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11 de fevereiro de 2011

Consciência = consciente + subconsciente


Você já parou para pensar no que é realmente a consciência?
Muitos a confundem com o consciente. Estão errados. Eles são coisas um tanto diferentes.
E o subconsciente (ou inconsciente)? Você acredita na sua existência, certo? Alguns acreditam, outros não, mas o fato é que ele exerce muita influência sobre o nosso consciente, sobre os nossos atos.
Vamos falar um pouco sobre esses dois lados da nossa mente.
O consciente é aquele que está desperto na maior parte do tempo. É quem toma as decisões, avalia as possibilidades, aprende, enxerga, analisa o mundo à nossa volta. O consciente seria aquilo que nós chamamos de “eu”.
Quando você fala “eu sou assim”, “eu gosto disso”, “eu agiria deste jeito”, você está falando sobre gostos e ações do seu consciente, de, como algumas pessoas falam, de você próprio.
Mas e naquelas situações onde fazemos coisas que, segundo nós, não sabemos porque fizemos? Quando reagimos por instinto ou sem pensar? Quando dizemos algo que não estávamos nem pensando no momento, simplesmente abrimos a boca e aquilo sai?
Esse é o seu subconsciente.
Ele tem muito mais influência sobre as suas escolhas do que você imagina. No subconsciente estão guardados os nossos instintos, nosso medos, angústias, desejos, vontades. Eu acredito até que o subconsciente é que é o nosso verdadeiro eu, ainda que não possamos nunca desprezar os gostos do consciente.
É que no subconsciente é que estão guardadas aquelas vontades que você tem vergonha de falar, ou também aquele gosto por aventura, aquele desejo secreto por algo ou alguém.
O consciente é influenciável por fatores externos. Ele está sujeito ao crivo da razão e da “lógica”, se importa com o que os outros dizem e pensam para formar os seus gostos, ainda que você diga que não se importa com isso. Pode até não se importar agora, mas quando houve a formação dos seus gostos, eles foram sim influenciados pelo externo, pelas outras pessoas, pelo que elas pensam e gostam.
O subconsciente não.
Ele não se influencia por outros. Ele quer aquilo, gosta daquilo, e ponto. Por isso que as pessoas têm tanto medo de seguir seus instintos, de se entregar aos desejos, pois têm medo de serem julgadas.
Só que, em um assalto, por exemplo, você sabe qual seria a sua reação? Todos sempre dizem que não, e isso é verdade, apenas quem já passou por um sabe como agiria. Às vezes você é uma pessoa completamente pacífica e, assim que é anunciado o assalto, você parte pra cima do assaltante. Às vezes você se acha muito corajoso e se acovarda em frente ao perigo. Talvez, também, você consiga manter-se sob controle e agir conforme a situação, conciliando consciente e subconsciente para fazer o que for preciso: não reagir ou reagir.
Em situações de extrema tensão, quem manda em você é o seu subconsciente.
Mas então não podemos mudá-lo? Ele existe e somos reféns dele?
É claro que não. Ele é você, faz parte de você, é você quem manda nele, não ele em você, pois existe algo acima disso: é a consciência.
Junção do consciente e do subconsciente, a consciência é o que nós somos de verdade, a consciência somos nós realmente.
O consciente é fácil de mudar, desde que tenha força de vontade e determinação. O subconsciente já é mais difícil. Exige muito mais força de vontade, auto controle e também, acima de tudo, um auto conhecimento relativamente bom.
Para você mudar seu subconsciente, suas vontades e instintos, você precisa, primeiro, conhecê-los. Após obter esse conhecimento, precisa treinar sua mente e corpo para que algo se torne instintivo, se for isso que você quiser, ou fazer com que você não seja mais “refém” de uma vontade enraizada na sua mente.
Tudo é uma questão de treino. Você pode sim, é só você querer.

5 de novembro de 2010

Ser essência, muito mais!

Quando a pessoa faz um blog, ela o faz com algum objetivo, seus textos, na maioria das vezes, tem um tema geral em comum.

O meu amigo Nathan fala sobre fatos que acontecem na vida dele, seus sentimentos (raras vezes), alternando entre uma ou outra história, mas sempre tirando algum conhecimento das suas experiências (que às vezes são puras trollagens).

Minha amiga Paloma (que no caso é muito “amiga” do Nathan ;D), em geral, nos conta sobre o que aconteceu no dia dela, como em um diário.

