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6 de maio de 2011

Uma nova manhã



As nuvens hoje flutuavam no céu, cada uma em seus espaços delimitados, com suas bordas semi e definidas, sem se tocar, mantendo-se em seus gomos, encantando-nos com sua beleza de algodão, imóveis, sem se desmanchar como se fossem vitórias régias boiando sobre um lago imóvel aos milhares, muito próximas mas sem deixar de manter sua individualidade, indo de horizonte a horizonte, formando caminhos infinitos para que os anjos pudessem caminhar sem que pudéssemos vê-los, mas sem deixar de senti-los.

Chegando perto do Sol, era como se seu halo as derrete-se, deixando um círculo de pura luz ao seu redor onde ele brilhava fulgurantemente com a dignidade do astro rei, intocável e invisível em sua beleza e brilho.

Pelo alto, as nuvens brilham com tamanha luz, iluminando o caminho dos que passam por ali, refletindo e absorvendo sua luz e energia para depois emaná-las para nós na forma de tamanha beleza apenas visível para aqueles que quiserem enxergar.

Embaixo ficam meio acinzentadas, mas não que queiram nos entristecer, mas apenas nos mostrar nossa verdadeira condição. Mas, ainda mais, nos mostrar que basta querermos para podermos deixar de andar sob a sombra das nuvens e caminharmos sob o brilho do Sol, pois os anjos nada mais são do que mensageiros de Deus que vêm nos dizer a mesma coisa: somos todos iguais, somos todos capazes.

24 de abril de 2011

Da Glória, Renascer

Foi a seis meses que tudo começou.
Sim: inesperado.
Não: indesejado.
O convite apareceu ao estilo invocação,
Meio assim, como diria um,
Do tipo Pokémon:
Eu escolho você!
A decisão?
Tudo bem, eu vou à luta.
Da primeira se seguiu um Mc e uma nova fagulha:
De amizade, de vontade, de atividade,
Da verdade...
Santana, Registro, Araraquara e Carandiru.
Cada um teve seu momento,
Em todas elas um conhecimento,
Mas o que marcou foi o acontecimento.
Santana: o choque.
Registro?
Registro foi o que se abriu para as gotas do meu suor.
Araraquara: ruas sem fim que estendiam-se rumo ao horizonte
Para desaparecer como se nunca tivessem existido.
Carandiru: o fim.
Não!
Eu disse fim?
Apenas de uma fase!
Depois da teoria, agora era a hora da verdade.
Próxima parada:
Guarulhos!
Cidade sede e natal,
Faculdade natal e sede.
Me vi entre pessoas des e conhecidas
Em um lugar des e conhecido,
Para estudar, aplicar,
Tudo aquilo pelo que nos fizeram batalhar
Amei, briguei, lutei, vislumbrei...
Aprendi.
Aprendi a olhar, talvez apenas um pouco mais,
Com os olhos que vão além da alma,
A pelo menos tentar o invisível enxergar.
O talvez é: será que consegui?
Outro talvez é: será que isso realmente importa?
Entre talvezes e talvezes,
Aprendi, pelo menos na teoria,
O que é o real essencial,
E agora chegou ao fim.
Não! Sismei com essa palavra não é?
Melhor:
Recomeço.
Porque a COMJESP, meus amigos
A COMJESP nunca termina.
Ela é bela, grandiosa, incandescente!
A COMJESP é assim, como uma fênix,
Não finda, não morre.
Ela é assim como nós:
Quando pensamos que tudo acabou,
Ela simplesmente renasce.

6 de abril de 2011

Eu conheço o seu coração. Seu coraçãozinho que já foi quebrado, estilhaçado em mil pedacinhos, como um copo de cristal que cai no chão. Conheço seus pensamentos, cada um que passa na sua mente, conheço os seus sonhos, conheço os seus desejos, o que você gosta e não gosta. Além de tudo isso, eu conheço a dor que você sente. Não por conhecer tudo, mas por sentir ela com você. E quando você chora, eu choro junto, quando você se tranca no quarto, eu não deixo ninguém entrar, te coloco no meu colo e deixo você chorar, até que durma. Agora você sabe porque se sente em paz quando chora? É porque eu recolho suas lágrimas, para que eu as chore no seu lugar. E quando sua dor para, é porque eu estou sofrendo por você. Eu estou quieto, e você está se remoendo de raiva de mim. Estou quieto, porque quero preparar algo maravilhoso no fim do tunel, para que você perceba, que mesmo que tenha sido escuro por todo o caminho, eu estive ali, na sua frente, retirando todas as pedras pra você, se machucando por você, sangrando no seu lugar… Você sofreu, eu sei, mas sofreu o minimo, aquilo que eu sei que você poderia sofrer, o que você não podia, eu sofri. Você está com raiva de mim. Mas eu não me importo. Porque eu te amo além de tudo. E vou continuar sofrendo por você, vou continuar chorando por você e com você de noite, de manhã, de madrugada. Vou continuar do seu lado quando você se trancar no quarto pra escutar qualquer musica no ultimo volume. Vou te amar. Mesmo que você me odeie e não me queira mais, vou continuar te querendo. Mesmo que sinta muita raiva de mim, a unica coisa que eu vou fazer é te amar mais.


