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3 de maio de 2011

Você vai mudar o mundo.


Quantas vezes não ouvimos essas palavras (mudar o mundo) em diversas combinações, com outras palavras complementando como “nós vamos mudar o mundo” ou “ele quer mudar o mundo” ou uma pior, “ele acha que vai mudar o mundo com isso”.
Dezenas, centenas, infinitas pessoas já tentaram mudar o mundo. Quantas conseguiram? Tecnicamente, todas.
Mudamos o mundo a cada gesto, cada ato, cada palavra. Mudar não significa melhorar ou piorar, significa apenas estar diferente do que era antes.
Mas, quando se diz “eu quero mudar o mundo”, está se querendo dizer “eu quero melhorar o mundo”. Você quer melhorar o mundo?
Eu quero.
Não me lembro exatamente quando esse desejo apareceu, não me lembro da data, não me lembro da época, mas me lembro dele. Lembro que, há alguns anos, eu coloquei isso na cabeça: eu quero mudar o mundo.
Mudar para melhor, melhorar a vida das pessoas, ajudar os que eu puder, ajudar os outros a ajudar...
Parece um pouco difícil não é?
É, fácil ninguém nunca disse que era.
Mas, falando a verdade, o que é fácil neste mundo?
E eu sempre pensei: como vou mudar o mundo?
Não é possível simplesmente “chegar nele” mudá-lo. Precisamos de meios, instrumentos. E o que seria melhor do que seus próprios habitantes?
As pessoas têm o poder de mudar o mundo. Só não sabem disso (ou fingem não saber).
Ninguém precisa ser um super herói ou multi bilionário para fazer alguma coisa de bom.
A primeira coisa que precisamos fazer é estarmos dispostos, apenas isso.
Alguns diriam que a primeira coisa seria mudar a nós mesmos. Eu não acho que seja isso, pois, talvez, essa seja a mudança mais difícil de se fazer. A disposição para mudar é o primeiro passo e, se você acha muito difícil começar por si (o que eu também acho) comece pelos outros, comece ajudando os outros, buscando meios e formas de poder melhorar a vida de alguém, de qualquer forma que seja. Se você não tem dinheiro, doe alegria, não tem alegria, doe dinheiro, assim a alegria dos outros penetrará em você, não tem nenhum dos dois, doe atenção, isso qualquer um pode doar, e então verá que a alegria e o bem estar são coisas fáceis de se conseguir.
Assumi um projeto ousado para mim, porém.
Há pelo menos uma década eu me lembro de estar andando de carro com minha família e vi pintado em uma parede na estrada a seguinte frase: Livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas, e as pessoas mudam o mundo.
Gravei essa frase fundo no meu cérebro, pois sempre gostei de ler e, naquela época, não sabia o quanto ela me marcaria mesmo.
Hoje pretendo, tento, quero, mudar o mundo dessa forma. Quero escrever e através da escrita mudar pessoas e, assim, mudar esse mundo, mudar o nosso planeta, nossa casa que eu amo tanto, tão bela e grandiosa.
Para alguns pode parecer loucura, para outros, hipocrisia.
“Você quer vender livros porque dá fama e dinheiro”.
Desde pequeno sempre quis ter dinheiro. Primeiro porque nunca o tive direito, nunca pude ter tudo o que eu quis ou, pelo menos, o normal que toda criança sempre teve. Por isso sempre quis ter dinheiro para poder dar, primeiro, aos meus filhos o que não tive, mas, em segundo lugar, sempre, desde pequeno eu pensei que, se eu conseguisse ter dinheiro quando crescesse, eu ajudaria as outras pessoas. E, neste mundo, quanto mais dinheiro, mais pessoas podemos ajudar, certo?
Não sei se até agora já consegui mudar algo ou um mínimo de alguém com minhas palavras, mas venho a algum tempo iniciando o projeto que escolhi para a minha vida e que, se Deus quiser, eu hei de conseguir cumpri-lo.
Obrigado a você que leu este texto até o fim. Reze para que eu possa realizar o meu sonho, por favor, ou apenas acredite em mim, que já será uma benção maior do que posso esperar.

