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29 de novembro de 2010

Neutralidade apaixonada


Já vim aqui várias vezes e falei sobre a paixão. Relacionei-a com o amor, com a água, com pessoas... novamente a palavra central é paixão, mas não a paixão especifica de um homem e uma mulher.
Paixões seria uma palavra mais adequada.
A única paixão que existe é o desejo ardente entre os sexos? Não, não é. Existem diversos tipos de paixões e todas elas acompanham o homem desde que ele se tornou homem.
De que paixões estou falando, então?
Uma definição:
“Forças motrizes que regem a nossa vida, definindo nossa existência a partir do direcionamento que damos à elas”.
Uma paixão, então, pode se resumir na simples vontade de comer, ou de encontrar a felicidade, ou até de responder à uma ofensa proferida contra nós. Paixão seria igual a vontade?
Mais ou menos. Paixão é uma vontade, sim, mas não uma simples vontade como “ah, quero tanto comer um panettone...”. Não, é aquela vontade que nos impele a comer para que possamos sobreviver, aquele desejo de ser feliz que está arraigado no nosso ser porque é para isso que fomos criados. As paixões são quase como instintos e podem nos dominar se não soubermos como controlá-las.
As paixões são coisas negativas então?
Com certeza não.
As paixões são forças neutras, até porque o desejo de ser feliz não pode ser algo ruim, certo? Depende de nós direcioná-las para o bem ou para o mal, ainda que tal conceito dependa exclusivamente de como fazemos nossas escolhas. Uma mesma atitude pode ser boa em um momento e péssima em outro. Mas não vamos entrar nisso agora.
Como podemos controlá-las? Nisso também não posso ajudar. Cada um tem suas próprias paixões que podem ser coisas pequenas ou gigantes, como um vício, por exemplo, e cabe a nós entender, compreender tais paixões, o desejo que as move, e, assim, conseguir fazer com que elas não nos prejudiquem, fazer com que elas sejam ferramentas para a nossa evolução, não estagnação.
Para controlar as paixões, precisamos nos conhecer. É isso antes de tudo. Simplesmente não temos como encontrar a solução de um ‘problema’ se não entendermos o ‘enunciado’ esse problema. Não adianta também analisarmos toda a situação em si, pois existem infinitos fatores que podem gerar alguma coisa, modificar algo. Temos é que olhar para nós e, assim impedir que algo possa acontecer, ou até fazer com que algo aconteça.
Conheça a si e assim poderá alcançar qualquer coisa que quiser. Deus nos deu todas as ferramentas para sermos felizes, e as paixões são apenas mais algumas delas. Cabe a nós decidirmos se vamos usá-las para o bem ou para o mal.
Eu escolho a primeira opção.
E você?

esse texto é dedicado à você Del!! ;D

1 de novembro de 2010

Os fins (não) justificam os meios

Até onde é certo seguir um caminho?

Na nossa vida podemos interpretar dezenas de papéis, contar dezenas de mentiras, querendo ou não dizer a verdade, mas existe um “papel” que não escolhemos interpretar e que é o mais importante de todos. Para mim, essa personagem se chama Gustavo, pra você pode ser Nathan, Amanda, Paloma, Leonardo, Vitória, ou qualquer que seja o seu nome.

Quando estamos “vivendo essa personagem”, tomamos nossas escolhas, escolhemos nossos caminhos. Esses caminhos se tornam nossa vida, e as escolhas que fazemos ao seu decorrer, formam nosso caráter. Esse caráter define a ideologia da nossa vida, ainda que nunca tenhamos parado para pensar se temos uma ou não. Consciente ou inconscientemente, todos tem um ideal de vida.

Mas... até onde é certo seguir por esse ideal?

Um cara uma vez disse que “Os fins justificam os meios”. Me desculpe, mas acho esse cara um idiota, por mais que ele possa ter feito além dessa frase ridícula. Só por ela, ele já recebe um prêmio Nobel da ignorância.

Se levarmos essa frase para a nossa vida, estaremos dizendo que, se o objetivo é algo bom, não importa o meio que usarmos, ele vai ser justificado. Quer dizer então que se eu ir até a casa do dono de um banco, fazer ele passar todo o dinheiro para mim e depois matá-lo para depois eu distribuir o dinheiro para os pobres da África, eu vou ter feito uma coisa boa?

Um exemplo mais próximo de nós e que muitos não conhecem.

Sabem a nossa excelentíssima nova presidente do Brasil (presidenta, como ela gosta de falar)? Então, ela lutou contra a ditadura militar no Brasil. Ela fez isso como os caras do tropicalismo, criando músicas, tentando abrir a mente do povo através do conhecimento imbuído em letras bem trabalhadas, fazendo-os enxergar a opressão através da inteligência?

Não.