Com amor, Deus.


(Nunca duvide que ele vai estar sempre ao nosso lado).

23 de novembro de 2010

Preces silenciosas


Você sabe o que é uma prece?
Tenho certeza que a maioria da população mundial não sabe o que é uma prece. Dos que acham que sabem, muitos se intitulam incapazes de rezar. “Eu não sei rezar”, é o que eles dizem. Como alguém pode não saber rezar? Mas não vamos começar pelo fim.
Você sabe o que é uma prece?
O Pai Nosso, prece nos deixada por nosso grande Mestre, é sim uma prece. Mas caiu na repetição, na mecanização. Rezamos o Pai Nosso assim como um chinês faz seu trabalho: sem pensar, apenas repetindo as frases sem perceber seu real significado, sem imbuí-las do sentimento tão necessário à prece.
Uma prece, para ser verdadeira, não precisa de palavras.
Precisa de sentimentos.
Quanto tempo alguém não fica sem rezar? Muito, dependendo da pessoa. Eu mesmo não rezo todos os dias (se é que chego a rezar três vezes na semana). Nós simplesmente esquecemos. Chegamos cansados do trabalho ou da faculdade e a única coisa que queremos é deitar na nossa cama e dormir. Isso é um erro. Eles não se esquecem de nós, Ele não se esquece de nós, então não devíamos nos esquecer dele.
Vejo em alguns lugares por aí a seguinte frase: O silêncio é uma prece.
Não concordo.
Se você estiver apenas falando do silêncio de palavras, até vai, mas essa frase tem um significado que vai além. Se não estamos falando, não significa que estamos em silêncio. Nossa mente não para de pensar e ‘falar’ e agir, nosso coração não para de sentir, nosso espírito não fica em silêncio.
O real silêncio é aquele em que não pensamos, sentimos ou agimos. Isso não pode ser uma prece, nunca será, pois ficar em silêncio assim é simplesmente deixar de existir sem morrer.
Uma verdadeira prece não precisa apenas de palavras.
Você pode achar que não, mas reza muito mais do que imagina.
Não precisamos estar em casa, em nossas camas, ou na igreja, no centro espírita ou qualquer que seja a ‘casa’ da sua religião para rezar. Rezamos quando pensamos com carinho na pessoa amada, desejando que nenhum mal lhe aconteça. Rezamos quando pensamos em nossos sonhos, desejando que eles se realizem. Rezamos quando passamos por uma situação de perigo ou simplesmente quando sentimos aquele aperto no peito ao ver algo que não está certo e que queríamos poder mudar.
A verdadeira prece é aquela que vem do coração. Ela, porém, jamais será silenciosa, pois um sentimento grita com muito mais força, mais intensidade do que uma voz jamais poderá fazer.
Se em algum momento do seu dia você sentir vontade de rezar, pare o que está fazendo e se concentre por alguns segundos. Não precisa pensar em nada de especial, apenas agradeça pela vida que, com tanto carinho, nosso Pai nos deu.
Todos sabem rezar.

17 de novembro de 2010

A criação da destruição


Um ciclo. Nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Principalmente morrer.
Milhões e milhões de pessoas nascem todos os dias no nosso planeta, muitos desses simplesmente n nascem, morrem. Outros tantos nascidos antes seguem o mesmo caminho sem volta, o da escuridão, do medo infundido em séculos de instintos.
Porque morrer?
Porque ter medo da morte?
Temos medo porque não sabemos o q vem depois, não sabemos como será, não sabemos nem mesmo se vamos continuar existindo!
Não sabíamos...
Lutamos a maior batalha d nossas vidas todos os dias, a todos os instantes. E a cada segundo q passa, perdemos um pouco mais, rumando inevitavelmente para a derrota final.
Morrer é perder então?
Quem morre cedo é porque não teve capacidade d continuar lutando? Talvez, para alguns...
Somos mesmo sonhadores, adoramos lutar por causas perdidas (não que um sonho seja uma causa perdida). Travamos insistentemente a guerra que não podemos vencer. Uma hora, cedo ou tarde, a morte sempre ganhará.
Porque o ciclo é esse: nascer, crescer, reproduzir e morrer.
Espere!
Falta algo aí.
Renascer.
Morremos todos os dias quando dormimos. Renascemos todos os dias quando dormimos. Renascemos ao acordar.
Milhões, bilhões de seres renascem todos os dias em nosso pequeno planeta, mostrando que mesmo que percamos infinitas vezes para a morte, sempre nasceremos uma vez mais.
Morremos na mesma proporção que nascemos? Não.
Cada sonho que sonhamos, que realizamos, é uma outra vez que nascemos. Os sonhos nos trazem vidas. Cada amor que vivemos nos faz renascer nessa própria. O amor multiplica essas vidas.
Sabemos sim o que vem depois da morte. Uma nova vida. Pois a morte apenas existe para que possamos viver novamente.
Não tenha medo da morte, não tenha medo da vida. É apenas um ciclo que se repete em nossa existência.
Quem sempre ganha nessa “guerra”?
Nós.