10 de dezembro de 2010

Uma vida Imutável


Mude!
Porque devemos mudar?
O que seria mudar?
Uma pessoa uma vez disse: Apenas o que está morto não muda.
O que você acha dessa frase? Eu não gosto dela...
Mudar: ato ou efeito de alterar o estado de algo. Duas requisições imprescindíveis para ocorrer uma mudança: primeiro precisamos de algo para ser mudado; segundo, esse algo precisa sofrer uma ação externa ou interna que o deixe diferente do que era. Pronto! Temos uma mudança!
Mas, de novo, para que mudar?
Outra frase.
“Em um mundo onde tudo muda, ser imutável é irracional”.
Então devemos mudar simplesmente para mantermos a lógica do mundo?
Provavelmente não...
As mudanças são fatos constantes na nossa vida! A cada segundo tomamos escolhas diferentes das que tínhamos planejado há um minuto. Dá-se um passo em falso e pronto, já é o suficiente para estragar o dia de alguns. Você pode apenas ficar com vergonha por ter tropeçado, mas pode também cair e se machucar, e aí meses à frente se tornarão diferentes do que seriam se aquela pedra não estivesse ali.
As nossas vidas são regidas por infinitas pequenas mudanças que muitas vezes não dependem de nós. A atitude de alguém totalmente estranho à nós influencia na nossa vida de uma maneira tão grande que não conseguimos entender ainda. E se a pilha do despertador do motorista do ônibus tivesse acabado durante a noite? Ele teria se atrasado e, assim, haveria uma falha no itinerário dos ônibus, levando a um atraso nosso também se estivéssemos no ponto exatamente na hora que aquele ônibus deveria passar.
É tudo muito complexo.
Mas se já existem tantas mudanças na nossa vida que não são coordenadas por nós, porque devemos ministrar outras por vontade própria?
“Mude, porque até o que está morto muda”.
Sim, um corpo que morre não pode fugir às mudanças impostas pelas leis divinas. Tudo deve mudar, nada pode ficar estagnado por um tempo indeterminado.
Então, se nos tornarmos alguém que não muda, o que seremos?
Viraremos estátuas vivas que apenas seguem o fluxo de uma vida rotineira e constante, sem variar nunca, sem evoluir, nos perdendo em labirintos traçados por nós mesmos, rodando e rodando sempre no mesmo lugar e pensando que aquela paisagem é sim diferente, ainda que saibamos que é a mesma de sempre.
Cada segundo que passa é diferente do anterior! Não podemos simplesmente ser iguais em todos eles! Temos que mudar, temos que aprender a mudar, temos que aceitar as mudanças!
Nada que surge em nossa vida é totalmente ruim, sempre se pode tirar proveito de qualquer coisa que aconteça.
Imutáveis são apenas Deus e suas leis.
Se permanecermos estáveis, poderemos ser qualquer coisa, menos algo parecido com Deus. Para nos aproximarmos d’Ele, temos é que evoluir, e para evoluir, temos que nos permitir diferir do que éramos, pois se algo está diferente do que era, com certeza alguma coisa ali também pode ser melhor do que antes.

27 de outubro de 2010

Novas (e melhores) mudanças

Somos tão cegos de vez em quando...
Quantas coisas não passam pela nossa vida sem nem mesmo serem notadas, coisas que buscamos, que queremos e, ainda que as busquemos, deixamo-as passarem despercebidas.
Há quanto tempo eu não busco algo que nem mesmo eu sei o que é? Não sei. Faz tanto tempo que não sei dizer. As decepções somaram-se e amontoaram-se, enchendo minha vida. Não deixei de procurar e cheguei à conclusão que a frase “Quem procura acha” é uma mentira. Quem disse isso com certeza não pensou nos sentimentos.
Quantas vezes não vi pessoas falando que, bem quando pararam de procurar, encontraram o que buscavam... Nunca tinha acreditado nessa frase até vê-la se tornar realidade.
O que eu buscava? Ainda não sei.
Sei que “encontrei” onde menos esperava e nunca tinha pensado que podia acontecer. E ela estava na minha frente o tempo todo.
Ela me lembrou de como é realmente sentir que gostam de você, me devolveu o prazer de agradar, fazer um carinho, abraçar, para fazer a outra pessoa feliz, a felicidade de fazer feliz.
Como?
Através dos seus sorrisos, seus olhares, seus abraços, seu cheiro, suas palavras, seus beijos... dos momentos passados juntos, a felicidade que me invade por apenas estar junto de você.
Novamente um sentimento cresce dentro de mim, uma imagem ocupa minha mente (pequena, cabelos loiros, olhos verdes, linda), e ele consegue finalmente me fazer esquecer e não querer pensar nas coisas que passaram.
No que ele vai se transformar, o quanto vai crescer? Só tempo (e a convivência) vão poder dizer, mas como é um sentimento, não tem limite para o tamanho que pode ter. Quanto tempo vai durar? O tempo que tiver que durar. E como esse tempo quem faz somos nós, vai durar o tempo que quisermos que dure. Obrigado por me fazer feliz.
Se vai dar certo? Espero, quero, muito que dê certo.
Vamos fazer dar certo, não é?
Amanda Bortoletto s2

24 de setembro de 2010

(Arrebatamento)²

A paixão é algo tão inconstante, mas ao mesmo tempo tão forte, avassaladora... Aparece tão rápido que nos tira o fôlego, mas pode ir embora com a mesma velocidade, nos deixando desorientados e confusos.

A paixão vem fácil e vai fácil. Basta apenas estarmos abertos a essas mudanças. Quando você conhece alguém que lhe é interessante, basta apenas você querer para se apaixonar por ela, basta apenas você deixar seu coração, suas emoções, te guiarem. Do mesmo jeito, é relativamente fácil se “desapaixonar” por alguém. Com força de vontade, determinação e também aceitação, você consegue, aos poucos, se desligar de alguém, só que às vezes não é tão fácil.

