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16 de janeiro de 2011

A vida de uma morte

Uma parede fria, um vento gélido, uma respiração adormecida...
Sons suaves percorrem o ar da noite,
Por todos os lados, mentes despertam na calma conhecida
Ruídos e sons, imagens e tons,
Rápidas, fugazes, as mentes se encontram,
Ao longe, presenças incontidas,
Calmas que foram perdidas...
Em forma de desespero, devaneios se misturam,
Em forma de um pensamento, Amores se buscam.
Ao se deitar, o desejo de muitos é apenas um bom adormecer,
De outros, uma noite para vencer.
Tal vitória é apenas aparente
Pois a verdadeira vida se passa quando nossos olhos se fecham
Desta morte em vida que é a vida em que morremos.
Então aí realmente renascemos.
Descortinam-se pensamentos revividos,
Sentimentos renascidos,
E ao nosso redor
A morte transforma-se em vida eterna para aqueles que resolvem acordar
Do sono entorpecido para o qual de tão bom grado nos entregamos.
Mais uma vez, é a benção paterna.
Nascer, crescer, morrer, renascer novamente, tal é a lei,
Os nossos irmãos vieram nos dizer
Em palavras que para o nosso entender
Nos dizem tudo que precisamos saber.
Que tal um pouco mais de amor?
Do nosso pai temos tudo,
Mas insistimos em vivenciar a dor.
Uma decisão foi tomada, contudo:
Não deixais se entregar a esse torpor
Brigue, lute, viva, MORRA!
Com a morte diária vivenciada
Um dia chegaremos à felicidade tanto buscada.
O segredo não fui eu que fiz:
Morrer para ser feliz.

26 de novembro de 2010

Traduzindo inexistências


Um trecho da música Piano Bar, do engenheiros, me chamou a atenção outro dia.
“Na verdade o nada é uma palavra esperando tradução”.
O que seria o nada?
Acho que podemos considerá-lo como a ausência de algo, certo? Ausência do que?
De palavras?
Ou de sons?
De cores talvez?
A ausência de ar poderia ser denominada um nada? Talvez. Mas esse “nada” se chama vácuo. Então queremos dizer que, na verdade, o vácuo não existe? Porque se vácuo=nada e nada= a não existir algo presente, então vácuo=algo inexistente. É uma lógica simples...
Mas e a ausência de palavras? Se for em um papel teremos uma folha em branco e a folha não é nada, ela existe. Ausência de sons? Apenas o silêncio... O silencio não existe também, então? É algo que pode ser até mesmo ouvido! Mas é apenas um nada?
E a ausência de cores? É o preto, o escuro. A ‘cor’ preta que vemos por aí não é a verdadeira ausência de cores, pois o vemos como algo nítido, podemos mensurar suas dimensões. Existe até os pretos que refletem! (como a pintura dos carros).
A verdadeira ausência de cor não é visível. Nós a “vemos” como um ‘buraco’ no espaço, assim como quando olhamos para uma noite escura ou um quarto fechado e sem luz. Simplesmente não temos noção alguma de espaço. Se conseguíssemos pintar um quarto de um preto total, que não refletisse qualquer luz, e acendêssemos uma lâmpada em seu centro, nós a veríamos perfeitamente, assim como conseguiríamos enxergar a nós e a qualquer outra pessoa ou objeto presente no quarto, mas não conseguiríamos ver nenhuma parede ou o chão, nem mesmo o teto em volta da lâmpada, pois nenhuma luz seria refletida por eles para que nossos olhos captassem.
Seria como se nós e a lâmpada estivéssemos flutuando. Só ‘veríamos” a parede quando batêssemos nela. Isso a transforma em um nada? Não. Nosso nariz vai sentir uma dor bastante real.
Cientistas já descobriram que, onde achávamos que não havia nada no espaço, apenas o vácuo (que é igual a nada), existe alguma coisa. Eles só não sabem o que é.
Seria então tal ‘matéria’ o nada?
O que é o nada? Ele existe ou não? É uma palavra que inventamos para dar nome às ausências de coisas? Escuro, preto, silêncio, morte... Ou é uma palavra esperando uma tradução correta, a qual ainda não temos capacidade para descobrir?
Eu acho que o nada existe, senão não teríamos uma palavra para denominá-lo, a diferença é que provavelmente ele é, significa algo totalmente diferente do que achamos que é.

17 de novembro de 2010

A criação da destruição


Um ciclo. Nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Principalmente morrer.
Milhões e milhões de pessoas nascem todos os dias no nosso planeta, muitos desses simplesmente n nascem, morrem. Outros tantos nascidos antes seguem o mesmo caminho sem volta, o da escuridão, do medo infundido em séculos de instintos.
Porque morrer?
Porque ter medo da morte?
Temos medo porque não sabemos o q vem depois, não sabemos como será, não sabemos nem mesmo se vamos continuar existindo!
Não sabíamos...
Lutamos a maior batalha d nossas vidas todos os dias, a todos os instantes. E a cada segundo q passa, perdemos um pouco mais, rumando inevitavelmente para a derrota final.
Morrer é perder então?
Quem morre cedo é porque não teve capacidade d continuar lutando? Talvez, para alguns...
Somos mesmo sonhadores, adoramos lutar por causas perdidas (não que um sonho seja uma causa perdida). Travamos insistentemente a guerra que não podemos vencer. Uma hora, cedo ou tarde, a morte sempre ganhará.
Porque o ciclo é esse: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Espere!
Falta algo aí.
Renascer.
Morremos todos os dias quando dormimos. Renascemos todos os dias quando dormimos. Renascemos ao acordar.
Milhões, bilhões de seres renascem todos os dias em nosso pequeno planeta, mostrando que mesmo que percamos infinitas vezes para a morte, sempre nasceremos uma vez mais.
Morremos na mesma proporção que nascemos? Não.
Cada sonho que sonhamos, que realizamos, é uma outra vez que nascemos. Os sonhos nos trazem vidas. Cada amor que vivemos nos faz renascer nessa própria. O amor multiplica essas vidas.
Sabemos sim o que vem depois da morte. Uma nova vida. Pois a morte apenas existe para que possamos viver novamente.
Não tenha medo da morte, não tenha medo da vida. É apenas um ciclo que se repete em nossa existência.
Quem sempre ganha nessa “guerra”?
Nós.

15 de outubro de 2010

Um pensamento interessante! ;D

Enéas foi o candidato mais votado em 2002 e morreu!!!

Clodovil foi o candidato mais votado em 2006, morreu!!!

Abração, Tiririca !!!

 
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