Ela organizou uma guerrilha que assaltava bancos e quartéis do exército em busca de armas para depois seqüestrar e matar pessoas...

Qual foi a diferença dela para os ditadores que nos oprimiam?

Nenhuma.

Ela ajudou a transformar a ditadura em uma guerra maior do que já era. Para atingir um “objetivo”, ela usou de violência indiscriminada, sem pensar nas conseqüências dos seus atos, na crueldade das suas ações. E foi essa pessoa que resolvemos colocar para governar o nosso país... Alguns dizem que “naquela época era necessário isso”. Era o CARAMBA! Há dois mil anos Jesus veio e nos mostrou a lei do amor, que não devemos matar nossos amigos ou inimigos e sim buscar tudo com o principio da não-violência. Assim fez Gandhi.

Ele veio antes da Dilma e libertou a Índia da opressão que era submetida sem nunca pegar nem mesmo em um lápis para ferir alguém, quanto mais seqüestrar e matar (e outras coisas mais, como torturas, que provavelmente também ocorreram). E tem gente que vai dizer que era necessário? ¬¬

Existem situações e situações...

A da nossa amiga guerrilheira não era necessária violência. Muitos outros lutaram contra a ditadura sem nunca bater em ninguém. Agora, adiantou alguma coisa que ela fez? Não, a ditadura não acabou por causa dela.

Porém, ainda que nenhuma violência seja justificada, às vezes ela é “necessária”. “Os escândalos são necessários, mas ai daquele que o cometer”, disseram os espíritos para Kardec.

Ainda que seja uma coisa errada, eu não pensaria duas vezes em matar para salvar a vida de uma pessoa que eu amo ou minha própria vida, por exemplo, desde que eu não visse nenhuma outra alternativa, é claro. Se algum dia (espero que não) isso acontecer e não houver outra maneira, eu não vou hesitar...

=I

30 de outubro de 2010

Saúde bucal

Como já dizia meu avô (pelas palavras da minha mãe, pois ele desencarnou antes de eu nascer), respeito é bom e faz bem para os dentes. É, eu sei, mesmo sendo verdade, essa frase é um tanto brutal.

Respeitar aos outros, à você, à natureza, aos animais, realmente faz bem para quem o exerce e para quem o recebe.

Respeito, acima de tudo, é não julgar, é aceitar e compreender, principalmente aqueles que se ama, aqueles que se gosta, amigos e parentes, mas também os desconhecidos, aqueles que não fazem parte da nossa vida, e também, como todo bom lutador sabe, respeitar o “inimigo”.

Se você vê algum amigo fazendo algo que você não faria, ainda que não seja algo errado, apenas não é do seu gosto (usar certo tipo de roupa, falar/expressar-se de determinado jeito, conduzir seus sentimentos de certa forma), você julga, faz piadas contra a vontade da pessoa, discrimina?

Muitas vezes julgamos (eu me incluo aqui) sem realmente saber de toda a situação. Você sabe por tudo o que a pessoa já passou para tomar tais atitudes? Você sabe a real razão dos seus atos? A menos que ela tenha te (nos) falado, fica difícil se só olharmos por fora.

Às vezes uma pessoa pode estar sentindo uma grande dor durante anos e tudo o que ela quer é esquecer dessa dor. Por isso ela tenta, tenta e nunca deixa de tentar, ainda que cometa muitos erros e falhe diversas vezes. Erra é humano, perdoar é divino. É por isso que estamos aqui, para errar e aprender com nossos erros.

Quando tem uma farpa no seu dedo, ela te incomoda e você quer tirar, não é? Se há alguma dor no seu corpo, você procura um meio de acabar com ela, certo? Será que as pessoas que julgamos não estão tentando fazer a mesma coisa que nós? Às vezes sim. Falo isso porque já julguei quem não merecia e sei do que estou falando. Sei também que cada um que ler esse texto já fez/está fazendo isso. Se você não julga ou não erra, pode ir embora da Terra porque aqui não é o seu lugar.

Só porque uma pessoa tem uma visão diferente das coisas que a maioria das pessoas significa que a visão dela é errada?

O melhor erro é aquele que cometemos tentando acertar.

Vamos sempre, eu e você, procurar saber sobre tudo o que está por trás das atitudes de uma pessoa antes de falar qualquer coisa dela. Se você não quiser fazer isso, não fale, pois palavras mal colocadas podem machucar mais que um soco na cara. E se for falar, fale diretamente com a pessoa, não para outros ou pelas costas, é a pior coisa que podemos fazer...

;D

8 de outubro de 2010

(O desejo d(O fogo) do desejo)







Quantas vezes os desejos não surgem em nós de um jeito quase incontrolável, brotando no íntimo do nosso ser e ganhando força rapidamente, aumentando seu volume e sua intensidade...