Quando você se entrega a uma paixão, é difícil impedir que ela vá além. Primeiramente, você começa a desenvolver afeto pela pessoa. Esse afeto cresce e, antes que você perceba, está gostando dela. Se você continuar deixando suas emoções fluírem e, é claro, tiver reciprocidade, esse gostar fica cada vez mais intenso, até a hora que não é mais apenas gostar, porém ainda não é amar.

Quando chega nesse estágio, já não é fácil tirar a pessoa da sua vida, porque vocês já estão envolvidos além do simples desejo, da simples atração. Às vezes nessas horas a paixão se transforma em amor, e ai, meu amigo, esqueça a história de esquecer. Às vezes o amor surge junto com a paixão, e aí é melhor ainda, pois o envolvimento é muito mais forte, profundo e intenso.

É material e espiritual, físico e sentimental... Se chegar a esse ponto, a pessoa já fará parte da sua vida, o sentimento tão forte que chega a doer no peito...

E tudo começou porque você permitiu que acontecesse.

Não existe esse negócio de não pude evitar. É possível, até certo ponto, “controlar” os sentimentos. Possível, mas será que é correto? É o melhor a se fazer? Eu acho que não.

É simplesmente maravilhoso se apaixonar, e melhor ainda quando amamos alguém. Mas como para chegar ao amor é necessário a paixão (na maioria dos casos), eu me deixo apaixonar com certa freqüência. Hoje, não estou apaixonado, mas quero muito estar.

Não apenas pela paixão. Mas sim porque quero amar.

15 de setembro de 2010







"Eu escalei a árvore para ver o mundo".



E você?


Ja se preocupou em subir a sua arvore ao invés de ficar cuidando da arvore dos outros?


Ja começou a se preocupar com os galhos que você tem que pegar ao invés de ficar dando dicas aos outros?


Não se esqueça: A arvoré é SUA e só VOCÊ vai ver o mundo do seu jeito! Ninguem pode fazer isso por você!


Se algo esta errado na sua vida a culpa é sua. E se esse algo continua errado na sua vida a culpa é sua 2 vezes!


Deus deu olhos para cada um para que cada um visse o mundo à sua maneira, entao pare de reclamar da sua vida e invejar a vida do outro!


reblogado do blog do meu irmão!!


http://viniciusrf.tumblr.com/

31 de agosto de 2010

Mudanças

Hoje eu fui encontrar a Pah na escola dela. Ficamos pouco tempo juntos, mas foi bom. Conversamos sobre algumas coisas (uma, na verdade), bem interessante.

Algumas coisas acontecem realmente rápido na nossa vida. Um dia, você quer uma coisa. No outro, ocorre uma aproximação, e, de repente, sem que você tenha pensado em fazer alguma coisa, você já não quer mais aquela coisa.

E o que nos faz mudar de ideia tão repentinamente, tão ilogicamente?

Muitas coisas, na verdade, mas eu acredito que o que nos faz mudar mais rapidamente e com muito mais intensidade, é algo totalmente imaterial, às vezes inexplicável, mas que a maioria de nós conhece muito bem. São os sentimentos.

Os sentimentos podem ser despertados por dezenas de fatores. Um cheiro, um toque, um carinho, um olhar, um abraço forte, uma cócega, a falta de uma palavra, o jeito como ela arruma seu cabelo, um presente, uma flor.

Antes que você perceba o que está acontecendo, seu coração já escolheu aquela mudança por você. Escolheu porque sabe que aquilo vai ser bom por você. Escolheu porque algo o atraiu com força, intensidade. Escolheu porque se apaixonou. Se apaixonou depois de um fim de semana juntos, de abraçar e ser abraçado, de se sentir querido. Porque você sente quando a outra pessoa gosta de estar junto com você, percebe isso no olhar, nas palavras, no toque, na proximidade. E ai é impossível não se apaixonar. Quer dizer, não que seja impossível em todos os casos, mas, com “certa” pessoa, foi sim.

Quando eu comecei a tomar noção do que estava acontecendo, já tinha acontecido. Eu já pensava nela, sentia saudades, mesmo que tivesse acabado de me despedir dela. Saudades da sua voz, do seu cheiro, do seu abraço, do seu olhar.

No começo, realmente, a confusão vem. Quando aconteceu? Porque? O que realmente causou isso? Mas essas respostas são tão abstratas... não há um momento certo, uma causa certa. O momento foi cada um dos segundos que você passou com a pessoa. A causa foi apenas ela mesma. O jeito como ela se veste, se comporta, fala, mia (uhauahuahauhauh de miar mesmo, como um gato...), o jeito que ela é.

E ai você se vê querendo conquistá-la. Tenta todas as maneiras, usa de todas as suas “armas”, investe cada segundo nisso. E a maior recompensa é quando você consegue fazê-la sorrir para você, com você, um sorriso lindo, como tudo nela, que vai até seus olhos, irradiando felicidade. E você sabe que é isso que você quer, você quer fazê-la feliz, aproveitar o que quer que aconteça, investir mesmo sem saber se vai ou não dar certo, porque, se formos pensar, antes de começar, em como pode acabar, nunca começaremos nada.

