18 de novembro de 2010
10 de novembro de 2010
A incriatividade relativa
Mais uma vez me perco em um momento de ócio desinspirado.
Sentimentos turbilhonam-se em meu interior, uma imagem se fixa na minha mente, tornando difícil (quase impossível) que outras ideias, novas ideias, surjam.
O amor incandesce, a paixão incendeia, e a mente? Se esvai...
Ainda assim, não quero que esse momento, esses sentimentos, passem. Não, nunca vão passar. Ok, mas queria conseguir criar também.
Com a mente, sondo o ambiente. Busco um som, uma imagem, um cheiro, uma cor, uma passagem. Qualquer coisa! Desde que tal coisa possa me dar a dádiva da inspiração para escrever sobre ela. Que coisa seria? Que tamanho teria? Como um a imaginaria?
De tantas formas podem ser...
Contra a imaginação, não há poder que possa crescer!
Espere aí... escuto um som? Quem sabe um tom, ou talvez um ritmo. É, acho que algo pode sair daí. Será? Não, acho que não...
Novamente, a inércia de pensamento.
Olho para baixo e não entendo como pode estar sendo tão difícil. As combinações que vejo são infinitas! Peraí! Não vejo. Sei que estão todas ali, mas não consigo enxergá-las. Falta o fio que irá descer do meu cérebro pelos meus braços q irá me unir aos pequenos quadrados que farão brotar uma nova arte. Ou seria o pavio? Sim, acho que pavio é mais adequado. Uma explosão de criatividade é do que preciso! Inspiração: a ligação. Criatividade: a explosão.
Deslocamentos de ar para todos os lados, corpos arremessados, fogo e fúria, movimento, calor e dor. Essas são as conseqüências de uma explosão. Mas não com a criação. O fogo pode criar, sim, mas será que o fogo criativo queima tanto quanto o fogo destrutivo?
Como terá sido a nossa criação? Um momento de explosão de nosso Pai? Se for, existe um fogo que não queima, que aquece, gera e regenera, mas não fere.
Esse é o fogo da nossa existência.
O calor me envolve enquanto tento criativizar coisas ao meu redor. Infelizmente não é o mesmo calor que me criou. É apenas... calor.
Um suspiro e outras palavras. Aos pequenos trancos, os teclado se movimentam. Uns vão mais devagar, outros, inconstantemente. Há também aqueles rápidos e fugazes, que não param. Mas destes, não ouço nenhum por aqui. Talvez o meu estivesse próximo disso se eu conseguisse encontrar algo com que moldar as palavras que quero tanto criar, modificar, reagir e fazer crescer.
Daqui a pouco, outras reações acontecerão, essas apenas no papel, sem criatividade ou imaginação, seguindo sempre um fluxo ordenado de elétrons, ligações e energia que transforma e movimenta.
Leio coisas e a apreensão aparece. Algo assim não simplesmente desvanece, não é? Espero que não, porque em mim ele apenas cresce.
Não posso mais continuar aqui. Um pensamento (aquele pensamento) ocupa demais minha mente. Não consigo trabalhar, fazer fluir. Quem sabe não seria melhor apenas deixar cair as mãos no colo e fazer a mente relaxar, viajar?
É, acho que é isso que vou fazer.
Até um outro parecer...
3 de novembro de 2010
Erros de programação
Qual é mais pesado?
Onde há mais matéria? Em
Ok, a primeira frase já é batida, a maioria das pessoas não cai mais. Mas, e a segunda? Você sabe qual é a resposta?
Porque as pessoas erram tanto a primeira pergunta? Porque nós não analisamos as coisas com a devida atenção. Nosso cérebro cria regras para explicar as coisas ao nosso redor e nós acabamos seguindo-as sem nem mesmo pensar. Simplesmente associamos que o alumínio pesa mais que uma garrafa pet, então falamos que
Só que esse sistema não se aplica apenas para questões como essa. E o problema é que essas “regras” criadas pelo nosso cérebro nem sempre são certas, como já vimos no exemplo anterior.
A primeira coisa que muitas pessoas fazem diante de um problema cabuloso é se desesperar, diante de um assaltante é entrar em pânico, diante do escuro, é ficar com medo, diante de um insulto, é ficar com raiva, quando levam um soco, é revidar, quando tropeçam, é cair (opa, essa já não é tanto uma reação espontânea né! XD). Já deu para entender.
O que realmente devíamos condicionar nosso cérebro a fazer sempre que acontece algo é simplesmente não fazer nada. Nada? É isso mesmo, nada.
