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16 de setembro de 2010

O Príncipe e a Rosa


Respondendo ao seu comentário Vih! ;D


Seria mesmo egoísmo você desejar NUNCA perder alguém, que alguém nunca se afaste de você? Algumas pessoas acreditam que sim. Se pensarmos de uma certa forma, eu acredito que não.


O problema é a maneira como pensamos. Atribuímos o nunca perder ao ter. Queremos possuir as pessoas, como se fossem propriedades nossas. Mesmo que você não ache que é assim, se você acredita que alguém é seu, você pensa assim. Ninguém é, foi ou será de outro alguém, pois não se perde algo que nunca teve.


Mas, vamos por outro lado.


Provavelmente você já ouviu essa frase: Você é responsável por aquilo que cativas.

A partir dessa frase, podemos tirar um significado mais amplo da palavra ter.


Quando duas pessoas se conhecem, elas não sabem nada um do outro, não tem nenhum sentimento entre eles. Aí, encaixa-se outra frase: Os opostos se distraem, os dispostos se atraem.


Os opostos são todos aqueles que não tem interesse/vontade/inteligência/sentimentos de querer conhecer alguém. Dispostos... bem, a palavra diz tudo.


A partir do momento em que duas pessoas se dispõem a se atrair, elas começam a criar pequenos vínculos que os unem, começam a depositar (sem conhecimento de ambas as partes) pequenos pedaços de si, vinculando-se, “prendendo-se” à outra pessoa. Momentos, gestos, sorrisos, palavras, sons, cheiros, músicas, sentimentos... Todos temos alguma dessas coisas que nos fazem lembrar de alguém. Eu por exemplo: sempre que abraçar alguém, vou me lembrar de certa pessoa que tem um abraço maravilhoso, porque esse gesto, todos aqueles momentos, são nossos (meus, pelos menos, em relação à ela), eu pertenço à ela nesse sentido, pois minha mente sempre vai ir até onde ela estiver quando esse gesto ocorrer. Veja bem, isso nada tem a ver com sentimentos, amor ou paixão, tem a ver com o gesto/momento. Criamos um vínculo através disso. Isso também se aplica à quando eu pegar alguém no colo ou ver uma garota arrumar o cabelo ou quando eu ver uma rosa


Voltando à frase da realeza. Quando cativamos ou somos cativados por alguém, esse vínculo é muito maior e, totalmente diferente do sentimento de posse que impregnamos à palavra ter, acabamos pertencendo à outra pessoa ou “possuindo” uma parte dela.isso vale para todos: namorados, amantes, maridos/esposas, amigos, parentes, todos por quem fomos cativados ou cativamos. Isso porque cada pessoa que é importante para nós deixa sua marca na nossa vida, deixa sua marca em nós, seu momento, seu gesto e, se forem embora, acabarem saindo de nossas vidas, levam uma parte de nós junto e, por consequência, deixam uma parte dela conosco.


Ao contrario do que possa parecer, o espaço onde estava a parte levada não fica vazio. Ele está preenchido pelo que une os dois, um laço eterno que não pode ser quebrado, pois ambos foram cativados.


Por isso, é sim possível “ter” alguém para sempre e não estaremos mentindo se dissermos :”Você nunca vai me perder”. Basta apenas entendermos realmente o significado das nossas palavras.

Cuide de quem tu cativas, pois estará criando um laço mais forte do que imagina.

*1.500 visitas!!! Obrigado a todos que prestigiam meus humildes textos! Obrigado pelos comentários e apenas leituras. O importante é que vocês vieram. ;D

