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6 de fevereiro de 2011

Bagunça organizada


Estou meio sem ideias ultimamente. Estou ficando até 3 dias sem postar, e olha que eu fazia isso todos os dias.
Fico pensando: o que Será que está faltando? Seria criatividade? Ou inspiração?
Bem, criatividade não creio que seja, pois quando uma pessoa é criativa, ela simplesmente é, assim como uma pessoa é inteligente ou alta. Não é porque a primeira não está pensando em nada no momento ou que a segunda está sentada que elas deixaram de ser o que eram.
Eu sou criativo, por isso a criatividade nunca some ou acaba, apenas não está sendo usada.
Então só posso crer que falta inspiração, pois tempo eu tenho, ainda que o esteja administrando mal de vez em quando.
O que é preciso para inspirar?
Uma palavra? Um som? Um simples tema? Uma cor? Uma dor? Um sentimento? Um amor?
Qualquer uma dessas coisas renderia um belo texto apenas pelo que são. Se formos pensar nas suas variáveis poderíamos escrever infinitos textos sem nunca se repetir.
A bagunça, por exemplo, o que podemos dizer sobre ela?
Aos olhos de que vê, ela existe quando coisas estão “fora dos lugares onde deveriam estar”. Ok, é uma explicação até que plausível. Mas posso acabar com ela em uma frase?
Como você pode dizer que o lugar daquela coisa não é onde ela está no momento, mas sim onde você acha que ela deveria estar?
Explicando:
Quem determinou que uma coisa tem que ficar em um lugar a outra no outro? Quem foi que disse que quando algo está no chão, o ambiente está bagunçado?
Sua mãe á entrou no seu quarto alguma vez logo após você arrumá-lo e disse “Dá pra você arrumar esse quarto, por favor”? Tenho certeza que sim. Então você olhou e volta sinceramente procurando a bagunça da qual ela falava e não encontrou nada de errado. Sei como você se sente, saiba que não está sozinho.
A bagunça nada mais é do que algo inventado pelos homens para complicar e deixar a vida ainda mais irritadiça e chata. Qual o problema se algo está em um lugar diferente de onde estava antes? Nenhum! Assim como o escuro ou o mal, ela não existe de verdade. Aos olhos de um, um ambiente pode estar bagunçado, aos olhos do outro, pode estar perfeitamente arrumado.
O que importa é apenas uma coisa:
Quando você procura algo no seu quarto naqueles momentos em que ele está arrumado do seu jeito, você acha? Sei que sim.
E quando sua mãe deu uma “passadinha” por lá? Tudo simplesmente desaparece, não é?
Então, é isso aí.

13 de outubro de 2010

A criação da criatividade

Toda pessoa, quando criança, já teve seu momento “excesso de criatividade”.

Às vezes, falávamos coisas tão absurdas que nossos pais ou nos mandavam calar a boca ou vinham com um olhar de pena dizendo: Tudo bem, tudo bem.

Sim, já passei por isso.

Uma criança não tem dificuldade para criar os mais diversos cenários mirabolantes com apenas um pedaço de massinha. Eu nunca tive dificuldade com isso. Podia passar horas e horas sozinho brincando com meus bonecos ou simplesmente de olhos fechados, imaginando. Sempre sofri de excesso de criatividade e sempre pensei muito nisso, desde pequeno.

Quando crescem, as pessoas abandonam esse tipo de pensamento por ser “infantil” por “não ser coisa de adulto” etc. Muitas tem vergonha disso e lembram de si como “idiotas”, “retardados”, “bobos”, “bestas” etc.

Agora, essas mesmas pessoas admiram um escritor famosos, um músico ou pintor talentoso... Mesmo quando suas obras fogem totalmente à realidade. Ou tem alguma coisa de real em “O Senhor dos Anéis”? Ou nas pinturas cubistas de Picasso? (Picasso pintava cubismo né?).

Sabe qual a diferença entre esses dois grupos?

Os que pertencem ao segundo não abandonaram sua criatividade de criança.

Descobri que a criatividade não é um dom. criatividade é uma qualidade a ser trabalhada. Se alguns são mais criativos que outros, é porque eles trabalharam mais a sua criatividade ao longo dos anos e vidas, não tiveram vergonha de continuar, em parte, pensando como as crianças que foram, que são.

Sem falsa modéstia, a pessoa que vos escreve é relativamente criativa, bem mais do que a maioria das pessoas. Sou criativo por exercitar minha criatividade, produzindo, escrevendo, imaginando, pensando, brisando...

Mas não adianta nada ser apenas criativo. Uma pessoa pode ter facilidade em imaginar e criar, mas, se não alimentar a imaginação, não produzirá nada muito variado. Você tem que estar sempre dando novas informações para a sua mente processar, associar, destrinchar, analisar, unir e fundir com outras coisas.

