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30 de abril de 2011

Alegria





O nome já diz tudo:

Alegria.

Alegria de viver,

De cantar,

De ser feliz,

De se expressar através da música,

De poemas,

De sons,

De sorrisos, de gestos, de olhares, de palavras, de rimas...

Da arte.

Festa:

União de todas essas coisas.

O primeiro pensamento:

Precisamos fazer uma festa.

Para que?

Para ajudar, a principio.

Aos outros e a nós, queríamos apenas ajudar.

Material ou espiritualmente, não importava,

Precisávamos apenas cumprir nosso dever.

Então veio o segundo pensamento:

Precisamos de um nome!

Nome, nome, nome, nome...

Como é difícil nomear algo que não tem nome!

É uma vontade de ajudar e ao mesmo tempo ser feliz,

Cantar, dançar, rir e sorrir!

Perai... que nome se dá para essas coisas?

Alegria!

Então, porque não, Festa da Alegria?

Encontramos o nosso nome!

Agora, era mãos à obra.

Dificuldades não faltaram até o segundo do “começo”.

(apenas para os outros, para nós, ela havia começado há muitos meses).

Mas acabou que tudo deu certo.

A festa começou, se realizou e terminou.

Terminou?

Não. Apenas se reiniciou.

Foi um sucesso?

O que seria um sucesso para você?

Em números, (de pessoas e dinheiro)

Não foi realmente grande coisa.

Em quantidade, foi espetacular.

Quantidade de felicidade, de alegria, de risos, de cantos, de musicas, de choro...

A Festa da Alegria foi o início de um sonho.

O sonho de sonhar, de realizar, de ajudar a melhorar.

E para quem no começo teve medo de não conseguir começar...

Quatro anos.

Há quatro anos, neste mesmo mês,

Teve-se inicio este ideal.

Maio, mês chuvoso e de frio,

Mas até hoje não houve uma festa em que uma gota caiu do céu.

Sim, nós sabemos, não estamos sozinhos nessa.

Ao nosso lado, por trás dos sorrisos dos que se vêem,

Há os que não se vêem,

Aqueles encarnados que nos ajudam a arrumar,

Preparar, cozinhar, servir...

Há aqueles também que nos ajudam a não desanimar,

A perseverar e acreditar.

A sonhar.

A nossa festa foi um sonho que descobrimos sonhar quando começamos a realizar.

E agora ela está aqui, novamente,

Perpetuando-se e proliferando-se

Nos corações de todos os jovens,

De espírito e de corpo,

Para mostrar que,

Por mais que às vezes pareça difícil,

Basta apenas nosso esforço e força de vontade

Para que possamos sorrir,

Para que aja

A Alegria.

24 de abril de 2011

Da Glória, Renascer

Foi a seis meses que tudo começou.
Sim: inesperado.
Não: indesejado.
O convite apareceu ao estilo invocação,
Meio assim, como diria um,
Do tipo Pokémon:
Eu escolho você!
A decisão?
Tudo bem, eu vou à luta.
Da primeira se seguiu um Mc e uma nova fagulha:
De amizade, de vontade, de atividade,
Da verdade...
Santana, Registro, Araraquara e Carandiru.
Cada um teve seu momento,
Em todas elas um conhecimento,
Mas o que marcou foi o acontecimento.
Santana: o choque.
Registro?
Registro foi o que se abriu para as gotas do meu suor.
Araraquara: ruas sem fim que estendiam-se rumo ao horizonte
Para desaparecer como se nunca tivessem existido.
Carandiru: o fim.
Não!
Eu disse fim?
Apenas de uma fase!
Depois da teoria, agora era a hora da verdade.
Próxima parada:
Guarulhos!
Cidade sede e natal,
Faculdade natal e sede.
Me vi entre pessoas des e conhecidas
Em um lugar des e conhecido,
Para estudar, aplicar,
Tudo aquilo pelo que nos fizeram batalhar
Amei, briguei, lutei, vislumbrei...
Aprendi.
Aprendi a olhar, talvez apenas um pouco mais,
Com os olhos que vão além da alma,
A pelo menos tentar o invisível enxergar.
O talvez é: será que consegui?
Outro talvez é: será que isso realmente importa?
Entre talvezes e talvezes,
Aprendi, pelo menos na teoria,
O que é o real essencial,
E agora chegou ao fim.
Não! Sismei com essa palavra não é?
Melhor:
Recomeço.
Porque a COMJESP, meus amigos
A COMJESP nunca termina.
Ela é bela, grandiosa, incandescente!
A COMJESP é assim, como uma fênix,
Não finda, não morre.
Ela é assim como nós:
Quando pensamos que tudo acabou,
Ela simplesmente renasce.