1 de agosto de 2010

Arrebatamento



Já vim aqui uma vez e falei sobre o amor. Agora vou falar sobre a paixão.
Você já parou para pensar no que é paixão? Para mim, como eu falei enquanto conversava com uma amiga, paixão é arrebatadora, enquanto o amor se constrói.
Vamos diferenciar esses dois pontos então.
O amor é um sentimento sublime, profundo e eterno, que pode aparecer tão rápido que nos impressiona e nos confunde, ou pode ser construído através do tempo. O amor é primoroso (;D).*
Já a paixão é bem diferente. É muito mais carnal, mais forte, eu diria e aparece com muito mais facilidade e rapidez do que o amor. A paixão nos tira o fôlego, faz nossas mãos suarem e o coração bater mais rápido, sorrimos como idiotas (tive que roubar também Pah ^^).
Eu já vivi amores e paixões, cada um com suas características e diferenças. Gosto de me apaixonar, mas prefiro muito mais quando a paixão é correspondida e acho que não estou sozinho nisso, certo? (hehehe)
Mesmo gostando, não me apaixono facilmente. Quer dizer, não é bem assim. O meu grande problema é encontrar uma pessoa por quem eu me apaixone, depois disso, as coisas acontecem tão rápido que, ao acordar no dia seguinte, já estou “perdido”.
Muitas vezes o sofrimento acompanha as paixões, pois nem sempre as coisas acontecem do jeito que queremos não é? Quem nunca se apaixonou por alguém que não te quis? Por alguém que só te queria como amigo? Eu posso afirmar que já passei por isso.
Hoje eu ouvi uma frase que atraiu a minha atenção.
“A aparência atrai, o conteúdo conquista”.
Estou apaixonado por essa “frase”, se é que vocês me entendem.
É uma frase completamente verdadeira, mas que me faz questionar o seu funcionamento. Não estou me achando, mas ela nem sempre funciona comigo.
Outras coisas que sempre aparecem com as paixões, são as dúvidas.
Você fica em dúvida sobre tudo. Será que eu falo agora ou depois? Fico só nas indiretas ou parto pras diretas mesmo? E se eu falar, como ela vai reagir? Agora que ela já sabe, o que ela quis dizer com aquilo, com aquele título ou com aquela frase? O mistério é bom, mas me mata. “Você já sabe... Quer dizer... ah, você entendeu”. Cara, isso pode significar tantas coisas que eu tento nem parar para pensar porque senão o cérebro entra em curto.
Sou um cara paciente e não tenho (muitos) problemas em esperar. Mas a espera é angustiante. Tudo bem, é recompensadora quando a resposta é positiva, mas acaba com a gente quando o que veio foi um Não.
Vou aproveitar para fazer um pedido. Se a resposta for negativa, não se preocupe tanto com os sentimentos do outro, porque, se o fizer esperar demais, vai doer ainda mais depois.
Se for positiva, beleza, não me importo. Ainda mais porque há um motivo para se esperar.
Se estiver na dúvida, melhor ainda, mais tempo para eu fazer você mudar de idéia.
Agora, se você estiver apaixonada(o), mas não quiser se envolver sério com ninguém, não tem problema também, a outra pessoa pode não estar querendo nada sério, ou até mesmo se satisfazer Aproveite a paixão enquanto ela durar (deixando bem claro os seus desejos, é óbvio) mesmo que seja para durar pouco tempo. Pelo menos você aproveitou, sentiu, viveu.
Ficou confuso? Um resumo então.
Aproveite qualquer paixão. Sempre.
*Leia mais sobre o amor no texto “O que é o amor?” neste blog! (mês de Julho)

28 de julho de 2010

O que é o Amor?



O que realmente é o amor? É ferida que dói e não se sente? Talvez. Quem nunca amou e sentiu aquele aperto no peito só de experimentar a sensação? Aperto forte que chega a ser doloroso, mas, quando não está ali, pode doer ainda mais.
É um contentamento descontente? Sim, acredito que sim. Cada segundo que você passa com a pessoa amada parece ser o melhor e mais feliz da sua vida. Mas como todos os outros segundos, eles também passam. E assim, cada segundo que você passa longe da pessoa amada, te traz infelicidade.
Só o amor conhece o que é verdade? Mais uma máxima do Renato. Quem consegue mentir para a pessoa amada? Quem pode esconder algo de alguém que se ama? Quem não descobre, só no olhar, quando a pessoa não está bem? Você duvida se o seu amor é correspondido? Olhe nos olhos da pessoa com firmeza, faça-a olhar para você. Os olhos são a janela da alma e “transpiram” os verdadeiros sentimentos. Experimente. Você verá que dá certo.
Acredito na frase que diz que o amor é fogo que arde sem se ver, mas discordo dela em um único ponto. Quem diz que não é possível ver? Qualquer um percebe quando alguém está amando. Porque? Porque essa pessoa não quer esconder o sentimento que está dentro dela. Ela quer mostrar a todos, quer gritar: EU AMO ...... quem quer que seja. O que importa é que ninguém é capaz de esconder um amor. Ele faz os olhos das pessoas brilharem, o coração bater mais forte, a respiração acelerar, o sorriso vir mais fácil, o abraço ser mais apertado.
Quem diz que não é de ninguém, que não se prenderá nunca a ninguém, é porque ainda não amou. Amar é estar-se preso por vontade. É querer ser inteiramente daquela pessoa, no corpo e na alma. É entregar-se totalmente. É perdoar sempre. É querer nunca mais se separar de alguém. Amar, é viver.
E quando ele diz que mesmo que ele falasse a língua dos homens e dos anjos, ele não seria nada sem amor, ele não falou nada além da verdade. Antes de amar, tenho certeza que todos se sentem incompletos. Depois que conhecem o amor, mesmo que seja um amor impossível, (no momento apenas, não acredito que haja algo que seja impossível) você está completo. Você sente isso com cada fibra do seu corpo, com cada movimento, cada gesto, cada paixão, que te mostra que nada pode superar aquele amor.
Então, quem poderia falar de amor? Apenas os que amam.
Ninguém que nunca pode aproveitar esse sentimento pode ser capaz de falar sobre ele. Não com a mesma intensidade, mesma vontade, mesmo amor.
Acredite no amor. Ele supera qualquer barreira, de distância ou de tempo, da vida ou da morte. A morte é implacável com todos? Sim. Mas não com o amor.
E quem poderia entender o amor? Só quem já amou.
Mesmo que seja uma mínima parte dele e que eu ainda não o tenha experimentado em toda a sua plenitude, eu entendo o amor.

 
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