8 de novembro de 2010

Pleonasmo

Desculpe, mas outro dia, ao utilizar o banheiro da Bauducco (eu trabalho lá ;D) vi duas pequenas frases que, ao meu ver, estão erradas.

As frases “Jesus te ama” e “Deus é amor” caracterizam um pleonasmo (assim como um emo gay hahahahah brincadeiraa! ;D), pois é claro que Jesus me ama! Ele ama a tudo e a todos! E “Deus é amor” é querer simplificar algo que não pode ser simplificado. Deus não é amor, Ele é muito mais que amor, amor que é Deus.

^^

6 de novembro de 2010

The birth (day) of a Sun




Tudo começou em um dia. Um único dia.


Todos nascemos, crescemos, nos reproduzimos, e morremos. Todos e também tudo. Nada nem ninguém foge às leis do nosso criador. Assim também está ocorrendo com ele.


O dia fatídico foi a (quem poderá dizer?) muitos bilhões de anos atrás. Este dia foi um marco na existência de todos os que ainda não existiam naquela época. Eu, você, nós só estamos aqui, neste lugar, hoje, porque, naquele dia, ele nasceu.


Como ele nasceu? Não sei. Talvez sua matéria começou a se aglomerar, com a ajuda de uma força maior, em volta de uma esfera altamente gravitacional. Pode ser que seja o pedaço perdido de algo maior, que vagou “sem destino” pelo espaço até chegar aqui, nesse canto ‘esquecido’ do universo. Mas isso não importa. O que importa é que um dia ele nasceu.


Ele nasceu e assim, nós também, ainda que não estivesse nem nos planos d’Ele criar-nos naquela época.


Seu nascimento nos deu a vida!


Vida que jogamos fora em atitudes desprezíveis e amedrontadas...


Ele brilha no alto, intacto, inalcançável, emitindo seus raios de poder, energia e vida para todos os lados, para o nosso lado.


Não está lá por nossa causa, mas só estamos aqui por causa dele.


Somos completamente dependentes da luz.


Se ele simplesmente deixasse de existir agora, neste momento, teríamos, talvez, nossos últimos oito minutos de felicidade.


E ainda assim continuaríamos dependendo dele.


A carne que comemos vem de suas forças. Não? Sim! Ele dá a vida à planta. O animal come a planta, nós comemos o animal. A energia que tanto prezamos e utilizamos, vem inteiramente dele. Não? Sim de novo! À milhões de anos o Sol também brilhava sobre (quase) as mesmas superfícies e dava a vida à outros seres. Esses seres foram soterrados e hoje queimamos o “resultado” em nosso carros.


Nós só falamos porque ele existe, só comemos porque ele brilha, só respiramos porque um dia ele nasceu.


É um pensamento simples de ser associado.


Existimos porque ele existe.




inspirado em http://thebirthofasun.tumblr.com/

5 de novembro de 2010

Ser essência, muito mais!

Quando a pessoa faz um blog, ela o faz com algum objetivo, seus textos, na maioria das vezes, tem um tema geral em comum.

O meu amigo Nathan fala sobre fatos que acontecem na vida dele, seus sentimentos (raras vezes), alternando entre uma ou outra história, mas sempre tirando algum conhecimento das suas experiências (que às vezes são puras trollagens).

Minha amiga Paloma (que no caso é muito “amiga” do Nathan ;D), em geral, nos conta sobre o que aconteceu no dia dela, como em um diário.

Existem blogs voltados para a manifestação espírita (Rodrigo) ou para divulgar músicas e poemas próprios (Ricardo). O fato é que todos criam um blog com um objetivo, tem um tema principal para ele. Muitas pessoas já me perguntaram: sobre o que você escreve no seu blog? E eu nunca soube responder assim: é sobre isso (ponto)!

Meu primeiro texto foi sobre o amor. Tem também crônicas, narrativas, criticas, desabafos, declarações, textos filosóficos ou científicos que buscam entender certas coisas, outros são engraçados e outros são simples frutos de momentos brisados.

Percebi que não tenho um tema central...

Há algum tempo eu escrevi sobre os elementos e os relacionei conosco e os sentimentos. Aprendi muito com esses textos e gosto muito deles. Mas ainda assim, o que eu busco ao escrever? Não sei!

Quando resolvi criar o blog, não foi por algo especifico.

Simplesmente eu fiquei com uma vontade enorme de escrever e fiz sete textos em dois dias. Precisava então divulgá-los, certo? Fiz o blog. Fiquei então com medo de não conseguir “alimentá-lo” com a freqüência necessária, pois não quero apenas escrever, quero que a maior quantidade possível de pessoas leia meus textos, quero que gostem e admirem o que escrevo porque, senão, para o que importa tanto esforço? Para ficar arquivado sem nunca ser visto ou lido?

