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30 de abril de 2011

Alegria





O nome já diz tudo:

Alegria.

Alegria de viver,

De cantar,

De ser feliz,

De se expressar através da música,

De poemas,

De sons,

De sorrisos, de gestos, de olhares, de palavras, de rimas...

Da arte.

Festa:

União de todas essas coisas.

O primeiro pensamento:

Precisamos fazer uma festa.

Para que?

Para ajudar, a principio.

Aos outros e a nós, queríamos apenas ajudar.

Material ou espiritualmente, não importava,

Precisávamos apenas cumprir nosso dever.

Então veio o segundo pensamento:

Precisamos de um nome!

Nome, nome, nome, nome...

Como é difícil nomear algo que não tem nome!

É uma vontade de ajudar e ao mesmo tempo ser feliz,

Cantar, dançar, rir e sorrir!

Perai... que nome se dá para essas coisas?

Alegria!

Então, porque não, Festa da Alegria?

Encontramos o nosso nome!

Agora, era mãos à obra.

Dificuldades não faltaram até o segundo do “começo”.

(apenas para os outros, para nós, ela havia começado há muitos meses).

Mas acabou que tudo deu certo.

A festa começou, se realizou e terminou.

Terminou?

Não. Apenas se reiniciou.

Foi um sucesso?

O que seria um sucesso para você?

Em números, (de pessoas e dinheiro)

Não foi realmente grande coisa.

Em quantidade, foi espetacular.

Quantidade de felicidade, de alegria, de risos, de cantos, de musicas, de choro...

A Festa da Alegria foi o início de um sonho.

O sonho de sonhar, de realizar, de ajudar a melhorar.

E para quem no começo teve medo de não conseguir começar...

Quatro anos.

Há quatro anos, neste mesmo mês,

Teve-se inicio este ideal.

Maio, mês chuvoso e de frio,

Mas até hoje não houve uma festa em que uma gota caiu do céu.

Sim, nós sabemos, não estamos sozinhos nessa.

Ao nosso lado, por trás dos sorrisos dos que se vêem,

Há os que não se vêem,

Aqueles encarnados que nos ajudam a arrumar,

Preparar, cozinhar, servir...

Há aqueles também que nos ajudam a não desanimar,

A perseverar e acreditar.

A sonhar.

A nossa festa foi um sonho que descobrimos sonhar quando começamos a realizar.

E agora ela está aqui, novamente,

Perpetuando-se e proliferando-se

Nos corações de todos os jovens,

De espírito e de corpo,

Para mostrar que,

Por mais que às vezes pareça difícil,

Basta apenas nosso esforço e força de vontade

Para que possamos sorrir,

Para que aja

A Alegria.

24 de abril de 2011

Da Glória, Renascer

Foi a seis meses que tudo começou.
Sim: inesperado.
Não: indesejado.
O convite apareceu ao estilo invocação,
Meio assim, como diria um,
Do tipo Pokémon:
Eu escolho você!
A decisão?
Tudo bem, eu vou à luta.
Da primeira se seguiu um Mc e uma nova fagulha:
De amizade, de vontade, de atividade,
Da verdade...
Santana, Registro, Araraquara e Carandiru.
Cada um teve seu momento,
Em todas elas um conhecimento,
Mas o que marcou foi o acontecimento.
Santana: o choque.
Registro?
Registro foi o que se abriu para as gotas do meu suor.
Araraquara: ruas sem fim que estendiam-se rumo ao horizonte
Para desaparecer como se nunca tivessem existido.
Carandiru: o fim.
Não!
Eu disse fim?
Apenas de uma fase!
Depois da teoria, agora era a hora da verdade.
Próxima parada:
Guarulhos!
Cidade sede e natal,
Faculdade natal e sede.
Me vi entre pessoas des e conhecidas
Em um lugar des e conhecido,
Para estudar, aplicar,
Tudo aquilo pelo que nos fizeram batalhar
Amei, briguei, lutei, vislumbrei...
Aprendi.
Aprendi a olhar, talvez apenas um pouco mais,
Com os olhos que vão além da alma,
A pelo menos tentar o invisível enxergar.
O talvez é: será que consegui?
Outro talvez é: será que isso realmente importa?
Entre talvezes e talvezes,
Aprendi, pelo menos na teoria,
O que é o real essencial,
E agora chegou ao fim.
Não! Sismei com essa palavra não é?
Melhor:
Recomeço.
Porque a COMJESP, meus amigos
A COMJESP nunca termina.
Ela é bela, grandiosa, incandescente!
A COMJESP é assim, como uma fênix,
Não finda, não morre.
Ela é assim como nós:
Quando pensamos que tudo acabou,
Ela simplesmente renasce.

