3 de novembro de 2010
14 de outubro de 2010
Um olhar no espírito
Às vezes eu queria ser cego por apenas uma semana. Poder ver o mundo pelos olhos de um, as coisas do mesmo jeito que ele. Tenho certeza que muitos deles vêem o mundo com mais exatidão que nós, vêem-no mais claramente que muitas pessoas que realmente “enxergam”...
Existem tantas e diversas maneiras de realmente ver as coisas...
Pelos olhos é o jeito mais comum e, talvez, o mais impreciso. Podemos enxergar através de todos os outros sentidos! Ver o mundo pelo cheiro que exala, pelos sons que emite, pela textura que possui, pelo gosto que tem... Tais maneiras são muito mais intensas de se enxergar porque vão além da superfície rasa que os olhos da carne conseguem ver.
Estamos viciados nas coisas que vemos. Quantas vezes vemos uma coisa que realmente não é daquele jeito? Muitas, pode ter certeza. Quantas vezes não julgamos uma pessoa só pelo que nós vimos dela, por sua aparência, pelo que ela aparenta a nós. Olhamos uma pessoa e achamos que já vimos tudo o que podíamos dela. Mas não vimos.
Se usássemos nosso outros sentidos poderíamos ter uma ideia melhor do que alguém ou algo realmente é, de como se comporta, uma ideia melhor de sua essência. Ainda que não seja certo, talvez assim poderíamos julgar com uma exatidão maior a personalidade de alguém.
Mas se usássemos um outro sentido, com certeza poderíamos conhecer uma pessoa como ela realmente é.
São os olhos também. Mas não os da carne.
Os olhos do espírito.
Se usássemos esses olhos todas as vezes que olhássemos para algo... nossa vida seria extremamente mais fácil.
Ao dirigir um olhar desse para algo/alguém, vemos muito alem do que está na superfície, enxergamos a essência do que vemos, pois nada pode se esconder de uma alma que quer ver.
Sabe aqueles olhares de tirar o fôlego? Aqueles que prendem os olhos, olhares onde não são necessárias palavras, suspiros, cheiros, sabores ou cores? São olhares que dizem muito mais do que podemos falar. São com os olhos da alma que damos tais olhares e, quando usamos esses olhos para ver, são os mesmos que enxergamos, na outra pessoa. Vemos sua alma e sua essência, o que ela sente e quer, o que pensa e é.
Um olhar intenso como esse dirigido a uma grande amiga (amigo para as mulheres) pode mudar tudo entre duas pessoas, nem que seja por apenas alguns instantes, poucos minutos, algumas horas. Um olhar como esse é capaz de despertar qualquer tipo de sentimento, inclusive o desejo e a paixão, e também a amizade e compaixão.
Duas pessoas podem se aproximar imensamente apenas com um olhar.
Experimente esse novo tipo de olhar, não é dificil, basta querer. E treinar!
;D
*inspiração! http://meublogcafecomcanela.blogspot.com/2010/10/teu-jeito-de-olhar.html ^^
21 de agosto de 2010
Nosso pior inimigo
Uma amiga me deu a idéia para fazer esse texto. Pensando depois, não sei como ainda não tinha pensado nisso.
No nosso atual estado, você pode dizer do que nós somos feitos?
Hoje, temos matéria. Mas não somos matéria. Somos, na verdade, espíritos. Mas como estamos aqui, somos carne + espírito, e essa ligação não pode ser esquecida ou contornada. Ela existe sim e é muito forte. A influencia de um no outro, reciprocamente, é muito grande. Mas existe uma frase que exemplifica bem e em poucas palavras, quem deve sobrepor-se a quem: A mente domina a matéria.
Para mim essa frase está mais do que certa. Por quê? Porque como eu disse ali em cima, somos, na verdade espíritos. Espíritos que estão passando por uma experiência humana. Então, porque vamos deixar que essa fase transitória, os apelos da carne – que não são os que mais importam – dominar o nosso corpo?
Como eu disse para a mesma amiga, para mim, uma das coisas que eu acho que tenho que mudar em mim, é isso. Em algumas situações eu deixo que a matéria me domine, cedo aos instintos, ignorando a razão e o que eu acho que é certo. Por quê? Porque a mente ainda não domina o corpo completamente, e isso não pode acontecer.
Confesso que, falando, parece fácil como tudo sempre parece quando posto em palavras, mas, mesmo sendo algo extremamente difícil, temos que tentar. Tenho certeza que todos os que lêem esse texto já passaram por experiências onde se deixaram levar pelo corpo. Ou não? Quem disser que não vai estar mentindo para si mesmo. Como eu sei? Porque estamos aqui, na terra, e todos os que estão aqui estão mais ou menos na mesma situação, onde o espírito ainda não dominou a matéria. Se tivéssemos realmente dominado, não estaríamos aqui, não necessitaríamos mais de um corpo para evoluirmos.
Agora pense, pense em um momento em que você se deixou levar. Bateu aquele arrependimento depois não bateu? E esse arrependimento vem porque sabemos que o que fizemos foi errado, não queremos mais fazer aquilo, porém, na hora, não pensamos nisso, ou até pensamos, em alguns casos, mas não temos a força de vontade necessária para nos enfrentar. Sim, nos enfrentar, porque essa “batalha” é uma batalha de nós contra nós mesmos. Quer fraqueza maior do que essa? Não somos capazes nem mesmo de vencermos a nós, como esperamos vencer outras pessoas, enfrentar outros problemas?
Isso mostra o quanto ainda não nos conhecemos.
Li em outro blog que existe uma parte de nós, cerca de 25%, que nós não conhecemos, que ninguém conhece, ela esta ali, inexplorada e exercendo um grande domínio sobre nossas ações. 25% é muita coisa.
O que devemos fazer então? Como podemos vencer essa batalha?
Precisamos conhecer-nos. Mas isso é algo extremamente difícil, muito complicado. Então, antes de tentarmos nos entender por completo, vamos começar a combater os sintomas.
Quando chegar aquela hora, aquela situação que você não quer para você, aquele vício, talvez, o momento onde seu corpo ameaça dominar sua mente, tente pensar com clareza, com razão e lógica. Apresente os motivos que te levaram a não querer aquilo, porque aquilo é errado, porque devemos abandonar tal hábito. Vamos exercitar nossa força de vontade.
Certo, tenho certeza que muitos vão dizer: “Eu não consigo, é muito difícil, não tenho tanta força de vontade”. Enquanto você não quiser ter força de vontade, você não vai ter. Força de vontade é algo que se adquire através da pratica, do sacrifício. No começo vai ser sim muito difícil, mas se você conseguir passar pelo primeiro dia, vai ter um incentivo a mais: “Eu venci uma vez, porque não posso vencer outra?”. Tente vencer uma batalha por vez, uma dia por vez. Conte os dias, marque-os em um papel, por exemplo, assim, cada vez que você olhar naquele dias que crescem, você vai ter um novo motivo para continuar. Não tente ganhar a guerra logo no primeiro dia.
É realmente frustrante saber que existe uma parte de mim que é mais forte do que eu mesmo e eu não gosto disso. Gosto de saber que eu tenho força suficiente para fazer minhas próprias escolhas e não me deixar levar por um “simples” instinto.
Se conseguirmos vencer essas batalhas, estaremos chegando mais próximos de nós, conheceremos melhor a nossa natureza, porque saberemos dominá-la.
Tudo sempre começa com um primeiro passo. Não deixe para dá-lo amanha, comece hoje, começa agora.
Basta só você querer.









16:15