22 de fevereiro de 2011

Felicidade: Ser ou Estar?


Entre todas as coisas que são parte do ser humano, há uma que, talvez, predomina: a dúvida. Todos temos dezenas de dúvidas: como nos vestir, o que comer, como falar, de modo agir... dúvidas simples ou compostas, elas fazem parte do nosso modo de ser e pensar, agir e reagir.
Há uma dúvida que, com certeza, faz parte dos pensamentos de todos. Talvez bem simples, às vezes completamente complexa. O que é ser feliz?
Não há ingredientes para ser feliz. Provavelmente alguém já buscou o modo perfeito, no entanto só encontrou o seu próprio jeito, que não era completo e muito menos perfeito. Pense que é um recipiente vazio, encha-o com vontade e sinceridade. Ok, pode começar novamente a busca pela felicidade.
Ela não pode ser descrita ou prevista porque também não pode ser vista. Está dentro de você e de mim, não depende do outro para existir, nascer ou renascer. Há aqueles que dizem que está nos pequenos gestos, em um simples sorriso, no pensar no outro... talvez esteja no querer ser feliz, no querer ser melhor também para si. Fazer algo bom, sentir que é útil, estar bem, primeiramente, por dentro pode ser “ser feliz”.
Felicidade é ser, não estar. Quem é feliz nunca perde a esperança na dificuldade. Pode-se vacilar, pensar negativo, até mesmo em certo momento desacreditar, mas se tiver ( e acredite, você tem!) a felicidade dentro de si, irá senti-la na paz de espírito até mesmo em meio a tormenta.
Porque a felicidade está na nossa essência. Deus, quando nos criou, “plantou” essa semente em nosso ser. E do que precisamos para fazê-la germinar? Nada além do que já existe em nós: a terra, que é nosso coração e a água, que é nossa vontade de ser feliz. Quem poderá impedir esta semente de nascer, crescer, transformar-se em uma árvore e dar lindos frutos, quando temos nosso Pai Maior ao nosso lado?
Tudo bem, pode ser apenas nossa opinião, mas analise se, pensando e agindo assim, não parece mais fácil entender como e, finalmente, SER feliz.
Caroline Luiz Lovo
Gustavo dos Reis

9 de novembro de 2010

A "reinvenção" da paixão

Eu estava tentando escrever sobre a paixão, essa nova paixão (que eu sei que vai ser a última em muito tempo), nova forma de paixão, mas não consegui.

O texto não fluía, eu demorava minutos para fazer duas ou três linhas. Descobri porque não.

Não posso falar apenas de paixão, porque, agora, seria algo incompleto. O que sinto não é apenas paixão. É também amor. E fazer um texto somente sobre a paixão seria ocultar coisas.

Primeiro a paixão.

Dessa vez, como eu falei, é diferente. É claro que tem todas as características da simples paixão: atração dos corpos, desejo, arrepios. Mas também tem carinho, abraços, vontade de apenas ficar junto por um tempo, conversas sobre o dia dela, os problemas dela, porque isso me interessa, porque eu quero conhecê-la o máximo possível, quero, além de namorado, ser também amigo, alguém que ela possa procurar quando estiver triste e não souber o que fazer, quero ajudá-la no que for preciso, mesmo que tudo o que eu puder fazer seja abraçá-la e dizer que vamos encontrar uma solução, ainda que não saiba qual.

Essa parte da paixão é a que se mistura com o amor, pois amor sem paixão é amizade (e definitivamente não é isso que sinto por ela ;D).

Um amor lindo, puro, que despertou quando eu menos esperava, me fazendo, de um dia para o outro, simplesmente não conseguir mais parar de pensar nela. Um amor que acalma a alma, aquece o espírito, amor que completa.

Quando estou longe dela, é como se faltasse um pedaço do meu coração. Um aperto no peito (como o que estou sentindo agora) que só passa quando a vejo, a abraço e sinto sua presença, sei que ali, naquele momento, ela está segura nos meus braços, porque eu nunca vou deixar que nada de mau aconteça com ela, não se eu puder impedir.