25 de agosto de 2010

Um sonho

Uma pequena parte de mim sempre sabia que aquelas coisas nunca se passavam de sonhos, mas, mesmo agora, enquanto o sonho se desenrolava, essa parte não tinha uma influência grande o suficiente para fazer com que eu não sentisse tudo o que aquele sonho me passava, mesmo que eu não fizesse a mínima ideia do que significava.
Eu não sabia onde eu estava. Nada parecia muito real ou sólido ali. Era como se eu estivesse andando entre nuvens sólidas o suficiente para que meus pés afundassem apenas alguns centímetros nelas, porém, fluidas também, redemoinhando ao meu redor, envolvendo tudo em um ar etéreo, escondendo as coisas, os movimentos, mesmo que não houvesse muito que se esconder ali.
Já tivera aquele sonho algumas vezes e continuava sem entender o que ele significava. Era sempre igual, nada nunca mudava, tudo sempre acontecia do mesmo jeito. Ainda assim, eu sabia que não era uma repetição. Eu estava mesmo ali, aquilo tudo era real.
Pensamentos lógicos como esse sempre eram afastados quando eu estava ali.
Continuei seguindo meus passos de noites passadas. Só quando eu estava lá, nos momentos que passava entre aquelas nuvens, é que eu podia me lembrar claramente do que se passava. Pena que não conseguia organizar os pensamentos o suficiente para encontrar a lógica de tudo aquilo.
Novamente esqueci do que estava pensando e voltei minha atenção para o ambiente.
Uma luz suave e branca iluminava o ambiente. Mas não era uma fonte de luz, como uma lâmpada ou o Sol. A luz emanava de tudo ao redor. Tudo é maneira de dizer, pois, no momento, a única coisa que estava ao meu redor eram aquelas nuvens brancas e esfiapadas.
Os sentimentos eram confusos, não conseguia defini-los direito. Fui atravessando as nuvens como sempre, esperando o momento em que tudo mudaria.
Eu sentia o ar se agitando ao meu redor, um sentimento estranho crescendo dentro de mim com força exponencial. Um vento forte meio que soprou ou passou, não sei, pois as nuvens sequer se mexeram, apenas bruxulearam, sua luz oscilando enquanto aquele poder devastava as emoções de tudo ao redor. Era sempre igual, como um furacão imenso, gigantesco. Mas ele não era capaz de afetar as coisas materiais (não tinha certeza se algo ali realmente era material). Ela mexia com a atmosfera do lugar, com as vibrações.
Antes, tudo era calmo. Não era exatamente uma atmosfera boa, parecia mais imparcial. Depois, tudo era diferente. O ar ficava pesado e as luzes que emanavam das nuvens se apagavam rapidamente, como chamas de velas assopradas. Eu não estava mais sozinho e as nuvens não eram mais nuvens, e sim presenças sombrias.
Elas estavam em toda parte, compondo o ambiente e também fazendo parte dele. Eu não sabia nem mesmo se eram apenas um ou vários. Sei que estavam ali, sempre estiveram, porém, antes, não podiam, não deviam, aparecer para mim. Aquilo estava errado, não era para acontecer, eu sabia que não era. Não sabia disso em um pensamento racional, já que eles não existiam ali, mas por algo que vibrava dentro de mim.

24 de agosto de 2010

Missão Impossível?

Eu já tinha a vontade de escrever sobre isso, mas ainda não tinha vindo a inspiração. Assistindo ao começo do filme Missão Impossível 3, eu corri para pegar o celular e anotar o tema antes que eu esquecesse.

Como sempre gosto de fazer, vamos começar definindo a palavra impossível.

Impossibilidades são coisas que, teoricamente, não temos condições de fazer, resolver. Coisas que estão além do nosso alcance pessoal ou do alcance humano.

O que é algo impossível para você?

Sem exemplos, vamos raciocinar. Analise o “problema” e seu contexto. Você acha que não é capaz de fazer, mas, alguém já fez isso antes? Se fez, não é impossível. Você só não está preparado (ainda) para realizar tal tarefa.

Muitas vezes coisas que julgamos impossíveis estão completamente dentro do nosso alcance. Por não acreditarmos em nós mesmos, nem tentamos. Então, antes de dizer que algo é impossível, tente fazê-lo primeiro, ou, pelo menos, pense mais sobre o assunto. Pense antes, por favor, pois existem coisas que são teoricamente impossíveis (como voar, por exemplo).

Certo, você vai vir me dizer que voar é algo impossível, se não contarmos com a ajuda de algum equipamento. Eu lhe peço que prove isso. A raça humana já descobriu todas as suas potencialidades? Não, e não estamos nem um pouco perto disso. Existem coisas e ciências que estão anos-luz fora do nosso alcance. Do mesmo modo que existem pessoas que, com a força da mente, podem mover pequenos objetos, como bolas de tênis etc, como você pode vir me dizer que tais pessoas, depois de séculos de treinamento intensivo e esforço, não poderiam fazer com que elas próprias abandonassem o chão, vencendo a força da gravidade.

