23 de novembro de 2010
Preces silenciosas
28 de setembro de 2010
Seguindo pelo escuro sem medo
O final de semana foi maravilhoso. Podia ter sido melhor, mas não se pode ter tudo nessa vida...
Ele começou na sexta-feira...
Festa de quinze anos da Nadny (GEBEM) e foi provavelmente a 6ª festa que eu dancei. Sou expert nisso já (mas só na valsa simples também, de resto... =/)
Dançamos muito, rimos e nos divertimos. O Nicolas bebeu um pouquinho além e depois descobri que ele vomitou quando chegou em casa uahuahauhauhauhauahua.
No sábado começou a COMECAP (citada no mini-post anterior) os monitores (eu e mais uns 20 e tantos) nos reunimos para finalizar e organizar o evento. No domingo, 7 horas da manhã, deu-se inicio o evento. 240 jovens dos mais variados lugares de São Paulo se reuniram para estudar a doutrina espírita com dinamismo, inteligência, discussões e alegria. 8 horas maravilhosas passadas na companhia de pessoas maravilhosas.
Dessa vez, não fiz novos amigos exatamente, mas fortaleci e muito as “velhas” amizades (a mais antiga dali tem alguns meses... uhauahuahuauah) mas o tempo não é o que importa. O que importa mesmo é a sintonia entre nós, que é tão grande como se nos conhecêssemos há séculos (quem pode afirmar que não? ;D).
Conversei com as pessoas que precisava conversar, resolvi alguns “pequenos” problemas e, ainda que não esteja feliz pelo desfecho, estou melhor. Conformado eu diria. O pior de tudo é saber que podia ter sido diferente... foda isso aí. Mas agora passou, não tenho como voltar atrás. Pelo menos eu aprendi muito com isso, muito mesmo, e tenho certeza que não vou cometer o mesmo erro outra vez. Queria é não tê-lo cometido desta vez.
Mas no domingo, nós jogamos o “jogo do contente”. Se você já leu o livro da Pollyana (não sei se é assim que escreve nem se o nome é só esse) sabe do que estou falando.
O jogo do contente se resume a ver sempre um lado bom nas coisas. No livro, a menina ganha um par de muletas quando ela queria uma boneca de Natal. O pai dela, vendo que ela ficou muito triste, ensina o jogo à ela. Ela pergunta para ele porque ela devia ficar feliz de ter ganhado as muletas e ele lhe responde que ela devia ficar feliz por não ter que usar as muletas.
Cada participante escreveu seu problema em um papel (na COMECAP) e depois algum outro tentou ver o lado bom disso tudo. Foi realmente interessante ver como tudo tem mesmo um lado bom, mesmo a morte de uma pessoa querida.
O tema da COMECAP foi “Quem tem medo do escuro” (leia o texto de mesmo nome no mês de agosto, que, por “coincidência” estava no temário da COMECAP ;D).
Eu não tenho medo do escuro, das coisas que se escondem nele, nem do desconhecido que se esconde em cada segundo futuro das nossas vidas. Mas, antes desse final de semana, eu acho que tinha uma ideia diferente sobre ele. Antes, eu não tinha medo. Agora, eu não tenho medo, mas o respeito.
Tive provas na minha própria vida de como as nossas escolhas influenciam o nosso futuro, nosso próximo passo, a próxima palavra...
Não tenho medo de tomar uma decisão, não mais, já há algum tempo, mas agora pesarei ainda mais todas as possibilidades antes de proferir uma palavra que não voltará nunca mais à minha boca, que poderá mudar as coisas para um jeito que não é o que eu quero. Pensarei mais antes de tomar uma decisão, de realizar um gesto.
Isso não me fará ficar mais frio ou calculista. Eu simplesmente não consigo ser assim, principalmente em relação aos sentimentos que, ao meu ver, é onde estão os maiores problemas da humanidade, as pessoas que não vêem isso. Se alguém é realizado sentimental e emocionalmente, os outros problemas parecem muito menores do que são, e ficam muito mais fáceis de se resolver.
Os sentimentos não são racionais, são lógicos sim, mas não racionais. Eles são lógicos porque a lógica vai muito além da pura razão. A lógica está em tudo o que nos cerca, basta apenas termos uma visão diferente da “essência” da lógica (leia o texto “E se fosse verdade...” no mês de setembro).
Quando você começa a pensar nos seus sentimentos com a razão, começa a pensar demais nos seus sentimentos, você acaba se tornando distante deles, frio, e isso é simplesmente horrível que se aconteça. Por favor, não deixe nunca que seu cérebro tenha mais influência sobre o que você sente do que o seu coração (a pessoa sabe que é pra ela que estou dizendo isso...).
Realmente as escolhas são muitas... mas, como me foi provado no domingo, nossos amigos lá de cima estão sempre nos ajudando, sempre nos mostrando as escolhas mais certas a se tomar, sempre querendo que nós andemos pelo caminho certo.