Esse amor me devolveu a felicidade, me fez esquecer da dor, fez eu querer esquecer da dor, e eu vou ser eternamente grato a ela por isso, porque só ela, entre todas, conseguiu fazer isso. Ela me completa como ninguém mais, é diferente de todas, especial. Seu sorriso aquece meu coração, seu abraço conforta minha alma, as palavras sussurradas (Eu te amo) alegram meu espírito e arrepiam o corpo.

Desejo muito passar todo o tempo possível ao seu lado pra te fazer tão feliz quando você está me fazendo agora, porque você faz parte da minha vida e vai fazer para sempre. Se um dia você for, levará uma parte de mim contigo, levará porque essa parte não mais me pertence, mas sim à você, e para sempre pertencerá...

Eu te amo.

28 de outubro de 2010

Uma lavagem de alma

Sabe, eu poderia falar, escrever sobre tantas coisas, tantos temas variados, fazer textos científicos, sarcásticos, filosóficas, sobre religião, românticos... Só que não estou conseguindo falar sobre os primeiros nos últimos sete dias, o último está tomando mais a minha mente (não apenas o tema em si, mas sim “o que” ele me lembra). Resolvi então falar novamente sobre um tema, sobre a água, mas em um sentido mais específico do que a última vez.


A água possui tantas formas e formatos, tão variados, que seria impossível definir todos eles. Ela assume a forma, o tamanho, que ela quiser ocupa espaços gigantescos ou outro muito minúsculos, sem nunca abandonar sua essência, sua originalidade.


Um átomo de oxigênio, dois de hidrogênio.


Essa combinação extremamente simples (e muito forte também) é o que deu origem a tudo o que vemos ao nosso redor, à toda vida do nosso planeta. Tudo origina-se da água, já que foi ela que propiciou a primeira vida aqui. Inclusive os sentimentos.


A água evapora, congela, sublima... chove.


A chuva é o nosso choro em escala maior, é a limpeza do ar, da alma, da Terra, assim como nós choramos para aliviar a nossa.


Algumas vezes a chuva pode ser incomoda e nos impedir de fazer algumas coisas. Outras, porém, não fazemos porque não queremos nos molhar. Aí já é frescura (também faço e fiz isso, então posso falar!).


Mas quem nunca tomou um banho de chuva? Os melhores são aqueles que tomamos porque queremos, não porque somos obrigados. É ter um lugar para se abrigar e mesmo assim continuar se molhando. É brincar de pega pega, tentar correr mais do que a chuva que vem desabando atrás de você, é jogar, vôlei, futebol, nadar no campo (onde não devia ser possível nadar) é ficar na piscina com a chuva por cima, é simplesmente andar e apreciar a sensação dos pingos gelados caindo na pele quente, o cabelo molhando e escorrendo no rosto, as roupas grudando no corpo e, ainda assim, os sorrisos sem se desmanchar no rosto. Já fiz tudo isso aí debaixo de chuva.


Tomar chuva é muito bom e, sempre que tiver uma oportunidade, faça isso.


Mas tem uma coisa que eu ainda não fiz...


Sempre tive vontade, mas nunca tive a oportunidade... Na verdade, quando as oportunidades surgiram (quando choveu), eu não tinha com quem fazer isso. Quando eu tinha com quem, não surgiu a oportunidade (o céu ficou limpo... =/).


É sim, é uma coisa para ser feita a dois, mas eu fico feliz por não ter sido antes, porque agora (e por muito tempo ainda, espero) há uma pessoa que compartilha do mesmo desejo que eu (tudo bem, não são poucas as pessoas que gostariam disso) e que também nunca fez.


Sempre quis beijar na chuva. E quero muito (e sei que vai ser) que meu “primeiro beijo” seja com ela, minha pequena dos olhos verdes...


Pode parecer uma coisa besta para muitos, mas quero compartilhar da realização dessa vontade com ela. Ela que me faz esquecer de dores do passado e me devolve sentimentos à muito abandonados...