Veja bem, eu disse vencendo. Existem regras que não possuem exceções e a gravidade é uma delas*. Não estou propondo que quebremos essa regra, apenas que consigamos, com a mente, exercer força necessária para subjugar sua força.

Você deve estar me achando louco, mais uma vez, mas vamos pensar por outro lado também.

Se você chegasse para um cara que viveu há três mil anos, por exemplo, e dissesse que hoje é possível você ver uma pessoa que está a milhares de quilômetros de distância, ele diria que é impossível. E é? Não.

Eu acredito na nossa espécie, assim como acredito que somos capazes de tudo o que quisermos fazer. Cara, EU escrevi um livro! Nem eu, quando comecei, achava isso realmente possível. Mas eu consegui, terminei.

Nem mesmo amores são impossíveis (gosto de falar do amor ;D). Se não aconteceu, talvez não fosse para dar certo mesmo. Ok, frase meio clichê, mas não deixa de ser verdade. O amor para mim, é recíproco. Paixões podem não ser, mas o amor, para existir, tem que ser correspondido (pelo menos a parte do amor que conhecemos). Se você diz que ama alguém que não te ama, é porque você, na realidade, não ama tal pessoa. O amor (de homem e mulher é que estou falando) não é algo que pode existir sozinho.

Então, não deixem que falem que você não vai conseguir, que aquele sonho é demais para você. Não bote na sua cabeça que você viaja ou brisa em seus sonhos. EU acredito que as pessoas podem VOAR! Você brisa mais do que eu? Então, tente, antes de desistir.

Sonhos foram feitos para serem reais, para se tornarem reais. Como diz o Orkut, “As grandes descobertas foram feitas por homens desanimados que continuaram trabalhando”. não desista, vá em frente, enfrente, conquiste e realize.

Sim, você pode.

;D


*Leia sobre a gravidade no texto "10 m/s²" neste blog, no mês de Julho!

21 de agosto de 2010

Nosso pior inimigo

Uma amiga me deu a idéia para fazer esse texto. Pensando depois, não sei como ainda não tinha pensado nisso.

No nosso atual estado, você pode dizer do que nós somos feitos?

Hoje, temos matéria. Mas não somos matéria. Somos, na verdade, espíritos. Mas como estamos aqui, somos carne + espírito, e essa ligação não pode ser esquecida ou contornada. Ela existe sim e é muito forte. A influencia de um no outro, reciprocamente, é muito grande. Mas existe uma frase que exemplifica bem e em poucas palavras, quem deve sobrepor-se a quem: A mente domina a matéria.

Para mim essa frase está mais do que certa. Por quê? Porque como eu disse ali em cima, somos, na verdade espíritos. Espíritos que estão passando por uma experiência humana. Então, porque vamos deixar que essa fase transitória, os apelos da carne – que não são os que mais importam – dominar o nosso corpo?

Como eu disse para a mesma amiga, para mim, uma das coisas que eu acho que tenho que mudar em mim, é isso. Em algumas situações eu deixo que a matéria me domine, cedo aos instintos, ignorando a razão e o que eu acho que é certo. Por quê? Porque a mente ainda não domina o corpo completamente, e isso não pode acontecer.

Confesso que, falando, parece fácil como tudo sempre parece quando posto em palavras, mas, mesmo sendo algo extremamente difícil, temos que tentar. Tenho certeza que todos os que lêem esse texto já passaram por experiências onde se deixaram levar pelo corpo. Ou não? Quem disser que não vai estar mentindo para si mesmo. Como eu sei? Porque estamos aqui, na terra, e todos os que estão aqui estão mais ou menos na mesma situação, onde o espírito ainda não dominou a matéria. Se tivéssemos realmente dominado, não estaríamos aqui, não necessitaríamos mais de um corpo para evoluirmos.

Agora pense, pense em um momento em que você se deixou levar. Bateu aquele arrependimento depois não bateu? E esse arrependimento vem porque sabemos que o que fizemos foi errado, não queremos mais fazer aquilo, porém, na hora, não pensamos nisso, ou até pensamos, em alguns casos, mas não temos a força de vontade necessária para nos enfrentar. Sim, nos enfrentar, porque essa “batalha” é uma batalha de nós contra nós mesmos. Quer fraqueza maior do que essa? Não somos capazes nem mesmo de vencermos a nós, como esperamos vencer outras pessoas, enfrentar outros problemas?

Isso mostra o quanto ainda não nos conhecemos.

Li em outro blog que existe uma parte de nós, cerca de 25%, que nós não conhecemos, que ninguém conhece, ela esta ali, inexplorada e exercendo um grande domínio sobre nossas ações. 25% é muita coisa.

O que devemos fazer então? Como podemos vencer essa batalha?

Precisamos conhecer-nos. Mas isso é algo extremamente difícil, muito complicado. Então, antes de tentarmos nos entender por completo, vamos começar a combater os sintomas.

Quando chegar aquela hora, aquela situação que você não quer para você, aquele vício, talvez, o momento onde seu corpo ameaça dominar sua mente, tente pensar com clareza, com razão e lógica. Apresente os motivos que te levaram a não querer aquilo, porque aquilo é errado, porque devemos abandonar tal hábito. Vamos exercitar nossa força de vontade.