Vejamos a seguinte situação:
Você está calmamente andando pela rua quando percebe a aproximação de dois meliantes menores de idade. Acelera o passo mais eles te alcançam. Um fecha sua frente e o outro fica do seu lado.
- Perdeu, velho, perdeu. Passa o celular ai! – um deles fala baixa e ameaçadoramente.
E você?
Nada.
Fica olhando para um... pro outro, encara a rua, olha o movimento...
- Passa a po..a do celular ca....o!
Você olha de novo para ele com uma cara de paisagem, pisca umas duas vezes, tira o celular do bolso e... olha as horas, devolve para o bolso.
- Seu filho da p... – ele puxa uma faca e enfia no seu estômago.
Também não é assim né!
O nada que eu quis dizer é não ter nenhuma reação instintivamente idiota como as citadas anteriormente, sem nenhuma base lógica. O nada deve ser usado para analisar a situação, pensar em todas as maneiras de resolvê-la, descobrir qual a mais lógica/eficiente/prática e se preparar para executá-la. No caso de um assalto, tudo isso deve ser feito no tempo máximo de um segundo.
E isso se aplica à tudo na nossa vida. Se sempre analisarmos os problemas e situações antes de fazer qualquer coisa, obteremos êxitos muito maiores.
Voltando à questão não respondida no começo.
Onde há mais matéria? Em
O plástico não é? Afinal, preciso de um volume muito maior de plástico para completar
Haha, errado de novo. Mas beleza, a culpa não é sua.
A molécula do plástico, além de ser maior, é mais pesada do que a do alumínio, o que faz eu precisar de uma quantidade menor de moléculas, um n (nº de mols) menor do que de alumínio para conseguir completar um quilo!
;D
19 de outubro de 2010
Para pensar e relaxar...
Preciso pensar. Preciso de tempo para pensar. Preciso de um lugar para pensar. Preciso ficar sozinho para pensar.
Queria poder me isolar do mundo, só por uma semana.
Só para pensar.
Parar de me preocupar com tudo que envolve minha vida e simplesmente tirar um tempo para mim.
Queria realmente que meu livro fosse publicado e fizesse muito sucesso (quero isso e acredito também), assim eu poderia, quem sabe, tirar uma semana nas férias para pensar.
Simplesmente ir para o meio da natureza e ficar sozinho, longe de tudo e de todos. Me embrenhar na mata durante o dia, seguir um riacho, encontrar uma cachoeira, andar pelo meio das pedras cobertas de limo, a água gelada passando pelos meus pés descalços, o ar úmido, parado e ameno, entrando pelo meu corpo e me inundando de vida, passando pelo meu tronco sem camisa s secando o leve suor que surge lentamente.
Entrar, então, na água fria da cachoeira, molhar todo o corpo, lavando a alma e aliviando a tensão, perdendo o fôlego por causa da temperatura e da beleza.
Deixar que minhas mãos e pés encontrem o caminho até o topo, sem pensar, apenas reagindo, me impedindo de cair, agarrando-me à vida.
Nada como um pouco de adrenalina para esvaziar a mente.
Chegar no topo, o corpo suado e cansado. Lavar-se nas águas calmas do riacho antes que se transformem na corrente forte que ruma infinitamente para baixo.
Queria então apenas deitar na rocha nua e seca, deixar que os raios esparsos de Sol, que penetravam a densa folhagem no alto, aquecessem meu corpo e evaporassem a água, apenas sentir a leve brisa e o calor.
No primeiro dia, não pensaria
Queria também que o lago que as águas desabassem fosse bem fundo. Então eu sairia correndo e me jogaria no vazio, deixando-me dominar pela sensação de liberdade causada pela queda livre, olharia para cima por alguns instantes, aumentando o frio na barriga e fitando o céu infinito.
O impacto.
Meu corpo afundaria vários metros, a água fria me envolvendo completamente. Aproveitaria durante o máximo de tempo possível a pressão da água, a falta de oxigênio fazendo meus pulmões começarem a queimar.
Depois de subir à tona e engolfar o ar precioso ao redor, seguiria de volta pelos meus passos deixados nas pedras.
De noite, deitaria em um campo aberto para observar a beleza das estrelas, os membros abertos, olhos levemente desfocados para contar as dezenas de estrelas cadentes que viriam na minha direção, desfazendo-se em luz e pó antes que pudessem alcançar seu sonho de chegar à terra firme. Faria dezenas de desejos, tantos quantos fossem possíveis, rezando ardentemente para que fossem realizados.
Sempre pensando.