14 de março de 2011

Ao poeta do poema


Vi uma dúvida que dizia:
Hoje, de quem é o dia?
A poesia ou o poeta: quem vai comemorar?
Na verdade, todos vão se deliciar.
Pois se o dia é do poeta, poesias escreverá,
Se o dia é da poesia, um poeta a declamará.
Que mal então haveria
Se disséssemos que o dia não é da poesia?
Poderia, por acaso, ela existir
Se não houvesse alguém para produzir?
Alguém que a pudesse declamar?
Mas o que seria poetizar?
Um conjunto de palavras rimadas que compõem uma estrofe?
O significado não acredito que seja esse.
Uma poesia não precisa de rimas,
Não exige palavras bonitas.
Poesia precisa de sentimento.
Poeta é aquele que através das palavras
Faz falar o que se passa em seu coração.
Poeta é a pessoa que pega um instrumento
E dele propaga sons que harmonizam o sentimento.
É quem, com apenas um olhar, diz tudo o que queria falar.
Não sou prepotente para me dizer um poeta,
Minhas palavras por vezes descombinam,
Coordeno rimas com frases, “A’s” com crases,
Mas ainda assim,
No dia das poesias poetisas,
Tentei juntar palavras que dissessem o que se passa em mim

25 de janeiro de 2011

E se um dia chegar aquele momento

Em que ao redor não há movimento,

Instante fugaz onde tudo se desfaz,

Sonhos, vitórias, vidas, derrotas,

E então você percebe que nada mais importa,

Nada além daquela pessoa, aquela presença,

Mas isso também mais um segundo e passou,

Pois já esta assinada sua sentença.

O que faria se soubesse o momento da sua morte?

Não que realmente me importe,

Mas a quem destinaria seu último pensamento?

Para qual pessoa seria seu último batimento?

Qual seria a última imagem?

Sua última lembrança?

E se nesse último instante ela não estivesse distante?

Estivesse ao seu lado partilhando o momento?

Qual seria seu último movimento?

Tenho certeza do que eu faria...

Se preciso fosse, no espaço me atiraria

Para com meu corpo proteger

Aquela que me ensinou a viver.

Deixaria minha alma ser levada sem questionar

Para que a dela pudesse continuar,

Sacrificaria a minha vida se tal ato fizesse a dela ficar por aqui.

Estaria pronto para me entregar à simples inexistência

De plena consciência

Sem nunca me arrepender,

Se assim ela pudesse continuar a viver.