Somos feitos de tantas coisas... uma delas é o desejo. Desejo de continuar vivendo, de dar mais um, dois, milhares de passos, de sorrir, ser feliz, beijar uma pessoa que te atrai, que te desperta o desejo, desejo de amar, de se apaixonar... desejos são tantos que é impossível citar todos.




Desejos geram escolhas, e essas escolhas influem na nossa vida como nada mais pode fazer.




Às vezes tais escolhas são irreversíveis, causam danos irreversíveis, irrecuperáveis, irrevogáveis, incontestáveis...




Os desejos tem um pouco de cada elemento. São livres como o ar; não há restrições para o que se quer desejar, como quer desejar, quem se quer desejar... são apaixonados como a água, fluindo pelo nosso ser e tomando conta dele quase que violentamente... são sonhadores como a terra, pois desejam tudo o que podem sonhar.




Mas ainda assim, o ato de desejar, o desejo, essa parte tão intrincada do nosso ser, que nos impele muitas vezes quando a coragem ameaça de falhar, que às vezes nos faz tomar atitudes precipitadas levando-nos a cair no erro, tem muito mais de outro que não esses três anteriores.




O desejo, essencialmente, é quente. Arde em nossas veias, queimando o nosso corpo de dentro para fora na fúria de sua expressão, incendiando nossas células para alimentar seu ser, turvando nossa mente, dominando nosso corpo, movendo nossos atos...




Quando deixamos o desejo nos dominar, deixamos um rastro de pegadas fumegantes por onde quer que passemos.




Destruímos e afugentamos, amedrontamos.




Ainda assim, o Fogo não é apenas destruição.




O fogo faz parte de nós, parte do que somos, está em nossa essência assim como estamos na dele. O fogo é determinado. Devemos mantê-lo sob controle, para que ele não assuma seu controle sobre nós, pois ele tem vida própria e se alimenta do que nós realmente somos, de nossos desejos e vontades...




O fogo está em tudo e em todos, em cada partícula que forma cada ser que existe no universo, pois o fogo é energia, e a energia é a matriz da vida que nos ilumina.




O amor é o fogo que arde a mostra de todos, iluminando e incendiando os corações dos que amam, (re) nascendo em quem puder sentir seu calor. A paixão queima em seu desejo mais forte do que qualquer outro, consumindo-se e regenerando-se. Os sonhos só existem enquanto nosso fogo puder arder com força para alimentá-los. A amizade é um incêndio que devasta qualquer um que contra ela for.




Fogo é vida.




Todos os dias o Sol nos ilumina com a luz de seu fogo, luz de sua vida, dando-nos a nossa para que vivamos nossos desejos.




Nascemos do fogo, vivemos queimando e renasceremos pelas chamas.




Nosso planeta vive, pulsa e se incendeia. Tudo começa em seu interior, a vida começa em seu núcleo de labaredas incendiárias. Labaredas essas que nos permitiram vir à vida quando o planeta pulsava com sua ferocidade. Depois, nos permitiram realizar o nosso sonho de renascer como somos hoje quando redescobrimos a chama que havia em nós.




Guardamos em nosso íntimo a lembrança desse incêndio, pois nada pode viver se não queimar de alguma forma.




Mesmo a destruição que o fogo causa pode gerar novas esperanças, novos sonhos que viajarão livres e fluidos conforme nossa vontade. Basta apenas gerarmos as escolhas certas a partir do nosso desejo.




Fogo; elemento natural que vem de nosso pai, pois é ele próprio em sua essência, queima, ilumina e nos da força para continuar; desejo (in) controlável que não nos deixa fraquejar; queima por nosso corpo, alimentando-o e nos dando vida, fazendo parte de nós.




Desejo; o fogo em si, que não mede esforços para conseguir seus sonhos, seguir sua escolha; ama e se apaixona através das chamas que ardem em tais sentimentos.




Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, determinados como o fogo, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, violentos e sonhadores como o desejo, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade.






28 de setembro de 2010

Seguindo pelo escuro sem medo

O final de semana foi maravilhoso. Podia ter sido melhor, mas não se pode ter tudo nessa vida...

Ele começou na sexta-feira...

Festa de quinze anos da Nadny (GEBEM) e foi provavelmente a 6ª festa que eu dancei. Sou expert nisso já (mas só na valsa simples também, de resto... =/)

Dançamos muito, rimos e nos divertimos. O Nicolas bebeu um pouquinho além e depois descobri que ele vomitou quando chegou em casa uahuahauhauhauhauahua.

No sábado começou a COMECAP (citada no mini-post anterior) os monitores (eu e mais uns 20 e tantos) nos reunimos para finalizar e organizar o evento. No domingo, 7 horas da manhã, deu-se inicio o evento. 240 jovens dos mais variados lugares de São Paulo se reuniram para estudar a doutrina espírita com dinamismo, inteligência, discussões e alegria. 8 horas maravilhosas passadas na companhia de pessoas maravilhosas.

