ‘pra que, vamos ter outra chance mesmo, não dizem que sempre há uma segunda chance?’. Porque desperdiçar a primeira chance? Só por preguiça? As vezes a segunda chance pode não aparecer, ou vir de uma maneira diferente, não aquela que realmente gostaríamos.

Viva cada segundo com preciosidade.

Um segundo pode sim, mudar a sua vida.


*Se quiser saber sobre o meu atropelamento com mais detalhes leia o texto "Breves momentos", neste mesmo blog!!

;D

16 de agosto de 2010

Breves momentos

Sábado foi o primeiro dia que não postei. =/ Mas foi por um bom motivo também.

Estava eu no bairro Vila Mariana de São Paulo, após assistir ao filme Salt no shopping Santa Cruz (muito bom!! ;D). Resolvi então passar no metrô Vila Mariana para alugar uma bicicleta para dar uma volta. Era 6:30 da noite. Até ai, blz, estava escuro mas no problems. Estava andando e pensando, sem deixar de prestar atenção na rua, é claro, quando, de repente, ao entrar em uma rua, sai um carro que simplesmente não freou para entrar na outra rua. Eu, ao contrario, freei na mesma hora e quase perdi o controle da bicicleta duas vezes. Consegui me manter de pé e quase consegui desviar do carro. Infelizmente ele acertou a traseira da bicicleta e eu voei. O pior é que se o cara tivesse sido esperto e desviado um pouquinho para o lado, ele não me acertava.r?

Devo ter ficado pelo menos 3 segundos no ar. Mas passou tudo tão devagar. Eu tive tempo de pensar: PUTA QUE PARIU, eu tinha que ser atropelado? Então eu vi o chão vindo na minha direção. Estiquei o braço instintivamente, sem pensar, para amortecer a queda. Senti o impacto na mão e fui dobrando o braço para não quebrar meu cotovelo (ao contrário do que a maioria das pessoas fazem). Cai em cima do ombro direito e não consegui evitar a cabeça de bater no chão.

- Ai.

Foi o que eu falei.

Na mesma hora, percebendo que eu estava inteiro, deitei de costas no chão e comecei a rir. Foi da hora. Uhauahauhauhauhahua Um pouco de adrenalina sempre faz bem. No final apenas zoei um pouquinho o músculo do antebraço, nada demais, nem ta doendo mais. Quem tem habilidade é outra coisa não é? ;D

Mas esse acidente me fez pensar em outra coisa. No texto anterior eu falei em como um segundo pode mudar a sua vida. E não é que pode mesmo? E se eu tivesse demorado um segundo a mais para me desviar? Eu tinha acertado o carro de frente, ai sim eu ia me machucar. E se o cara que me acertou fosse um daqueles loucos que matam por uma batida de retrovisor? É, um segundo realmente pode mudar a nossa vida.

Mas sabe o que isso me mostrou também? O quanto a vida é breve.

Já parou pra pensar quanto tempo, quantas oportunidades nós perdemos por medo de arriscar? Medo de que possa dar errado? Ou por simples acomodação, preguiça de se mexer? Eu rio desse acidente hoje porque, graças a Deus, nada aconteceu comigo. Mas e se tivesse acontecido? Quem pode dizer o quanto minha vida ia mudar?

O problema é que damos importância demais para pequenos problemas, nos desesperamos com coisas que podem ser encaradas com mais calma. Vamos aproveitar a vida, vivê-la com mais intensidade uma batida de retrovisor? egundcleta e eu voei.

te controle da bicicleta duas vezes. consegui ! Aproveite cada oportunidade que aparecer, invista nela com todas as suas forças. Está apaixonado? Viva essa paixão, dê a chance de ela se transformar em algo mais. Como você pode saber o que pode ou ia acontecer se você não tentar?

Arrisque-se mais (sempre com prudência, é claro), você nunca sabe quando o segundo que vai mudar completamente a sua vida vai chegar.

 
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