24 de janeiro de 2011

Das cinzas um amor

Ao som do bruxulear de uma vela,
Escrevo sobre aquilo que menos se espera.
Quanto tempo precisa o tempo para mudar para sempre o nosso momento?
Fugaz é o instante que passa
E depois que finda sua massa
Às vezes nada possui graça...
Implacável é o tempo com o pensamento,
O faz mudar e transformar, torna-o mais lento.
Mas agora eu penso:
E com o sentimento?
“Todas as feridas o tempo há de curar”
Mentira mal contada que todos tentam tomar,
Isso que é tal sentença,
De morte para aqueles que se entregam a essa doença.
O tempo apenas nos desvia a atenção
De toda a dor que vai no coração.
O remédio para realmente se manter são
Simplesmente é manter a atenção,
Naquilo que não carrega a emoção.
Talvez queira saber um segredo
Se é daqueles que ainda tem medo:
O truque nunca será desistir...
O amor há de existir
Ainda que anos estejam por vir.
Na alma leve apenas a calma
De quem lutou e viveu
Foi ferido e morreu,
Mas que agora das cinzas levanta
E por uma garota novamente se encanta
Reafina-se o espírito
Para que novamente toque o canto lírico,
Do amor que agora findou e finalmente nada restou.
Para o coração que um dia amou,
Perceba que o sofrimento finalmente passou
E veja que ao redor nada poderia ser melhor
Do que ver um sorriso que realmente te faz feliz.

22 de janeiro de 2011

E se todas as luzes de repente se apagassem?

Se você olhasse em volta e não enxergasse nada,
Se apurasse seus ouvidos e sentisse apenas o silêncio?
O silêncio natural de quando não há nada além de você,
Nada além do seu pensamento...
Um silêncio emocional que apenas prova que tudo que te cerca
Simplesmente não dá a mínima pra você.
Se você se levantasse e o chão não sentisse,
Respirasse com todas as forças e o ar não entrasse,
Corresse para todos os lados sem nada nunca encontrar...
Como você se sentiria?
O que você faria se um dia abrisse os olhos e percebesse que estava só,
Que sempre esteve só,
Que ninguém nunca ficou do seu lado,
Ninguém nunca acreditou,
Nunca se importaram com você?
Se sentiria sozinho?
O que você sentiria?
Você conseguiria sentir?
E se você acabasse, depois de tanto procurar ao redor,
Olhando para dentro de si?
E se nessa última busca você também nada encontrasse?
Nenhum sentimento, nenhum pensamento...
Uma palavra, um afeto, um olhar em volta,
Uma atenção para qualquer coisa que não fosse você!
E se nada disso existisse também dentro de ti?
Será que o redor ficaria menos vazio se isso você percebesse?
Ou você continuaria se vendo no meio do nada,
Na companhia de nada,
Com o nada como confidente,
O nada para retribuir seu afeto,
Nada além de nada como parte do seu eterno ser?
Você ainda assim pensaria em nada?
Na conclusão de que “será que o problema não é comigo?”,
Nunca iria chegar?
Fico feliz que ao meu redor e, principalmente dentro de mim,
Muitas coisas além do meu ser eu consigo enxergar.

20 de janeiro de 2011

Acima do sonhar, um sonho de amar

Dos sonhos, qual seria o maior?
De todos eles, qual se tornaria o melhor?
Um sonho de escrever?
Ou talvez aquele de ter?
Mas... ter o que? A mulher amada, a pessoa desejada?
Histórias conhecidas e vitórias reconhecidas?
Ter um filho, uma filha, uma família?
Ou aquele que todo mundo diz?
Um sonho de ser feliz?
O sonho de felicidade é um para qualquer idade,
Mas como será que o tornamos realidade?
Como você o faria ser de verdade?
Salte! Corra! Nade!
Pra mim um sonho verdadeiro
É aquele em que nos entregamos por inteiro,
É o momento em que unem-se espírito e alma,
E mesmo que não haja uma verdadeira calma,
O que importa em um sonho é a sensação,
A emoção,
O realizar da imaginação.
O que importa em um sonho é não desistir da tentação.
Onde está aquela coragem tanto desejada?
Porque tal coisa não pode ser realizada?
“Se você consegue sonhar algo, consegue realizá-lo”
Então porque o medo de chegar a conquistá-lo?
Deixe seus medos, esqueça seus receios,
Invista em seu sonho com todos os meios!
Mas antes, defina suas prioridades:
Quais deles podem ser simples verdades?
Algum sonho seu já está se tornando realidade?
E se você deixá-lo agora,
Será que o encontrará em outra hora?
Por um outro sonho, abandonaria um que já é verdadeiro?
Se algo você conseguiu, não deixe que ele se vá por inteiro...
Porque um sonho não pode ajudar o outro a se realizar?
Um sonho sonhado junto não seria mais fácil de sonhar?
Para esse sonho é preciso deixar de amar?
É mesmo necessário se deixar abandonar?
Talvez outros não pensem assim,
Mas o que eu quero mesmo pra mim
É poder na verdade realizar
O sonho de nunca deixar de amar...