Leia, observe a tudo e a todos, seres humanos e animais, a natureza, aprenda tudo o que for possível sobre tudo o que te cerca, não deixe seu cérebro parar de trabalhar.

Se quiser escrever, falar, pensar sobre algo, comece analisando o “tema”, pense no real significado da palavra, o que ela realmente é. Depois, passe para outros possíveis significados, comece a associá-la com coisas do dia-a-dia, com pessoas, situações, sentimentos. Não despreze nada. Por mais absurdo que possa parecer, alimente a idéia. E anote tudo, não confie na memória.

Quer ver como é fácil?

Vamos (eu) escolher um tema...

Hum...

Já sei!

O Sol.

Todos os dias, ao olhar pela minha janela, vejo o Sol raiar, nascer, crescer e se fortalecer. Seus raios luminosos levam um novo dia de vida, uma nova esperança...

Esperança...

Luz é esperança! Luz é vida que brota em nosso interior e irradia para todos os lados, iluminando a tudo e a todos, nos fazendo querer progredir e nunca deixar de viver.

O Sol.

Estrela de quinta grandeza, pequena e radiante, mas muito importante. Um pequeno ponto brilhante nessa imensidão de universo, isolado em um canto sem nunca ser menos que os outros.

Nós...

Nós somos luz! Irradiamos beleza e felicidade, amor e amizade. Temos, cada um, um pequeno Sol interior que pode ser milhões de vezes mais potente do que esse que nos ilumina! Podemos brilhar e fulgurar, iluminar sem nunca deixar de aumentar...

Viu? Não é tão difícil assim...

Use seus momentos de ociosidade para alimentar seu cérebro com novas informações e para trabalhar as que já tem.

Criatividade, novamente, é algo a ser trabalhado.

Não tenha vergonha de produzir e sempre mostre seu trabalho para alguém, pergunte o que a pessoa achou, aceite criticas e use-as para melhorar. Apenas treinando podemos evoluir.

Uma pessoa mais criativa, é uma pessoa mais inteligente, mais sagaz, com raciocínio rápido e direto, que encontra soluções com mais facilidade.

Questione sempre tudo ao seu redor. Se algo acontece, procure saber PORQUE, aquilo acontece, COMO acontece, QUANDO acontece, tudo sobre o mecanismo, objetivo... tudo. Esse é o método Socrático de analise. Sempre questionar tudo, nunca acreditar em nada sem pensar.

Vamos deixar a nossa criatividade aflorar!

Vamos, é só tentar....

;D

12 de outubro de 2010

Pensamentos dispersos


Quando a cabeça fica sem pensamentos, é extremamente difícil produzir algo. Nenhum pensamento passa, estão todos estagnados, estáticos, cada um dormindo no canto que lhe é reservado da minha mente, sem produzir ou pensar. Tento animá-los, agitá-los, mas nada funciona, eles continuam nos seus lugares de descanso.
Luzes brilham por todos os lados, refletindo-se mutuamente nas sílicas espalhadas pela metrópole, nas nuvens que recobrem um céu luminoso.
A cidade dorme. Sinto sua inspiração, sua expiração, em cada movimento que realizo. Concentro minha mente e escuto os ruídos longínquos de mentes que trabalham, influenciando a minha a fazer o mesmo.
Lembranças de um lugar distante e querido, à pouco visto, mas há muito lembrado, brotam em flashes esparsos que teimam em trazer memória prazerosas e dolorosas, ambas ao mesmo tempo.
O cérebro continua na ociosidade passageira, imagino luzes que não iluminam. Dessa vez, na máquina não sopra sequer uma brisa...
Lembro-me dela... E também deles, e delas, e em como todos me fizeram felizes. Recordo momentos passados entre amigos que foram, amigos que ficaram e amigos que estarão para sempre.
Não é maravilhoso encontrar alguém que não se via há muito tempo em um momento totalmente inesperado, totalmente por acaso, em um dia que prometia ser como outro qualquer?
Alguns fatos da minha vida dariam um bom livro... ;D
Quantas histórias não podiam rodar em volta de tantas pessoas, de uma pessoa...
Cada palavra, antes de chegar aos dedos, surge quase que instantaneamente no cérebro, que repassa a informação sem nem mesmo avaliar o que está sendo transmitido, e é nisso que dá um momento de vontade sem idéias...
Queria falar sobre tantas coisas... Mas não consigo focalizar uma apenas, nem mesmo muitas. Não consigo focalizar nada.
Quero produzir! Só não sei o que, nem como, nem porque...
Porque seria?
Para provar que posso? Talvez, mas não é isso... Às vezes é apenas algo que mantém a cabeça ocupada e a impede de pensar em coisas que não seriam tão agradáveis no momento, ou que exigiriam demais de uma mente cansada.
As pálpebras começam a se fechar, mas o que eu quero mesmo é passar a noite inteira com os dedos em movimento. Talvez eu passe mais algum tempo por aqui...
Sabe, escrever é a maneira perfeita de conversar consigo mesmo. Às vezes algumas ideias teimam em não querer se desenvolver e frutificar na nossa mente, temos dificuldade de formular um pensamento ordenado. A solução? Escrever. Esse ato ajuda a organizar melhor as ideias e muitas vezes você acaba pensando e chegando à conclusões que não tinha imaginado antes.
Está com um problema? Escreva sobre ele, quem sabe a solução não vem pelas suas próprias linhas?
É um pouco estranho em como eu me sinto à vontade de escrever tantas coisas de mim em algo tão sem privacidade quanto um blog na internet... Mas eu sinto como se esse pequeno site fosse um amigo. Um amigo que não me faltou em nenhuma hora que eu precisei, seja por ter escutado meus problemas e ideias, seja por ter me trazido as sábias palavras dos meus amigos.
Já disse isso muitas vezes, mas eu amo escrever. Não vou desistir desse sonhos. Quem sabe, um dia, esse blog não vai receber alguns milhares de visitas a mais por dia, depois que eu conseguir publicar meu primeiro livro?
O segundo? Está entrando no forno agora.
Algumas palavras estão se formando no espaço ocioso da minha cabeça. Vou escrevê-las para que não as perca.
Está vendo? Acabei de descobrir mais uma coisa: está sem inspiração para escrever? Escreva um pouco, essa é a resposta!
Valeu!
;D

