6 de fevereiro de 2011
Bagunça organizada
13 de outubro de 2010
A criação da criatividade
Toda pessoa, quando criança, já teve seu momento “excesso de criatividade”.
Às vezes, falávamos coisas tão absurdas que nossos pais ou nos mandavam calar a boca ou vinham com um olhar de pena dizendo: Tudo bem, tudo bem.
Sim, já passei por isso.
Uma criança não tem dificuldade para criar os mais diversos cenários mirabolantes com apenas um pedaço de massinha. Eu nunca tive dificuldade com isso. Podia passar horas e horas sozinho brincando com meus bonecos ou simplesmente de olhos fechados, imaginando. Sempre sofri de excesso de criatividade e sempre pensei muito nisso, desde pequeno.
Quando crescem, as pessoas abandonam esse tipo de pensamento por ser “infantil” por “não ser coisa de adulto” etc. Muitas tem vergonha disso e lembram de si como “idiotas”, “retardados”, “bobos”, “bestas” etc.
Agora, essas mesmas pessoas admiram um escritor famosos, um músico ou pintor talentoso... Mesmo quando suas obras fogem totalmente à realidade. Ou tem alguma coisa de real em “O Senhor dos Anéis”? Ou nas pinturas cubistas de Picasso? (Picasso pintava cubismo né?).
Sabe qual a diferença entre esses dois grupos?
Os que pertencem ao segundo não abandonaram sua criatividade de criança.
Descobri que a criatividade não é um dom. criatividade é uma qualidade a ser trabalhada. Se alguns são mais criativos que outros, é porque eles trabalharam mais a sua criatividade ao longo dos anos e vidas, não tiveram vergonha de continuar, em parte, pensando como as crianças que foram, que são.
Sem falsa modéstia, a pessoa que vos escreve é relativamente criativa, bem mais do que a maioria das pessoas. Sou criativo por exercitar minha criatividade, produzindo, escrevendo, imaginando, pensando, brisando...
Mas não adianta nada ser apenas criativo. Uma pessoa pode ter facilidade em imaginar e criar, mas, se não alimentar a imaginação, não produzirá nada muito variado. Você tem que estar sempre dando novas informações para a sua mente processar, associar, destrinchar, analisar, unir e fundir com outras coisas.
Leia, observe a tudo e a todos, seres humanos e animais, a natureza, aprenda tudo o que for possível sobre tudo o que te cerca, não deixe seu cérebro parar de trabalhar.
Se quiser escrever, falar, pensar sobre algo, comece analisando o “tema”, pense no real significado da palavra, o que ela realmente é. Depois, passe para outros possíveis significados, comece a associá-la com coisas do dia-a-dia, com pessoas, situações, sentimentos. Não despreze nada. Por mais absurdo que possa parecer, alimente a idéia. E anote tudo, não confie na memória.
Quer ver como é fácil?
Vamos (eu) escolher um tema...
Hum...
Já sei!
O Sol.
Todos os dias, ao olhar pela minha janela, vejo o Sol raiar, nascer, crescer e se fortalecer. Seus raios luminosos levam um novo dia de vida, uma nova esperança...
Esperança...
Luz é esperança! Luz é vida que brota em nosso interior e irradia para todos os lados, iluminando a tudo e a todos, nos fazendo querer progredir e nunca deixar de viver.
O Sol.
Estrela de quinta grandeza, pequena e radiante, mas muito importante. Um pequeno ponto brilhante nessa imensidão de universo, isolado em um canto sem nunca ser menos que os outros.
Nós...
Nós somos luz! Irradiamos beleza e felicidade, amor e amizade. Temos, cada um, um pequeno Sol interior que pode ser milhões de vezes mais potente do que esse que nos ilumina! Podemos brilhar e fulgurar, iluminar sem nunca deixar de aumentar...
Viu? Não é tão difícil assim...
Use seus momentos de ociosidade para alimentar seu cérebro com novas informações e para trabalhar as que já tem.
Criatividade, novamente, é algo a ser trabalhado.
Não tenha vergonha de produzir e sempre mostre seu trabalho para alguém, pergunte o que a pessoa achou, aceite criticas e use-as para melhorar. Apenas treinando podemos evoluir.
Uma pessoa mais criativa, é uma pessoa mais inteligente, mais sagaz, com raciocínio rápido e direto, que encontra soluções com mais facilidade.
Questione sempre tudo ao seu redor. Se algo acontece, procure saber PORQUE, aquilo acontece, COMO acontece, QUANDO acontece, tudo sobre o mecanismo, objetivo... tudo. Esse é o método Socrático de analise. Sempre questionar tudo, nunca acreditar em nada sem pensar.
Vamos deixar a nossa criatividade aflorar!
Vamos, é só tentar....
;D
12 de outubro de 2010
Pensamentos dispersos
2 de outubro de 2010
Divagações de um jovem insone
O tempo passava lentamente, segundo a segundo, o relógio marcando sua passagem com tal desinteresse que me deixava curioso: porque ele não se importava com isso?
Quantos segundos ele não perdia em sua “vida” apenas contando-os, apenas mostrando-os... nossa tarefa então, é dar algum valor ao trabalho do relógio. Vamos olhar para ele! Mas o que me acompanha por essas palavras é tímido, silencioso... se eu não soubesse que estava ali, nem notaria sua presença.
Quantas horas se passaram? Não tenho certeza, algumas, muitas, poucas, nenhuma, o que importa mesmo é se produzi algo nesses instantes fugazes que preenchem a vida do meu amigo tic-tac, se preenchi a monotonia de sua existência com algo digno de ser olhado. Talvez, talvez.
O relógio não nos traz inspiração, ele nos mostra que o tempo está passando enquanto a inspiração não vem. Quanto mais ele adianta o seu trabalho, mais atrasados ficamos com o nosso.
Nem músicas nem sons, imagens ou palavras que não sejam as minhas. Ventos sopram dentro da máquina, mas minha companhia é apenas o som mudo do meu companheiro invisível. Olho para os lados e vejo apenas a escuridão que não amedronta, sombras que apenas existem. Existem porque o brilho sai da minha frente, entra pela minha fronte e ilumina o ambiente.
Alguns ruídos agitam o ar, mesmo assim, não há algo para inspirar.
Penso e repenso, analiso, cogito, invento...
Porque, agora, não há aproveitamento?
Versos disformes se formam, ainda que não tenham forma. Vagueiam pelo infinito da dimensão do pensamento, atravessam montanhas e movem moinhos, ficam estáticos, sempre produzindo.
Palavras ou imagens? Ambas refletem-se entre si, mostrando a cada uma o interior do seu reflexo. Suas almas se fundem em complexos simplificados, em matérias imaginárias. Produzem sons que não propagam, ondas que não dissipam, raios que desprogetam.
Se espalham para todos os lados.
Unem-se aos sons nunca ouvidos, falam línguas de desconhecidos.
Vivem.
O relógio segue seu caminho sem nunca pensar, enquanto o biológico não para de funcionar, ajustando, remoendo, prevendo, falando.
Primorosamente falando, o adjunto das onomatopéias vivenciadas cria um pleonasmo de objetos diretos e indiretos, subjetivos ocultos, que pragueiam contra a sapiência, criando contendas entre os vivazes.
Socorrendo, pugnam.
Não deixando que o tempo passe sem que o vivente seja notado, criemos subjetos dignos de contendas reais.
Conceberemos quadros reais em nosso imaginário, inspirando-nos nos sonhos que cercam nossa materialidade.
Quanto tempo se passou?
Alguns minutos e muitas teclas...
E a inspiração? Não sei, ainda não veio.









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