Dessa vez, não fiz novos amigos exatamente, mas fortaleci e muito as “velhas” amizades (a mais antiga dali tem alguns meses... uhauahuahuauah) mas o tempo não é o que importa. O que importa mesmo é a sintonia entre nós, que é tão grande como se nos conhecêssemos há séculos (quem pode afirmar que não? ;D). Conheci um pouco melhor pessoas muito interessantes e fiquei muito feliz porque algumas ficaram na minha sala. A essa(s), queria agradecer por ter(em) tornado meu domingo ainda mais especial. E que venham muitos outros dias com tal companhia maravilhosa. XD

Conversei com as pessoas que precisava conversar, resolvi alguns “pequenos” problemas e, ainda que não esteja feliz pelo desfecho, estou melhor. Conformado eu diria. O pior de tudo é saber que podia ter sido diferente... foda isso aí. Mas agora passou, não tenho como voltar atrás. Pelo menos eu aprendi muito com isso, muito mesmo, e tenho certeza que não vou cometer o mesmo erro outra vez. Queria é não tê-lo cometido desta vez.

Mas no domingo, nós jogamos o “jogo do contente”. Se você já leu o livro da Pollyana (não sei se é assim que escreve nem se o nome é só esse) sabe do que estou falando.

O jogo do contente se resume a ver sempre um lado bom nas coisas. No livro, a menina ganha um par de muletas quando ela queria uma boneca de Natal. O pai dela, vendo que ela ficou muito triste, ensina o jogo à ela. Ela pergunta para ele porque ela devia ficar feliz de ter ganhado as muletas e ele lhe responde que ela devia ficar feliz por não ter que usar as muletas.

Cada participante escreveu seu problema em um papel (na COMECAP) e depois algum outro tentou ver o lado bom disso tudo. Foi realmente interessante ver como tudo tem mesmo um lado bom, mesmo a morte de uma pessoa querida.

O tema da COMECAP foi “Quem tem medo do escuro” (leia o texto de mesmo nome no mês de agosto, que, por “coincidência” estava no temário da COMECAP ;D).

Eu não tenho medo do escuro, das coisas que se escondem nele, nem do desconhecido que se esconde em cada segundo futuro das nossas vidas. Mas, antes desse final de semana, eu acho que tinha uma ideia diferente sobre ele. Antes, eu não tinha medo. Agora, eu não tenho medo, mas o respeito.

Tive provas na minha própria vida de como as nossas escolhas influenciam o nosso futuro, nosso próximo passo, a próxima palavra...

Não tenho medo de tomar uma decisão, não mais, já há algum tempo, mas agora pesarei ainda mais todas as possibilidades antes de proferir uma palavra que não voltará nunca mais à minha boca, que poderá mudar as coisas para um jeito que não é o que eu quero. Pensarei mais antes de tomar uma decisão, de realizar um gesto.

Isso não me fará ficar mais frio ou calculista. Eu simplesmente não consigo ser assim, principalmente em relação aos sentimentos que, ao meu ver, é onde estão os maiores problemas da humanidade, as pessoas que não vêem isso. Se alguém é realizado sentimental e emocionalmente, os outros problemas parecem muito menores do que são, e ficam muito mais fáceis de se resolver.

Os sentimentos não são racionais, são lógicos sim, mas não racionais. Eles são lógicos porque a lógica vai muito além da pura razão. A lógica está em tudo o que nos cerca, basta apenas termos uma visão diferente da “essência” da lógica (leia o texto “E se fosse verdade...” no mês de setembro).

Quando você começa a pensar nos seus sentimentos com a razão, começa a pensar demais nos seus sentimentos, você acaba se tornando distante deles, frio, e isso é simplesmente horrível que se aconteça. Por favor, não deixe nunca que seu cérebro tenha mais influência sobre o que você sente do que o seu coração (a pessoa sabe que é pra ela que estou dizendo isso...).

Realmente as escolhas são muitas... mas, como me foi provado no domingo, nossos amigos lá de cima estão sempre nos ajudando, sempre nos mostrando as escolhas mais certas a se tomar, sempre querendo que nós andemos pelo caminho certo.

Não tenha medo do escuro, não tenha medo de escolher só porque tem medo de errar... eu sei, e fico extremamente feliz com isso, que conseguimos cumprir o objetivo do evento nesse domingo, que as pessoas saíram de lá com menos medo da escuridão do que quando entraram, que todos, inclusive eu, melhoramos um pouco mais...

Não tenha medo das distâncias, perdoe os erros, perdoe a si mesmo, dê uma chance ao outro e a si, dê quantas chances forem necessárias a ambos, dê uma chance aos seus sentimentos...