2 de outubro de 2010

Divagações de um jovem insone

O tempo passava lentamente, segundo a segundo, o relógio marcando sua passagem com tal desinteresse que me deixava curioso: porque ele não se importava com isso?

Quantos segundos ele não perdia em sua “vida” apenas contando-os, apenas mostrando-os... nossa tarefa então, é dar algum valor ao trabalho do relógio. Vamos olhar para ele! Mas o que me acompanha por essas palavras é tímido, silencioso... se eu não soubesse que estava ali, nem notaria sua presença.

Quantas horas se passaram? Não tenho certeza, algumas, muitas, poucas, nenhuma, o que importa mesmo é se produzi algo nesses instantes fugazes que preenchem a vida do meu amigo tic-tac, se preenchi a monotonia de sua existência com algo digno de ser olhado. Talvez, talvez.

O relógio não nos traz inspiração, ele nos mostra que o tempo está passando enquanto a inspiração não vem. Quanto mais ele adianta o seu trabalho, mais atrasados ficamos com o nosso.

Nem músicas nem sons, imagens ou palavras que não sejam as minhas. Ventos sopram dentro da máquina, mas minha companhia é apenas o som mudo do meu companheiro invisível. Olho para os lados e vejo apenas a escuridão que não amedronta, sombras que apenas existem. Existem porque o brilho sai da minha frente, entra pela minha fronte e ilumina o ambiente.

Alguns ruídos agitam o ar, mesmo assim, não há algo para inspirar.

Penso e repenso, analiso, cogito, invento...

Porque, agora, não há aproveitamento?

Versos disformes se formam, ainda que não tenham forma. Vagueiam pelo infinito da dimensão do pensamento, atravessam montanhas e movem moinhos, ficam estáticos, sempre produzindo.

Palavras ou imagens? Ambas refletem-se entre si, mostrando a cada uma o interior do seu reflexo. Suas almas se fundem em complexos simplificados, em matérias imaginárias. Produzem sons que não propagam, ondas que não dissipam, raios que desprogetam.

Se espalham para todos os lados.

Unem-se aos sons nunca ouvidos, falam línguas de desconhecidos.

Vivem.

O relógio segue seu caminho sem nunca pensar, enquanto o biológico não para de funcionar, ajustando, remoendo, prevendo, falando.

Primorosamente falando, o adjunto das onomatopéias vivenciadas cria um pleonasmo de objetos diretos e indiretos, subjetivos ocultos, que pragueiam contra a sapiência, criando contendas entre os vivazes.

Socorrendo, pugnam.

Não deixando que o tempo passe sem que o vivente seja notado, criemos subjetos dignos de contendas reais.

Conceberemos quadros reais em nosso imaginário, inspirando-nos nos sonhos que cercam nossa materialidade.

Quanto tempo se passou?

Alguns minutos e muitas teclas...

E a inspiração? Não sei, ainda não veio.

 
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