Descobri a facilidade que tenho para criar. Sempre soube que eu era bem criativo desde pequeno, pois sempre brisei MUITO e sempre disseram isso para mim, mas não tinha certeza se eu conseguiria escrever tanto assim. Cá estou no texto número 120 (mais ou menos). O que eu busco então? Não tenho certeza ainda...

Acho que, algumas vezes, eu busco a essência de tudo ao redor.

Não suporto ver algo e não entender como funciona, para que serve. Sou curioso e minha curiosidade me impele a saber sempre mais.

É isso!

O que eu busco com a escrita, desde o meu livro até o meu blog, é entender a essência do nosso mundo, da nossa vida em, para isso, uso de vários “meios” – que seriam os temas dos textos – pois a essência de tudo não está em apenas uma coisa. Está na matéria, nos elementos, na anti-matéria, no pensamento, na inteligência, no sentimento, na brisa, na idéia, no espírito, na revolta, na filosofia, na ciência, em Deus.

No nada.


*blogs citados:

http://paahloma.blogspot.com/

http://nathan-gonzales.blogspot.com/

http://deckrock.blogspot.com/

http://manifestacaoespirita.blogspot.com


23 de outubro de 2010

Ver as coisas como elas são

Às vezes eu queria que o mundo simplesmente parasse. Todos parassem, o tempo parasse, a Terra parasse de girar ao redor do Sol, o universo parasse seu movimento constante, parasse de expandir e simplesmente me deixasse ficar quieto por um momento, simplesmente parado, como tudo o resto, pensando, analisando as coisas como elas realmente são em toda a sua verdadeira essência paralisada, sem formas inventadas ou subterfúgios, sem máscaras, nuas em toda o seu real significado.

Queria que tudo parasse para que eu pudesse continuar por algum tempo sem depender de ninguém, sem precisar da aprovação de alguém, sem fazer algo por alguém ou porque esse alguém quer...

No dia em que a Terra parar, eu serei livre pelos instantes em que ela continuar imóvel. No dia em que tudo parar, conversarei com Deus e tentarei entender o significado daquilo que ele coloca na minha vida.

Só queria que tudo parasse por um instante, por mais fugaz que fosse...

10 de outubro de 2010

As luzes da vida





O tempo passa em tantos tempos da nossa vida. Tantas vezes perdemos segundos preciosos transformados em momentos de tristeza e maldizer.

Nos encolhemos nas sombras das palavras que dizemos, das injúrias que proferimos. Esquecemos de nós e dos outros nos nossos dias, pensando e agindo através de pessoas que não somos, que não queremos ser.

Encolhemos sensações, abafamos emoções, deixamos os sentimentos passarem por nós sem nos tocar, circundando nosso espaço sem nem mesmo reagir, interagir, ouvir ou tentar sentir.

Quantos de nós podem dizer que são felizes?

Poucos. A maioria nem sabe realmente o que é felicidade. Passam a vida praticamente sem ter um momento de alegria, um sorriso sincero por pura espontaneidade, simplesmente por sorrir sem ter que pensar, só porque deu vontade.

A Luz – do Sol, das estrelas, da Lua – incide sobre tudo e todos a todo instante, atravessando nuvens e paredes, iluminando qualquer espaço ou pessoa. Desde que tal ser deseje ser iluminado por ela.

Luz que viaja para todos os cantos do universo levando seu brilho, cobrindo milhares de quilômetros em um piscar de olhos.

Mas o que seria a Luz?

Existem tantas definições...

Pensamento é luz! A forma mais veloz e sublime, mais potente e que brilha mais forte, livre e indomável como o ar, transformador. Suas ondas viajam de um lugar ao outro com apenas a sua vontade, seu desejo, cobrindo milhões de quilômetros em um instante. Ilumina mais do que qualquer outra fonte, levando seus raios até mesmo para os lugares que se recusam a recebê-lo, pois pensamento é conhecimento.

Luz também é amor! Amor livre e poderoso que brilha e ilumina não só as pessoas que o sentem, mas tudo e todos ao seu redor, aquecendo e modificando profundamente, irreversivelmente.

Então o ar também é luz...

As palavras, onde quer que vão, levam faíscas, pulsares, brilhos dispersos ou não, luzes intensas e também mais fracas, levam vida e despertam a imaginação, incitam a emoção, movimentam a sensação.

Sentimentos que brilham com a intensidade de uma estrela, jogam seus raios para todos os lados sem discriminar. Sentimentos esses que também são levados pela fluidez de uma palavra, de uma escrita, de uma frase, de um texto ou de um livro. Palavras líquidas que se iluminam a quem quiser ler, ver, que se movimentam e ocupam espaços da mesma forma que a água que brilha e da vida.

E assim, a água também é luz...

E os sonhos? Ah, os sonhos são uma das mais belas formas de luz. Dão a esperança que já é implícita à luz para aqueles que tem medo de ver, medo de ouvir e sentir. Sonhos que mudaram nossa vida para sempre quando deixamos as trevas para viver na luz, quando começamos a sonhar com o sonhar, sonhar com a vida, assim como um dia fez a terra, vendo as sombras refugiarem-se nos cantos das paredes e de nossa alma com a luz que bruxuleia.