Porque você não faz a mesma coisa? Um dia, quando estiver chovendo, esqueça que você pode ficar doente, esqueça que suas roupas vão ficar molhadas, esqueça de tudo. Apenas saia na chuva e aproveite a sensação da água lavando seu corpo e alma, sua paz e espírito. E, se tiver como, experimente dar um beijo na pessoa que te quer bem, que você gosta e sente vontade de ficar abraçado por horas seguidas, apenas apreciando seu perfume, a cor dos seus cabelos, a respiração dela no seu peito, o calor de suas mãos e braços no seu corpo, o som do seu suspiro...

10 de outubro de 2010

As luzes da vida





O tempo passa em tantos tempos da nossa vida. Tantas vezes perdemos segundos preciosos transformados em momentos de tristeza e maldizer.

Nos encolhemos nas sombras das palavras que dizemos, das injúrias que proferimos. Esquecemos de nós e dos outros nos nossos dias, pensando e agindo através de pessoas que não somos, que não queremos ser.

Encolhemos sensações, abafamos emoções, deixamos os sentimentos passarem por nós sem nos tocar, circundando nosso espaço sem nem mesmo reagir, interagir, ouvir ou tentar sentir.

Quantos de nós podem dizer que são felizes?

Poucos. A maioria nem sabe realmente o que é felicidade. Passam a vida praticamente sem ter um momento de alegria, um sorriso sincero por pura espontaneidade, simplesmente por sorrir sem ter que pensar, só porque deu vontade.

A Luz – do Sol, das estrelas, da Lua – incide sobre tudo e todos a todo instante, atravessando nuvens e paredes, iluminando qualquer espaço ou pessoa. Desde que tal ser deseje ser iluminado por ela.

Luz que viaja para todos os cantos do universo levando seu brilho, cobrindo milhares de quilômetros em um piscar de olhos.

Mas o que seria a Luz?

Existem tantas definições...

Pensamento é luz! A forma mais veloz e sublime, mais potente e que brilha mais forte, livre e indomável como o ar, transformador. Suas ondas viajam de um lugar ao outro com apenas a sua vontade, seu desejo, cobrindo milhões de quilômetros em um instante. Ilumina mais do que qualquer outra fonte, levando seus raios até mesmo para os lugares que se recusam a recebê-lo, pois pensamento é conhecimento.

Luz também é amor! Amor livre e poderoso que brilha e ilumina não só as pessoas que o sentem, mas tudo e todos ao seu redor, aquecendo e modificando profundamente, irreversivelmente.

Então o ar também é luz...

As palavras, onde quer que vão, levam faíscas, pulsares, brilhos dispersos ou não, luzes intensas e também mais fracas, levam vida e despertam a imaginação, incitam a emoção, movimentam a sensação.

Sentimentos que brilham com a intensidade de uma estrela, jogam seus raios para todos os lados sem discriminar. Sentimentos esses que também são levados pela fluidez de uma palavra, de uma escrita, de uma frase, de um texto ou de um livro. Palavras líquidas que se iluminam a quem quiser ler, ver, que se movimentam e ocupam espaços da mesma forma que a água que brilha e da vida.

E assim, a água também é luz...

E os sonhos? Ah, os sonhos são uma das mais belas formas de luz. Dão a esperança que já é implícita à luz para aqueles que tem medo de ver, medo de ouvir e sentir. Sonhos que mudaram nossa vida para sempre quando deixamos as trevas para viver na luz, quando começamos a sonhar com o sonhar, sonhar com a vida, assim como um dia fez a terra, vendo as sombras refugiarem-se nos cantos das paredes e de nossa alma com a luz que bruxuleia.

Assim também descobrimos a amizade.

A amizade, ainda que não queiramos ver qualquer outro tipo de luz, nos ilumina de dentro para fora e acabamos nos tornando a própria Luz.

Descobri que a terra também é luz...

Existem algumas emoções que são mais intensas, mais quentes, que brilham de um modo mais selvagem, quase incontrolável. Ainda assim, o desejo nos mostra, através de sua luz e calor, lados da vida que não poderíamos ver de outro modo. Ele nos testa e faz com que conheçamos melhor a nós.

O amor e a paixão ardem também com a ferocidade do fogo, nos queimando e consumindo, fazendo-nos viver com mais brilho e intensidade, com mais vida! Queimam, consomem e regeneram, sempre iluminando a tudo.

Alguém pode dizer que o fogo não é luz?

A Luz está em tudo em todos, está em nós e no universo, porque a Luz nada mais é do que o nosso criador. Deus criou a Luz da própria essência de seu ser. Luz é esperança.