Certo, tenho certeza que muitos vão dizer: “Eu não consigo, é muito difícil, não tenho tanta força de vontade”. Enquanto você não quiser ter força de vontade, você não vai ter. Força de vontade é algo que se adquire através da pratica, do sacrifício. No começo vai ser sim muito difícil, mas se você conseguir passar pelo primeiro dia, vai ter um incentivo a mais: “Eu venci uma vez, porque não posso vencer outra?”. Tente vencer uma batalha por vez, uma dia por vez. Conte os dias, marque-os em um papel, por exemplo, assim, cada vez que você olhar naquele dias que crescem, você vai ter um novo motivo para continuar. Não tente ganhar a guerra logo no primeiro dia.

É realmente frustrante saber que existe uma parte de mim que é mais forte do que eu mesmo e eu não gosto disso. Gosto de saber que eu tenho força suficiente para fazer minhas próprias escolhas e não me deixar levar por um “simples” instinto.

Se conseguirmos vencer essas batalhas, estaremos chegando mais próximos de nós, conheceremos melhor a nossa natureza, porque saberemos dominá-la.

Tudo sempre começa com um primeiro passo. Não deixe para dá-lo amanha, comece hoje, começa agora.

Basta só você querer.

16 de agosto de 2010

Breves momentos

Sábado foi o primeiro dia que não postei. =/ Mas foi por um bom motivo também.

Estava eu no bairro Vila Mariana de São Paulo, após assistir ao filme Salt no shopping Santa Cruz (muito bom!! ;D). Resolvi então passar no metrô Vila Mariana para alugar uma bicicleta para dar uma volta. Era 6:30 da noite. Até ai, blz, estava escuro mas no problems. Estava andando e pensando, sem deixar de prestar atenção na rua, é claro, quando, de repente, ao entrar em uma rua, sai um carro que simplesmente não freou para entrar na outra rua. Eu, ao contrario, freei na mesma hora e quase perdi o controle da bicicleta duas vezes. Consegui me manter de pé e quase consegui desviar do carro. Infelizmente ele acertou a traseira da bicicleta e eu voei. O pior é que se o cara tivesse sido esperto e desviado um pouquinho para o lado, ele não me acertava.r?

Devo ter ficado pelo menos 3 segundos no ar. Mas passou tudo tão devagar. Eu tive tempo de pensar: PUTA QUE PARIU, eu tinha que ser atropelado? Então eu vi o chão vindo na minha direção. Estiquei o braço instintivamente, sem pensar, para amortecer a queda. Senti o impacto na mão e fui dobrando o braço para não quebrar meu cotovelo (ao contrário do que a maioria das pessoas fazem). Cai em cima do ombro direito e não consegui evitar a cabeça de bater no chão.

- Ai.

Foi o que eu falei.

Na mesma hora, percebendo que eu estava inteiro, deitei de costas no chão e comecei a rir. Foi da hora. Uhauahauhauhauhahua Um pouco de adrenalina sempre faz bem. No final apenas zoei um pouquinho o músculo do antebraço, nada demais, nem ta doendo mais. Quem tem habilidade é outra coisa não é? ;D

Mas esse acidente me fez pensar em outra coisa. No texto anterior eu falei em como um segundo pode mudar a sua vida. E não é que pode mesmo? E se eu tivesse demorado um segundo a mais para me desviar? Eu tinha acertado o carro de frente, ai sim eu ia me machucar. E se o cara que me acertou fosse um daqueles loucos que matam por uma batida de retrovisor? É, um segundo realmente pode mudar a nossa vida.

Mas sabe o que isso me mostrou também? O quanto a vida é breve.

Já parou pra pensar quanto tempo, quantas oportunidades nós perdemos por medo de arriscar? Medo de que possa dar errado? Ou por simples acomodação, preguiça de se mexer? Eu rio desse acidente hoje porque, graças a Deus, nada aconteceu comigo. Mas e se tivesse acontecido? Quem pode dizer o quanto minha vida ia mudar?

O problema é que damos importância demais para pequenos problemas, nos desesperamos com coisas que podem ser encaradas com mais calma. Vamos aproveitar a vida, vivê-la com mais intensidade uma batida de retrovisor? egundcleta e eu voei.

te controle da bicicleta duas vezes. consegui ! Aproveite cada oportunidade que aparecer, invista nela com todas as suas forças. Está apaixonado? Viva essa paixão, dê a chance de ela se transformar em algo mais. Como você pode saber o que pode ou ia acontecer se você não tentar?

Arrisque-se mais (sempre com prudência, é claro), você nunca sabe quando o segundo que vai mudar completamente a sua vida vai chegar.

8 de agosto de 2010

Tente outra vez

Eu estava voltando de um pequeno tour por mocidades espíritas de Guarulhos quando tive a idéia de escrever sobre isso.