Assim também descobrimos a amizade.

A amizade, ainda que não queiramos ver qualquer outro tipo de luz, nos ilumina de dentro para fora e acabamos nos tornando a própria Luz.

Descobri que a terra também é luz...

Existem algumas emoções que são mais intensas, mais quentes, que brilham de um modo mais selvagem, quase incontrolável. Ainda assim, o desejo nos mostra, através de sua luz e calor, lados da vida que não poderíamos ver de outro modo. Ele nos testa e faz com que conheçamos melhor a nós.

O amor e a paixão ardem também com a ferocidade do fogo, nos queimando e consumindo, fazendo-nos viver com mais brilho e intensidade, com mais vida! Queimam, consomem e regeneram, sempre iluminando a tudo.

Alguém pode dizer que o fogo não é luz?

A Luz está em tudo em todos, está em nós e no universo, porque a Luz nada mais é do que o nosso criador. Deus criou a Luz da própria essência de seu ser. Luz é esperança.

Esperança de que poderemos dar mais um passo sem medo, pois há alguém que brilha por nós, iluminando nosso caminho, ajudando-nos a não tropeçar, nos mostrando o ponto de apoio para levantar.

Luz; matéria divina, imaterial e palpável, que ilumina e dá brilho, veloz e fluida, sonhadora e apaixonada, amante e intensa, sublime.

Então, é assim que nós somos...

Luz

8 de outubro de 2010

(O desejo d(O fogo) do desejo)







Quantas vezes os desejos não surgem em nós de um jeito quase incontrolável, brotando no íntimo do nosso ser e ganhando força rapidamente, aumentando seu volume e sua intensidade...




Somos feitos de tantas coisas... uma delas é o desejo. Desejo de continuar vivendo, de dar mais um, dois, milhares de passos, de sorrir, ser feliz, beijar uma pessoa que te atrai, que te desperta o desejo, desejo de amar, de se apaixonar... desejos são tantos que é impossível citar todos.




Desejos geram escolhas, e essas escolhas influem na nossa vida como nada mais pode fazer.




Às vezes tais escolhas são irreversíveis, causam danos irreversíveis, irrecuperáveis, irrevogáveis, incontestáveis...




Os desejos tem um pouco de cada elemento. São livres como o ar; não há restrições para o que se quer desejar, como quer desejar, quem se quer desejar... são apaixonados como a água, fluindo pelo nosso ser e tomando conta dele quase que violentamente... são sonhadores como a terra, pois desejam tudo o que podem sonhar.




Mas ainda assim, o ato de desejar, o desejo, essa parte tão intrincada do nosso ser, que nos impele muitas vezes quando a coragem ameaça de falhar, que às vezes nos faz tomar atitudes precipitadas levando-nos a cair no erro, tem muito mais de outro que não esses três anteriores.




O desejo, essencialmente, é quente. Arde em nossas veias, queimando o nosso corpo de dentro para fora na fúria de sua expressão, incendiando nossas células para alimentar seu ser, turvando nossa mente, dominando nosso corpo, movendo nossos atos...




Quando deixamos o desejo nos dominar, deixamos um rastro de pegadas fumegantes por onde quer que passemos.




Destruímos e afugentamos, amedrontamos.




Ainda assim, o Fogo não é apenas destruição.




O fogo faz parte de nós, parte do que somos, está em nossa essência assim como estamos na dele. O fogo é determinado. Devemos mantê-lo sob controle, para que ele não assuma seu controle sobre nós, pois ele tem vida própria e se alimenta do que nós realmente somos, de nossos desejos e vontades...




O fogo está em tudo e em todos, em cada partícula que forma cada ser que existe no universo, pois o fogo é energia, e a energia é a matriz da vida que nos ilumina.




O amor é o fogo que arde a mostra de todos, iluminando e incendiando os corações dos que amam, (re) nascendo em quem puder sentir seu calor. A paixão queima em seu desejo mais forte do que qualquer outro, consumindo-se e regenerando-se. Os sonhos só existem enquanto nosso fogo puder arder com força para alimentá-los. A amizade é um incêndio que devasta qualquer um que contra ela for.




Fogo é vida.




Todos os dias o Sol nos ilumina com a luz de seu fogo, luz de sua vida, dando-nos a nossa para que vivamos nossos desejos.




Nascemos do fogo, vivemos queimando e renasceremos pelas chamas.




Nosso planeta vive, pulsa e se incendeia. Tudo começa em seu interior, a vida começa em seu núcleo de labaredas incendiárias. Labaredas essas que nos permitiram vir à vida quando o planeta pulsava com sua ferocidade. Depois, nos permitiram realizar o nosso sonho de renascer como somos hoje quando redescobrimos a chama que havia em nós.




Guardamos em nosso íntimo a lembrança desse incêndio, pois nada pode viver se não queimar de alguma forma.