19 de janeiro de 2011

Finalmente renascer

 Quanto tempo não passou
Até o dia que te conheci...
Olho pra trás, vejo como tudo mudou
E me pergunto: como antes eu vivi?
Não conhecia a felicidade
Até o dia que os seus lábios eu beijei,
Até o momento que te conheci de verdade.
Por um toque quantas não se apaixonaram,
Por umas palavras, algumas dizem que amaram,
Mas de tudo isso, o que seria realidade?
Nada tem a ver com a idade,
O tempo não serve pra medir a verdade,
Dos fatos, da vida, só de um tenho aquela certeza:
É com você que quero passar a existência,
Só pra você todo o meu amor eu quero dar,
Do seu lado quero viver, amar, morrer
E finalmente renascer,
Acordar na vida do sonhar
E pra sempre te pertencer.
E quando com você estou
Nada na verdade importa,
Vejo que tudo que foi simplesmente passou,
Do meu coração é a ti que pertence a porta,
A chave lhe confio, meus medos desafio,
E tudo que um dia fui,
Aquilo que talvez serei,
Sentido só terá se com você eu viver.
Uma coisa simples eu peço:
Me deixe te acompanhar enquanto ainda me quiser.
Mas se um dia você apenas se cansar,
Suavemente venha me falar...
Talvez um dia deixe de lembrar,
Mas não importa onde estiver,
Saiba que no meu coração pra sempre vai morar
Na forma de um amor e um calor,
Da verdade e felicidade,
D’aquilo de melhor que um dia me aconteceu...
Pode até se esquecer da minha voz,
Do sabor do meu beijo,
Do toque da minha mão,
Mas por favor, se lembre em seu coração
Que o meu pra sempre vai bater
Pela a lembrança do seu ser.

18 de janeiro de 2011

O prazer é todo seu

O que você pensa ao sentir o toque gélido do vento?
A carícia suave de uma respiração?
Um arrepio te persegue por dentro?
Sente a força com a qual bate o coração?
Dedos frios, macios, percorrem seu corpo,
Deixando em seu rastro algo como a força do fogo,
O toque do gelo.
A respiração que se entrecorta sucede
A incoerente tentativa de guardar o calor que não se perde,
O fogo que renasce,
E que num tremor desejamos que nunca passe.
Os poros se abrem, cheiros se misturam
E na imaginação, imagens sempre figuram.
Lábios úmidos se encontram famintos,
E em um momento de perda de razão,
Todo o sentimento se junta à emoção, à sensação.
É assim que o desejo nasce então.
De um encontro de corpos que são pura vontade,
Eu vejo o que todos querem de verdade:
Pertencer um ao outro e deitar junto ao corpo,
Olhar através dos olhos para aquele verdadeiro fogo.
A boca desce suavemente por lugares antes proibidos,
As mãos despem-se de pudores e vestem-se das libidos,
Mostram e escondem,
Os sentidos correspondem,
E o que antes era suave torna-se sempre mais intenso,
E o pensamento tenta superar o sentimento,
Mas em apenas um movimento,
A alma se despe de todo acanhamento
Assim como o corpo que já não possui um único vestimento.
Nus de alma e corpo os espíritos se entregam
Àquilo que todos sempre se negam
E o instinto comanda os desejos que se alimentam.
Da razão só restou a imaginação que nunca que lhe pertenceu,
E agora cada um, homem e mulher, farta-se do que é seu.
Na mente apenas uma imagem,
No corpo só restou a coragem.
Das novas sensações, quantas outras não se poderia sentir?
Porque as pessoas nunca cansam de mentir?
O que todos sempre quiseram
É exatamente aquilo que nunca tiveram
Uma vontade mais forte que o pudor,
O desejo poderoso do amor,
A força de derrotar todos os medos,
Se entregar a todos os desejos
E deixar que se transformassem no prazer,
Prazer aquele que sempre desejaram ter.