São tantos os problemas que enfrentamos na vida não é? Na escola, em casa, com os amigos, no trabalho, na rua, no amor... Quando somos pequenos, todos os problemas parecem impossíveis de se resolver. Tudo é difícil e nos desesperamos com pequenas coisas que, depois que passa e crescemos um pouco, vemos o quanto era simples a nossa vida antes.

O tempo passa um pouco e os problemas mudam suas caras. Não são mais apenas notas baixas, lições de casa não feitas ou brigas com colegas que acabavam em empurrões e xingamentos do tipo : “Meu pai comeu sua mãe”. Nós crescemos e os problemas vão se complicando. A fase do primeiro beijo chega e é aí que realmente quase “temos um filho”.

Você está morrendo de vontade de perder o seu bv, mas, além de não saber como, ainda não tem a mínima coragem de falar com a garota desejada. Enfim, essa fase passa e você acaba perdendo um pouco a vergonha (ou não) e ri novamente de si mesmo ao ver o quanto foi ridículo.

Nessa época os problemas em casa mudam também, você quer sair mais e seus pais não ficam tão felizes assim com a idéia. Brigas e discussões sempre aparecem.

Depois de algum tempo, começamos a entrar no mercado de trabalho, faculdade, e os problemas começam a se tornar um pouco mais sérios. É a sua vida que está em jogo, seu futuro, e você não quer que ele seja ruim certo? Batalhamos um emprego, uma faculdade, uma carreira, uma vida. Mas ainda assim, sempre criamos novas coisas para se pensar.

Eu, particularmente, gosto de desafios, gosto quando as coisas não são fáceis demais, para não perder a graça. O problema é que, quando as coisas começam a se tornar muito difíceis, ou todos os problemas começam a ter pequenos problemas internos, as coisas começam a ficar um pouco mais chatas.

Porque tudo tem que ser sempre tão difícil? Uma coisa não pode simplesmente acontecer e pronto? Parece que o tempo todo tem alguém colocando uma pedrinha a mais para tropeçarmos, um novo caminho sem fim para seguirmos. Uma hora a perna cansa de chutar tantas pedras e é nessa hora que o desânimo bate.

Quem nunca sentiu, após ser sufocado por uma nova reviravolta, um novo não da vida, a vontade de parar por ali, de não tentar mais, simplesmente deixar a vida se levar sozinha?

É, já recebi diversos nãos e sei do que estou falando. A vontade mesmo é de não tentar mais. Não dizem que, se tiver que acontecer, vai acontecer? Mais cedo ou mais tarde vai dar certo? As pessoas que inventaram essas frases, provavelmente, não viveram.

Não adianta você simplesmente acreditar que se tiver que ser será. A vida não acontece assim, eu sei que não. Mesmo que você tente diversas vezes, ainda corre o risco de receber diversos nãos. Certo, para alguns não acontece assim. Talvez eles tenham nascido com a bunda virada pra lua, talvez não. o que eu sei é que, pelo menos para mim, nada foi muito fácil até hoje não.

Às vezes eu paro e me analiso e até admiro a minha persistência. Eu não canso, por mais nãos que eu leve, eu continuo tentando (acho que já deu para perceber do que eu estou falando não é?).

Como eu digo de vez em quando, com a dor eu já estou acostumado. Sei que, se não der certo mais uma vez, eu vou ficar mal, vou ficar triste, mas, e aí? se aparecer uma nova chance, uma nova oportunidade, eu vou me entregar à ela novamente, mesmo sabendo que tudo pode dar errado de novo e eu sair machucado de novo. Eu sei que eu sobrevivo. ;D

Não sei se esse é o certo a se fazer, nem sei se devo continuar assim. O que eu sei é que não vou desistir de tentar em tudo o que acontecer na minha vida, não apenas nesse assunto. E é isso que eu digo para você também.

Não desista, por mais obstáculos que apareçam no seu caminho. Sempre haverá uma nova chance, mas isso não quer dizer que você não tem que tentar e aproveitar ao máximo cada uma das que aparecerem.

Tente outra vez.

;D

6 de agosto de 2010

Quem tem medo do escuro?

Antes de mais nada, vamos definir uma coisa. O que é o escuro? Tecnicamente falando e citando Einstein, o escuro nada mais é do que a ausência da luz. É claro, muitas pessoas sentem medo quando a luz se extingui, mas talvez não seja esse o escuro de que estamos falando. Existe um outro medo, que também pode ser associado ao primeiro, que é o medo do que pode existir no escuro.

Esse medo eu diria que é mais lógico. E não se aplica apenas às coisas que se escondem nas sombras. Contra essas, não é preciso ter tanto medo. Na maioria das vezes, são fantasias da nossa imaginação. Se a luz estivesse acesa, você não teria medo, certo? Então, cante uma música para distrair a sua mente quando as luzes se apagarem.

O verdadeiro medo do escuro que podemos, e às vezes até devemos ter, vai mais longe. É um medo que nos faz parar e pensar, e não agir por puro impulso ou tomar uma atitude precipitada.

Hoje, as cobranças que a sociedade nos faz são imensas, existem centenas de possibilidades sobre que caminho seguir, que atitude tomar, como se comportar, como realmente ser. Todas essas opções geram incerteza e a incerteza gera o medo de errar. É desse medo que devemos ter cuidado.