Esperança de que poderemos dar mais um passo sem medo, pois há alguém que brilha por nós, iluminando nosso caminho, ajudando-nos a não tropeçar, nos mostrando o ponto de apoio para levantar.

Luz; matéria divina, imaterial e palpável, que ilumina e dá brilho, veloz e fluida, sonhadora e apaixonada, amante e intensa, sublime.

Então, é assim que nós somos...

Luz

13 de setembro de 2010

Felicidade originária


Sabe, a vida é muito difícil. (você com certeza pensou: nossa cara, você é foda hein! Nunca tinha percebido isso ¬¬)

Posso terminar?

Então, voltando: A vida é muito difícil cara. E para melhorar ainda mais as coisas, a gente adora complicar um pouquinho mais não? Nos preocupamos com coisas sem sentido, damos valor a problemas tão pequenos que, depois que resolvemos, nós mesmos percebemos o quanto fomos idiotas, só que, no momento, eles pareciam insolucionáveis.

Julgamos e repreendemos, nos melindramos, aceitamos ofensas que nem a nós foram dirigidas e as acolhemos no fundo da alma. Nos preocupamos com mínimas mentiras que, na verdade, não foram proferidas com a intenção de enganar ou machucar, simplesmente a verdade não é tão necessária o tempo todo como muitos dizem, já que, se disséssemos a verdade, a pessoa se irritaria do mesmo jeito.

A vida é uma espécie de jogo onde nós somos os jogadores. Um dos problemas é que, em algumas vezes (uma boa parte delas) não temos uma segunda chance e, principalmente, não é como no Mario, onde pegamos um cogumelinho verde e temos uma vida a mais.

Então, pra que complicar?

Existem dois “seres” que entendem a vida muito melhor do que bilhões por ai. Um deles, ou vários deles, são os cachorros.

Cachorros nao discriminam, recriminam, julgam ou ofendem. Eles não ligam se você é preto, branco, rico, pobre, japonês, baixinho, gordo, cheiroso ou bonito. Eles te amam do jeito que você é. Para conquistar a confiança de um cachorro, você só precisa amá-lo (ok, se for você que dá a comida para ele, ele também vai te amar). Dê o seu amor à um cachorro que ele lhe dará o dele.

E os cachorros também sabem aproveitar a vida. Não se preocupam com pequenos problemas (ok, eles não tem muitos), fazem as coisas porque gostam de fazê-las. Eles correm apenas por correr (confesso que adoro fazer isso também, mas existem pessoas próximas que são chatas e às vezes me impedem…), se atiram na água para buscar uma madeira quantas vezes você arremessá-la (o meu cachorro não, ele caga de medo da água). Os cachorros sim são felizes.

Há um outro “tipo” de seres também. Esses são as crianças.

O que são crianças, senão nós mesmos há alguns anos? Todos já fomos crianças um dia e, feliz aquele que é até hoje. As crianças são como os cachorros (em parte ok? Deixe-me terminar! ;D). Elas não discriminam. Coloque uma criança negra do lado de um branco norte-americano de família racista. Em poucos minutos (para horror dos pais) eles estarão brincando como velhos amigos.

Crianças não tem medo de parecerem ridículas na frente dos outros. Correm, gritam, pulam, se jogam, rastejam, se sujam, riem na frente de qualquer um, em qualquer lugar, simplesmente porque elas querem fazer, sentem vontade e não se reprimem.

O grande problema da humanidade é esse. Nós (eles) esquecemos o que é ser criança, esquecemos que já fomos crianças. Eu adoro ser criança, me recordo da minha época de infância fisiológica com grande saudade e felicidade (mesmo contando os diversos acidente e Experiências de Quase Morte). A infância física pode ter passado, mas não deixei a criança em mim morrer. Ainda sou criança, brinco de pega-pega, esconde-esconde, gosto de correr apenas por isso, briso muito mais do que a maioria das pessoas, ainda briso em pensamentos imaginados de mundo inexistentes (apenas por que ainda ninguém os criou).

Não vamos deixar esse mundo sufocar o que há de melhor na vida. Vamos ser cachorros e crianças, vamos nos divertir.

Vamos ser felizes.