Talvez, depois dessa semana de paz e reflexão (não solidão. Não estaria sozinho em momento algum, não já que eu estaria junto com os que amo em pensamento, com a que amo), eu voltasse melhor, com a cabeça mais organizada, os pensamentos e sentimentos mais claros na mente e no coração. Se não voltasse, tudo bem, pelo menos eu teria relaxado e descansado o suficiente para voltar a enfrentar a selva que é o nosso mundo.
Mas como não tenho como fazer isso (não por enquanto, pelo menos) reservo pequenos espaços do meu tempo para me transportar para um lugar assim e, lá, sentindo sua paz e pureza, refletir sobre tudo o que preciso, tudo o que aconteceu, pode acontecer e o que eu quero que aconteça....
É só uma questão de imaginação...
13 de outubro de 2010
A criação da criatividade
Toda pessoa, quando criança, já teve seu momento “excesso de criatividade”.
Às vezes, falávamos coisas tão absurdas que nossos pais ou nos mandavam calar a boca ou vinham com um olhar de pena dizendo: Tudo bem, tudo bem.
Sim, já passei por isso.
Uma criança não tem dificuldade para criar os mais diversos cenários mirabolantes com apenas um pedaço de massinha. Eu nunca tive dificuldade com isso. Podia passar horas e horas sozinho brincando com meus bonecos ou simplesmente de olhos fechados, imaginando. Sempre sofri de excesso de criatividade e sempre pensei muito nisso, desde pequeno.
Quando crescem, as pessoas abandonam esse tipo de pensamento por ser “infantil” por “não ser coisa de adulto” etc. Muitas tem vergonha disso e lembram de si como “idiotas”, “retardados”, “bobos”, “bestas” etc.
Agora, essas mesmas pessoas admiram um escritor famosos, um músico ou pintor talentoso... Mesmo quando suas obras fogem totalmente à realidade. Ou tem alguma coisa de real em “O Senhor dos Anéis”? Ou nas pinturas cubistas de Picasso? (Picasso pintava cubismo né?).
Sabe qual a diferença entre esses dois grupos?
Os que pertencem ao segundo não abandonaram sua criatividade de criança.
Descobri que a criatividade não é um dom. criatividade é uma qualidade a ser trabalhada. Se alguns são mais criativos que outros, é porque eles trabalharam mais a sua criatividade ao longo dos anos e vidas, não tiveram vergonha de continuar, em parte, pensando como as crianças que foram, que são.
Sem falsa modéstia, a pessoa que vos escreve é relativamente criativa, bem mais do que a maioria das pessoas. Sou criativo por exercitar minha criatividade, produzindo, escrevendo, imaginando, pensando, brisando...
Mas não adianta nada ser apenas criativo. Uma pessoa pode ter facilidade em imaginar e criar, mas, se não alimentar a imaginação, não produzirá nada muito variado. Você tem que estar sempre dando novas informações para a sua mente processar, associar, destrinchar, analisar, unir e fundir com outras coisas.
Leia, observe a tudo e a todos, seres humanos e animais, a natureza, aprenda tudo o que for possível sobre tudo o que te cerca, não deixe seu cérebro parar de trabalhar.
Se quiser escrever, falar, pensar sobre algo, comece analisando o “tema”, pense no real significado da palavra, o que ela realmente é. Depois, passe para outros possíveis significados, comece a associá-la com coisas do dia-a-dia, com pessoas, situações, sentimentos. Não despreze nada. Por mais absurdo que possa parecer, alimente a idéia. E anote tudo, não confie na memória.
Quer ver como é fácil?
Vamos (eu) escolher um tema...
Hum...
Já sei!
O Sol.
Todos os dias, ao olhar pela minha janela, vejo o Sol raiar, nascer, crescer e se fortalecer. Seus raios luminosos levam um novo dia de vida, uma nova esperança...
Esperança...
Luz é esperança! Luz é vida que brota em nosso interior e irradia para todos os lados, iluminando a tudo e a todos, nos fazendo querer progredir e nunca deixar de viver.
O Sol.
Estrela de quinta grandeza, pequena e radiante, mas muito importante. Um pequeno ponto brilhante nessa imensidão de universo, isolado em um canto sem nunca ser menos que os outros.
Nós...
Nós somos luz! Irradiamos beleza e felicidade, amor e amizade. Temos, cada um, um pequeno Sol interior que pode ser milhões de vezes mais potente do que esse que nos ilumina! Podemos brilhar e fulgurar, iluminar sem nunca deixar de aumentar...
Viu? Não é tão difícil assim...
Use seus momentos de ociosidade para alimentar seu cérebro com novas informações e para trabalhar as que já tem.
Criatividade, novamente, é algo a ser trabalhado.