Existem blogs voltados para a manifestação espírita (Rodrigo) ou para divulgar músicas e poemas próprios (Ricardo). O fato é que todos criam um blog com um objetivo, tem um tema principal para ele. Muitas pessoas já me perguntaram: sobre o que você escreve no seu blog? E eu nunca soube responder assim: é sobre isso (ponto)!

Meu primeiro texto foi sobre o amor. Tem também crônicas, narrativas, criticas, desabafos, declarações, textos filosóficos ou científicos que buscam entender certas coisas, outros são engraçados e outros são simples frutos de momentos brisados.

Percebi que não tenho um tema central...

Há algum tempo eu escrevi sobre os elementos e os relacionei conosco e os sentimentos. Aprendi muito com esses textos e gosto muito deles. Mas ainda assim, o que eu busco ao escrever? Não sei!

Quando resolvi criar o blog, não foi por algo especifico.

Simplesmente eu fiquei com uma vontade enorme de escrever e fiz sete textos em dois dias. Precisava então divulgá-los, certo? Fiz o blog. Fiquei então com medo de não conseguir “alimentá-lo” com a freqüência necessária, pois não quero apenas escrever, quero que a maior quantidade possível de pessoas leia meus textos, quero que gostem e admirem o que escrevo porque, senão, para o que importa tanto esforço? Para ficar arquivado sem nunca ser visto ou lido?

Descobri a facilidade que tenho para criar. Sempre soube que eu era bem criativo desde pequeno, pois sempre brisei MUITO e sempre disseram isso para mim, mas não tinha certeza se eu conseguiria escrever tanto assim. Cá estou no texto número 120 (mais ou menos). O que eu busco então? Não tenho certeza ainda...

Acho que, algumas vezes, eu busco a essência de tudo ao redor.

Não suporto ver algo e não entender como funciona, para que serve. Sou curioso e minha curiosidade me impele a saber sempre mais.

É isso!

O que eu busco com a escrita, desde o meu livro até o meu blog, é entender a essência do nosso mundo, da nossa vida em, para isso, uso de vários “meios” – que seriam os temas dos textos – pois a essência de tudo não está em apenas uma coisa. Está na matéria, nos elementos, na anti-matéria, no pensamento, na inteligência, no sentimento, na brisa, na idéia, no espírito, na revolta, na filosofia, na ciência, em Deus.

No nada.


*blogs citados:

http://paahloma.blogspot.com/

http://nathan-gonzales.blogspot.com/

http://deckrock.blogspot.com/

http://manifestacaoespirita.blogspot.com


7 de outubro de 2010

Sonhos que movem montanhas




Sonhar, nunca deixar de sonhar.


Os sonhos movem a humanidade desde que a humanidade se tornou humana.


Bebemos, caçamos, comemos, matamos, nos escondemos, sobrevivemos. Pensamos... quem pode dizer o que levou à essa mudança?


Talvez um sonho.


Um sonho de deixar de sermos como éramos e nos tornar como somos. Sonho de crescer, viver, sorrir, falar, andar, olhar, pensar, amar! Sonho de sonhar...


Os sonhos são belos e sublimes, imaginários e reais, movimentam-se com toda a leveza do ar, viajam mais rápido do que o próprio, levando sua essência para todos os lados e lugares. Sonhos são divinos, inspiradores, superam qualquer barreira, assim como a água.


Quando um sonho se fertiliza, nasce e cresce, nada pode impedi-lo, ele toma conta do nosso ser, preenchendo cada espaço com sua liquidez apaixonada. Toma conta de nosso lado que busca, que é a libertação expandindo-se para todos os lados, veloz e determinado, voando com os ventos.


O sonho está em nós. Nós somos os sonhos que queremos ter...


Mas o que nós somos?


Somos apaixonados e espontâneos, movimentamo-nos para todos os lados ao nosso bel prazer, seja com nosso corpo ou espírito, mente ou subconsciente.


Somos livres! Ainda assim, presos.


Nem tudo nós podemos, apenas porque não acreditamos que podemos. Mas ainda assim, tal restrição tem suas dádivas.


A terra, ao contrário do ar e da água, não se movimenta com tanta facilidade.


Está presa ao chão, presa à Terra, presa à si. Movimenta-se conforme se movimenta, toda ao mesmo tempo, sempre com um objetivo. Quando começa, nada pode pará-la. Se nada a fizer iniciar, nunca começará.


A terra sim é poderosa.


Impele água e ar para todos os lados quando decide passar. Varre tudo que está em seu caminho na busca de seu objetivo. Ganha força, avoluma-se, multiplica-se, atrai outras para si, vai levando tudo e todos. Causa destruição? Sim.