(Texto inspirado no blog do meu irmão http://viniciusrf.tumblr.com/)

23 de agosto de 2010

Sustenidos e bemóis

Domingo foi mais um dia sem postar (não estou realmente mais me importando com isso). Dessa vez o motivo foi muito melhor – não foi um mero atropelamento. Foi devido ao cansaço de um final de semana espetacular na companhia da minha nova família. O desfecho foi sensacional. Primoroso. Uma apresentação musical mediúnica do grupo de um dos melhores amigos.

Enquanto eu ouvia Renato, Cazuza, Raul, Cássia, cantarem, eu pensava em diversas coisas, algumas eram dispersas, outras visavam entender o que tanto a Vitória olhava para o lado, outras envolviam pessoas que eu amava e também questões internas.

Na maior parte do tempo, na verdade, eu não pensei muito. Apenas cantei a plenos pulmões, sorri, me diverti, afinei, desafinei, cantei em falsete, me arrepiei e senti. Principalmente senti.

Senti a presença de amigos, irmãos. A presença mais forte ainda da Vih, que ficou abraçada comigo na maior parte do tempo. Incrível como uma pessoa tão pequena consegue despertar tanto afeto em você tão rapidamente. Foi realmente muito bom sentir o calor do corpo dela, a felicidade dela ao meu lado e também a minha por estar ali. Eu sentia a harmonia da bateria, baixo, guitarra, violão, tambores, voz e a inspiração de seres que não estão mais entre nós, guiando aquele trabalho maravilhoso. As emoções turbilhonaram-se dentro de mim, alternando-se mutuamente entre prazer, alegria, felicidade e outras, todas separadas e também unidas.

Não sentia o cansaço do corpo físico naquela hora, era apenas um detalhe que podia ser deixado de lado. Esqueci de todos os problemas, questionamentos, dúvidas, incertezas, paixões, r do corpo dela, a comigo na maior parte do tempo. idade e outras, todas separadas e tamb medos. E só uma coisa tem o poder de transformar as pessoas desse modo. É a música.

A música, ao contrario do que muito pensam, não mexe apenas com o nosso corpo físico. Ela influencia na nossa alma, no espírito, podendo fazer brotar sentimentos até então desconhecidos para nós. A música aproxima as pessoas, move ideais, desperta sentimentos, move pessoas, países e mundos, influencia, inspira e da coragem.

Descobri há algum tempo, em uma mocidade musical, que a harmonia também é um sentimento – vai além da harmonia musical, mas como estou falando disso agora... – e quem, ao ouvir uma música que goste, não sente a harmonia despertando em você? Seu corpo harmoniza com a música sem que você perceba. A música tem esse poder, de despertar sentimentos com uma intensidade muito maior do que normalmente acontece conosco. Ela pode alegrar ou entristecer, acalmar ou ebulir, te acordar ou fazer adormecer, despertar revolta ou o amor.

A música é um instrumento da alma. Aflora o que temos de melhor ou pior, é uma maneira de conseguirmos exprimir coisas que às vezes não podem ser ditas em palavras sem rima, em frases sem sentido. Música é arte. Uma arte que vai muito além do que ainda somos capazes de entender ou conhecer.

Tenho certa paixão por músicas instrumentais (talvez porque eu não saiba cantar e toque violino). Tais músicas, querendo ou não, são mais complexas ainda do que as outras, pois não possuem palavras e precisam mesmo de tal complexidade para passar o seu objetivo, sua vontade. Um mesmo instrumento, com as mesmas notas, pode te fazer tanto chorar quanto sorrir, despertar uma alegria feroz que parece não caber dentro do peito.

A música faz realmente você esquecer qualquer problema, te liberta da fragilidade do corpo e nos eleva para planos mais elevados onde podemos nos alegrar, mesmo que seja por pouco tempo, mas percebemos que ainda existem coisas boas, e uma delas é a música.

Admiro mesmo as pessoas que tem talento para a música, que a tocam e reproduzem com facilidade, mas mesmo assim não deixam de tocar com a alma (meu amigo Caleo é um deles!! XD). Não tenho a coragem de dizer que sou músico. Não tenho a mesma habilidade nem facilidade para tocar do que o Leo, por exemplo, nem a mesma desenvoltura, o mesmo grau de afinidade com o instrumento como tenho com as palavras. Também toco com a alma - acho que isso é o mais importante - mas ainda sim, a escrita é a minha arte.

Música é sublime, música é vida, música é sentimento.

E, acima de tudo, música é Amor.

 
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