Ouvindo Hurricane – 30 seconds to Mars.

17 de janeiro de 2011

E uma outra vida começa

Até onde você iria para sempre sonhar?
O quão alto subiria pra nunca deixar de amar?
Conseguiria controlar seus medos,
Deixar fluir seus desejos?
Até onde você desceria para proteger esse sonho?
Me diga, o que você mataria para salvar a sua vida?
Não essa que te habita,
Mas aquela que entrou em seu corpo
E pra sempre fez morada,
Aquela que não fazia parte de você,
A sua mulher amada,
Ela que levará junto sua alma
Se um dia não estiver mais por aqui...
Ninguém acreditará nesse amor,
Dirão que é apenas um algo incerto,
Mas me diga, o que você mataria para provar que está certo?
Quantos furacões enfrentaria para mostrar que é o correto?
Que a sua vida hoje não teria mais sentido,
Que sem ela você jamais teria realmente vivido...
Ao alto de qual pedra subiria para provar o seu amor?
E quando lá chegasse,
Teria forças para levantar se alguém te derrubasse?
Quantos inimigos enfrentaria?
Quantas espadas destruiria?
Quantos com os próprios punhos não mataria...?
Prove que o seu amor é verdadeiro,
Que ele simplesmente é você por inteiro!
Quantas vezes a escalaria e de lá se jogaria
Se fosse o certo a fazer para salvar a vida dela?
E se o seu coração parasse de bater,
Com os próprios punhos o forçaria a voltar a viver?
O quanto agüentaria correr se fosse preciso fazer?
A que profundezas chegaria pela sua própria existência?...
E se um dia ela chegasse a morrer?
Correria através da noite sem nunca se deixar vencer?
Voaria através da luz se fosse necessário fazer?
Milhares de vezes se assim pudesse fazê-la voltar a renascer.
Porque sei que nesse dia eu também vou deixar de viver...

16 de janeiro de 2011

A vida de uma morte

Uma parede fria, um vento gélido, uma respiração adormecida...
Sons suaves percorrem o ar da noite,
Por todos os lados, mentes despertam na calma conhecida
Ruídos e sons, imagens e tons,
Rápidas, fugazes, as mentes se encontram,
Ao longe, presenças incontidas,
Calmas que foram perdidas...
Em forma de desespero, devaneios se misturam,
Em forma de um pensamento, Amores se buscam.
Ao se deitar, o desejo de muitos é apenas um bom adormecer,
De outros, uma noite para vencer.
Tal vitória é apenas aparente
Pois a verdadeira vida se passa quando nossos olhos se fecham
Desta morte em vida que é a vida em que morremos.
Então aí realmente renascemos.
Descortinam-se pensamentos revividos,
Sentimentos renascidos,
E ao nosso redor
A morte transforma-se em vida eterna para aqueles que resolvem acordar
Do sono entorpecido para o qual de tão bom grado nos entregamos.
Mais uma vez, é a benção paterna.
Nascer, crescer, morrer, renascer novamente, tal é a lei,
Os nossos irmãos vieram nos dizer
Em palavras que para o nosso entender
Nos dizem tudo que precisamos saber.
Que tal um pouco mais de amor?
Do nosso pai temos tudo,
Mas insistimos em vivenciar a dor.
Uma decisão foi tomada, contudo:
Não deixais se entregar a esse torpor
Brigue, lute, viva, MORRA!
Com a morte diária vivenciada
Um dia chegaremos à felicidade tanto buscada.
O segredo não fui eu que fiz:
Morrer para ser feliz.

 
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