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10 de novembro de 2010

A incriatividade relativa

Mais uma vez me perco em um momento de ócio desinspirado.

Sentimentos turbilhonam-se em meu interior, uma imagem se fixa na minha mente, tornando difícil (quase impossível) que outras ideias, novas ideias, surjam.

O amor incandesce, a paixão incendeia, e a mente? Se esvai...

Ainda assim, não quero que esse momento, esses sentimentos, passem. Não, nunca vão passar. Ok, mas queria conseguir criar também.

Com a mente, sondo o ambiente. Busco um som, uma imagem, um cheiro, uma cor, uma passagem. Qualquer coisa! Desde que tal coisa possa me dar a dádiva da inspiração para escrever sobre ela. Que coisa seria? Que tamanho teria? Como um a imaginaria?

De tantas formas podem ser...

Contra a imaginação, não há poder que possa crescer!

Espere aí... escuto um som? Quem sabe um tom, ou talvez um ritmo. É, acho que algo pode sair daí. Será? Não, acho que não...

Novamente, a inércia de pensamento.

Olho para baixo e não entendo como pode estar sendo tão difícil. As combinações que vejo são infinitas! Peraí! Não vejo. Sei que estão todas ali, mas não consigo enxergá-las. Falta o fio que irá descer do meu cérebro pelos meus braços q irá me unir aos pequenos quadrados que farão brotar uma nova arte. Ou seria o pavio? Sim, acho que pavio é mais adequado. Uma explosão de criatividade é do que preciso! Inspiração: a ligação. Criatividade: a explosão.

Deslocamentos de ar para todos os lados, corpos arremessados, fogo e fúria, movimento, calor e dor. Essas são as conseqüências de uma explosão. Mas não com a criação. O fogo pode criar, sim, mas será que o fogo criativo queima tanto quanto o fogo destrutivo?

Como terá sido a nossa criação? Um momento de explosão de nosso Pai? Se for, existe um fogo que não queima, que aquece, gera e regenera, mas não fere.

Esse é o fogo da nossa existência.

O calor me envolve enquanto tento criativizar coisas ao meu redor. Infelizmente não é o mesmo calor que me criou. É apenas... calor.

Um suspiro e outras palavras. Aos pequenos trancos, os teclado se movimentam. Uns vão mais devagar, outros, inconstantemente. Há também aqueles rápidos e fugazes, que não param. Mas destes, não ouço nenhum por aqui. Talvez o meu estivesse próximo disso se eu conseguisse encontrar algo com que moldar as palavras que quero tanto criar, modificar, reagir e fazer crescer.

Daqui a pouco, outras reações acontecerão, essas apenas no papel, sem criatividade ou imaginação, seguindo sempre um fluxo ordenado de elétrons, ligações e energia que transforma e movimenta.

Leio coisas e a apreensão aparece. Algo assim não simplesmente desvanece, não é? Espero que não, porque em mim ele apenas cresce.

Não posso mais continuar aqui. Um pensamento (aquele pensamento) ocupa demais minha mente. Não consigo trabalhar, fazer fluir. Quem sabe não seria melhor apenas deixar cair as mãos no colo e fazer a mente relaxar, viajar?

É, acho que é isso que vou fazer.

Até um outro parecer...

12 de outubro de 2010

Pensamentos dispersos


Quando a cabeça fica sem pensamentos, é extremamente difícil produzir algo. Nenhum pensamento passa, estão todos estagnados, estáticos, cada um dormindo no canto que lhe é reservado da minha mente, sem produzir ou pensar. Tento animá-los, agitá-los, mas nada funciona, eles continuam nos seus lugares de descanso.
Luzes brilham por todos os lados, refletindo-se mutuamente nas sílicas espalhadas pela metrópole, nas nuvens que recobrem um céu luminoso.
A cidade dorme. Sinto sua inspiração, sua expiração, em cada movimento que realizo. Concentro minha mente e escuto os ruídos longínquos de mentes que trabalham, influenciando a minha a fazer o mesmo.
Lembranças de um lugar distante e querido, à pouco visto, mas há muito lembrado, brotam em flashes esparsos que teimam em trazer memória prazerosas e dolorosas, ambas ao mesmo tempo.
O cérebro continua na ociosidade passageira, imagino luzes que não iluminam. Dessa vez, na máquina não sopra sequer uma brisa...
Lembro-me dela... E também deles, e delas, e em como todos me fizeram felizes. Recordo momentos passados entre amigos que foram, amigos que ficaram e amigos que estarão para sempre.
Não é maravilhoso encontrar alguém que não se via há muito tempo em um momento totalmente inesperado, totalmente por acaso, em um dia que prometia ser como outro qualquer?
Alguns fatos da minha vida dariam um bom livro... ;D
Quantas histórias não podiam rodar em volta de tantas pessoas, de uma pessoa...
Cada palavra, antes de chegar aos dedos, surge quase que instantaneamente no cérebro, que repassa a informação sem nem mesmo avaliar o que está sendo transmitido, e é nisso que dá um momento de vontade sem idéias...
Queria falar sobre tantas coisas... Mas não consigo focalizar uma apenas, nem mesmo muitas. Não consigo focalizar nada.
Quero produzir! Só não sei o que, nem como, nem porque...
Porque seria?
Para provar que posso? Talvez, mas não é isso... Às vezes é apenas algo que mantém a cabeça ocupada e a impede de pensar em coisas que não seriam tão agradáveis no momento, ou que exigiriam demais de uma mente cansada.
As pálpebras começam a se fechar, mas o que eu quero mesmo é passar a noite inteira com os dedos em movimento. Talvez eu passe mais algum tempo por aqui...
Sabe, escrever é a maneira perfeita de conversar consigo mesmo. Às vezes algumas ideias teimam em não querer se desenvolver e frutificar na nossa mente, temos dificuldade de formular um pensamento ordenado. A solução? Escrever. Esse ato ajuda a organizar melhor as ideias e muitas vezes você acaba pensando e chegando à conclusões que não tinha imaginado antes.
Está com um problema? Escreva sobre ele, quem sabe a solução não vem pelas suas próprias linhas?
É um pouco estranho em como eu me sinto à vontade de escrever tantas coisas de mim em algo tão sem privacidade quanto um blog na internet... Mas eu sinto como se esse pequeno site fosse um amigo. Um amigo que não me faltou em nenhuma hora que eu precisei, seja por ter escutado meus problemas e ideias, seja por ter me trazido as sábias palavras dos meus amigos.
Já disse isso muitas vezes, mas eu amo escrever. Não vou desistir desse sonhos. Quem sabe, um dia, esse blog não vai receber alguns milhares de visitas a mais por dia, depois que eu conseguir publicar meu primeiro livro?
O segundo? Está entrando no forno agora.
Algumas palavras estão se formando no espaço ocioso da minha cabeça. Vou escrevê-las para que não as perca.
Está vendo? Acabei de descobrir mais uma coisa: está sem inspiração para escrever? Escreva um pouco, essa é a resposta!
Valeu!
;D

 
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