Não tenha medo de amar.

Eu não tenho, e estou dando uma nova chance a mim.

E você, tem?

25 de setembro de 2010

Escolhendo nossas escolhas

Escolhas... Elas são infinitas nas nossas vidas. Cada segundo que vivemos, estamos escolhendo.

Escolhemos continuar vivendo, respirando... escolhemos no que pensar (nem sempre), o próximo passo, próxima fala, próximo gesto, próxima escolha.

Escolhemos seguir por este ou aquele caminho, aceitar as oportunidades que aparecem. Todos os caminhos e chances estão na nossa frente, precisamos apenas escolher o que fazer a cada dia, cada hora, minuto e segundo, cada instante.

Mas quando escolhemos algo, porque não dar o nosso melhor? Fazer da melhor maneira possível? Todos os caminhos estão ai na nossa frente, mas nem todos devem ser seguidos, nem todos nós temos “capacidade” (na falta de uma palavra melhor) para seguir. Por capacidade, eu quero dizer que cada um de nós tem algo onde somos bons, somos melhores, nos destacamos.

Podemos saber fazer diversas coisas, saber sobre diversos assuntos, mas sempre existe um onde somos mais e é nesse caminho que devemos investir, este que devemos seguir.

Semana passada eu fui a uma entrevista de estágio na Bauducco. Lá, falaram para escrevermos uma redação com os motivos porque buscávamos aquele estágio. Eu até sorri nessa hora. Escrever é comigo mesmo e eu dei o meu melhor naquela redação.

O gerente industrial não deixou de falar que a redação foi bem escrita. Dei o meu melhor na hora de falar, mostrei todos os meus pontos positivos e até nos negativos consegui puxar uma pro meu lado.

Resultado?

A vaga é minha.

Em tudo na vida eu sempre tento fazer o meu melhor, seja em uma prova da faculdade ou em um desenho, um texto para o blog, o meu livro, uma apresentação de kung-fu... tudo.

Se temos essa oportunidade, porque não fazer?

Se tentarmos sempre fazer o melhor que pudermos, os resultados vão ser os melhores possíveis.

Então, vamos criar coragem, deixar a preguiça de lado e nos esforçarmos para sermos sempre os melhores naquilo que fazemos. Não tentando ser melhor do que os outros, mas melhor do que nós mesmos.

21 de setembro de 2010

E se fosse verdade...

Quantas coisas nós não desejamos? Quantas coisas não queremos que aconteçam em nossas vidas? Eu quero muitas.

A maioria das pessoas, quase todo mundo, na verdade, possui sonhos, desejos, vontades... Existem alguns que se entregaram à vida e apenas sobrevivem à ela, deixando-a passar e controlar seus atos, passando despercebido por ela e pela vida de outras pessoas.

Pensando sobre isso, ouvindo, lendo sobre isso, muitas pessoas com certeza pensam: “Eu não sou assim, quando quero alguma coisa, vou atrás”.

Será mesmo?

Tenho certeza que você, alguma vez, já desperdiçou uma oportunidade, deixou-a passar, por medo de arriscar, por não saber no que aquilo ia dar, por seguir demais a sua razão.

Vou puxar mais para o campo dos relacionamentos que é onde, eu acredito, surgem os maiores problemas, as maiores duvidas e incertezas, os maiores medos e também as maiores dores e decepções.

Quantos relacionamentos você já deixou que não acontecessem por causa de cor, tamanho, idade, distância, crenças, ideologias, medos, racionalismo... Ok, não acho que cada pessoa já desperdiçou uma chance para cada um desses motivos, mas tenho certeza que você já fez isso por pelo menos um deles.

Agora... você se arrependeu? Eu já me arrependi de ter deixado passar.

Não posso dizer que já vivi demais (tenho só 19 anos) mas eu já vivi algumas experiências, adquiri algum entendimento e maturidade no tema, também observando e aprendendo com o erro dos outros (eu sou muito observador, muito mesmo. Quem me conhece sabe disso). E eu aprendi que não vale a pena você deixar de arriscar por coisas tão pequenas como as que eu citei acima. Não vale mesmo.

Quem sabe exatamente no que vai dar? Se você for querer começar algo, pensando em como vai terminar, nunca começará nada, pois estará sempre com medo do fim. Nada é eterno (ok, algumas coisas e sentimentos são, mas são casos raros), não precisa acreditar mesmo que vai durar para sempre, mas, como já disseram (não me lembro quem =/), que seja eterno enquanto dure.

