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23 de novembro de 2010

Preces silenciosas


Você sabe o que é uma prece?
Tenho certeza que a maioria da população mundial não sabe o que é uma prece. Dos que acham que sabem, muitos se intitulam incapazes de rezar. “Eu não sei rezar”, é o que eles dizem. Como alguém pode não saber rezar? Mas não vamos começar pelo fim.
Você sabe o que é uma prece?
O Pai Nosso, prece nos deixada por nosso grande Mestre, é sim uma prece. Mas caiu na repetição, na mecanização. Rezamos o Pai Nosso assim como um chinês faz seu trabalho: sem pensar, apenas repetindo as frases sem perceber seu real significado, sem imbuí-las do sentimento tão necessário à prece.
Uma prece, para ser verdadeira, não precisa de palavras.
Precisa de sentimentos.
Quanto tempo alguém não fica sem rezar? Muito, dependendo da pessoa. Eu mesmo não rezo todos os dias (se é que chego a rezar três vezes na semana). Nós simplesmente esquecemos. Chegamos cansados do trabalho ou da faculdade e a única coisa que queremos é deitar na nossa cama e dormir. Isso é um erro. Eles não se esquecem de nós, Ele não se esquece de nós, então não devíamos nos esquecer dele.
Vejo em alguns lugares por aí a seguinte frase: O silêncio é uma prece.
Não concordo.
Se você estiver apenas falando do silêncio de palavras, até vai, mas essa frase tem um significado que vai além. Se não estamos falando, não significa que estamos em silêncio. Nossa mente não para de pensar e ‘falar’ e agir, nosso coração não para de sentir, nosso espírito não fica em silêncio.
O real silêncio é aquele em que não pensamos, sentimos ou agimos. Isso não pode ser uma prece, nunca será, pois ficar em silêncio assim é simplesmente deixar de existir sem morrer.
Uma verdadeira prece não precisa apenas de palavras.
Você pode achar que não, mas reza muito mais do que imagina.
Não precisamos estar em casa, em nossas camas, ou na igreja, no centro espírita ou qualquer que seja a ‘casa’ da sua religião para rezar. Rezamos quando pensamos com carinho na pessoa amada, desejando que nenhum mal lhe aconteça. Rezamos quando pensamos em nossos sonhos, desejando que eles se realizem. Rezamos quando passamos por uma situação de perigo ou simplesmente quando sentimos aquele aperto no peito ao ver algo que não está certo e que queríamos poder mudar.
A verdadeira prece é aquela que vem do coração. Ela, porém, jamais será silenciosa, pois um sentimento grita com muito mais força, mais intensidade do que uma voz jamais poderá fazer.
Se em algum momento do seu dia você sentir vontade de rezar, pare o que está fazendo e se concentre por alguns segundos. Não precisa pensar em nada de especial, apenas agradeça pela vida que, com tanto carinho, nosso Pai nos deu.
Todos sabem rezar.

8 de novembro de 2010

Pleonasmo

Desculpe, mas outro dia, ao utilizar o banheiro da Bauducco (eu trabalho lá ;D) vi duas pequenas frases que, ao meu ver, estão erradas.

As frases “Jesus te ama” e “Deus é amor” caracterizam um pleonasmo (assim como um emo gay hahahahah brincadeiraa! ;D), pois é claro que Jesus me ama! Ele ama a tudo e a todos! E “Deus é amor” é querer simplificar algo que não pode ser simplificado. Deus não é amor, Ele é muito mais que amor, amor que é Deus.

^^

1 de novembro de 2010

Os fins (não) justificam os meios

Até onde é certo seguir um caminho?

Na nossa vida podemos interpretar dezenas de papéis, contar dezenas de mentiras, querendo ou não dizer a verdade, mas existe um “papel” que não escolhemos interpretar e que é o mais importante de todos. Para mim, essa personagem se chama Gustavo, pra você pode ser Nathan, Amanda, Paloma, Leonardo, Vitória, ou qualquer que seja o seu nome.

Quando estamos “vivendo essa personagem”, tomamos nossas escolhas, escolhemos nossos caminhos. Esses caminhos se tornam nossa vida, e as escolhas que fazemos ao seu decorrer, formam nosso caráter. Esse caráter define a ideologia da nossa vida, ainda que nunca tenhamos parado para pensar se temos uma ou não. Consciente ou inconscientemente, todos tem um ideal de vida.

Mas... até onde é certo seguir por esse ideal?

Um cara uma vez disse que “Os fins justificam os meios”. Me desculpe, mas acho esse cara um idiota, por mais que ele possa ter feito além dessa frase ridícula. Só por ela, ele já recebe um prêmio Nobel da ignorância.

Se levarmos essa frase para a nossa vida, estaremos dizendo que, se o objetivo é algo bom, não importa o meio que usarmos, ele vai ser justificado. Quer dizer então que se eu ir até a casa do dono de um banco, fazer ele passar todo o dinheiro para mim e depois matá-lo para depois eu distribuir o dinheiro para os pobres da África, eu vou ter feito uma coisa boa?

Um exemplo mais próximo de nós e que muitos não conhecem.

Sabem a nossa excelentíssima nova presidente do Brasil (presidenta, como ela gosta de falar)? Então, ela lutou contra a ditadura militar no Brasil. Ela fez isso como os caras do tropicalismo, criando músicas, tentando abrir a mente do povo através do conhecimento imbuído em letras bem trabalhadas, fazendo-os enxergar a opressão através da inteligência?

Não.

Ela organizou uma guerrilha que assaltava bancos e quartéis do exército em busca de armas para depois seqüestrar e matar pessoas...

Qual foi a diferença dela para os ditadores que nos oprimiam?

Nenhuma.

Ela ajudou a transformar a ditadura em uma guerra maior do que já era. Para atingir um “objetivo”, ela usou de violência indiscriminada, sem pensar nas conseqüências dos seus atos, na crueldade das suas ações. E foi essa pessoa que resolvemos colocar para governar o nosso país... Alguns dizem que “naquela época era necessário isso”. Era o CARAMBA! Há dois mil anos Jesus veio e nos mostrou a lei do amor, que não devemos matar nossos amigos ou inimigos e sim buscar tudo com o principio da não-violência. Assim fez Gandhi.

Ele veio antes da Dilma e libertou a Índia da opressão que era submetida sem nunca pegar nem mesmo em um lápis para ferir alguém, quanto mais seqüestrar e matar (e outras coisas mais, como torturas, que provavelmente também ocorreram). E tem gente que vai dizer que era necessário? ¬¬

Existem situações e situações...

A da nossa amiga guerrilheira não era necessária violência. Muitos outros lutaram contra a ditadura sem nunca bater em ninguém. Agora, adiantou alguma coisa que ela fez? Não, a ditadura não acabou por causa dela.

Porém, ainda que nenhuma violência seja justificada, às vezes ela é “necessária”. “Os escândalos são necessários, mas ai daquele que o cometer”, disseram os espíritos para Kardec.

Ainda que seja uma coisa errada, eu não pensaria duas vezes em matar para salvar a vida de uma pessoa que eu amo ou minha própria vida, por exemplo, desde que eu não visse nenhuma outra alternativa, é claro. Se algum dia (espero que não) isso acontecer e não houver outra maneira, eu não vou hesitar...

=I

 
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