Mesmo a destruição que o fogo causa pode gerar novas esperanças, novos sonhos que viajarão livres e fluidos conforme nossa vontade. Basta apenas gerarmos as escolhas certas a partir do nosso desejo.




Fogo; elemento natural que vem de nosso pai, pois é ele próprio em sua essência, queima, ilumina e nos da força para continuar; desejo (in) controlável que não nos deixa fraquejar; queima por nosso corpo, alimentando-o e nos dando vida, fazendo parte de nós.




Desejo; o fogo em si, que não mede esforços para conseguir seus sonhos, seguir sua escolha; ama e se apaixona através das chamas que ardem em tais sentimentos.




Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, determinados como o fogo, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, violentos e sonhadores como o desejo, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade.






7 de outubro de 2010

Sonhos que movem montanhas




Sonhar, nunca deixar de sonhar.


Os sonhos movem a humanidade desde que a humanidade se tornou humana.


Bebemos, caçamos, comemos, matamos, nos escondemos, sobrevivemos. Pensamos... quem pode dizer o que levou à essa mudança?


Talvez um sonho.


Um sonho de deixar de sermos como éramos e nos tornar como somos. Sonho de crescer, viver, sorrir, falar, andar, olhar, pensar, amar! Sonho de sonhar...


Os sonhos são belos e sublimes, imaginários e reais, movimentam-se com toda a leveza do ar, viajam mais rápido do que o próprio, levando sua essência para todos os lados e lugares. Sonhos são divinos, inspiradores, superam qualquer barreira, assim como a água.


Quando um sonho se fertiliza, nasce e cresce, nada pode impedi-lo, ele toma conta do nosso ser, preenchendo cada espaço com sua liquidez apaixonada. Toma conta de nosso lado que busca, que é a libertação expandindo-se para todos os lados, veloz e determinado, voando com os ventos.


O sonho está em nós. Nós somos os sonhos que queremos ter...


Mas o que nós somos?


Somos apaixonados e espontâneos, movimentamo-nos para todos os lados ao nosso bel prazer, seja com nosso corpo ou espírito, mente ou subconsciente.


Somos livres! Ainda assim, presos.


Nem tudo nós podemos, apenas porque não acreditamos que podemos. Mas ainda assim, tal restrição tem suas dádivas.


A terra, ao contrário do ar e da água, não se movimenta com tanta facilidade.


Está presa ao chão, presa à Terra, presa à si. Movimenta-se conforme se movimenta, toda ao mesmo tempo, sempre com um objetivo. Quando começa, nada pode pará-la. Se nada a fizer iniciar, nunca começará.


A terra sim é poderosa.


Impele água e ar para todos os lados quando decide passar. Varre tudo que está em seu caminho na busca de seu objetivo. Ganha força, avoluma-se, multiplica-se, atrai outras para si, vai levando tudo e todos. Causa destruição? Sim.


Mas também causa a vida.


Junte o ar e a água à terra e acrescente uma pitada de um sonho.


Pronto, dali nascerá uma vida.


A terra reconhece suas limitações e não tenta ir além do que pode. Não tenta voar ou fluir. Ela quase nunca sai do lugar, mas vai quando é preciso. A terra sonha, sim, mas sonha sonhos reais, possíveis, imagináveis ou não, mas sempre realizáveis.


Sabe que não pode tudo sozinha. Precisa do amor do ar, da paixão da água, e junta isso com a determinação que lhe é própria. Dessa maneira, tudo é possível. E qual é o resultado dessa junção?


Chama-se Amizade.


Sonhar sozinho é bom e podemos ir longe assim. Mas sonhar junto é melhor ainda.


Vamos ainda mais longe quando estamos juntos de outros, com a força, amor, determinação, paixão, amizade, fluidez, velocidade, liberdade dos outros.


É assim que a terra é. Ela ama, sim, ama a vida que gera, o amor que regenera, o ar que liberta, a água que desperta. Ama os outros e a si, ama a tudo e a todos = amizade.


Somos amigos e irmãos, companheiros sonhadores que se amam, ajudam e acreditam.


A terra sonha e nós também. Sonhamos ambos com a vida e, assim como ela, devemos acreditar que nossos sonhos são reais.


Terra; amizade em si, que não discrimina nem injustiça, ama sonhadoramente, com paixão e liberdade, mas sempre com a mente clara e determinada. Fé.


Amizade; paixão, amor, liberdade, entendimento, (re) conhecimento, incentivo, determinação, vida.


Pois em Deus podemos acreditar quando encaramos o milagre que ele criou, a vida que nos deu, os sonhos que nos faz sonhar, as paixões, amores, que nos faz sentir, a terra que podemos pisar, a água que nos faz viver, o ar que nos faz sentir.


Assim somos. Livres como o ar, poderosos como a água, velozes como o pensamento, arrebatadores como a paixão, determinados como a terra, apaixonados como o amor, fiéis como a amizade

5 de outubro de 2010

Os ventos do amor



Buscando inspiração novamente. Não sei o que pensar, ultimamente ando sem ideias para temas. Mas não é que eu esteja sem criatividade, como aconteceu há algum tempo. É que eu não sei sobre o que escrever. Se eu descubro algo, a coisa flui naturalmente.