Muitas pessoas não gostam de Crepúsculo. Eu vou dizer que gosto, mas é mais pela profundidade de sentimentos existentes naquela história. O pequeno detalhe de que ele tinha que lutar contra o instinto de matá-la, não impediu o Edward e a Bella de ficarem juntos. Assim como no filme “E se fosse verdade” onde o cara se apaixona pelo espírito de uma mulher em coma no hospital. Mesmo sabendo que ela estava morrendo um pouco a cada dia e que morreria quando a família desligasse os aparelhos, ele não desistiu de tentar salvá-la, ele investiu nesse amor, nesse sentimento, mesmo sem ter a mínima ideia de o que fazer para impedi-la de morrer.

Não estou dizendo que temos que tentar fugir com uma mulher em coma na maca de um hospital, mas não vamos deixar os nossos pequenos problemas nos atrapalharem. Existem pessoas que lutam contra coisas muito maiores. São histórias? Sim, são histórias, é ficção, mas eu, pelo menos, lutaria com tanto afinco quanto eles por um amor. A ficção nada mais é do que uma cópia da realidade, pois, se uma história emociona, é porque quem a escreveu realmente sentia o que estava escrevendo (eu sei um pouco sobre isso, por isso posso falar).

O que mais nos faz desistir de um amor é a razão.

Sabe, muitas pessoas dizem que temos que seguir a razão, pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa... Nem tudo é assim. Não podemos deixar a razão dominar uma área que não é nada racional! Como a razão pode entender a emoção se não há nada de emoção na razão? O que temos que fazer, é encarar com lógica. A lógica sim vai muito além da simples razão. Há lógica na emoção, há lógica no amor.

Junte alguns fatores: vontade de ver alguém, respiração acelerada quando a vê, pensamento preenchido pela sua imagem em qualquer momento livre ou não livre, mãos geladas, perda de concentração na presença da pessoa esquecendo o que ia falar etc., sonhos com ela, textos inspirados na pessoa... logicamente, você está apaixonado.

A razão é uma inimiga da emoção, ainda que, racionalmente, estejamos fazendo o que é “melhor” para nós. Será que a gente sabe o que é melhor para nós? Eu não acho que saibamos não, ainda mais quando se trata da emoção.

Uma chance com alguém pode nunca mais voltar e você só tem como saber se vai dar certo, se você vai ser feliz, se tentar. Ficar pensando não ajuda nas coisas, só vai fazer você tomar decisões que você não quer realmente, que o seu coração não quer. A emoção, em nós, é muito mais presente do que a razão, nós somos muito mais emoção do que razão, então porque queremos governar nossa vida apenas pela emoção? Não está certo isso.

Então, não deixe uma oportunidade passar por medo de se machucar ou que possa dar errado, ou pelo que as pessoas podem ou estão falando, o jeito como estão olhando... Nada disso importa. Histórias inacabadas, para nós, às vezes já até tiveram o seu fim, ainda que não tenhamos percebido isso.

Acredite em você, acredite no seu coração, no que ele te diz quando você está junto com a pessoa por quem ele bate mais forte. De uma chance à vocês.

Você não vai se arrepender, tenho certeza.

^^

18 de agosto de 2010

O tempo não para

Tá, o titulo é um plagio sim, mas e daí? Hehehe

Me inspirei pra falar do tempo! hehehe E uma frase caiu no momento exato: “entaaum quer dizer qe cada segundo deveria ser vivido com preciosidadee?! huuuuuuum, mas elees passam taum depressa :/”. (Thanks Paah! ;D)

Você conhece a teoria de relatividade de Einstein? Provavelmente já ouviu falar dela, mas sabe o que ela diz? Resumidamente ela fala que o tempo é relativo à velocidade que você se movimenta. (mais ou menos isso) difícil, beleza, vamos a uma explicação simples: ficar dois segundos com uma nota de cem na mão, é um tempo muito pequeno não é? Experimente então ficar com uma panela de pressão quente nas mãos pelo mesmo tempo. Vai parecer uma eternidade.

Tudo é relativo, como a Paah mesmo falou respondendo a um comment meu e quer algo mais relativo que o tempo?

Realmente existem segundos que passam rápido demais, preferencialmente aqueles que você quer que passe mais devagar. Tenho certeza que você já passou pela experiência de estar com amigos ou até com um(a) garota(o) e as horas passarem tão rápido quanto minutos e, quando você se dá conta, a hora de ir embora já chegou. Tenso isso.

Mas existem segundos também (muitas vezes os que queríamos que passasse mais rápidos) que demoram muito a passar. Nem sempre isso é algo ruim, as vezes é muito bom. Uma experiência própria também. se você leu o meu texto “Breves momentos” ou se falei com você essa semana, sabe que eu fui atropelado. Se não sabe, fica sabendo agora.* Então, naquele momento, o tempo passou extremamente devagar para mim (mesmo que eu não tenha certeza de algumas partes do acidente, estão um pouco confusas). Na hora que o carro me acertou eu tive mais do que tempo para pensar (reagir na verdade, não me lembro de pensar muito) e me preparar para a queda. O momento entre o impacto da minha mão no chão e a hora que a minha cabeça se chocou contra o mesmo pareceu ser tão grande que, quando eu bati a cabeça, já estava achando que tinha acabado (é, foi bem estranho).