Não tenha medo do escuro, não tenha medo de escolher só porque tem medo de errar... eu sei, e fico extremamente feliz com isso, que conseguimos cumprir o objetivo do evento nesse domingo, que as pessoas saíram de lá com menos medo da escuridão do que quando entraram, que todos, inclusive eu, melhoramos um pouco mais...
Não tenha medo das distâncias, perdoe os erros, perdoe a si mesmo, dê uma chance ao outro e a si, dê quantas chances forem necessárias a ambos, dê uma chance aos seus sentimentos...
Não tenha medo de amar.
Eu não tenho, e estou dando uma nova chance a mim.
E você, tem?
23 de setembro de 2010
O "Outro" não pode vencer
Muitas coisas estão acontecendo na minha vida de uns tempos para cá. É estranho (pelo menos para mim), mas eu posso precisar o momento em que tudo começou a mudar. Foi em maio. Um final de semana com feriado como os outros 17 iguais a ele que vieram antes na minha vida. Igual apenas na época do ano. Final de semana de Páscoa.
Eu com certeza não sabia como eu voltaria daqueles três dias, não sabia das mudanças em mim, na minha vida, que aconteceriam por causa daquele meu sim.
Nesse fds eu aprendi muitas coisas (uma delas é que, sim, eu posso), eu reaprendi a viver.
A quanto tempo eu não reclamava que da minha vida, que nada acontecia... a quanto tempo as pessoas perguntavam: “Eaí, como vai a vida?” e eu respondia “Ah, vai indo” ou “+/-“.
Aquele fds me devolveu a vida.
Não era a minha vida que estava chata. Era eu que não estava vendo com clareza todas as oportunidades que surgiam, não estava aberto para receber as oportunidades, ser digno delas, não via o aprendizado que podia ser retirado dos momentos de tristeza. Hoje eu vejo.
E porque eu não era feliz?
Porque não estava aberto à felicidade.
Nesse fds eu esqueci do mundo e vivi os melhores dias em muito tempo. Sorri, cantei,não dormi, conversei, toquei violão, me diverti, fiz novos amigos, criei laços fortes e duradouros, me apaixonei.
Aqueles dias mudaram a minha vida. Hoje, não quero mais voltar ao que era, não vou voltar.
Nesse mesmo mês, escrevi um texto, meu primeiro texto. “Vivendo ou Sobrevivendo” (*Leia-o no mês de agosto). Hoje percebo que pude falar tão bem sobre o assunto porque eu estava sobrevivendo à vida.
Hoje não mais.
Agora pertenço a uma nova família que só cresce. Me apaixonei mais duas vezes. Não deram certo, mas isso não é algo ruim. Foi bom enquanto durou (ou não durou), aprendi com isso (muito) e percebi que as oportunidades são infinitas, basta enxergá-las e aproveitá-las.
Hoje não estou mais apaixonado, eu acho (talvez já há algum tempo, eu que só me dei conta agora), mas quero me apaixonar de novo. Pode parecer que sou volátil demais, mas não é isso. O que eu quero mesmo é amar. Encontrar a pessoa certa para passar, mais do que um fds ou um mês, e para isso precisamos tentar, arriscar, certo? Não tenho como saber se vai dar certo se não tentar. Acho que conheci alguém a pouco tempo que pode despertar esse amor em mim. ;D
Terminei de ler o livro “Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei”, do Paulo Coelho, que, por sinal, é muito bom, recomendo.
O livro fala quase exatamente da mudança que se operou na minha vida.
No livro, há o exercício do Outro. O Outro é aquela pessoa que te ensinaram a ser, mas que não é você, que pensa em juntar dinheiro para quando ficar velho, que pensa e faz planos e só percebe que está vivo quando seu tempo já está se esgotando.
Hoje, eu venci esse Outro, expulsei-o da minha vida. Hoje eu escuto meu coração, acredito e invisto nos meus sonhos. Existem derrotas, sim, mas “é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos que ser derrotado sem sequer saber porque você está lutando”.
No livro também fala sobre os aventureiros. Quando li, lembrei de um cara que zoa mais ou menos assim: “O cara vai, perde uns três dedos na subida, passa um frio desgraçado, dorme, come e mija mal e quase morre para subir uma montanha. Agora me diz: PRA QUÊ!”.
Eu sei pra quê.
Quando alguém assume um desafio, ele aceita os riscos, os perigos, as dores que poderão vir, o sofrimento que aquilo poderá causar. Mas você tem que aceitar o desafio e ir adiante, até o fim, enquanto houver chances. Pois, do mesmo jeito que se assume os riscos, se assume também a alegria, felicidade, êxtase, diversão, conhecimento e auto-conhecimento, conquistas, que aquilo gerará quando você conseguir. Sim, você vai conseguir se persistir, não importa quanto tempo demore, pois o universo conspira a favor dos que sonham.
Arrisque, não tenha medo do escuro, tenha coragem para mudar, acredite que você pode!
Viva a sua vida.









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