Mas também causa a vida.


Junte o ar e a água à terra e acrescente uma pitada de um sonho.


Pronto, dali nascerá uma vida.


A terra reconhece suas limitações e não tenta ir além do que pode. Não tenta voar ou fluir. Ela quase nunca sai do lugar, mas vai quando é preciso. A terra sonha, sim, mas sonha sonhos reais, possíveis, imagináveis ou não, mas sempre realizáveis.


Sabe que não pode tudo sozinha. Precisa do amor do ar, da paixão da água, e junta isso com a determinação que lhe é própria. Dessa maneira, tudo é possível. E qual é o resultado dessa junção?


Chama-se Amizade.


Sonhar sozinho é bom e podemos ir longe assim. Mas sonhar junto é melhor ainda.


Vamos ainda mais longe quando estamos juntos de outros, com a força, amor, determinação, paixão, amizade, fluidez, velocidade, liberdade dos outros.


É assim que a terra é. Ela ama, sim, ama a vida que gera, o amor que regenera, o ar que liberta, a água que desperta. Ama os outros e a si, ama a tudo e a todos = amizade.


Somos amigos e irmãos, companheiros sonhadores que se amam, ajudam e acreditam.


A terra sonha e nós também. Sonhamos ambos com a vida e, assim como ela, devemos acreditar que nossos sonhos são reais.


Terra; amizade em si, que não discrimina nem injustiça, ama sonhadoramente, com paixão e liberdade, mas sempre com a mente clara e determinada. Fé.


Amizade; paixão, amor, liberdade, entendimento, (re) conhecimento, incentivo, determinação, vida.


Pois em Deus podemos acreditar quando encaramos o milagre que ele criou, a vida que nos deu, os sonhos que nos faz sonhar, as paixões, amores, que nos faz sentir, a terra que podemos pisar, a água que nos faz viver, o ar que nos faz sentir.


Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade

6 de outubro de 2010

Ser como o rio que flui



Tenho tantas coisas para dizer, tantas para fazer... só que não sei por onde começar. Penso e repenso, analiso e cogito, imagino, desimagino e me frustro. Sobre o que escrever? O que falar? Como falar, fazer, ser, sorrir, imaginar, pensar, agir, viver, amar...



Não sei.



Na verdade, sobre o que eu sei?



Muito pouco, comparado com o que ainda vou saber. Menos ainda com o que nunca vou saber. Mesmo assim, porque não tentar apreender um pouco mais de saber?



Quantas coisas não se pode aprender consigo mesmo! Coisas que você não sabia que sabia, coisas que você realmente não sabia e que descobriu com a ajuda de outros ou apenas por si. Existem diversas maneiras de aprender. Os outros podem te ensinar, você pode se ensinar, pode ler, ver, ou apenas pensar, imaginar, se questionar, escrever.



A escrita foi a renovação do conhecimento, do meu conhecimento.



Palavras que fluem livres pelas páginas sem fim escritas à próprio punho até não agüentar mais, letras que se unem, atraídas pela força gravitacional da inteligência como se fossem átomos do saber, prótons do conhecimento, elétrons de Deus.



Livres como a água, mas nem tanto como o ar, as palavras carregam emoções e sentimentos, conhecimento e ignorância. Se espalham para todos os lados, preenchem cada espaço do recipiente que as acolhe. Mesmo assim, tem seus limites.



Não podem viajar quilômetros sem fim com a facilidade do ar. Estão presas à terra, presas ao homem e a aqueles que estão dispostos a escutá-las, apreendê-las, ouvi-las, entendê-las e apreciá-las!



Ainda não sei o que fazer...



Queria apenas não fazer nada. Deitar na relva macia que ondula ao vento, olhar para o céu e apreciar sua cor, suas cores, seus movimentos, suas curvas, a brancura de seus ingredientes, de sua matéria e falta de.



O Sol ao longe que começa a se esconder, preparando-se para renascer em outro lugar, levar sua vida para novos planos, mas sem impedir que a minha continuasse por aqui.



Sombras se alongam e o céu ganha uma nova cor. Um vermelho intenso se espalha pela linha longínqua do horizonte onde cadeias de montanhas com seus picos intocados refletem os últimos raios para todos os lados, refratam a luz, criam arco-íris que nunca são apreciados.



A água corrente acalma o ambiente e atrai, gera a vida. O riacho se acumula e cresce, multiplica-se, fertiliza(-se), nasce e (se) regenera.



O Sol, por fim, se esconde, e revela uma beleza oculta, uma vida oculta, que estava ali mas não podíamos ver.