O que eu quero dizer é que o tempo não é uma linha definida, com escalas e medidas exatas. Ele muda, é elástico, estica e encolhe e, muitas vezes, não faz isso devido à comandos ou desejos nossos. Isso é algo muito bom e também muito ruim. Não sei se você já passou por momentos de perigo como eu (já foram mais de um para mim. Vários na verdade). Nessas horas o tempo passa mais devagar mesmo (se você não entrar em desespero e manter a mente clara, é óbvio), o que é muito bom, pois é como se você tivesse mais tempo para pensar e não morrer.

Nas ocasiões em que os segundos correm, esta em nossas mãos fazer com que cada segundo seja o melhor, para quando nos lembrarmos deles, não nos arrependermos por uma palavra não dita, um gesto não feito, um olhar não dirigido, um abraço ou um beijo não dado.

Até mesmo quando os segundos não estão correndo como queríamos, pare e pense, pois, como disse a minha amiga, tudo é relativo, sempre há um novo ângulo de se observar as coisas.

Quantos segundos são necessários para um gesto, um olhar, um beijo? Muito poucos, ou até mesmo muitos. Tudo depende de como NÓS queremos que o tempo passe, depende de como administramos o nosso tempo.

Só que, mesmo sendo relativo, ele não é tão assim, o tempo não volta. O momento perdido, ficou para trás. E nós sabemos lidar com esse tempo da maneira certa? Não.

Esse ano eu não estou trabalhando, tá difícil arranjar um estagio. Não faz muito tempo eu estava pensando em fazer alguma coisa que não vou me lembrar agora o que era. Certo momento eu pensei: droga, eu não tenho tempo para fazer isso. COMO NÃO? Eu não faço porra nenhuma a tarde inteira. Chego da facul e nem estudar eu estudo. Nas férias beleza, eu passei quase todos os dias no computador escrevendo meu livro, mas antes, nada. O que acontece com o meu tempo então? Eu o desperdiço. Com o que? Nem eu sei.

E você? Tem também a impressão de que o seu tempo esta mais curto do que deveria estar? Muitas vezes desejamos que nosso dia tivesse 48 horas para podermos fazer todas as coisas que quiséssemos, mas, na verdade, isso não é necessário. Basta apenas que saibamos administrar cada segundo da nossa vida, aproveitá-los e usá-los com coisas úteis. Em vez de chegar em casa da escola e ir para a cama dormir, porque você não vai ler um livro, estudar um pouco, escrever, desenvolver um hobby? Faça coisas produtivas com o seu tempo. Faça com que as coisas que você quer que aconteça ocupem os segundos da sua vida!

O tempo é muito valioso e nós não damos à ele o devido valor. Tem gente que diz ‘pra que, vamos ter outra chance mesmo, não dizem que sempre há uma segunda chance?’. Porque desperdiçar a primeira chance? Só por preguiça? As vezes a segunda chance pode não aparecer, ou vir de uma maneira diferente, não aquela que realmente gostaríamos.

Viva cada segundo com preciosidade.

Um segundo pode sim, mudar a sua vida.


*Se quiser saber sobre o meu atropelamento com mais detalhes leia o texto "Breves momentos", neste mesmo blog!!

;D

16 de agosto de 2010

Breves momentos

Sábado foi o primeiro dia que não postei. =/ Mas foi por um bom motivo também.

Estava eu no bairro Vila Mariana de São Paulo, após assistir ao filme Salt no shopping Santa Cruz (muito bom!! ;D). Resolvi então passar no metrô Vila Mariana para alugar uma bicicleta para dar uma volta. Era 6:30 da noite. Até ai, blz, estava escuro mas no problems. Estava andando e pensando, sem deixar de prestar atenção na rua, é claro, quando, de repente, ao entrar em uma rua, sai um carro que simplesmente não freou para entrar na outra rua. Eu, ao contrario, freei na mesma hora e quase perdi o controle da bicicleta duas vezes. Consegui me manter de pé e quase consegui desviar do carro. Infelizmente ele acertou a traseira da bicicleta e eu voei. O pior é que se o cara tivesse sido esperto e desviado um pouquinho para o lado, ele não me acertava.r?