Faltava algo no ambiente... um movimento talvez; um som, uma palavra, uma cor, um calor, um vapor, um ardor, uma brisa.

Quantas coisas não estavam ao meu redor? Zilhões de átomos, dezenas de tipos diferentes deles, muitos elementos e elementais, matéria e porque não anti-matéria. Eu estava cercado, encurralado. Ainda sim, livre.


Sopros, brisas, ventos, ventanias e vendavais, tornados e furacões...

Queria ser como o ar: livre, leve e solto.

O ar pode ir para onde quiser, quando quiser, na velocidade que quiser. Basta um pouquinho de calor e pronto: a estratosfera vem aí! Lá ele esfria e desce

Rapidamente, girando, ganhando força e velocidade, energia. 50, 100, 200, 300, 400 km/h! Mas o ar aqui ainda tem suas limitações. Em Saturno os ventos sopram a mais de 2000 km/h! Queria ser como esse vento, incansável, imbatível, indomável, livre!

O fato é que não há limites para o ar.

Força assombrosa e destruidora da natureza que esculpe tão belamente nosso lindo planeta que ele acaba saindo de nossos pulmões. Como é bela a visão de um furacão, sentir, só de olhar, toda aquela força modificadora, avassaladora, transformando tudo por onde passa. Contém mais energia do que a humanidade já produziu, começa do nada, formando-se através de diferenças de temperatura, de estado, e quando começa, nada pode pará-lo, apenas sua vontade. Desvanescesse com ainda mais facilidade que se forma.

Ar que dá a vida, que sustenta a vida.

Tira vidas apenas para fazermo-nos renascer em um plano melhor.

Transmite som, palavras, emoções, movimentos, sensações.

Ainda assim, tendo tanta liberdade, está preso. Preso por algo que o mantêm unido à Terra e que, mesmo sendo “apenas” uma força da física, pode ser comparado conosco. O ar depende do nosso planeta, pois sem a gravidade ele se espalharia para todos os lados sem poder se movimentar, apenas se perderia na imensidão do universo.

Somos presos por uma força ainda maior do que a do ar. Somos presos pelo amor.

O amor também pode ser comparado ao ar. Indomável, irresistível, poderoso, imprevisível, veloz... tempestade que arrasa nossos sentimentos, deixando tudo completamente diferente do que era depois de passar, modificando nosso interior como nada mais pode fazer.

Arrasa áreas ainda maiores do que um furacão e pode deixar danos mais irreversíveis do que um. Mas o amor também pode ser controlado, assim como o ar.

Com força de vontade e determinação, e muita energia, podemos dobrá-los à nossa vontade, movimentá-los conforme a nossa dança, o nosso querer.

Ar. Elemento natural, puro, criado por Deus necessário à nossa sobrevivência, suave e intenso, elétrico e neutro, veloz e tranqüilo, suave e poderoso. Indispensável.
      Amor. Sentimento natural, puro, criado por Deus necessário à nossa sobrevivência, suave e intenso, elétrico e neutro, veloz e tranqüilo, suave e poderoso. Indispensável.

29 de setembro de 2010

Quando as luzes se acendem

O ser humano é uma criatura estranha. Desde o começo, esforçou-se para aprender tudo o que podia sobre tudo o que o cercava.

Ao ver o choque entre duas rochas produzir uma faísca, descobriu o fogo. Observando os pássaros voarem, inventou o avião. Tentando apreender tudo o que o cercava, começou a enxergar Deus.

Ávidos por conhecimento, não cessamos nunca de pensar e imaginar.

A imaginação porem, associada ao pensamento não-lógico, algumas vezes, cria outras coisas que não coisas para o nosso benefício.

Crenças e superstições, lendas, mitos, fantasias, realidade. Medo.

O medo sempre esteve junto do homem, acompanhando-o a partir do instante que pode compreendê-lo. Medo das feras, da chuva, dos raios, do fogo, da natureza, do homem, da morte, do escuro. Medo do Medo.

Existem centenas, milhares, infinitas razões, racionais ou não, para sentirmos medo. Algumas são lógicas e reais, algumas imaginativas e etéreas. O homem teme, principalmente, pela sua vida e o desconhecido, dois medos lógicos e também não, racionais e emocionais.

Mesmo entre os que acreditam que a vida não acaba quando o corpo morre, o medo do que há além da “vida” esta presente em suas (nossas) vidas, pois nesta passagem, juntam-se os dois maiores medos do homem que eu acabei de falar, morte e desconhecido.

O desconhecido pode causar dor, revolta, sofrimento, desconforto, angustia, perdas, loucura, morte. São algumas razões (racionais ou não) que nos fazem temer o desconhecido, o escuro (Leia o texto “Quem tem medo do escuro” no mês de agosto).

Há, porém, alguns que temem algo maior e melhor, e esses são os que merecem toda a nossa compaixão.