O medo, em si, não é algo ruim. Ele ajudou na sobrevivência dos nossos ancestrais por milhares de anos. O medo é inerente do ser humano, avisa quando devemos tomar cuidado, quando devemos ir com calma ou até recuar.

É ai que o medo pode ser bom.

Se soubermos encarar o nosso medo, enfrentá-lo, usá-lo para desenvolver a nossa coragem, conheceremos melhor a nós mesmos. Não pense que ter coragem é não ter medo. Ter coragem é saber controlar o seu medo para agir na hora certa.

E qual seria a hora certa?

Isso, me desculpe, cada um tem que descobrir sozinho.

Conhecendo os nossos medos, saberemos de nossas fraquezas. Conhecendo as nossas fraquezas, saberemos quem somos. E se realmente tivermos consciência do nosso ser, será que não vamos ter a coragem necessária para enfrentar a situação quando ela surgir? “Conheça-te a ti mesmo” um grande mestre certa vez nos disse.

Por isso, não tenha medo de perder, de ser derrotado. Ninguém, no “jogo” da vida, perde.

Cada queda simplesmente é uma oportunidade para nos reerguemos mais uma vez. Se encontrar uma pedra no seu caminho, não tente contorná-la ou passar por cima. Chute-a bem longe, enfrente o problema e saia dele mais forte.

Não tenha medo de errar, pois errar é humano. Os erros nada mais são do que aprendizados. Mostram novas formas de se encarar um problema e as maneiras de solucioná-lo.edra no seu caminho, nao ais uma vez. se do beça, tigres que sao ) Uma vez perguntaram a Thomas Edison se ele não se achava um inventor fracassado por ter falhado mil vezes ao tentar criar uma lâmpada. Ele disse que não: “Apenas descobri mil maneiras de NÃO se fazer uma lâmpada”. Ele, literalmente, não teve medo do escuro.

Não deixe que os outros tracem os seus caminhos por você, só porque você tem medo de seguir pelo errado. Quem disse que eles sabem realmente o que é certo? A vida é sua e quem faz as escolhas é você, para depois arcar com as conseqüências, sejam elas boas ou ruins.

Uma vez, uma música perguntou se “vamos conseguir vencer”. Acredito plenamente nisso. Cada um de nós tem tudo o que é preciso para dar mais um passo, conquistar, vencer, evoluir, sorrir e ser feliz.

3 de agosto de 2010

Vivendo ou Sobrevivendo?

Como você vive a sua vida? O que é viver para você?
Podemos dizer que viver é simplesmente respirar porque precisamos de oxigênio, é comer quando temos fome, porque precisamos da comida. Ou então viver é ir para a escola todos os dias porque nossos pais nos mandam para lá, é chegar em casa e não fazer nossos deveres, só porque não estamos com vontade, e matar esse tempo com uma boa soneca de umas quatro horas, e então acordar novamente, comer e voltar pra cama.
Viver seria, como já disse uma música, deixar a vida nos levar? Apenas nos adaptarmos ao que acontece porque “se aconteceu é porque era para ser assim”? É ver algo que nos incomoda, mas não mexermos sequer um dedo para mudar, porque “as coisas estão melhor assim” e “posso viver com isso”?
Não.
Agora eu pergunto de novo, como você vive a sua vida?
Respire fundo.
Conseguiu sentir o alívio quando o ar entra por suas narinas, chega a seus pulmões e inunda sua corrente com o oxigênio tão precioso?
Agora, olhe ao redor.
Você pode ver e identificar todas as cores que te cercam? E os sons? Procure escutar todos. Aquele som baixo e agudo ao fundo, seria um passarinho? Melhor ainda. Pode sentir os cheiros? O perfume de um amigo(a), a comida que é preparada na cozinha, o cheiro da grama e da terra... Se pode senti-los, consegue identificá-los? Você presta atenção nas coisas ao seu redor? Nas pessoas? Você pode realmente ver seus rostos?
Se não conseguiu perceber essas coisas, não diga que é difícil demais. Sim nós podemos! Mas, será que realmente adianta sabermos, e até mesmo acreditarmos, que somos capazes, se não temos a coragem de mudar, de tomar uma atitude?
Alguma vez já encontrou a coragem para mudar algo que te incomodava em você mesmo? Uma situação que não estava correta? Acredita mesmo que as coisas só são do jeito que são “porque Deus quis”?
É claro que nada acontece, uma folha não cai, se Deus não quiser, mas ele deu a nós o livre-arbítrio e com ele a oportunidade, e as vezes a obrigação, de mudarmos as coisas que não estão corretas. Deus não castiga ninguém, não deseja o mal de ninguém. Se algo não está bom na sua vida, me desculpe, mas a culpa é sua. E se esse algo que não está bom continua existindo na sua vida, a culpa é sua novamente. Porque não mudar? Porque não parar de Sobreviver à vida e passar a Vivê-la?
Você pode, só falta agora, você querer.

 
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