Devo ter ficado pelo menos 3 segundos no ar. Mas passou tudo tão devagar. Eu tive tempo de pensar: PUTA QUE PARIU, eu tinha que ser atropelado? Então eu vi o chão vindo na minha direção. Estiquei o braço instintivamente, sem pensar, para amortecer a queda. Senti o impacto na mão e fui dobrando o braço para não quebrar meu cotovelo (ao contrário do que a maioria das pessoas fazem). Cai em cima do ombro direito e não consegui evitar a cabeça de bater no chão.

- Ai.

Foi o que eu falei.

Na mesma hora, percebendo que eu estava inteiro, deitei de costas no chão e comecei a rir. Foi da hora. Uhauahauhauhauhahua Um pouco de adrenalina sempre faz bem. No final apenas zoei um pouquinho o músculo do antebraço, nada demais, nem ta doendo mais. Quem tem habilidade é outra coisa não é? ;D

Mas esse acidente me fez pensar em outra coisa. No texto anterior eu falei em como um segundo pode mudar a sua vida. E não é que pode mesmo? E se eu tivesse demorado um segundo a mais para me desviar? Eu tinha acertado o carro de frente, ai sim eu ia me machucar. E se o cara que me acertou fosse um daqueles loucos que matam por uma batida de retrovisor? É, um segundo realmente pode mudar a nossa vida.

Mas sabe o que isso me mostrou também? O quanto a vida é breve.

Já parou pra pensar quanto tempo, quantas oportunidades nós perdemos por medo de arriscar? Medo de que possa dar errado? Ou por simples acomodação, preguiça de se mexer? Eu rio desse acidente hoje porque, graças a Deus, nada aconteceu comigo. Mas e se tivesse acontecido? Quem pode dizer o quanto minha vida ia mudar?

O problema é que damos importância demais para pequenos problemas, nos desesperamos com coisas que podem ser encaradas com mais calma. Vamos aproveitar a vida, vivê-la com mais intensidade uma batida de retrovisor? egundcleta e eu voei.

te controle da bicicleta duas vezes. consegui ! Aproveite cada oportunidade que aparecer, invista nela com todas as suas forças. Está apaixonado? Viva essa paixão, dê a chance de ela se transformar em algo mais. Como você pode saber o que pode ou ia acontecer se você não tentar?

Arrisque-se mais (sempre com prudência, é claro), você nunca sabe quando o segundo que vai mudar completamente a sua vida vai chegar.

3 de agosto de 2010

Vivendo ou Sobrevivendo?

Como você vive a sua vida? O que é viver para você?
Podemos dizer que viver é simplesmente respirar porque precisamos de oxigênio, é comer quando temos fome, porque precisamos da comida. Ou então viver é ir para a escola todos os dias porque nossos pais nos mandam para lá, é chegar em casa e não fazer nossos deveres, só porque não estamos com vontade, e matar esse tempo com uma boa soneca de umas quatro horas, e então acordar novamente, comer e voltar pra cama.
Viver seria, como já disse uma música, deixar a vida nos levar? Apenas nos adaptarmos ao que acontece porque “se aconteceu é porque era para ser assim”? É ver algo que nos incomoda, mas não mexermos sequer um dedo para mudar, porque “as coisas estão melhor assim” e “posso viver com isso”?
Não.
Agora eu pergunto de novo, como você vive a sua vida?
Respire fundo.
Conseguiu sentir o alívio quando o ar entra por suas narinas, chega a seus pulmões e inunda sua corrente com o oxigênio tão precioso?
Agora, olhe ao redor.
Você pode ver e identificar todas as cores que te cercam? E os sons? Procure escutar todos. Aquele som baixo e agudo ao fundo, seria um passarinho? Melhor ainda. Pode sentir os cheiros? O perfume de um amigo(a), a comida que é preparada na cozinha, o cheiro da grama e da terra... Se pode senti-los, consegue identificá-los? Você presta atenção nas coisas ao seu redor? Nas pessoas? Você pode realmente ver seus rostos?
Se não conseguiu perceber essas coisas, não diga que é difícil demais. Sim nós podemos! Mas, será que realmente adianta sabermos, e até mesmo acreditarmos, que somos capazes, se não temos a coragem de mudar, de tomar uma atitude?
Alguma vez já encontrou a coragem para mudar algo que te incomodava em você mesmo? Uma situação que não estava correta? Acredita mesmo que as coisas só são do jeito que são “porque Deus quis”?
É claro que nada acontece, uma folha não cai, se Deus não quiser, mas ele deu a nós o livre-arbítrio e com ele a oportunidade, e as vezes a obrigação, de mudarmos as coisas que não estão corretas. Deus não castiga ninguém, não deseja o mal de ninguém. Se algo não está bom na sua vida, me desculpe, mas a culpa é sua. E se esse algo que não está bom continua existindo na sua vida, a culpa é sua novamente. Porque não mudar? Porque não parar de Sobreviver à vida e passar a Vivê-la?
Você pode, só falta agora, você querer.

 
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