Pessoas que se entregaram às sombras e ao medo, cavando buracos profundos em suas mentes e escondendo-se lá, refugiando-se do medo nele mesmo, acolhendo-o, cegando-se por sua própria vontade, perdendo-se em labirintos sem fim entre seus iguais, seus eu-mesmo (Leia o texto “A dança das estátuas” do mês de agosto).

Nessa hora, o medo já faz parte delas, elas não o sentem mais. Pelo menos, não pelo que deviam sentir.

Se você tem medo do escuro, sinta-se reconfortado, essas pessoas, elas sentem medo da Luz.

Transformaram-se em estátuas-vivas, presas infinita e atemporalmente na inércia de sua falta de movimento. Movimentam-se em círculos sem fim, temendo sempre que seu mundo possa desmoronar por causa do brilho de um vagalume.

Escondem-se nas sombras criadas pela Luz, sempre fugindo seus olhos do brilho que cega, que machuca, que amedronta.

Não vêem, na aprendem, não sentem, não amam.

O conhecimento lhes foge, pois acham que sabem de tudo. O outro lhe é invisível, pois, quando o olha, vê apenas um espelho que reflete seu egoísmo e sua ignorância.

Não suportam bons sentimentos, pois eles brilham. Não suportam o amor, pois ele é Luz.

Não poderão se salvar se não enfrentarem o seu medo, coisa que “nunca” farão, pois temem o medo.

Esses são os que mais sofrem no mundo.

Não deixe que seus olhos, sua mente, se acostume com as sombras, é muito fácil. Difícil é voltar depois para a Luz.

Tenha medo das sombras, mas nunca da Luz.

17 de setembro de 2010

Brisas multi-temporais

Aulas de físico-química também servem para alguma coisa! Zuera a matéria é legal. Foi em uma aula dessa que eu tive a ideia para esse texto. O professor falava sobre transformações de energia, que ela não se perde, apenas se transforma. Isso eu já sabia, a informação que me fez pensar veio depois. A partir da informação acima, pode-se chegar à conclusão que, assim como ela não se perde, ela também não se cria, então a frase a seguir é apenas uma verdade antiquíssima e eterna: a energia no universo é constante.

Não sei se isso parece estranho para você, para mim é um pouco. Estranho pensar que toda a energia que já produzimos, gastamos e vamos produzir sempre esteve aí e ainda estará aí daqui milhões de anos. Toda a energia que o Sol já produziu sempre esteve aí.

Mas vamos sair da energia e passar para um assunto mais brisante.

O universo.

A definição do Universo para a cosmológica é um conjunto de estrelas, planetas, galáxias e outros astros celestes inseridos no sistema espaço-temporal que obedecem às leis da física.

A partir dessa definição podemos perceber que o tempo não é uma linha certo? Já que o universo está inserido no sistema espaço-temporal, o tempo não pode ser uma linha, uma reta definida, já que ele é um espaço. O tempo é relativo, assim como já falei em outro post. Não vou me aprofundar nisso.

Voltando ao universo.

Acho que esse nome, universo, é errado. Vamos desmembrar a palavra.

Uni=um, verso=lado, parte, dimensão.

A ciência já apresentou uma teoria que está sendo amplamente difundida. Essa teoria diz que, além das três dimensões que conhecemos, existem outras duas. Cinco dimensões que envolvem-se mutuamente umas às outras. Pelo espiritismo, temos o conhecimento de que tal teoria (não sei se exatamente como a física a expõe) é verdadeira. Sabemos que, além do plano que vivemos, existe outro também, o espiritual e, no espiritual, existem dimensões diferentes, como o umbral e os planos mais elevados, por isso acho que a teoria cientifica deixa a desejar. Então, se existem tantas dimensões, tantos versos, no universo, como ele pode ser chamado de uni? O mais certo, eu acho, seria dizer que vivemos em um multiverso.

Existe também uma outra teoria que fala sobre uni (multi, segundo meu conceito) versos paralelos. Diz, mais ou menos, que, co-existindo com o nosso mundo e multiverso em dimensões materiais paralelas e inalcançáveis por métodos materiais, existem centenas, milhares, incontáveis outros multiversos.

Tais multiversos seriam parecidos como o nosso. Na verdade, quem pode dizer? Nos milhares de mundos que existem no nosso e outros multiversos, a evolução pode ter favorecido o desenvolvimento de seres totalmente diferentes de nós.

E como poderíamos ter certeza da existência, consistência e seres que habitam outros multiversos? Na verdade eu acredito que, a maneira mais eficiente, seria irmos até esses outros multiversos. Como, se nem ao menos até Marte conseguimos chegar? Tenho quase certeza que não conseguiríamos atravessar essa barreira que divide os Versos com um foguete ou ônibus espaciais. Como eu proponho que atravessemos? Não sei, não cabe a mim descobrir isso. ;D Mas eu acredito que possamos chegar à esses outros multiversos sim.

São tantas e tão complexas as questões que isso levanta que prefiro nem tentar me aprofundar muito. O fato é que não podemos duvidar da existência de uma força superior ao vermos toda essa complexidade.

Sim, Deus existe.

 
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