Não tenha vergonha de produzir e sempre mostre seu trabalho para alguém, pergunte o que a pessoa achou, aceite criticas e use-as para melhorar. Apenas treinando podemos evoluir.
Uma pessoa mais criativa, é uma pessoa mais inteligente, mais sagaz, com raciocínio rápido e direto, que encontra soluções com mais facilidade.
Questione sempre tudo ao seu redor. Se algo acontece, procure saber PORQUE, aquilo acontece, COMO acontece, QUANDO acontece, tudo sobre o mecanismo, objetivo... tudo. Esse é o método Socrático de analise. Sempre questionar tudo, nunca acreditar em nada sem pensar.
Vamos deixar a nossa criatividade aflorar!
Vamos, é só tentar....
;D
12 de outubro de 2010
Pensamentos dispersos
10 de outubro de 2010
As luzes da vida

6 de outubro de 2010
Ser como o rio que flui

Tenho tantas coisas para dizer, tantas para fazer... só que não sei por onde começar. Penso e repenso, analiso e cogito, imagino, desimagino e me frustro. Sobre o que escrever? O que falar? Como falar, fazer, ser, sorrir, imaginar, pensar, agir, viver, amar...
Não sei.
Na verdade, sobre o que eu sei?
Muito pouco, comparado com o que ainda vou saber. Menos ainda com o que nunca vou saber. Mesmo assim, porque não tentar apreender um pouco mais de saber?
Quantas coisas não se pode aprender consigo mesmo! Coisas que você não sabia que sabia, coisas que você realmente não sabia e que descobriu com a ajuda de outros ou apenas por si. Existem diversas maneiras de aprender. Os outros podem te ensinar, você pode se ensinar, pode ler, ver, ou apenas pensar, imaginar, se questionar, escrever.
A escrita foi a renovação do conhecimento, do meu conhecimento.
Palavras que fluem livres pelas páginas sem fim escritas à próprio punho até não agüentar mais, letras que se unem, atraídas pela força gravitacional da inteligência como se fossem átomos do saber, prótons do conhecimento, elétrons de Deus.
Livres como a água, mas nem tanto como o ar, as palavras carregam emoções e sentimentos, conhecimento e ignorância. Se espalham para todos os lados, preenchem cada espaço do recipiente que as acolhe. Mesmo assim, tem seus limites.
Não podem viajar quilômetros sem fim com a facilidade do ar. Estão presas à terra, presas ao homem e a aqueles que estão dispostos a escutá-las, apreendê-las, ouvi-las, entendê-las e apreciá-las!
Ainda não sei o que fazer...
Queria apenas não fazer nada. Deitar na relva macia que ondula ao vento, olhar para o céu e apreciar sua cor, suas cores, seus movimentos, suas curvas, a brancura de seus ingredientes, de sua matéria e falta de.
O Sol ao longe que começa a se esconder, preparando-se para renascer em outro lugar, levar sua vida para novos planos, mas sem impedir que a minha continuasse por aqui.
Sombras se alongam e o céu ganha uma nova cor. Um vermelho intenso se espalha pela linha longínqua do horizonte onde cadeias de montanhas com seus picos intocados refletem os últimos raios para todos os lados, refratam a luz, criam arco-íris que nunca são apreciados.
A água corrente acalma o ambiente e atrai, gera a vida. O riacho se acumula e cresce, multiplica-se, fertiliza(-se), nasce e (se) regenera.
O Sol, por fim, se esconde, e revela uma beleza oculta, uma vida oculta, que estava ali mas não podíamos ver.
Luzes e mais luzes explodem por todos os lados à centenas de milhões de quilômetros, à apenas alguns metros de mim. O vento suave sopra calmamente e minha mente se esvai de pensamentos.
Palavras começam a se formar no ritmo das águas aos meus pés, ganhando vida, crescendo e avolumando-se. Após o germe inicial, elas tomam controle de suas próprias ações, seus movimentos e sentimentos, de suas falas, intenções. Começam a fluir não mais como a água, mas sim como o ar, livres, poderosas, fluidas, velozes, arrebatadoras. Ainda assim não abandonaram sua semelhança com a água que corre. Possuem suas limitações, suas intensidades quase incontroláveis, assim como nós.
Água; paixão violenta que flui constante por nossas veias de imaginação e sentimento, dominando nossa mente e pensamento, controlando o corpo e o movimento.
Água que nos forma e da forma, nos alimenta e mantém vivos, dá-nos lucidez e perseverança. Sempre acredita que tudo pode ser superado apaixonadamente.
Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, apaixonados como o amor.









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