Luzes e mais luzes explodem por todos os lados à centenas de milhões de quilômetros, à apenas alguns metros de mim. O vento suave sopra calmamente e minha mente se esvai de pensamentos.



Palavras começam a se formar no ritmo das águas aos meus pés, ganhando vida, crescendo e avolumando-se. Após o germe inicial, elas tomam controle de suas próprias ações, seus movimentos e sentimentos, de suas falas, intenções. Começam a fluir não mais como a água, mas sim como o ar, livres, poderosas, fluidas, velozes, arrebatadoras. Ainda assim não abandonaram sua semelhança com a água que corre. Possuem suas limitações, suas intensidades quase incontroláveis, assim como nós.



Água; paixão violenta que flui constante por nossas veias de imaginação e sentimento, dominando nossa mente e pensamento, controlando o corpo e o movimento.



Água que nos forma e da forma, nos alimenta e mantém vivos, dá-nos lucidez e perseverança. Sempre acredita que tudo pode ser superado apaixonadamente.



Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, apaixonados como o amor.

29 de setembro de 2010

Quando as luzes se acendem

O ser humano é uma criatura estranha. Desde o começo, esforçou-se para aprender tudo o que podia sobre tudo o que o cercava.

Ao ver o choque entre duas rochas produzir uma faísca, descobriu o fogo. Observando os pássaros voarem, inventou o avião. Tentando apreender tudo o que o cercava, começou a enxergar Deus.

Ávidos por conhecimento, não cessamos nunca de pensar e imaginar.

A imaginação porem, associada ao pensamento não-lógico, algumas vezes, cria outras coisas que não coisas para o nosso benefício.

Crenças e superstições, lendas, mitos, fantasias, realidade. Medo.

O medo sempre esteve junto do homem, acompanhando-o a partir do instante que pode compreendê-lo. Medo das feras, da chuva, dos raios, do fogo, da natureza, do homem, da morte, do escuro. Medo do Medo.

Existem centenas, milhares, infinitas razões, racionais ou não, para sentirmos medo. Algumas são lógicas e reais, algumas imaginativas e etéreas. O homem teme, principalmente, pela sua vida e o desconhecido, dois medos lógicos e também não, racionais e emocionais.

Mesmo entre os que acreditam que a vida não acaba quando o corpo morre, o medo do que há além da “vida” esta presente em suas (nossas) vidas, pois nesta passagem, juntam-se os dois maiores medos do homem que eu acabei de falar, morte e desconhecido.

O desconhecido pode causar dor, revolta, sofrimento, desconforto, angustia, perdas, loucura, morte. São algumas razões (racionais ou não) que nos fazem temer o desconhecido, o escuro (Leia o texto “Quem tem medo do escuro” no mês de agosto).

Há, porém, alguns que temem algo maior e melhor, e esses são os que merecem toda a nossa compaixão.

Pessoas que se entregaram às sombras e ao medo, cavando buracos profundos em suas mentes e escondendo-se lá, refugiando-se do medo nele mesmo, acolhendo-o, cegando-se por sua própria vontade, perdendo-se em labirintos sem fim entre seus iguais, seus eu-mesmo (Leia o texto “A dança das estátuas” do mês de agosto).

Nessa hora, o medo já faz parte delas, elas não o sentem mais. Pelo menos, não pelo que deviam sentir.

Se você tem medo do escuro, sinta-se reconfortado, essas pessoas, elas sentem medo da Luz.

Transformaram-se em estátuas-vivas, presas infinita e atemporalmente na inércia de sua falta de movimento. Movimentam-se em círculos sem fim, temendo sempre que seu mundo possa desmoronar por causa do brilho de um vagalume.

Escondem-se nas sombras criadas pela Luz, sempre fugindo seus olhos do brilho que cega, que machuca, que amedronta.

Não vêem, na aprendem, não sentem, não amam.

O conhecimento lhes foge, pois acham que sabem de tudo. O outro lhe é invisível, pois, quando o olha, vê apenas um espelho que reflete seu egoísmo e sua ignorância.

Não suportam bons sentimentos, pois eles brilham. Não suportam o amor, pois ele é Luz.

Não poderão se salvar se não enfrentarem o seu medo, coisa que “nunca” farão, pois temem o medo.

Esses são os que mais sofrem no mundo.

Não deixe que seus olhos, sua mente, se acostume com as sombras, é muito fácil. Difícil é voltar depois para a Luz.

Tenha medo das sombras, mas nunca da Luz.

 
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